Henrique Trindade Coelho

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Nota: Não confundir com o pai, o político e escritor José Francisco Trindade Coelho.
Henrique Trindade Coelho
Ministro(a) de Ministério dos Negócios Estrangeiros
Ministro de Portugal em Roma
Vida
Nascimento 1885
Lisboa
Morte 1934 (49 anos)
Sintra
Nacionalidade  Portugal
Dados pessoais
Profissão Político, jornalista e escritor

Henrique Trindade Coelho, também conhecido como Trindade Coelho, (Lisboa, 1 de julho de 1885 — Sintra, 8 de outubro de 1934) foi um advogado, político, jornalista, diplomata, poeta e escritor português.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira artística, política e diplomática[editar | editar código-fonte]

Republicano, tal como seu pai, foi um dos participantes na greve académica de 1907. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Após a instauração da República aderiu inicialmente ao Partido Evolucionista de António José d'Almeida e colaborou no jornal República que pertencia a este partido. Foi governador civil e contador no Tribunal da Boa Hora.

Tendo passado para o campo nacionalista, em 1918 é um dos fundadores da Cruzada Nun'Álvares Pereira, vasto movimento cívico e militar orientado para a mudança do regime, do qual se irá tornar um dos principais ideólogos. Crítico da democracia e do comunismo, foi considerado um dos primeiros fascistas portugueses.

Em 1920 passou a colaborar no jornal A Pátria, que dirigiu interinamente em 1923 quando o diretor, Nuno Simões, esteve ausente em África. Quando este jornal foi suspenso em 1924, torna-se director de O Século de 1924 a 1926. Colaborou ainda nos jornais A Época, A Manhã, O Primeiro de Janeiro e na revista Atlântida(1915-1920).

Através das suas actividades na imprensa foi um dos responsáveis pela preparação do Movimento de 28 de Maio de 1926, especialmente enquanto diretor do periódico O Século. Com efeito, no quadro da preparação da Ditadura Militar destacam-se os seus artigos políticos publicados naquele jornal, onde doutrinou o movimento nacionalista que levou à revolução de 28 de Maio e à subida ao poder do General Gomes da Costa, seu amigo pessoal.

Após o estabelecimento do regime militar nacionalista, ingressa na carreira diplomática e é nomeado Ministro de Portugal em Roma, posto em que permanece de 1927 a 1929 e onde estudará de perto o regime fascista de Mussolini, do qual se tornou amigo e admirador. Em 1929, durante o governo de João Sinel de Cordes, exerceu alguns meses como Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ditadura Nacional; a principal razão apontada para o fim do seu mandato foram as constantes intrigas no Palácio das Necessidades que aumentavam a desordem, limitando muito a sua acção como ministro. Depois dessa experiência governativa, regressa a Roma como Ministro de Portugal junto do Vaticano, de 1929 até à sua morte.

No ano de 1934 e em 1935, depois da sua morte, saem em Itália vários trabalhos seus de pesquisa histórica e diplomática, coautorados com o professor e tradutor Guido Batelli, que fora leitor de língua italiana em Coimbra e editor da obra da poetisa Florbela Espanca.

Foi grande amigo e admirador dos escritores portugueses Guerra Junqueiro e Raul Brandão, que considerava como seus mestres, tendo assistido à família e atuado como porta-voz dela para a imprensa quando da morte do primeiro em 1923, e viajado com o segundo para as ilhas atlânticas em 1924. A propósito desta viagem, Trindade Coelho prefaciará o livro de Oldemiro César Terras de Maravilha: Os Açores e a Madeira, notas de uma viagem de estudo, publicado nesse ano de 1924. Raul Brandão cita-o como fonte direta de algumas informações que veicula nas suas Memórias.

Cargos oficiais desempenhados:

Vida[editar | editar código-fonte]

Faleceu vítima de uma angina de peito em 08-10-1934 em Sintra, na residência de seu cunhado, Antunes dos Santos, onde se encontrava em gozo de licença do seu posto na Santa Sé.[1]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Carvões (poesia) (1907)
  • Amores Novos (1911)
  • Ferro em Brasa (1913)
  • Prosas e Versos de Belchior da Nóbrega (1922)

Referências

  1. a b (1 de Novembro de 1934) "Os nossos mortos: Dr. Trindade Coelho". Gazeta dos Caminhos de Ferro 46 (1125): 543. Visitado em 28 de Outubro de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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