HeroQuest

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
HeroQuest
Designer Stephen Baker
Fabricante Milton Bradley
Games Workshop
Brasil Estrela
Lançamento Estados Unidos1989
Brasil1994
Gênero fantasia medieval
Nº de jogadores 2 a 5
Faixa etária 10+
BoardGameGeek HeroQuestno BoardGameGeek

HeroQuest, também conhecido como Hero Quest, é um jogo de tabuleiro com elementos de RPG criado pela Milton Bradley em parceria com a empresa britânica Games Workshop e distribuído no Brasil pela Estrela em 1994.[1] O jogo é baseado nos arquétipos de RPGs de fantasia e permite que o Mestre de jogo (chamado de "Morcar" na versão original, mas "Zargon" no Brasil e em outras traduções) crie calabouços de sua preferência usando o tabuleiro, mobiliário e monstros que o jogo providencia.

Diversas expansões foram lançadas, com novidades nos cenários, mais inimigos e novas cartas de artefatos (objetos mágicos, encontrados no jogo).

Histórico[editar | editar código-fonte]

HeroQuest foi criado por Stephen Baker, um funcionário da Milton Bradley. O jogo teve seu lançamento em 1989 na Europa e Austrália e ganhou uma versão brasileira em 1994, adaptada pela Estrela. Em 1992, HeroQuest ganhou o prêmio Origins Award pela "melhor apresentação gráfica de jogo de tabuleiro de 1991".

O jogo era composto por um tabuleiro e diversas miniaturas e itens. Os protagonistas eram 4 heróis ("Bárbaro", "Anão", "Elfo" e "Mago") que deveriam enfrentar um diverso grupo de monstros: Orcs, Goblins, Fimir, uma Gárgula e variados mortos-vivos, como esqueletos, zumbis e múmias.

HeroQuest contou com expansões após seu lançamento. A primeira delas foi Armadilha em Kellar's Keep (situada na terra natal do Anão), lançada na Europa em 1989. Kellar's Keep trouxe novas aventuras, novos itens e magias e outros monstros - mais Orcs, Goblins e Fimir. Pouco depois O Retorno de Witch Lord foi lançada e trouxe novos mortos-vivos ao elenco de inimigos. As duas expansões foram lançadas no mercado brasileiro, mas todas as publicações subsequentes se concentraram nos mercados europeu e americano.

Na Europa, Against the Ogre Horde foi lançada em 1990 com a inclusão dos Ogros, um tipo de monstro mais poderoso. Wizards of Morcar, em 1991, trouxe inimigos magos.

Em 1992, os Estados Unidos e o Canadá receberam duas expansões: The Frozen Horror, com temática em terras gélidas, trouxe uma versão feminina para o Bárbaro, mercenários, ursos polares, gremlins e um par de yeti, além de uma criatura com o mesmo nome da expansão. The Mage of the Mirror tinha temática élfica: além de apresentar uma versão feminina para o Elfo, trazia um arquimago élfico maléfico, elfos guerreiros e arqueiros, lobos gigantes e ogros.

Em adição a isto, as revistas brasileiras de RPG Dragão Brasil e Só Aventuras da Editora Trama publicaram as aventuras A Cidade Escrava, O Resgate, Ataque ao Mago Dorminhoco e Caçada à Criatura, além do suplemento Novos Heróis.

3 histórias sobre HeroQuest foram publicadas: The Fellowship of the Four, The Screaming Spectre e The Tyrant's Tomb. Um jogo de computador teve seu lançamento em 1991. Uma versão do jogo para o console Nintendo Entertainment System de nome "Hero Quest" foi desenvolvida, mas nunca lançada.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Os personagens selecionáveis oferecem diferenças de jogabilidade. O Bárbaro e o Anão são mais orientados ao combate direto, enquanto o Mago e o Elfo podem lançar feitiços. A arte e miniaturas de cada personagem são padronizadas, mas os atributos de equipamentos diferem do retrato básico. Além dos quatro heróis originais, o suplemento Novos Heróis da Dragão Brasil disponibilizou mais quatro opções aos jogadores: a Fada e a Amazona, personagens voltadas ao público feminino, e o Minotauro e o Centauro, dois monstros fantásticos.

Bárbaro
A miniatura do Bárbaro o mostra como um homem alto e musculoso, munido de uma espada larga. Ele é forte em combate, se beneficiando de seu excelente ataque e moderada defesa. Porém, não possui habilidades mágicas. Dos quatro personagens iniciais, possui o maior número de pontos físicos e é capaz de suportar bastante dano. Sua arma inicial é uma espada larga. Ele começa com 8 pontos físicos e 2 pontos mentais. Na expansão The Frozen Horror, o Bárbaro ganhou uma contraparte feminina com os mesmos atributos, que não pode ser usada em conjunto com ele na mesma aventura.
Anão
O Anão é baixo, atarracado e bem protegido com armaduras, além de carregar um machado. Possui uma defesa muito boa, mas lhe falta a força física do Bárbaro ou habilidades mágicas. O Anão também tem a habilidade exclusiva de desativar armadilhas sem equipamento especial. Ele possui menos pontos mentais do que o Bárbaro. Sua arma inicial é uma adaga e ele começa com 7 pontos físicos e 3 pontos mentais.
Elfo
O Elfo é alto e esguio, armado com uma espada curta. Possui força física comparável à do Anão e tem o poder de lançar uma magia de cada elemento natural - ar, terra, fogo ou água. Possui menos pontos físicos do que o Anão, mas mais pontos mentais para resistir a ataques mágicos. Sua arma inicial é uma espada curta e começa com 6 pontos físicos e 4 pontos mentais. Na expansão The Mage of the Mirror, o Elfo ganhou uma contraparte feminina com os mesmos atributos, que não pode ser usada em conjunto com ele na mesma aventura.
Mago
A miniatura do Mago mostra um homem equipado com uma longa capa e um cetro. Em combate, ele é o mais fraco em ataques, mas compensa essa debilidade com o uso de três magias de cada elemento, até um total de nove feitiços. Com pontos físicos escassos, pode ser facilmente morto em combate direto, mas é resistente a ataques mágicos graças aos seus abundantes pontos mentais. Sua arma inicial é uma adaga e começa com 4 pontos físicos e 6 pontos mentais.
Minotauro
A miniatura do Minotauro é a de uma criatura parte homem, parte touro, armado com uma lança e uma clava. Em combate, é tão bom lutador quanto o Bárbaro e tem saúde e constituição físicas muito superiores, mas sua inteligência é a mais baixa de todos os heróis. Ele começa equipado com uma espada larga, 9 pontos físicos e 1 ponto mental.
Fada
A miniatura da Fada retrata uma pequena mulher alada, equipada com uma longa capa e um par de adagas. Para efeitos de combate, a Fada é uma versão feminina do Mago, com a mesma habilidade mágica e restrições de força. Sua arma inicial é uma adaga e ela começa com 4 pontos físicos e 6 pontos mentais.
Amazona
A Amazona tem como miniatura uma mulher guerreira com armadura leve e uma espada larga. De força física idêntica às do Anão e do Elfo, a Amazona se esquiva melhor dos ataques e possui três dados de defesa, ao invés dos dois de todos os outros personagens. Ela começa com uma adaga e possui 6 pontos físicos e 4 pontos mentais.
Centauro
O Centauro é representado por uma miniatura parte homem, parte cavalo com uma espada larga empunhada. Assim como a maioria dos personagens, possui força física moderada, mas é o mais rápido dos heróis, com três dados de movimento ao invés de dois. Como desvantagem, ele não pode usar armadura. Sua arma inicial é uma espada curta e começa a partida com 7 pontos físicos e 3 pontos mentais.

Jogabilidade[editar | editar código-fonte]

O jogo acontece sobre um tabuleiro que representa a parte interior de um calabouço ou castelo, com paredes que segmentam o tabuleiro em aposentos e corredores. Um dos jogadores assume o papel de Zargon e usa um mapa do livro de aventuras do jogo para determinar como a aventura irá se desenrolar. O mapa detalha o posicionamento de monstros, artefatos e portas, bem como a aventura que os outros jogadores irão vivenciar. Tais aventuras incluem escapar de um calabouço, eliminar uma criatura ou obter um artefato. Zargon primeiro define o ponto de entrada no mapa - normalmente uma escadaria em espiral que os outros jogadores devem subir, mas outras aventuras pedem que os jogadores entrem via portas externas ou comecem em outros aposentos. O mapa também especifica um monstro que pode surgir se um dos jogadores tiver azar enquanto procura tesouros na aventura.

Os outros jogadores devem escolher seu personagem entre os heróis disponíveis. Os jogadores também podem começar a aventura com artefatos adquiridos em jogos anteriores, como armas, armaduras e itens mágicos.

O jogo se inicia com a leitura da história da aventura, para definir a ambientação. Durante os turnos dos heróis, o jogador pode se mover antes ou depois das seguintes ações: atacar, lançar um feitiço, procurar armadilhas ou procurar tesouros.

Movimento[editar | editar código-fonte]

Os jogadores rolam dois ou três dados e então movimentam seus personagens pelas casas do tabuleiro de acordo com o número tirado. Os jogadores podem pular casas ocupadas por outros jogadores caso recebam permissão, mas não podem ocupar a mesma casa. Portas, monstros e outros objetos são colocados no tabuleiro de acordo com o desejo do jogador que controla Zargon. Depois de colocados no tabuleiro não podem ser removidos até serem eliminados.

Combate[editar | editar código-fonte]

O combate utiliza dados especiais com imagens de caveiras e escudos. Os jogadores que controlam os heróis e o que controla Zargon usam o mesmo dado, mas este último tem uma chance menor de conseguir a sua face específica. O número de dados utilizados é determinado pelas características básicas dos hérois ou dos monstros, seja em uma ação de ataque ou defesa. O dado tem três faces de caveira, duas faces de escudo de herói e uma face de escudo de Zargon.

O atacante deve rolar o maior número de caveiras possível, e o defensor o maior número de escudos.

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Revista Exame #26. [S.l.]: Editora Abril, 1994. 94 pp.
Bibliografia
  • Roberto de Moraes. (1994). "Especial HeroQuest" (em português). Dragão Brasil (3). São Paulo, Brasil: Trama Editorial.
  • Roberto de Moraes. (1994). "HeroQuest - A Cidade Escrava" (em português). Dragão Brasil (4). São Paulo, Brasil: Trama Editorial.
  • Marco Mulatinho. (Março de 1995). "HeroQuest" (em português). The Universe of RPG (1). Rio de Janeiro, Brasil: Ediouro.
  • Roberto Moraes. (1995). "HeroQuest - O Regate" (em português). Dragão Brasil (6). São Paulo, Brasil: Trama Editorial.
  • Roberto de Moraes. (1995). "HeroQuest - Ataque ao Mago Dorminhoco" (em português). Dragão Brasil (8). São Paulo, Brasil: Trama Editorial.
  • (1995) "HeroQuest - Novos Heróis" (em português). Dragão Brasil (12). São Paulo, Brasil: Trama Editorial.
  • Roberto de Moraes. (1995). "HeroQuest - Caçada à criatura" (em português). Só Aventuras (1). São Paulo, Brasil: Trama Editorial.

Links[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Jogos de tabuleiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.