Henry Lane Wilson

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Henry Lane Wilson

Henry Lane Wilson (Crawfordsville, 3 de novembro de 1857 – 22 de dezembro de 1932) foi um diplomata dos Estados Unidos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Crawfordsville, Condado de Montgomery (Indiana), filho do congressista do Indiana James Wilson e de sua esposa, Emma (Ingersoll) Wilson; era o irmão mais novo de John L. Wilson, e foi batizado em homenagem a Henry Smith Lane. Graduado em Direito pela Wabash College foi advogado e publicou um jornal em Lafayette (Indiana). Foi também músico e compositor. Casou com Alice Vajen em 1885, e mudou-se para Spokane (Washington) onde tinha os seus negócios até ser financeiramente arruinado pelo Pânico de 1893.

Serviço diplomático[editar | editar código-fonte]

Wilson serviu no corpo diplomático dos Estados Unidos durante as presidências de William McKinley (1897–1901), Theodore Roosevelt (1901–1909) e William Howard Taft (1909–1913). Nomeado Ministro no Chile em 1897, cargo que manteve até 1904, quando foi nomeado Ministro na Bélgica, servindo em Bruxelas durante o auge da controvérsia do Estado Livre do Congo. Foi nomeado embaixador no México em 1910, onde testemunhou a queda do governo de Porfirio Díaz, e foi um dos atores principais na definição da Revolução Mexicana.[1]

Embaixador no México[editar | editar código-fonte]

Wilson foi nomeado embaixador no México pelo presidente Taft em 21 de dezembro de 1909, e apresentou as suas credenciais ao presidente Díaz em 5 de março de 1910.[2] Travou conhecimento com algumas das mais importantes figuras da Revolução, como Álvaro Obregón, Venustiano Carranza, Pancho Villa, e Gustavo A. Madero. Como embaixador de Taft no México, e temendo as tendências esquerdistas do novo governo federal de Francisco I. Madero após a deposição de Díaz (para não mencionar o facto de ele considerar Madero um 'louco')[2] , ele assumiu o papel de catalisador da conspiração do general Victoriano Huerta, Félix Díaz, e do general Bernardo Reyes contra o presidente Madero, e teria ajudado a levar a cabo os assassinatos de Madero e do seu vice-presidente José María Pino Suárez, durante a Decena Trágica em fevereiro de 1913, algo que mais tarde refutaria.[3] [1] Após a sua tomada de posse em março daquele ano, o presidente Woodrow Wilson foi informado dos acontecimentos no México por um agente clandestino, o repórter William Bayard Hale,[4] e ficou chocado com a assistência dada por Henry Lane Wilson ao golpe de Estado de Huerta contra Madero. O presidente suplantou-o ao fazer chegar ao México o seu enviado pessoal John Lind, antigo governador do Minnesota, e em 17 de julho de 1913[2] o presidente demitiu o embaixador Wilson.[5]

Atividades posteriores[editar | editar código-fonte]

Durante a Primeira Guerra Mundial Wilson esteve na Commission for Relief in Belgium e, em 1915, aceitou presidir ao capítulo do Estado de Indiana da League to Enforce Peace, cargo que ocupou até à sua demissão devido ao envolvimento dos Estados Unidos na Liga das Nações após o fim da guerra.

Faleceu em Indianápolis em 1932.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b McLynn, Frank. Villa and Zapata. [S.l.]: Carroll & Graf, 2002.
  2. a b c Henry Lane Wilson 1857-1932. Visitado em 16 de julho de 2011.
  3. NY Times 11 maio de 1916- HENRY LANE WILSON SUES - asks $350,000 from Norman Hapgood for Alleged Libel. Visitado em 16 de julho de 2011.
  4. Hale, William Bayard.
  5. All the Brains I Can Borrow: Woodrow Wilson and Intelligence Gathering in Mexico, 1913–15 Central Intelligence Agency. Visitado em 2009-08-22. "O antigo governador do Minnesota e congressista dos Estados Unidos, John Lind, havia-se juntado a Hale em agosto de 1913. Como Hale, Lind não falava espanhol e levava consigo fortes preconceitos protestantes anticatólicos para um México esmagadoramente católico. Porém, ao contrário de Hale, Lind tinha o poder de negociar com os oficiais mexicanos. Wilson instruiu Lind a pressionar o governo de Huerta a "cessar imediatamente os combates em todo o México," e a convocar "eleições livres quanto antes", nas quais todos os partidos podiam participar, a conseguir a promessa de Huerta de que não seria candidato, e um acordo entre todos partidos de que respeitariam os resultados das eleições. Em troca, os Estados Unidos prometiam reconhecer o governo assim eleito. O regime de Huerta recebeu Lind mas recusou aceder às exigências de Wilson."