Hidróxido de ferro (II)
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| Hidróxido de ferro(II) Alerta sobre risco à saúde |
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| Outros nomes | hidróxido ferroso |
| Identificadores | |
| Número CAS | |
| Propriedades | |
| Fórmula molecular | Fe(OH)2 |
| Massa molar | 126.75 g/mol |
| Solubilidade em água | insoluble |
| Riscos associados | |
| Índice UE | Not listed |
| Frases R | ferroso |
| Ponto de fulgor | Non-flammable |
| Compostos relacionados | |
| Outros aniões/ânions | óxido de ferro (II) fluoreto de ferro (II) |
| Outros catiões/cátions | Hidróxido de cobalto (II) Hidróxido de ferro (III) |
| Excepto onde denotado, os dados referem-se a materiais sob condições PTN Referências e avisos gerais sobre esta caixa. Alerta sobre risco à saúde. |
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O hidróxido de ferro (II) ou hidróxido ferroso é um composto insolúvel, de coloração branca. Traços de oxigênio são suficientes para torná-lo esverdeado. O processo de oxidação é rápido, também podendo gerar produtos de coloração marrom, conforme o teor de ferro (III). É o principal composto para a formação da laterita solo lixiviado, típico do cerrado brasileiro.
Uma das formas de obtenção do composto é através da reação entre sulfato de ferro(II) e íons oxidrila, conforme a equação abaixo.
FeSO4 + 2OH− → Fe(OH)2 + SO42−
Uso medicinal[editar]
O hidróxido de ferro, no tratamento da anemia por deficiência de ferro, tem os seguintes efeitos:
- Melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida;
- Redução da morbi-mortalidade na Insuficiência Renal Crônica;
- Otimização da dose de eritropoetina.
- Medicação classificada na gestação como fator de risco C (significa que risco para o bebê não pode ser descartado, mas um benefício potencial pode ser maior que os riscos);
- Contra-indicado em casos de hipersensibilidade (alergia) a ferro, hemocromatose, talassemia, anemia falciforme, anemia hemolítica e anemia associada a leucemias;
- Efeitos adversos locais incluem dor no local de administração, alteração da coloração da pele, inflamação local com linfadenomegalias (inguas) inguinais, dor em quadrantes inferiores abdominais;
- Toxicidade sistêmica ocorre em 0,5 a 0,8% dos casos e inclui reações que ocorrem logo após a injeção como cefaléia, dores ósteo-musculares, hemólise, taquicardia, calorões, náuseas, vômitos, broncoespasmo com dispnéia (falta de ar), hipotensão, tonturas e colapso circulatório (reações mais comuns com uso intravenoso do que intramuscular);
- Reações tardias (em relação com a administração) incluem tonturas, síncope, febre, calafrios, vermelhidão cutânea, urticária, dores pelo corpo, encefalopatia, convulsões, linfadenopatia generalizada, reação leucemóide;
- Reação anafilactóide grave com óbito pode ocorrer uma para cada 4 milhões de doses administradas;