Hersília

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Hersília, de pé, entre Rômulo e Tito Tácio.
As sabinas, de Jacques-Louis David, Museu do Louvre

Hersília é, na mitologia romana, uma heroína mitológica dos tempos de Rômulo. Foi, entre as mulheres seqüestradas no rapto das sabinas, a mais nobre e mais ativa entre as mediadoras que se interpuseram entre os romanos e os sabinos para obter a paz.

Lenda[editar | editar código-fonte]

Segundo uma primeira versão, citada por Macróbio, foi dada como esposa, após o rapto das sabinas, a um companheiro de Rômulo, chamado Hostílio, proveniente do ager latinus, ao qual deu um filho, Hosto Hostílio, avô de Túlio Hostílio,[1] enquanto para Plutarco foi dada como esposa ao mesmo Hostílio,[2] originário da cidade albense de Medúlia,[3] do qual descendia o terceiro rei de Roma, Túlio Hostílio.[4]

Para uma segunda versão, Hersília era a mulher de Rômulo,[5] ao qual deu dois filhos: uma menina, Prima, e um menino, Aólio, mais tarde chamado Avílio (Avillius).[6]

Quando Rômulo, ao cumprir sua missão, foi arrebatado ao céu com o consentimento de Júpiter para se converter em deus, Hersília o chorou desconsoladamente como se estivesse perdido em algum lugar desconhecido. Então Juno, a rainha dos deuses, compadecida, enviou-lhe Íris, que lhe informou que ia levá-la onde seu marido se encontrava, pois fora uma boa esposa e merecia continuar gozando de sua companhia mesmo sendo deus.

Íris voou rapidamente até onde Hersília se encontrava e cumpriu a missão. Em seguida a conduziu a uma estrela brilhante onde Rômulo (agora com o nome de Quirino [7] estava. Este, ao vê-la, transformou a aparência dela e lhe deu o novo nome de Hora, convertendo-a em deusa, como conta Ovídio.[8]

Obras relacionadas[editar | editar código-fonte]

A figura de Hersília inspirou a peça teatral Rômulo e Hersília de Pietro Metastasio e o quadro As Sabinas de Jacques-Louis David (Museu do Louvre).

Referências

  1. Macróbio, Saturnalia, I, 6, 16.
  2. Plutarco, Vida de Rômulo, 14, 8.
  3. Dionísio de Halicarnasso, Antiguidades romanas, III, 1, 1-3.
  4. Plutarco, Vida de Rômulo, 18, 6.
  5. Tito Lívio, Ab Urbe condita libri, I, 11.
  6. Plutarco, Vida de Rômulo, 14, 7-8.
  7. Eutrópio, Breviarium ab Urbe condita, I, 2.
  8. Ovídio, Metamorfoses, XIV, 829-851.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]