Henrique Meirelles

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Henrique Meirelles durante entrevista coletiva em Brasília, junho de 2006.
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Henrique de Campos Meirelles (Anápolis, 31 de agosto de 1945) é um engenheiro de produção civil brasileiro, atual presidente do Banco Central do Brasil desde janeiro de 2003, ocasião da posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Na lista de presidentes do Banco Central do Brasil, é quem por mais tempo ocupou a presidência da instituição, criada em 31 de dezembro de 1964.

Filho de Hegesipo de Campos Meireles, casado com a psiquiatra Eva Missini, é formado pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em engenharia de produção e mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); obteve o título de doutor honoris por Bryant College.

Morando nos Estados Unidos, ingressou em 1974 no BankBoston, chegando a ocupar a posição de presidente global; se aposentou da instituição financeira em 2002 por ocasião da sua eleição a deputado federal pelo PSDB no estado de Goiás, onde conseguiu a expressiva contagem de 183 mil votos.

O reconhecimento dado a ele como um dos brasileiros mais bem sucedidos no mercado internacional somado a estreitas relações com membros do Partido dos Trabalhadores (PT) do recém eleito presidente Lula, fizeram dele nome altamente cotado a um dos mais altos cargos no conhecido Sistema Financeiro Nacional (SFN) brasileiro, superado apenas pelo Ministro da Fazenda.

Na época da submissão do seu nome ao Senado, o então tucano (membro do Partido Democrático Brasileiro), era visto com olhares receosos pela esquerda do Partido do Trabalhadores, mas passou sem maiores problemas na sabatina do Senado Federal.

Tem articulado, nos bastidores, sua candidatura para o governo de Goiás em 2010.[1]

Índice

[editar] Carreira no Bank Boston

  • 1974 - gerente financeiro no Bank Boston Leasing
  • 1980 - vice-presidente de marketing, crédito e operações do Bank Boston Brasil
  • 1981 - presidente do Bank Boston Brasil
  • 1984 - presidente da Bank Boston Corporation
  • 1999 - presidente da então formada FleetBoston's Global and Wholesale Bank
  • 2002 - aposenta-se do Banco para tomar posse como deputado federal
Outros
  • Membro da diretoria das seguintes instituições: FleetBoston Financial, Raytheon Corporation, Fundo de Investimentos da Cidade de Nova York, Conservatório da Nova Inglaterra, Instituto de Arte Conteporânea e Ação Internacional;
  • Presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing;
  • Membro da Câmara Americana do Comércio;
  • Diretor executivo da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos)
  • Membro do Conselho das Américas;
  • Diretor da Câmara Comercial Brasil-EUA

[editar] Polêmicas

Em maio de 2004 o engenheiro Marco Túlio Pereira de Campos, primo de Henrique Meirelles, foi pego indo do aeroporto de Congonhas para o aeroporto de Brasília portando 32 mil reais. O senhor Campos para justificar-se apresentou uma série de documentos que comprovavam ser ele procurador do presidente do Banco Central, mas entre esses documentos estavam escrituras e informações sobre imóveis e bens que divergiam no patrimônio declarado ao Ministério da Fazenda de cerca de R$100 milhões.

Uma sucessão de eventos noticiados na Folha de S. Paulo em Maio de 2005 levaram o procurador-geral da República a pedir ao Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo fiscal do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por suspeita de remessa ilegal de dinheiro ao exterior bem como abertura de processo contra o mesmo. O processo foi arquivado, segundo notícia da Gazeta Mercantil no mesmo ano, após analisado improcedente pelo plenário da corte.

Para conter especulações e flutuações que poderiam refletir no mercado financeiro devido a apurações da legalidade das declarações de renda de Henrique Meirelles, a partir de uma medida provisória, a MP207, o presidente do Banco Central passou a dispor das mesmas garantias que os ministros, ou seja, foro privilegiado. Tal medida provisória foi considerada constitucional pelo STF e foi incorporada a lei 10.683 que trata sobre o assunto.

[editar] Medidas econômicas

O presidente do Banco Central é um dos ocupantes no Comitê de Política Monetária (Copom) e, portanto, um dos muitos criticados a política econômica restritiva (juros altos a fim de controlar a inflação) adotada no governo Lula.

A reclamação dos economistas sobre a atitude demasiadamente temerosa do BC em manter os juros tão altos, fazendo com que a inflação fique abaixo das expectativas, gerando uma diminuição de emprego (na avaliação do IBGE) em relação ao ano de 2005, suscitou comentários de Meirelles em entrevista no mês de Outubro de 2006 a jornalista dizendo que "Se (a inflação) abaixo do centro da meta configurasse um erro, o centro não seria o centro, seria o piso".

Referências

  1. Revista IstoÉ, 18 de março de 2009, p. 44

[editar] Ligações externas

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Precedido por
Armínio Fraga
Presidente do Banco Central do Brasil
2003atualidade
Sucedido por


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