LZ 129 Hindenburg

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Nota: Se procura o presidente da República de Weimar, consulte Paul von Hindenburg.


LZ 129 Hindenburg, 245m (verde) Comparação do tamanho com:

1 - RMS Queen Mary 2, 345m (rosa)

2 - USS Enterprise, 342m (amarelo)

3 - Classe Yamato (263m em azul escuro)

4 - Empire State, 443m (cinza)

5 - Knock Nevis (super-petroleiro), 458m (vermelho)

6 - Pentágono, 431m (azul claro)
O Hindenburg em Lakehurst, em 25 de Janeiro de 1936.
O Hindenburg momentos depois de incendiar-se
Descrição do desastre.

O LZ 129 Hindenburg foi um dirigível construído pela Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha. Conhecido como Zeppelin, o dirigível, com 245 metros de comprimento e sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de hidrogénio, o maior dirigível da história até 1937, saiu de Hamburgo e cruzou o Atlântico a 110 km/h.

Na noite de 6 de maio de 1937, o gigantesco dirigível Hindenburg preparava-se para descer na base de Lakehurst, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com 97 ocupantes a bordo, sendo 36 passageiros e 61 tripulantes, vindos da Alemanha. Durante as manobras de pouso, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi de 13 passageiros e 22 tripulantes mortos e um técnico em solo, no total de 36 pessoas.

Por muitos anos, achou-se que o explosivo hidrogênio que sustentava o Hindenburg teria sido a causa de seu incêndio. O governo alemão também sugeriu, à época, que uma sabotagem derrubara o grandioso zeppelin. O seu projeto foi encomendado pelo governo de Adolf Hitler, visando divulgar a superioridade tecnológica do país.

A comissão, que investigou o acidente junto com a companhia Zeppelin, atribuiu falha humana ao acidente. Uma brusca manobra momentos antes do pouso causou o rompimento de um dos tanques de hidrogênio e uma faísca dera a ignição.

No entanto, uma investigação recente conduzida pelo Dr. Addison Bain, ex cientista da NASA que trabalha há muito tempo com hidrogênio, encontrou outra causa para a ignição que deu origem ao incêndio. Analisando pedaços do material utilizado na cobertura do dirigível, Bain constatou em seu relatório que era de um material extremamente inflamável (nitrocelulose recoberta por uma película de alumínio) e que o fogo iniciou-se por uma faísca provocada pela eletricidade estática acumulada na aeronave.

Uma aeronave de dimensões idênticas, o LZ-130 Graf Zeppelin II, que substituiria o veterano LZ-127, chegou a ser construída por completo. Mas foi desmontada em 1940, sem nunca ter operado regularmente.

O incêndio do Hindenburg encerrou a era dos dirigíveis na aviação comercial de passageiros.

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