Hikikomori

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Hikikomori (引き篭り, lit. isolado em casa?) é um termo de origem japonesa que designa um comportamento de extremo isolamento doméstico. Os hikikomori são pessoas geralmente jovens, entre 15 a 39[1] anos, que se retiram completamente da sociedade, de modo a evitar o contato com outras pessoas.

Japão[editar | editar código-fonte]

Esse tipo de comportamento é atualmente tido como problema de saúde pública no Japão onde milhares de jovens se encontram nesta situação devido ao alto grau de perfeição exigido das pessoas em tarefas diárias e à pressão acarretada por tal exigência, o que acaba levando muitas pessoas a problemas psicológicos de baixa auto-estima e em alguns casos extremos tendências sociopáticas graves. Há casos extremos onde filhos chegam aos 40 anos ainda dependentes dos pais e sem experiência profissional.

O Ministério da Saúde no Japão estima que cerca de 70 mil[1] japoneses são vítimas do fenômeno. Dados do psicólogo Saito Tamaki, criador do termo e pioneiro na pesquisa sobre tal fenômeno, indicam um quadro muito mais sombrio: um milhão de jovens do sexo masculino seriam vítimas desse distúrbio, o que leva ao assombroso quadro de 20% da população adolescente masculina (ou 1% da população do país inteiro) vivendo em reclusão quase que total. É um tanto óbvio que graças ao comportamento isolacionista ao extremo das vítimas, o número exato de Hikikomori existentes atualmente não pode ser medido com exatidão, e provavelmente está entre um dos dois extremos propostos pelos dados fornecidos. Há informações de que Tamaki teria posteriormente admitido em sua autobiografia (Hakushi no kimyo na shishunki) que esse número não tem base factual e foi empregado apenas para chocar e chamar atenção para o problema.

Mundo[editar | editar código-fonte]

Não apenas no Japão, os Hikikomoris podem ser encontrados em qualquer grande centro urbano do mundo, e com maior incidência em famílias o qual o poder aquisitivo é maior. Com o recente avanço tecnológico e o aumento da renda da família, estes podem propiciar aos filhos conforto e tecnologia, por consequência, desmotivam eles a enfrentarem o mundo, a buscar seu espaço e seguirem seu caminho, dando a eles ocupação permanente em seus lares. Estima-se que, nos EUA, a incidência de Hikikomoris é alta, o que fez o sistema de saúde americano elaborar uma cartilha aos psicólogos e psiquiatras. Uma pesquisa no Reino Unido mostrou que os hikikomoris britânicos são centrados em cultura de massa japonesa.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Em 2007 o governo Japonês implantou um programa de assistência aos hikikomoris - assistentes sociais estabelecem contato com eles através de cartas, telefonemas e depois os convidam a sair para cinema, praças, shoppings, estimulando o contato social e, consequentemente, de modo a diminuir o estado de isolamento. Essas assistentes sociais são chamadas de "Super Irmãs", por serem do sexo feminino e conseguirem reerguer muitos jovens masculinos nessa situação.

O tratamento é feito estimulando o jovem a atividades sociais, culturais e esportivas, porém, a companhia constante de outra pessoa apoiando é fundamental, visto que os hikikomori's são extremamente sensíveis a interações humanas. Na Inglaterra, grupos de apoio dos que sofrem o mesmo problema se mostraram bastante eficientes.

Herbs[editar | editar código-fonte]

Os Herbs tem sido apontados como a "evolução" dos hikikomori.

Referências

  1. a b Jornal "Asahi Shinbun" (texto em japonês). Site visitado em 23 de julho de 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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