Hierarquia urbana do Brasil

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A hierarquia urbana do Brasil é a estruturação hierárquica dos centros urbanos brasileiros, refletindo o grau de subordinação e intensidade dos variados fluxos existentes entre essas cidades. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) produziu o estudo mais recente dedicado ao tema, o "Regiões de influência das cidades 2007" (REGIC 2007). Mas há outras publicações derivadas e anteriores a de 2007 do IBGE, como o "Divisão do Brasil em regiões funcionais urbanas" de 1966 e os REGIC de 1978 e de 1993.[1]

Algumas publicações divergem do REGIC 2007 do IBGE, a exemplo de uma que aponta Patos como capital regional, a única no sertão nordestino, com polarização sobre 70 municípios paraibanos, pernambucanos e potiguares.[2]

REGIC 2007[editar | editar código-fonte]

De acordo com a classificação do IBGE,[3] [4] há quatro níveis na hierarquia urbana, com dois ou três subníveis em cada. São elas: metrópoles (grande metrópole nacional, metrópole nacional, metrópole), capitais regionais (A, B e C), centros sub-regionais (A e B) e centros de zona (A, B e C). [1] Por fim, há os centros locais, que são representados pelos restantes dos municípios em que a sua importância não extrapola os limites municipais.

Redes urbanas e metrópoles[editar | editar código-fonte]

A partir dos principais centros urbanos do Brasil, foram identificadas redes urbanas associadas às metrópoles, denominadas "redes de influência".[1] Com base nesse estudo, as metrópoles brasileiras foram divididas em três níveis:      grande metrópole nacional,      metrópoles nacionais e      metrópoles.[1]

Rede urbana Unidades federativas abrangidas População (2007)
São Paulo  São Paulo  Minas Gerais  Mato Grosso  Mato Grosso do Sul  Rondônia  Acre 51.020.582
Rio de Janeiro  Rio de Janeiro  Espírito Santo  Bahia  Minas Gerais 20.750.595
Fortaleza  Ceará  Piauí  Maranhão  Rio Grande do Norte 20.573.035
Recife  Pernambuco  Paraíba  Alagoas  Rio Grande do Norte  Bahia 18.875.595
Belo Horizonte  Minas Gerais 16.745.821
Salvador  Bahia  Sergipe  Pernambuco 16.335.288
Curitiba  Paraná  Santa Catarina 16.178.968
Porto Alegre  Rio Grande do Sul  Santa Catarina 15.302.496
Brasília  Distrito Federal  Goiás  Bahia  Minas Gerais 9.680.621
Belém Pará Pará  Amapá  Maranhão 7.686.082
Goiânia  Goiás  Tocantins 6.408.542
Manaus  Amazonas  Roraima 3.480.028

Capitais regionais[editar | editar código-fonte]

As capitais regionais são o terceiro nível da gestão territorial, e exercem influência no estado e em estados próximos. Se subdividem em: capitais regionais A, capitais regionais B e capitais regionais C.[1]

Unidade federativa A B C
 Acre - - Rio Branco
 Alagoas Maceió - Arapiraca
 Amapá - - Macapá
 Amazonas - - -
 Bahia - Feira de Santana, Ilhéus/Itabuna, Vitória da Conquista Barreiras, Juazeiro/Petrolina
 Ceará - - Juazeiro do Norte/Crato/Barbalha, Sobral
 Distrito Federal - - -
 Espírito Santo Vitória - Cachoeiro de Itapemirim
 Goiás - - -
 Maranhão São Luís - Imperatriz
 Mato Grosso Cuiabá - -
 Mato Grosso do Sul Campo Grande - Dourados
 Minas Gerais - Uberlândia, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba Divinópolis, Governador Valadares, Ipatinga/Coronel Fabriciano/Timóteo, Passos, Poços de Caldas, Teófilo Otoni
Pará Pará - - Marabá, Santarém
 Paraíba João Pessoa Campina Grande -
 Paraná - Cascavel, Londrina, Maringá Ponta Grossa
 Pernambuco - - Caruaru, Petrolina/Juazeiro
 Piauí Teresina - -
 Rio de Janeiro - - Campos dos Goytacazes, Volta Redonda/Barra Mansa
 Rio Grande do Norte Natal - Mossoró
 Rio Grande do Sul - Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria Ijuí, Novo Hamburgo/São Leopoldo, Pelotas/Rio Grande
 Rondônia - Porto Velho -
 Roraima - - Boa Vista
 Santa Catarina Florianópolis Blumenau, Chapecó, Joinville Criciúma
 São Paulo Campinas Ribeirão Preto, São José do Rio Preto Araçatuba, Araraquara, Bauru, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Santos, São José dos Campos, Sorocaba
 Sergipe Aracaju - -
 Tocantins - Palmas Araguaína

Centros sub-regionais[editar | editar código-fonte]

Os centros sub-regionais possuem influência em municípios próximos, povoados e zona rural. São subdivididos em: centros sub-regionais A e centros sub-regionais B.

Unidade federativa A B
 Acre - Cruzeiro do Sul
 Alagoas - Santana do Ipanema
 Amapá - -
 Amazonas - Parintins, Tefé
 Bahia Guanambi, Irecê, Jacobina, Jequié, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Cruz das Almas, Eunápolis, Itaberaba, Ribeira do Pombal, Senhor do Bonfim, Valença
 Ceará Crateús, Iguatu, Quixadá Itapipoca
 Distrito Federal - -
 Espírito Santo Colatina, São Mateus Linhares
 Goiás Anápolis, Itumbiara, Rio Verde -
 Maranhão Bacabal, Caxias, Pinheiro, Santa Inês Balsas, Chapadinha, Pedreiras, Presidente Dutra
 Mato Grosso Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis, Sinop -
 Mato Grosso do Sul - -
 Minas Gerais Alfenas, Barbacena, Lavras, Manhuaçu, Muriaé, Ourinhos, Patos de Minas, Ponte Nova, Pouso Alegre, Ubá Caratinga, Cataguases, Conselheiro Lafaiete, Itajubá, Ituiutaba, Janaúba, São João del-Rei, São Lourenço, Viçosa
Pará Pará Castanhal, Redenção Abaetetuba, Altamira, Bragança, Breves, Cametá, Capanema, Itaituba, Paragominas, Tucuruí
 Paraíba Cajazeiras, Guarabira, Patos, Sousa Itaporanga
 Paraná Apucarana, Campo Mourão, Cianorte, Francisco Beltrão, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Toledo, Umuarama Ivaiporã, Santo Antônio da Platina, União da Vitória
 Pernambuco Garanhuns, Serra Talhada Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Palmares, Vitória de Santo Antão
 Piauí Floriano, Parnaíba, Picos Campo Maior, São Raimundo Nonato
 Rio de Janeiro Cabo Frio, Itaperuna, Macaé, Nova Friburgo Angra dos Reis, Resende, Teresópolis
 Rio Grande do Norte Caicó, Pau dos Ferros Assu, Currais Novos
 Rio Grande do Sul Bagé, Bento Gonçalves, Erechim, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Santo Ângelo, Uruguaiana Carazinho, Cruz Alta, Frederico Westphalen
 Rondônia Ji-Paraná Ariquemes, Cacoal, Vilhena
 Roraima - -
 Santa Catarina Caçador, Itajaí, Joaçaba, Lages, Rio do Sul, Tubarão Araranguá, Balneário Camboriú, Brusque, Concórdia, Mafra, São Miguel do Oeste, Videira, Xanxerê
 São Paulo Barretos, Botucatu, Catanduva, Franca, Jaú, Jundiaí, Limeira, Rio Claro, São Carlos, São João da Boa Vista Andradina, Araras, Assis, Avaré, Bragança Paulista, Guaratinguetá, Itapetininga, Itapeva, Registro
 Sergipe - Itabaiana
 Tocantins - Gurupi

Centros de zona[editar | editar código-fonte]

Os Centros de zona apresentam atuação restrita a imediações, exercendo funções elementares de gestão. Também dividem-se em doís níveis:

Os centros de zona são municípios ou cidades que apresentam importância regional, limitando-se as imediações/redondezas, exercendo funções elementares de gestão. Também dividem-se em dois níveis: centros de zona A (municípios como Tabatinga, Lagoa Vermelha, Lins e Três de Maio) e os centros de zona B (cidades como Afonso Cláudio, Eirunepé, São Bento e Taió).[5]

Hierarquia da gestão federal[editar | editar código-fonte]

Brasília: Nível 1a na hierarquia da gestão federal.
Recife: Nível 2 na hierarquia da gestão federal.
Belo Horizonte: Nível 3 na hierarquia da gestão federal.

As metrópoles brasileiras, de acordo com a hierarquia da gestão federal, estão classificadas em:      nível 1a,      nível 1b,      nível 2 e      nível 3.[1]

Nível Metrópole Unidade federativa
1a Brasília  Distrito Federal
1b Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
2 São Paulo  São Paulo
Recife  Pernambuco
Porto Alegre  Rio Grande do Sul
3 Belém Pará Pará
Fortaleza  Ceará
Salvador  Bahia
Belo Horizonte  Minas Gerais
Curitiba  Paraná

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f Regiões de Influência das Cidades - 2007
  2. SOUSA, Jonatan Raubergue Marques de (2011). Impactos causados pela inserção do projeto informática básica em comunidades da cidade de Patos-PB UEPB. Visitado em 5 de julho de 2014.
  3. Regiões de influência das cidades 2007 Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de outubro de 2008). Visitado em 27 de novembro de 2008.
  4. Configuração da Rede Urbana do Brasil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (Junho de 2001). Visitado em 3 de dezembro de 2008.
  5. Configuração da Rede Urbana do Brasil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (Junho de 2001). Visitado em 19 de fevereiro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]