Hidróxido de alumínio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Hidróxido de alumínio (III)
Alerta sobre risco à saúde
Gibbsite-crystal-3D-balls.png
Nome IUPAC Aluminium(III) hydroxide
Outros nomes Hidróxido de alumínio ,
Alumina hidratada
Identificadores
Número CAS 21645-51-2
Propriedades
Fórmula molecular Al(OH)3
Massa molar 78.00344 g/mol
Aparência amorfo branco.
Densidade 2,42 g·cm-3[1]
Ponto de fusão

300 °C (Kristallwasserabgabe)[1]

Solubilidade em água insolúvel (1,5 mg·l-1)[1]
Pressão de vapor < 0,1 hPa (20 °C)[1]
Termoquímica
Capacidade térmica mássica c 1,193 J K-1 g-1
Riscos associados
Classificação UE Irritante (I)
Frases R R36, R37, R38
Frases S S26, S36
Ponto de fulgor Não inflamável.
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions Fluoreto de alumínio
Outros catiões/cátions Hidróxido de magnésio
Hidróxido de gálio (III)
Ácido silícico
Compostos relacionados Óxido de alumínio
Óxido hidróxido de alumínio
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Hidróxido de alumínio, composto químico de fórmula Al(OH)3, é a mais estável forma de alumínio nas condições normais. Ele é encontrado na natureza como o mineral gibbsita (também conhecido como hidrargilita). Relacionado com o óxido hidróxido de alumínio, AlO(OH), e óxido de alumínio, Al2O3, diferindo destes somente pela perda de água. Estes compostos juntos são os maiores componentes do minério de alumínio bauxita.

Química[editar | editar código-fonte]

Gibbsita tem uma típica estrutura de hidróxido metálico com ligações de hidrogênio. Ela é constituída por duas camadas de grupos hidroxila com íons alumínio ocupando dois terços dos buracos octaédricos entre as duas camadas.[2]

Hidróxido de alumínio é um anfótero. Se dissolve em ácido, formando Al(H2O)63+ ou seus produtos de hidrólise. Também se dissolve em álcalis fortes, formando Al(OH)3+.

Hidróxido de alumínio é produzido no processo Bayer como um intermediário na produção de alumínio metálico.

Farmacologia[editar | editar código-fonte]

Farmacologicamente, este composto é usado como um antiácido sob nomes tais como Alu-Cap, Aludrox ou Pepsamar. O hidróxido reage com o excesso de ácido clorídrico no estômago, reduzindo sua acidez. Este decréscimo de acidez dos conteúdos do estômago pode ajudar a aliviar os sintomas de úlceras, azia ou dispepsia. Pode causar obstipação e é em consequência disto frequentemente usado com carbonato de magnésio, o qual tem efeitos laxativos em contra-balanço. Este composto é também usado para controlar os níveis de fosfato presentes no sangue de pessoas que sofrem de insuficiência renal.

Hidróxido de alumínio é incluído como um coadjuvante farmacêutico em algumas vacinas (e.g., Alhydrogel), já que contribui a indução de uma boa resposta do anticorpo (Th2). Entretanto, ele tem pouca capacidade de estimular a resposta imunológica celular (Th1), importante para a proteção contra muitos patogênicos (Petrovsky e Aguilar, 2004).[3]

Porque lesões cerebrais encontradas na doença de Alzheimer contém alumínio, existe um consenso que o consumo excessivo de compostos de alumínio pode causar ou contribuir para o desenvolvimento desta ou de outras doenças neurodegenerativas (Perl, 2006, Kawahara, 2005). Adicionalmente, níveis elevados de alumínio no sangue, resultantes de diálise do fígado com água contendo alto teor de alumínio, resulta em demência que é similar mas provavelmente diferente da resultante da doença de Alzheimer (Carpenter, 2001). Entretanto, esta hipótese é controversa.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d Registo de Aluminiumhydroxid na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 23 de Dezembro de 2007
  2. A. F. Wells, Structural Inorganic Chemistry, 4th. edition 1975, Oxford University Press.
  3. Hidróxido de alumínio-Guidechem.com
  • Carpenter DO. Effects of metals on the nervous system of humans and animals. Int J Occup Med Environ Health. 2001;14(3):209-18.
  • Galbraith, A; Bullock, S; Manias, E. Hunt, B. & Richards, A. (1999). Fundamentals of pharmacology: a text for nurses and health professionals. Harlow: Pearson Education Ltd. p482.
  • Kawahara M. Effects of aluminum on the nervous system and its possible link with neurodegenerative diseases. J Alzheimers Dis. 2005 Nov;8(2):171-82; discussion 209-15.
  • Perl DP, Moalem S. Aluminum and Alzheimer's disease, a personal perspective after 25 years. J Alzheimers Dis. 2006;9(3 Suppl):291-300.
  • Petrovsky N, Aguilar JC. Vaccine adjuvants: current state and future trends. Immunol Cell Biol. 2004 Oct;82(5):488-96.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bruna e Otto

Ícone de esboço Este artigo sobre um composto inorgânico é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.