Henrique Meirelles

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Henrique Meirelles
Henrique Meirelles durante entrevista coletiva em Brasília, junho de 2006.
(Imagem:Marcello Casal Jr/ABr)
Nome completo Henrique de Campos Meirelles
Nascimento 31 de Março de 1945 (69 anos)
Anápolis
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação Executivo financeiro

Henrique de Campos Meirelles (Anápolis, 31 de agosto de 1945) é um executivo do setor financeiro brasileiro e internacional, ex-presidente do Banco Central do Brasil. Permaneceu no cargo entre 2003 e 2011, sendo sucedido por Alexandre Tombini. Conforme a lista de presidentes do Banco Central do Brasil, foi quem por mais tempo ocupou a presidência desta instituição. Em 2002 candidatou-se pelo PSDB a deputado federal por Goiás, tendo sido o candidato mais votado neste Estado. Entretanto, não chegou a ocupar a cadeira de deputado federal, pois aceitou o cargo de presidente do Banco Central do Brasil. Atualmente é filiado ao PMDB.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Hegesipo de Campos Meireles e Diva Silva de Campos. Casado com a psiquiatra Eva Missine.

Henrique Meirelles não é economista, pois para ser economista, necessariamente, tem de ter graduação em Economia/Ciências Econômicas e registro no Corecon.

Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da USP e fez mestrado em Administração no Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Cursou o Advanced Management Program (AMP) na Harvard Business School em 1984[2] e recebeu um título honorário de doutor do Bryant College.[3]

Ingressou em 1974 no Bank of Boston, que era um dos mais antigos bancos do mundo, embora tenha sido apenas um banco de porte médio nos Estados Unidos. Em 1984 tornou-se presidente do ramo brasileiro do Bank of Boston. Depois da criação do BankBoston Corporation, mudou-se para Boston, nos Estados Unidos e assumiu o cargo de CEO em 1996. Em 1999, o BankBoston Corporation fundiu-se com o Fleet Financial Group formando o FleetBoston Financial. Henrique Meirelles assumiu a presidência de Global Banking do FleetBoston Financial em outubro de 1999[3] . Ao contrário do que divulgaram vários jornais e revistas brasileiros,president of Global Banking era um cargo subordinado a dois cargos superiores no FleetBoston Financial e suas funções equivaliam a um vice-presidente para operações internacionais. O FleetBoston Financial atuava internacionalmente, naquela época, com agências apenas no Brasil e Argentina e, além disto, era apenas um banco médio nos Estados Unidos, tanto que foi posteriormente adquirido pelo Bank of America e suas operações sul-americanas vendidas ao Banco Itaú.

Aposentou-se em 2002 e resolveu iniciar uma carreira política. Neste mesmo ano candidatou-se pelo PSDB a deputado federal do estado de Goiás. Obteve 183 mil votos e foi o mais votado neste Estado.

O seu sucesso eleitoral e o apoio do mercado financeiro internacional fizeram com que fosse indicado pelo presidente Lula para ocupar o cargo de presidente do Banco Central do Brasil.

Como era filiado ao PSDB, partido de oposição ao governo, e tinha feito carreira em instituições financeiras internacionais, sua indicação recebeu grande oposição de políticos mais à esquerda, inclusive de filiados ao PT, partido do governo que o tinha indicado.[1] Apesar disto, seu nome foi facilmente aprovado pelo Senado brasileiro. Ao aceitar o cargo de presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles deixou de assumir o cargo de deputado federal para o qual tinha sido eleito e renunciou à sua filiação ao PSDB, partido que liderava a oposição ao governo que se iniciava. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.[4]

Depois de quase 7 anos na presidência do Banco Central do Brasil, houve rumores sobre a possível candidatura de Henrique Meirelles ao governo de Goiás em 2010. No entanto, tais rumores não se confirmaram. Meirelles, que afirmou várias vezes ter interesse em continuar sua bem sucedida carreira na gestão pública, é cotado para o cargo de Autoridade Pública Olímpica, cargo que inicialmente seria ocupado pelo ministro dos esportes do governo Lula, sr. Orlando Silva, filiado ao PCdoB.[5] Recentemente voltou a filiar-se a um partido político, escolhendo o PMDB.[1]

Carreira no Bank Boston[editar | editar código-fonte]

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  • 1974 - gerente financeiro no Bank Boston Leasing
  • 1980 - vice-presidente de marketing, crédito e operações do Bank Boston Brasil
  • 1981 - presidente do Bank Boston Brasil
  • 1984 - presidente da Bank Boston Corporation
  • 1999 - presidente de Global Banking (área internacional) do FleetBoston's Global and Wholesale Bank
  • 2002 - aposenta-se.

Gestão no Banco Central do Brasil[editar | editar código-fonte]

Sua gestão no Banco Central brasileiro tem sido criticada por manter as taxas de juros básicas sempre entre as mais altas do mundo, além de permitir uma valorização expressiva do Real, o que prejudica setores exportadores. Por outro lado, tem sido elogiado por ter mantido a inflação sob controle dentro do centro das metas de inflação estabelecidas pelo Comitê de Política Monetária.

Iniciou sua gestão de presidente do Banco Central em um momento de crise econômica com o câmbio do dólar em valores próximos a R$ 4,00, taxa de juros Selic de 25% ao ano, inflação prevista para acima de 11% em 2003[1] e valores mensais de inflação equivalente a 30% ao ano. Em conjunto com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o Banco Central do Brasil adotou políticas econômicas severas mantendo as taxas de juros Selic altas[6] e até aumentando-as em 26,5% no primeiro semestre de 2003.[1] A partir de então, a taxa de juros Selic foi progressivamente reduzida,[6] embora de modo considerado muito lento pelos críticos da política econômica do Banco Central do Brasil.

A partir de setembro de 2008, o Banco Central do Brasil resolveu enfrentar a crise econômica mundial e a taxa de juros Selic caiu para de 8,75% ao ano, o menor patamar já registrado, embora ainda esteja entre as mais altas do mundo.

A reclamação dos economistas sobre a atitude demasiadamente temerosa do BC em manter os juros tão altos, fazendo com que a inflação fique abaixo das expectativas, gerando uma diminuição de emprego (na avaliação do IBGE) em relação ao ano de 2005, suscitou comentários de Meirelles em entrevista no mês de Outubro de 2006 a jornalista dizendo que "Se (a inflação) abaixo do centro da meta configurasse um erro, o centro não seria o centro, seria o piso".

Em 24 de novembro de 2010, confirmou que iria deixar o cargo em 31 de dezembro. Durante entrevista coletiva na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado disse: "Acredito que um profissional deve iniciar e concluir sua missão na hora certa". Completou afirmando que a prudência aconselham que um presidente do BC não permaneça mais do que dois mandatos à frente da autoridade monetária. Quando perguntado sobre possível tristeza por deixar o BC, respondeu de maneira assertiva: "Estou feliz, gratificado e realizado".[7]

Conselho Público Olimpico[editar | editar código-fonte]

Foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para assumir a Presidência do Conselho Público Olímpico que vai coordenar todos os investimentos para a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O orçamento da olimpíada e em torno de 30 bilhões de reais.[8]

Outros cargos[editar | editar código-fonte]

  • Membro do conselho de administração das empresas Raytheon, Bestfoods e Champion International;[3]
  • Membro do conselho das instituições de ensino Harvard Kennedy School of Government, Sloan School of Management do MIT , Carroll School of Management do Boston College, Conservatório de Música da Nova Inglaterra e do Instituto de Arte Contemporânea de Boston.[3]
  • Membro do conselho do Fundo de Investimentos da Cidade de Nova York e do e do Instituto de Arte Contemporânea de Boston.[3]
  • Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing;
  • Membro da Câmara Americana do Comércio;
  • Diretor executivo da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos)
  • Membro do Conselho das Américas;
  • Diretor da Câmara Comercial Brasil-EUA

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

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Em maio de 2004 o engenheiro Marco Túlio Pereira de Campos, primo de Henrique Meirelles, foi detido ao embarcar no aeroporto de Congonhas com destino a Brasília portando R$ 32 mil não declarados. Para justificar-se apresentou uma série de documentos que comprovavam ser ele procurador do presidente do Banco Central do Brasil, mas entre estes estavam escrituras e informações sobre imóveis e bens que indicavam que o patrimônio de Henrique Meirelles divergia em cerca de R$ 100 milhões do que foi declarado por ele quando assumiu o cargo público de presidente do Banco Central do Brasil, conforme obriga a lei.

O procurador-geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo fiscal do presidente do Banco Central Henrique Meirelles por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao exterior. O processo foi arquivado após ter sido julgado improcedente pelo plenário da corte.

Para conter as flutuações do mercado financeiro enquanto era julgada a legalidade das declarações de renda de Henrique Meirelles, o governo federal emitiu a medida provisória MP207, dando ao presidente do Banco Central do Brasil as mesmas garantias de julgamento em Foro especial por prerrogativa de função que são concedidas aos ministros de Estado. Tal medida provisória foi considerada constitucional pelo STF e incorporada à lei 10.683.[9]

Referências

  1. a b c d e Presidente do Banco Central filia-se ao PMDB. Página visitada em 06/010/2009.
  2. Henrique Meirelles. Página visitada em 10/02/2010.
  3. a b c d e Banco Central - Dados biográficos de Henrique de Campos Meirellesl. Página visitada em 06/010/2009.
  4. Época - NOTÍCIAS - Os 100 brasileiros mais influentes de 2009. revistaepoca.globo.com. Página visitada em 20 de dezembro de 2009.
  5. Revista IstoÉ, 18 de março de 2009, p. 44
  6. a b Histórico das taxas de juros - Banco Central do Brasil. Página visitada em 06/010/2009.
  7. ‘É o momento adequado para encerrar a missão’, diz Meirelles. Página visitada em 24/11/2010.
  8. Dilma honra palavra de Lula e dá vaga a Meirelles (em português). Exame (1 de fevereiro de 2011). Página visitada em 5 de fevereiro de 2011.
  9. http://veja.abril.com.br/040804/p_038.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Armínio Fraga
Presidente do Banco Central do Brasil
20032010
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