Henrique de Orléans (1908-1999)

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Henrique de Orléans
Príncipe de França
Conde de Paris
Cônjuge Isabel de Orléans e Bragança
Descendência
Isabel
Henrique
Helena
Francisco
Ana
Diana
Michel
Jacques
Cláudia
Chantal
Thibaut
Nome completo
Henrique Roberto Fernando Maria de Orléans
Casa Orleães
Pai João de Orléans
Mãe Isabel de Orléans
Nascimento 5 de Julho de 1908
Le Nouvion-en-Thiérache, França
Morte 19 de junho de 1999 (90 anos)
Chérisy , França
Enterro Capela Real de Dreux

Henrique Roberto Fernando Maria de Orléans, conde de Paris, (em francês: Henri Robert Ferdinand Marie d'Orléans) (Le Nouvion-en-Thiérache, 5 de julho de 1908 - Chérisy , 19 de junho de 1999), foi príncipe de França e chefe da Casa Real da França.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Henrique era o filho mais novo (único varão) do príncipe João de Orléans, Duque de Guise e de sua prima, a princesa Isabel de Orléans. Seus avós paternos foram Roberto de Orléans, Duque de Chartres e a princesa Francisca de Orléans (filha de dona Francisca de Bragança, Princesa do Brasil, irmã do imperador dom Pedro II). Seus avós maternos foram Luís Filipe de Orléans, Conde de Paris e Maria Isabel de Orléans-Montpensier.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Nascido no castelo de Le Nouvion-en-Thiérache, em Aisne, Henrique cresceu no Marrocos e concluiu o ensino superior na Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.
Em 1926 tornou-se Delfim de França, quando seu pai passou a ser o pretendente orleanista ao trono.

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Em 1939, após ter seu alistamento negado tanto nas Forças Armadas da França quanto nas Forças Armadas do Reino Unido, o príncipe conseguiu autorização para ingressar na Legião Estrangeira Francesa. Em 1950, com a revogação da Lei do Banimento, ele retornou para a França.

Casamento e vida familiar[editar | editar código-fonte]

Casou-se em 8 de abril de 1931, com dona Isabel de Orléans e Bragança, Princesa do Brasil, filha de dom Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil (filho da princesa Isabel de Bragança, imperatriz de jure do Brasil) e da condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz. O casal teve onze filhos e se divorciou em 1996:

No período em que foi pretendente ao trono francês, Henrique reduziu consideravelmente sua riqueza para sustentar sua causa política e sua grande família. Vendeu jóias, obras de arte, móveis e propriedades e penhorou o castelo da família em Amboise. Os conflitos gerados pelo desvio da riqueza familiar chegou aos tribunais, com açoões judiciais movidas por cinco de seus filhos (alguns deles, deserdados por Henrique).

Em 1984, declarou que seu filho Henrique estava oficialmente fora da linha sucessória da Casa de Orléans por ter se divorciado de sua primeira esposa e tornado a se casar fora da Igreja Católica (casamentos não-católicos não são reconhecidos pelos monarquistas franceses). Henrique concedeu a seu filho o título menor de conde de Mortain, destituiu-lhe do título de conde de Clermont e de seus direitos dinásticos. Posteriormente, Henrique decidiu restituir todos os títulos e dignidades de seu herdeiro natural, recolocando-o como segundo na linha sucessória e concedendo à sua segunda esposa o título de princesa de Joinville.

Henrique também destituiu seus filhos Michel e Thibaut de seus direitos sucessórios: o primeiro por ter contraído casamento morganático e o segundo, por ter se casado com um membro da nobreza, não pertencente à realeza. Todavia, essas decisões foram anuladas por seu filho mais velho logo que ele assumiu a chefia da Casa Real da França.

Morte[editar | editar código-fonte]

Henrique morreu em Chérisy, em 19 de junho de 1999, aos 90 anos, de câncer de próstata. Seu corpo foi sepultado na Capela Real de Dreux.

Nota[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Vincent Meylan, Contre-enquête sur le comte et la comtesse de Paris, Pygmalion, 2007  ;
  • Philippe Delorme, L'Homme qui rêvait d'être roi, entretiens avec Henri, comte de Paris, Buchet-Chastel, 2006 ;
  • Xavier Walter, Un roi pour la France : Henri, comte de Paris 1908-1999, François-Xavier de Guibert, 2002  ;
  • Alexandre Garcia, "La grande aristocratie française règle ses comptes devant la justice" ("Le Monde" des 21 et 22 avril 2002) ; et "Henri d'Orléans, les Poussin du carrosse et la citrouille" ("Le Monde" des 30 juin et 1er août 2002 - à propos du règlement par le comte de Clermont de la succession de son père) ;
  • François Broche, Le comte de Paris, l'ultime prétendant, Perrin, 2001 ;
  • Philippe de Montjouvent, Le comte de Paris et sa descendance, édition du Chaney, 478 pages, 1998, ISBN 2-913211-00-3
  • Chantal de Badts de Cugnac et Guy Coutant de Saisseval, Le Petit Gotha (première édition 1993), nouvelle édition augmentée et mise à jour 2002, éditeur : Le Petit Gotha, 989 pages, ISBN 2-9507974-3-1
  • Merry Bromberger, Le Comte de Paris et La Maison De France, Plon, 1956 ;
  • Renée Pierre Gosset, Expédients provisoires, Fasquelle, 1945 ;
  • Collectif, Le Mariage du Dauphin, Librairie de l'Action Française, 1931
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