Hermes e Renato

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Hermes & Renato
Informação geral
Formato Série
Gênero Comédia
Humor negro
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Marco Antônio Alves (Hermes)
Fausto Fanti (Renato)
Adriano Pereira (Joselito)
Felipe Torres (Boça)
Ex-integrantes:
Bruno Sutter (Detonator)
Gil Brother (Away de Petrópolis)
Exibição
Emissora de
televisão original
MTV Brasil
FX Brasil
Transmissão original 1° fase: 19992009
2° fase: 2013

Hermes e Renato é um programa humorístico veiculado originalmente pela MTV Brasil de 1999 a 2009, e em uma segunda fase exibida durante 2013. Foi desenvolvido e interpretado por Marco Antônio Alves, Fausto Fanti, Adriano Pereira, Bruno Sutter, Felipe Torres e posteriormente Gil Brother.

A temporada final da primeira fase do programa foi exibida em 2009, com a saída do grupo confirmada no início de 2010, quando eles se uniram a Marcos Mion no programa Legendários, da Rede Record. Como os direitos do nome "Hermes e Renato" pertenciam à MTV, a partir de 2010 o grupo passou a se chamar Banana Mecânica.

Em 2013, eles abandonaram o novo nome e retornaram à MTV Brasil – com exceção de Felipe Torres, que permaneceu no programa da Record, apesar de estar liberado para participar também dos quadros de Hermes e Renato.[1] [2] [3] No mesmo ano, Marco Antônio, Fausto, Adriano e Felipe passaram a ser proprietários da marca "Hermes e Renato", pretendendo produzir conteúdo para outras emissoras e para a internet.[4]

Em 2014, passa a ser exibido pelo canal FX Brasil, sendo produzido pela produtora Boutique Filmes.[5] [6]

História[editar | editar código-fonte]

Surgimento[editar | editar código-fonte]

Caracterizado pelos atores Marco Antônio Alves, Fausto Fanti, Adriano Pereira, Bruno Sutter, Felipe Torres e posteriormente Gil Brother, a atração nasceu de uma brincadeira entre os humoristas. Foi veiculada na MTV Brasil pela primeira vez como um quadro no programa Voz MTV, em 1999. [7] Com o sucesso do quadro, o grupo foi convidado para testes e ganhou um espaço na programação da emissora.

O programa se destacou pela simulação de uma produção de baixo custo e por satirizar sem meias-palavras (até com termos de baixo calão, normalmente proibidos na TV aberta) os mais variados assuntos. O grupo encena situações engraçadas do cotidiano das personagens, contendo sátiras de quadros e programas de outras emissoras, de filmes (já existentes ou criados por eles mesmos), propagandas de variados produtos e remédios e também humor negro.

Bruno Sutter, em entrevista do lançamento do DVD Hermes e Renato em 2002 (DVD contendo os melhores momentos do grupo), declarou que as referências deles são João Kléber, Chaves, Didi Mocó (de Os Trapalhões) - que Bruno intitula como "gênios". Sutter chega a fazer referência aos britânicos do Monty Python, mas encara a realidade, com, é claro, muita ironia. "Eles são inteligentes; nós, burros". [8]

Em 2004, os humoristas também chegaram ao Rádio, sendo parte da programação da Mix FM de São Paulo, com drops com o mesmo nome: Hermes e Renato. O programa radiofônico durou um ano. [9]

Novelas[editar | editar código-fonte]

Após o especial de Carnaval, no ínicio de 2006, o programa com o formato de esquetes foi encerrado, já que a trupe estava preparando um novo projeto com um novo fomato. Em outubro de 2006, a MTV iniciou a exibição de uma produção serializada feita pela equipe do programa, chamada O Proxeneta (sátira à telenovela O Profeta), que funciona como uma novela, desenrolando-se em torno de duas tramas paralelas: o atentado contra o empresário Franco Faraco (Bruno Sutter), presidente da indústria de vasos sanitários "Barro na Louça Corporation", e a abordagem do tráfico de drogas nas figuras de café e cajuzinhos. Como é típico do programa, os atores principais interpretam mais de um personagem ao longo da trama, com exceção de Gil Brother, que interpreta somente o traficante Gildo.

Em novembro de 2006, a MTV iniciou a exibição de outra produção serializada feita pela equipe do programa, chamada Sinhá Boça, que funciona como uma novela, sendo uma versão contemporânea da novela Sinhá Moça e desenrolando-se em torno da trama de Luiz Boça, homem de 32 anos (pelo menos segundo ele mesmo), mas que tem sonhos adolescentes e vive situações típicas de um jovem. Infantilizado, criado a leite com pera por sua avó D. Lurdes (Marco Antônio). Na novela, ele faz faculdade de direito e é apaixonado pela garota mais bonita de sua classe (Bruno Sutter), mas ela namora o valentão da faculdade(Marco Antônio), o principal vilão da novela que juntamente com seus comparsas, vive perseguindo Boça, praticando bullying e bolando planos para deixá-lo na pior. Boça tem como melhor amigo o chapeiro Rafa (Bruno Sutter), que vende hambúrguer na porta da faculdade e sonha em se tornar um cantor famoso. Apaixonado por Jaqueline (Marco Antonio), uma empregada doméstica que é maltratada e tratada como escrava por sua patroa, a rica e maléfica Dona Máxima(Fausto Fanti). Do outro lado há Kota (Adriano Pereira), um jovem da periferia que é fã de rap e trabalha como grafiteiro, e possui certa rivalidade com Rafa. Também nesta novela, os atores principais interpretam mais de um personagem ao longo da trama, inclusive Gil Brother. Ele interpreta o professor e advogado conceituado da OAB, Dr. Gilmar, e também participa como preso que entrega uma faca a D. Lurdes.

Tela Class[editar | editar código-fonte]

Em 2007 até o começo de 2008, a equipe gravou em um programa chamado Tela Class, no qual os cinco integrantes da equipe fazem redublagens de filmes antigos, como as que fazem sucesso na Internet, cobrindo os mais variados gêneros, de policiais chineses a épicos.

O programa foi criado a partir da ideia da dublagem e reedição de filmes pouco conhecidos no Brasil, de forma que suas histórias montem uma curta-metragem de caráter satírico. As vozes nas dublagens nos filmes são dos próprios humoristas, contando em alguns episódios com a participação especial de outros artistas, como João Gordo, Falcão e Tom Cavalcante. Palavas de baixo calão e xingamentos diversos são constantes nessas dublagens.

Volta às esquetes[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2008, foi anunciada a volta do programa ao formato original de esquetes, assim como ocorrera de 1999 a 2005. Grandes personagens como Joselito e Boça, também voltaram a aparecer nesta nova temporada de Hermes e Renato.

No início de 2009, em comemoração aos 10 anos do grupo no ar, a MTV Brasil passou a transmitir um programa semanal com quadros que relembram programas de anos anteriores em que a equipe de Hermes e Renato gravou. Nos intervalos da emissora, é constantemente transmitido vinhetas inéditas de comemoração de 10 anos do grupo, feito pelos próprios integrantes de Hermes e Renato, em que eles interpretam seus mais famosos personagens como Joselito Sem Noção, Boça, Massacration, Cláudio Ricardo, Mácia J e Wallace (do Jornal Jornal), os personagens Hermes e Renato, etc.

Em outubro de 2009, a equipe de Hermes e Renato estréia uma nova temporada de episódios inéditos, com quadros novos como o "Boça Espetacular" (apresentado pelo próprio, e interpretado por Felipe Torres), novos personagens como o padre Gato, o garçom brazuca nos EUA, Mr. Silva (ambos interpretados por Fausto Fanti), a volta do quadro Documento Trololó, e um quadro inteiro para Joselito sem Noção (que como nos primeiros anos do programa, voltou a atuar em quadros próprios); desta vez o programa não contou com a presença de Gil Brother, que resolveu sair do grupo por conta própria.

Saída da MTV e mudança de nome[editar | editar código-fonte]

No início de 2010, o grupo saiu da MTV Brasil para integrar o programa Legendários de Marcos Mion na Rede Record.[10] Na ocasião, o grupo Massacration não foi descontinuado, mas todos os outros personagens, quadros e o nome do programa ficaram retidos na MTV Brasil, dententora dos direitos sobre a marca.

O grupo Hermes e Renato passou então a se chamar Banana Mecânica e sua entrada no programa Legendários na Rede Record desapontou muitos fãs, que perceberam uma mudança radical no estilo de humor que consagrou o grupo entre 1999 e 2009 na MTV, além de não se contentarem com uma participação coadjuvante em um programa que ainda não agradou massivamente ao público.

Em março de 2012 o integrante Bruno Sutter decide deixar o grupo e a Rede Record para voltar à MTV e comandar o programa Rocka Rolla.

Volta à MTV Brasil[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2013 a volta para a MTV Brasil, especulada desde dezembro de 2012, é confirmada.[11] Nesta volta Felipe Torres fará parte do grupo como também continuará no programa Legendários interpretando Tião. Bruno Sutter, entretanto, não fez parte do novo projeto. A nova temporada, de retorno dos humoristas ao canal, estreou em 25 de abril, tendo uma primeira fase da temporada exibida até o final de maio e após um recesso, voltando no dia 4 de julho. Nessa temporada, além da volta de personagem clássicos, foram criados novos quadros, como Adilson Polloski - Mestre do Caraté Paranaense. Também foi criado um novo enredo para personagens antigos, juntando os Persongens Boça e Joselito, vinhetas musicais do Palhaço Gozo. Grande parte dos novos esquetes são com personagens únicos.[12]

Em entrevista, Marco Antonio Alves, o Hermes, e Fausto Fanti, o Renato, fizeram um balanço de sua passagem pela Record, de 2010 a 2012. Para ambos, tal período foi de "ostracismo", pois, seguindo a linha de humor do canal, foram, inclusive, proibidos de fazer "piadas de português". Até a proposta inicial do programa Legendários, do qual faziam parte, foi se transformando; de humorística, a atração se tornou um programa de auditório.[13]

Fim da MTV Brasil[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2013 foi divulgado que o Grupo Abril devolveria a marca MTV Brasil para a Viacom, que anunciou que reformularia por completo a programação do canal.[14] Com futuro incerto na emissora, Marco Antônio Alves, Fausto Fanti, Adriano Silva e Felipe Torres compraram a marca "Hermes e Renato" (cujos direitos até então pertenciam à MTV), pretendendo migrar suas gravações para um formato de produção independente, com planos de fornecer conteúdo para canais da TV aberta e por assinatura, dispositivos móveis e internet.[4]

Personagens[editar | editar código-fonte]

Boça[editar | editar código-fonte]

Luís Boça (Felipe) é um personagem de 32 anos ("muito bem vividos", segundo ele próprio), criado por sua avó no bairro paulistano da Mooca (Boça é uma sátira de paulistas ítalo-brasileiros da Mooca e de outros bairros tradicionais de São Paulo). Possui uma série regular de episódios onde conta as situações de sua vida, além de também fazer parte de outros quadros, dentre eles a novela "Sinhá Boça"(uma paródia óbvia à obra literária Sinhá Moça). Dr. Gilmar, que é um personagem próprio desta novela, define Boça como sendo "um sujeito bacana, um cara decente, criado a leite com pêra, ovomaltino e doces caramelados" que vive "contando vantagem" a respeitos dos fatos de sua vida, mas na verdade sempre se dá mal. A avó de Boça, Lourdes Boça, se faz presente tanto nos episódios regulares, quanto na novela Sinhá Boça. Na temporada de 2009, Boça tem um novo quadro, Boça Espetacular, uma paródia do programa Domingo Espetacular, da Rede Record. A partir de 2013, Joselito (vivido por Adriano) começou a ser personagem fixo da série de episódios regulares de Boça.

Cláudio Ricardo[editar | editar código-fonte]

Cláudio Ricardo, pastiche de todos os apresentadores de programas de auditório da televisão brasileira no geral (como Fausto Silva, Gugu Liberato, João Kléber, Luciano Huck e Sérgio Mallandro, dentre outros), Cláudio Ricardo (Fausto) é um egocêntrico apresentador que vive de explorar as misérias das classes populares, além de se gabar de seu portentoso estilo de vida.

O Currador do Futuro[editar | editar código-fonte]

Alusão ao filme O Exterminador do Futuro. Nos episódios mostra-se um sujeito de forma oculta sempre perseguindo alguém. No final, ele molesta a vítima com conotação sexual exagerada.

Palhaço Gozo[editar | editar código-fonte]

Sátira ao Palhaço Bozo, interpretado por Fausto. Em seu quadro, todas as personagens e músicas possuem altíssima conotação sexual (ex.: no lugar da Vovó Mafalda e Papai Papudo, há Vovó Safada e Papai Sacudo, interpretados respectivamente por Bruno e Marco Antônio).

Joselito Sem-Noção[editar | editar código-fonte]

Provavelmente o personagem mais famoso do programa. Presente em diversos quadros, caracteriza-se por ser uma pessoa "sem noção", isto é, que faz brincadeiras fora de hora e cria situações inconvenientes, geralmente envolvendo situações de agressão e humilhação. Resumindo, Joselito não sabe brincar. O termo é usado por muitos jovens brasileiros para designar pessoas com estas características. É caracterizado por estar sempre de óculos escuros e camisa xadrez vermelha. Interpretado por Adriano.

Massacration[editar | editar código-fonte]

Banda de heavy metal criada dentro do programa. A banda fictícia fez tanto sucesso que conseguiu um programa na MTV Brasil chamado Total Massacration, destinado a exibir clipes de bandas de metal. Também lançaram um disco em 2005 pela Deckdisc chamado Gates of Metal Fried Chicken of Death e em 2009 pela EMI o segundo disco, chamado Good Blood Headbangers.

RoboCopo[editar | editar código-fonte]

Sátira a RoboCop, é um homem que não deu certo na corporação policial e passa o resto da vida tomando cachaça e levando o copo embora (daí o trocadilho do nome). Vivido por Marco Antônio, ganhou uma variação no verão de 2003 chamada RoboCospe, O Policial Cusparento.

Padre Quemedo[editar | editar código-fonte]

Sátira ao Padre Quevedo (interpretado por Bruno), que insistentemente tenta provar que um outro personagem (feito por Fausto), que se diz filho do "capeta", não é. Suas discussões sempre terminam em briga e o Padre Quemedo sempre leva a pior.

Steven Beagle[editar | editar código-fonte]

Sátira a Steven Seagal e seus filmes de qualidade duvidosa. Personagem interpretado por Fausto em dois esquetes, intitulados Fúria Louca e Vingança Maligna. Vários filmes B de ação também são satirizados, como nos casos de Condenação Boçal, A Fúria do Cotoco, O Grande Bundão Branco e O Matador de Aluguel.

Bandido da Luz Vermelha[editar | editar código-fonte]

Interpretado por Fausto, é um assassino sanguinário que comete seus crimes carregando uma lanterna vermelha, como o famoso criminoso da década de 1960. Toma parte também no Programa do Mal, esquete onde figuras e entidades "malignas" familiares ao candomblé e umbanda discutem sobre macumbas e despachos diversos.

O Sufocador[editar | editar código-fonte]

Interpretado por Bruno, é o típico "amigo chato" que costuma pedir favores excessivos a amigos até exaurir seus recursos, ou seja, sufocá-los psicologicamente. Seu maior método é a chantagem emocional.

Gil Brother[editar | editar código-fonte]

Gil Brother ou Away de Petrópolis: interpretado por Jaime Gil da Costa, morador de Petrópolis, era um grande admirador do programa antes de se juntar à equipe em 2003. Atuou como comentarista no quadro Drops Away News, onde comentava de maneira irônica sobre notícias da atualidade, apresentadas por Carlos Calhorda (interpretado por Bruno Sutter). Algumas vezes, ele é referido apenas por "Away", derivado de seu grito característico.

Em março de 2011 começou a circular um vídeo no site Youtube com Gil Brother Away, onde o mesmo em uma entrevista polêmica concedida à revista TRIP em 2011 e vinculada à rede de vídeos YouTube explica os reais motivos de sua saída do programa e acusa os outros membros do grupo de exploração de trabalho, humilhação e abandono. [15]

O episódio causou perplexidade e dividiu a opinião dos fãs do grupo, principalmente após veiculação de um outro vídeo onde os outros membros do grupo rebatem as acusações e aumentam ainda mais o mal estar causado. [16]

Foi o triste fim de uma parceria que rendeu muitos risos ao público que os acompanhou entre 2004 a 2009 com a participação de Away. Atualmente, Gil Brother protagoniza o Canal Away, um canal humorístico exclusivamente para a Internet.

Também Sou Hype[editar | editar código-fonte]

Sátira de bandas de Indie Pop. Interpretados por todos do grupo, "Também Sou Hype" lembra muito o grupo Cansei de Ser Sexy. Fez sucesso na temporada de 2008.

Padre Gato[editar | editar código-fonte]

Na temporada de 2009, o Padre Gato é um padre galã, sedutor, e cantor religioso (sátira ao Padre Fábio de Melo, considerado um cara extremamente vaidoso e tirado a popstar). Em seu CD lançado pela gravadora Soul Livre, tem clássicos como O Papa é Pop do grupo Engenheiros do Hawaii, Tá Chovendo Freira, e o hit No Confessionário. Faz esportes radicais e exercícios físicos.

Quadros[editar | editar código-fonte]

  • Hermes e Renato: o quadro que dá título ao programa é uma sátira às pornochanchadas da década de 1970. Hermes (Marco Antônio) e Renato (Fausto)[17] são dois típicos cafajestes da época, que vivem tentando se dar bem às custas dos outros, mas frequentemente seus planos acabam mal.
  • Histórias Ocultas do Além do Outro Mundo: homenagem e, ao mesmo tempo, sátira aos programas apresentados por Zé do Caixão (incluindo uma paródia do mesmo, o Zé Canjica - retirado do primeiro sobrenome do homenageado, Mojica -, interpretado por Fausto), exibindo histórias bizarras e macabras como nas versões originais, porém com o toque de humor peculiar ao grupo, exibindo por exemplo, coisas improváveis como assassinos - uma geladeira, um mamão e até um boneco-biruta de postos de gasolina.
  • Jornal Jornal: "noticiário" apresentado por Wallace Guilhermino (Fausto) e Márcia Jota-Ká-Ele-Eme-Ene-Ó (Marco Antônio), apresenta "notícias" esdrúxulas, muitas vezes de duplo sentido (exemplo: homem cruza com cadela, ilustrada por imagens onde um transeunte passa andando por uma cadela). Foi no Jornal Jornal que surgiu a história do menino Charlinho - possivelmente baseada no caso verídico do seqüestro do menino Carlos Ramires da Costa (conhecido como Carlinhos), acontecido no Rio de Janeiro na década de 1970.
  • Tolerância Mil: uma inteligente e bem-humorada sátira (e também uma crítica) à falência do sistema de segurança pública brasileiro. O nome é uma paródia à política de combate ao crime conhecida como "Tolerância Zero", amplamente empregada em cidades muito violentas como Londres e Nova Iorque.
  • Igeja Pentecostal Loucuras de meu Deus: sendo uma afiada sátira à Igreja Universal do Reino de Deus, este quadro mostra e ironiza o cotidiano das tele-igrejas evangélicas de cunho neopentecostal, onde o pastor atribui qualquer tipo de problema ao "encosto". A exigência do dízimo e outros valores é constante e de maneira constrangedora aos fiéis. Em alguns dos episódios o quadro satiriza o programa Fala que eu te escuto da Igreja Universal, além da "Terça do descarrego", onde o pastor oferece "milagres" em troca do dinheiro dos fiéis.
  • Pedreiros da PQP: este quadro conta as peripécias e trapalhadas de dois "ajudantes" de pedreiro que, por não terem a devida formação profissional exigida, valem-se de serviços improvisados extremamente mal-feitos, o que gera dores-de-cabeça diversas aos proprietários que encomendam as obras. Embora exibido somente na temporada de 2004, obteve grandioso sucesso.
  • Linhares e sua Turma: uma sátira e ao mesmo tempo uma crítica à enorme corrupção policial e abuso de autoridade existentes no Brasil. Nos episódios, os policiais militares Linhares, Pereira e Lacerda valem-se de suas fardas e posições de autoridade para cometer desde pequenos delitos a crimes pesados diversos, tais como: entrar em restaurantes para comer sem pagar, ameaçando garçons, clientes e gerentes; agredir pessoas na rua sem motivo justificável; roubar pertences de pessoas na rua, como roupas e sapatos, por estarem sem "nota fiscal", geralmente para proveito pessoal; negociar propinas e vendas de armas com traficantes de drogas e mafiosos; isentar-se de prender criminosos caso estes sejam pessoas da alta sociedade (como filhos de empresários, por exemplo); agredir cidadãos e apreender seus veículos por estarem sem o "banco do carona" (passageiro); apostar "rachas" (corridas ilegais) nas ruas e correr em alta velocidade com a viatura policial (deixando, inclusive, de atender a uma ocorrência de atropelamento e arrastando o corpo do atropelado para a calçada), simplesmente para chegar a tempo de entrar no botequim e assistir ao jogo do Flamengo. São personagens também o corrupto delegado federal Falcão e o traficante X9.
  • Chapa Quente: sátira ao programa de Luiz Carlos Alborghetti e outros policialescos do "mundo cão", onde o apresentador Bradock, vivido por Marco Antônio, defende (de maneira contundente) os direitos dos bandidos.
  • Área 51: sátira aos programas que exibem vídeos amadores de acidentes ou perseguições policiais, mostrando casos ainda mais extraordinários, como um dublê (Fausto) que perde os membros devido a saltos frustrados de prédios altos, ou mesmo uma sátira às cenas iniciais do filme Cobra (protagonizado por Sylvester Stallone, onde um bandido tenta explodir um mercadinho e é impedido por um policial linha-dura), e também a um caso onde um carrinho de bebê cruza uma pista de uma corrida de velotrol por acidente e vence a corrida.
  • Jegueass: sátira ao programa americano Jackass, também exibido na MTV. Mostra brincadeiras muito mais pesadas, freqüentemente resultando na morte do integrante mais diretamente envolvido (embora suas mortes sejam temporárias, como as do personagem Kenny McCormick de South Park). Os cinco integrantes são: Jonny Boganville (Fausto - paródia direta a Johnny Knoxville), Steve Mou (Marco Antônio - referência a Steve-O), Ben Maluco (Felipe, uma sátira de Bam Margera), Gay Jones (Bruno) e Jimmy Leroy (Adriano).
  • Merda Acontece: exibe os transtornos enfrentados por pessoas devido a distúrbios gastrointestinais. É apresentado pelo Sr. Cocô (Felipe). Foi exibido apenas na temporada de 2002, mas fez grande sucesso.
  • Documento Trololó: é um programa que exibe reportagens sobre um tema pré-definido, algumas vezes mostrando imagens ditas chocantes, inspirado no formato do programa Documento Especial (veiculado pela extinta Rede Manchete e pelo SBT no início dos anos 1990). É apresentado por Edson Wander (Fausto).
  • Bolovo: A Ameaça Urbana: Uma espécie de paródia extrema ao documentário Super Size Me, no qual o documentarista enfrenta o desafio de passar uma semana se alimentando apenas à base do alimento que dá nome ao "filme" (bolovo é a forma reduzida de "bolinho de carne e ovo"). Porém, ao contrário de Super Size Me, o cineasta (interpretado por Fausto) não sobrevive à experiência, mantendo essa alimentação danosa mesmo adoecido.
  • Cozinha do Away: último quadro do humorista Gil Brother, era uma paródia de programas culinários (como os de Daniel Bork e Ana Maria Braga, por exemplo), no qual o Gil Brother mostra suas "receitas" únicas, muitas vezes usando "ingredientes" absurdos como cigarros, cabeças de peixe e restos de lixos do mar. Os pratos são os mais variados possíveis, como "Estrombelhete de Forno e de Pombo Obeso", "Sopa Marítima", "Rabo de Raposa Apaixonada", "Mousse com Creme de Porco" e "Tubarão Leitoa". Com pitadas ácidas de humor negro, fez a alegria dos internautas esfomeados.
  • Boça Espetacular: uma sátira aos programas de reportagens em estilo "revista eletrônica", como Fantástico e Domingo Espetacular. Boça mostra "reportagens" especiais, falando de animais e outras curiosidades.
  • Programa do Mal: Programa apresentado por entidades ligadas a umbanda e ao candomblé (Exu Caveira, Zé Pilintra, Pomba Gira e Tranca Rua) aliado a outros dois integrantes fora desse contexto: Encosto (termo popularizado por igrejas neopentecostais referente a influências malignas que interferem negativamente na vida das pessoas) e Bandido da Luz Vermelha (famoso criminoso brasileiro que já foi "homenageado" pelo grupo, na música "Melô do Bandido Da Luz Vermelha"). Altamente sombrio, os apresentadores tem como tópicos assuntos relacionados à magia negra e ao ocultismo, sempre regado ao humor negro.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Referências

Links externos[editar | editar código-fonte]