Henriqueta d'Este

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Henriqueta
Duquesa de Parma
Condessa de Hesse-Darmstadt
Duquesa de Módena
Henriqueta d'Este.jpg
Henriqueta
Governo
Consorte António Farnésio
Leopoldo de Hesse-Darmstadt
Vida
Nascimento 27 de Maio de 1702
Palácio Ducal de Modena, Itália
Morte 30 de Janeiro de 1777 (74 anos)
Fidenza, Parma
Pai Reinaldo, Duque de Módena
Mãe Carlota de Brunsvique-Luneburgo

Henriqueta d'Este (Enrichetta Maria), (27 de maio de 1702 - 30 de janeiro de 1777) foi uma nobre italiana. Era duquesa de Parma pelo seu casamento com António Farnésio, duque de Parma, seu primo direito e tio de Isabel Farnésio, rainha de Espanha.

Origens[editar | editar código-fonte]

Henriqueta era a terceira filha do duque Reinaldo de Modena e da sua esposa, a duquesa Carlota de Brunsvique-Luneburgo. O seu irmão mais velho, o príncipe Francisco, era herdeiro do Ducado de Módena e Reggio.

O seu pai Ricardo tinha-se tornado duque de Módena e Reggio desde a morte do seu sobrinho, o duque Francisco II de Modena. A sua mãe era filha do duque João Frederico de Brunsvique-Luneburgo e da sua esposa francesa, a condessa Benedita Henriqueta do Palatinado-Simmern, e prima direita do rei Jorge I da Grã-Bretanha, do duque Ernesto de Iorque e Albany e da princesa Sofia Carlota de Hanôver, esposa do rei Frederico I da Prússia.

Entre os seus primos direitos encontravam-se a arquiduquesa Maria Josefa da Áustria, a arquiduquesa Maria Amália da Áustria, Maria de Modena, esposa do rei Jaime II de Inglaterra e Eduardo Farnésio, pai de Isabel Farnésio, rainha de Espanha.[1]

Casamento e vida em Parma[editar | editar código-fonte]

Henriqueta ficou noiva de António Farnésio, duque de Parma, filho de Maria d'Este, uma tia de Henriqueta. Os dois casaram-se por procuração numa cerimónia magnífica em Módena no dia 5 de fevereiro de 1728, onde o seu irmão Francisco representou António.

Depois da cerimónia por procuração, Henriqueta viajou até Parma onde fez uma entrada magnífica a 6 de julho de 1728, sendo recebida da Porta San Michele por multidões entusiastas. As celebrações na região duraram até 1730. O seu marido visitava frequentemente a corte de Modena e era chegado ao irmão de Henriqueta, Francisco.

O casamento tinha sido arranjado pelo secretário de estado de António, o conde de Anvidi, que foi o responsável por o convencer a casar-se com a irmã do amigo, visto que este não estava interessado no matrimónio. Apesar das várias tentativas por parte do casal, não tiveram filhos.

Morte de António[editar | editar código-fonte]

António morreu a 20 de janeiro de 1731, um dia depois de ter anunciado que Henriqueta estava grávida. Após a sua morte, foi formado um conselho de regência para o seu potencial herdeiro, que consistia de Henriqueta, um bispo, o primeiro secretário de estado e dois cavalheiros da corte.

Foi decidido que, caso a criança fosse uma menina, o ducado de Parma seria herdado pelo infante d. Carlos, na altura com doze anos, filho mais velho de Isabel Farnésio, esposa do rei Filipe V de Espanha e filha de Eduardo Farnésio que tinha sido herdeiro do ducado, mas tinha morrido antes do pai.

A duquesa foi examinada por muitos médicos sem que a sua gravidez fosse confirmada. Como resultado, o Segundo Tratado de Viena, assinado a 22 de julho de 1731, reconhecia oficialmente o infante Carlos como duque de Parma e Piacenza.

Como Carlos ainda era menor de idade, a sua avó materna, a condessa Doroteia Sofia do Palatinado, viúva de Eduardo, foi nomeada regente.

Como Henriqueta continuava a afirmar que estava grávida, Doroteia ordenou que esta fosse examinada por quatro parteiras que afirmaram que, de facto, Henriqueta estava grávida de sete meses. A notícia correu Parma e depois todas as cortes da Europa. Contudo, a rainha Isabel de Espanha convenceu a sua mãe a examinar Henriqueta novamente em setembro de 1731. Desta vez foi confirmado que não havia nenhuma criança e que a Casa de Farnésio estava extinta.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Banida da corte do seu pai em Modena, Henriqueta mudou-se para o Palácio Ducal de Colorno, onde estava praticamente em prisão domiciliária, vigiada por uma escolta de guardas suíços. Em dezembro de 1731 foi forçada a regressar ao Palácio Ducal de Parma para devolver as joias da corte de Parma a Doroteia que foi nomeada chefe do conselho de regência a 29 de dezembro de 1731.

A 23 de março de 1740, Henriqueta voltou a casar-se, desta vez com o conde Leopoldo de Hesse-Darmstadt, neto do conde Luís VI de Hesse-Darmstadt. Deste casamento também não nasceram filhos.

Leopoldo morreu em 1764, deixando Henriqueta viúva uma segunda vez. Henriqueta morreu a 30 de janeiro de 1777, aos setenta e quatro anos. Foi enterrada no Convento de Capuciner em Fidenza.

Referências