Henrique Batista Duffles Teixeira Lott
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Henrique Batista Duffles Teixeira Lott (Antônio Carlos, 16 de novembro de 1894 — Rio de Janeiro, 19 de maio de 1984) foi um militar brasileiro. Foi marechal do exército.
Estudou na Escola Militar de Realengo. Sua formatura como aspirante a oficial foi em 1914. Foi adido militar do Brasil em Washington, Estados Unidos da América. Em 1944 chegou ao generalato. Na crise de 1954, quando as forças conservadoras à direita se opuseram ao sindicalismo à esquerda, Lott assinou o documento em que os generais exigiam o afastamento de Getúlio Vargas do poder.
Teixeira Lott caracterizava-se pelos seus hábitos metódicos, pelo seu respeito à hierarquia militar e ao governo constituído. Após o suicídio de Vargas, Café Filho assumiu a presidência da República e nomeou Teixeira Lott ministro da Guerra - visando especialmente, com tal ato, afastar a influência do general pró-Vargas Newton Estillac Leal sobre os militares. Quando Juscelino Kubitschek e João Goulart venceram as eleições em outubro de 1955, respectivamente para presidente e vice-presidente da República, houve uma divisão das Forças Armadas, pró e antigetulistas. A facção antigetulista, com o apoio do principal partido político de direita do país, a UDN, procurou invalidar a eleição, sob a alegação de que Kubitschek tinha a simpatia dos comunistas, e não tivera maioria absoluta dos votos em 11 de novembro. O general desencadeou o movimento militar, dito "de retorno ao quadro constitucional vigente". Houve então a declaração do impedimento do presidente em exercício, Carlos Luz (Café Filho havia sofrido enfarte e afastado da presidência), a entrega de seu cargo ao presidente do senado Nereu Ramos e a garantia da posse dos eleitos, em obediência à Constituição. No início de 1956, Teixeira Lott continuou como ministro da Guerra no governo de Juscelino.
Nas décadas de 1950 e 1960, Teixeira Lott se distinguiu pelo legalismo e por suas convicções democráticas. Em 1960, marechal na reserva, concorreu à eleição presidencial pela mesma coligação entre PTB e PSD que elegera JK. Recebeu um apoio frio de Juscelino - então mais interessado em voltar ao poder para um segundo mandato eletivo em 1965 - e foi muito atacado pelos setores da direita, inclusive pela Igreja Católica, apesar da sua bem conhecida devoção, pelo apoio recebido dos comunistas. Derrotado por Jânio Quadros, tentou ainda permanecer na vida pública. Em 1961 declarou-se contrário à tentativa de golpe planejada pelos ministros militares para impedir a posse de João Goulart após a renúncia de Jânio, o que lhe rendeu uma prisão domiciliar. Por fim, após o Golpe Militar de 1964, residindo em Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro, foi declarado inelegível por falta de domicílio regular pela Justiça Eleitoral ao se lançar em 1965 a candidato ao governo do então estado da Guanabara.
[editar] Retiro
O marechal Teixeira Lott afastou-se definitivamente da vida pública por não concordar com a ditadura militar que estava se iniciando no Brasil. Passou o restante da vida em reclusão, tendo ainda que conviver com a prisão e tortura de um neto[carece de fontes]. Quando morreu, foram-lhe ainda negadas pela ditadura as honras militares a que tinha direito em seu funeral[carece de fontes].
| Precedido por Euclides Zenóbio da Costa |
Ministro da Guerra 1954 |
Sucedido por Odílio Denys |

