Henrique Capriles Radonski

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Henrique Capriles
Henrique Capriles Radonski
Governador de Miranda
Mandato 29 de novembro de 2008
até 6 de junho de 2012
Antecessor(a) Diosdado Cabello
Sucessor(a) Adriana D'Elia
Prefeito de Baruta
Mandato 30 de julho de 2000
até 28 de novembro de 2008
Presidente da Câmara dos Deputados
Mandato 23 de janeiro de 2000
até 28 de março de 2000
Antecessor(a) Carmelo Lauría
Sucessor(a) -
Vida
Nascimento 11 de julho de 1972 (41 anos)
Caracas,  Venezuela
Dados pessoais
Alma mater Universidade Católica Andrés Bello
Partido Primeira Justiça (2000-presente)
Religião Católico
Assinatura Assinatura de Henrique Capriles Radonski

Henrique Capriles Radonski (Caracas, 11 de julho de 1972) é um político e advogado venezuelano, membro e fundador do partido Primero Justicia. Ex-prefeito do município de Baruta entre 2000 e 2008, elegeu-se governador do Estado de Miranda, com mandato entre 2008 e 2012, tendo sido reeleito para o quadriênio 2013-2017.

Em 2012, deixou o cargo de governador para concorrer na eleição presidencial de 07 de outubro daquele mesmo ano, tendo recebido 44,55% dos votos ante 54,84% para o vencedor, o então presidente Hugo Chávez.[1] [2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em 11 de julho de 1972, Capriles tem uma família de origem judaica - o pai, Henrique Capriles Garcia, é descendente de uma família de judeus sefarditas de Curaçao, enquanto a mãe, Mônica Cristina Radonski Bochenek, descende de uma família judaica russo-polonesa sobrevivente do Holocausto -, que se consolidou como uma das mais poderosas da aristocracia caraquenha, estando a frente de empreendimentos na indústria de entretenimento (comandam a rede de cinemas Cinex, uma das mais importantes do país).[3] [4] [5]

Apesar da origem judaica, Capriles é católico praticante, tendo até integrado a seção venezuelana da organização católica Tradição, Família e Propriedade na década de 1980.[6] Ainda naquela década, ele concluiria seus estudos básicos nos Institutos Educacionales Asociados El Peñón (IEA). Mais tarde, ingressaria no direito na Universidade Católica Andrés Bello, onde obteve o título de advogado em 1994 e uma especialização em direito econômico, na mesma universidade, em 1997.[3] Também iniciou os estudos de pós-graduação em legislação fiscal na Universidade Central da Venezuela.[7]

Também fez cursos nos Países Baixos, na Itália e nos Estados Unidos, foi membro da International Fiscal Association (IFA) e da Associação Mundial de Jovens Advogados e do Conselho Fiscal da Câmara Americana de Comércio e Indústria da Venezuela (Venamcham), e trabalhou nos escritórios de advocacia Nevett & Mezquita Abogados e Hoet, Peláez, Castillo & Duque, além de atuar nos negócios familiares, especialmente nas empresas da família materna, Radonski Bochenek.[8] [9]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Capriles Radonski começou sua carreira na política pelo partido de direita Copei. Em 1998, se candidatou à deputado federal pelo estado de Zulia nas eleições parlamentares daquele ano. Eleito, foi nomeado presidente da Câmara dos Deputados, apesar de sua inexperiência política, convertendo-se no deputado mais jovem a dirigi-la, mas deixou o cargo após a dissolução do Congresso venezuelano pela Assembleia Constituinte Nacional em 1999.[3] [10] Em 2000, ao lado do conservador Leopoldo López, fundou o partido Primero Justicia. Já naquele ano, disputou as eleições municipais de Baruta, um dos redutos da classe média-alta e alta da Região metropolitana de Caracas, tendo sido eleito prefeito com 60% dos votos. Em 2004, seria reeleito com quase 80% dos votos.[3] [11]

Ainda em 2000, Capriles se aproximou-se do International Republican Institute (IRI), organização vinculada ao Partido Republicano dos Estados Unidos.[12] Desde então, passou a ser conhecido como um dos principais opositores do governo venezuelano. Em 2002, Capriles Radonski participou ativamente do Golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez. Acusado de ter se omitido quando partidários anti-Chávez invadiram a embaixada de Cuba, em Baruta, e espancaram Ramón Rodríguez Chacín, então Ministro do Interior e Justiça,[3] [13] [14] foi preso por quatro meses, de forma preventiva por escapar à justiça, e julgado em 2004, absolvido em 2006, em novembro de 2008, o processo foi reaberto e permanece em curso.[15]


Em 2008, disputou as eleições para o governo do estado de Miranda, tendo derrotado o candidato Diosdado Cabello. Em 2012, Capriles Radonski conquistaria um novo mandato, após derrotar o candidato Elías Jaua .Após ter anunciado sua intenção de participar nas eleições primárias da Mesa da Unidade Democrática em 12 de fevereiro de 2012, que definiria o candidato presidencial que enfrentaria Hugo Chávez nas eleições presidenciais de outubro daquele ano, Capriles Radonski superou o concorrente Pablo Perez para se tornar o candidato da oposição venezuelana.[16] [17] No pleito presidencial para o presidente da República Bolivariana da Venezuela de 7 de outubro de 2012, Capriles saiu derrotado por Hugo Chávez, por mais de 10% percentuais (44% a 55%) dos votos. Apesar da derrota, foi a votação mais expressiva que a oposição a Chávez recebeu em quatro eleições presidenciais.[18]

Em 2013, após o anúncio de novas eleições presidenciais, em virtude da morte de Chávez em março do mesmo ano, Henrique Capriles Radonski confirmou que seria o candidato da oposição.[19]

Em 14 de abril de 2013, Nicolás Maduro foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de Capriles – uma diferença de cerca de 300 mil votos numa eleição com cerca de 19 milhões de eleitores registrados.[20] A participação eleitoral foi de 78,71%.[21] Em maio de 2013 o advogado de Antonio Molina solicitou uma investigação contra Henrique Capriles promover atos de violência no país a partir de 14-A. Durante um contato informativo com Venezolana de Televisión, Capriles chamados apoiantes para tomar ações qualificadas de criminosos no país e resultou em 8 mortes e danos à propriedade pública. Nesse dia apoiantes da oposição queimaram Diagnóstico Centers (CDI), a sede do Produtor Alimentos e Distribuidor (Pdval), também vários escritórios do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV ).[22] Capriles e outros líderes da direita venezuelana foram acusados ​​de "homicídio qualificado, crime frustrado realizado de conspiração, desobediência contra as leis e danos à propriedade pública."[23] [24]

Atualmente investigado pela justiça colombiana, mas, em 2012, o advogado Aurelio Jimenez Callejas apresentado aos encargos judiciais colombianas contra o candidato presidencial venezuelano Henrique Capriles, sob a acusação de "minar a integridade nacional, conspiração e obstrução da justiça "na Colômbia.[25]

Críticas ao comportamento pós-eleição de 2013[editar | editar código-fonte]

Nas eleições regionais de de 16 de dezembro de 2012, Capriles foi reconduzido ao cargo de governador do estado de Miranda com apertado resultado de 51,86% dos votos, vencendo por uma pequena diferença percentual o ex-vice presidente venezuelano Elías Jaua, que reconheceu a derrota para Capriles. Analistas, entre os quais, a jornalista e escritora Stella Calloni[26] e Salim Lamrani, doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Sorbonne apontam críticas ao comportamento de Capriles após a eleição presidencial de 14 de abril de 2013.

Cquote1.svg Capriles, que não deixou de acusar de parcial o Conselho Nacional Eleitoral durante a campanha presidencial, tinha-se mostrado muito mais indulgente em relação ao órgão durante as eleições regionais de 16 de dezembro de 2012. Existia uma razão para isso: o CNE o declarou vencedor no Estado de Miranda e ele celebrou a decisão. Depois do resultado apertado de 14 de abril de 2013 – 213.473 votos de diferença a favor de Maduro (50,75%) -, Capriles repudiou o sufrágio popular. Não obstante, durante sua eleição como governador (51,86%), a diferença com seu opositor de esquerda Elías Jaua foi de apenas 45.111 votos de um total de mais de dois milhões. No entanto, Jaua aceitou sua derrota[27] . Cquote2.svg
Salim Lamrani, jornalista, professor e Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Sorbonne-Paris IV



Referências

  1. Capriles é eleito candidato da oposição para enfrentar Chávez em outubro - O Estado de S.Paulo, 13 de fevereiro de 2012
  2. O Globo. Reeleito, Chavez convida oposicao trabalhar junto - O Globo, 08 de outubro de 2012
  3. a b c d e Capriles, o rosto da nova oposição - O Público, 02 de outubro de 2012
  4. (espanhol)Henrique Capriles, el abogado que pretende ser el nuevo Lula - El Publico, 06 de outubro de 2012
  5. http://eleconomista.com.mx/internacional/2013/06/03/cadena-capriles-vende-consorcio-medios-venezuela
  6. (inglês)High stakes in Venezuelan election - Guardian, 16 de setembro de 2012
  7. Sobre el Politico. eleccionesvenezuela.com. Página visitada em 8 de outubro de 2012.
  8. (espanhol)Henrique Capriles Radonski (2004). Página visitada em 14 de outubro de 2011.
  9. (espanhol)Página de la Alcaldía de Baruta (2007). Página visitada em 14 de outubro de 2011.
  10. (inglês)"Capriles cruises to victory in Venezuela's primary election", CNN, 13 February 2012. Página visitada em 8 May 2012.
  11. (espanhol) Paullier, Juan (13 February 2012). Así es Capriles Radonski, el hombre que espera derrotar a Hugo Chávez. BBC Mundo. Página visitada em 15 February 2012.
  12. (inglês)Did Henrique Capriles have a falling out with his US handlers? - Radio The Voice of Russia, 14 de março de 2013
  13. (espanhol) Ex embajador de Cuba en Venezuela: Capriles violó leyes internacionales - TeleSur, 12 de abril de 2012
  14. (espanhol)Embajador Germán Sánchez Otero: “Querían incendiar la embajada” (em español). Aporrea/Diario Panorama. Página visitada em 16 de marzo de 2009.
  15. (espanhol) Reabren juicio a Capriles Radonski por hechos de la embajada de Cuba (em español). El Nacional. Página visitada em 16 de marzo de 2009.
  16. Partidos de oposição na Venezuela se reúnem para definir candidato contra Chávez - Agência Brasil, 11 de fevereiro de 2012
  17. Candidato único da oposição quer despolitizar disputa com Chávez, dizem analistas - BBC Brasil, 13 de fevereiro de 2012
  18. Capriles Radonski aceita derrota e felicita Hugo Chávez pela vitória eleitoral - Diário de Notícias, 8 de Outubro 2012
  19. Capriles confirma que será candidato da oposição à Presidência da Venezuela - UOL Notícias, 10 de março de 2013
  20. Official: Maduro wins Venezuelan presidency. CNN. Página visitada em 15/04/2013.
  21. Nicolás Maduro é o novo presidente da Venezuela. O Globo. Página visitada em 15/04/2013.
  22. http://www.correodelorinoco.gob.ve/investigacion/consignan-ante-mp-denuncias-contra-capriles-por-hechos-violentos/
  23. http://www.vtv.gob.ve/articulos/2013/04/18/familiares-de-victimas-denuncian-a-capriles-por-desatar-violencia-fascistas-ante-fiscalia-6008.html
  24. http://noticias.terra.com.ar/internacionales/comision-parlamentaria-recabara-pruebas-contra-capriles-en-toda-venezuela,f9047a7af4d4e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
  25. http://jmalvarezblog.blogspot.com.ar/2013/05/abren-proceso-judicial-capriles-en.html
  26. Stella Calloni: Maduro não venceu só Capriles, mas os EUA [1]. Vermelho.org. Página visitada em 24/04/2013.
  27. O jogo perigoso de Henrique Capriles e da oposição venezuelana [2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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