Roraima

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Nota: Para outros significados de Roraima, ver Roraima (desambiguação).
Estado de Roraima
Bandeira de Roraima
Brasão de Roraima
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino de Roraima
Gentílico: roraimense

Localização de Roraima

 - Região Norte
 - Estados limítrofes Venezuela (ao norte e noroeste), Guiana (leste), Pará (sudeste) e Amazonas (sudeste e oeste)
 - Mesorregiões 2
 - Microrregiões 4
 - Municípios 15
Capital Boa Vista
Governo
 - Governador(a) José de Anchieta Júnior (PSDB)
 - Vice-governador(a) — (—)
Número de deputados
 - Federais: 8
 - Estaduais: 24
Área  
 - Total 224.298,980 km² (14º)
População  
 - 2005 estim. 391.317 hab. (27º)
 - Densidade 1,45 hab./km² (27º)
PIB 2005
 - Total R$3.178.611,00 (27º)
 - Per capita R$8.123 (21º)
IDH (2000) 0,746 (13º) – médio
 - Esper. de vida 69,3 anos (22º)
 - Mort. infantil 19,6/mil nasc. ()
 - Analfabetismo 6,1% ()
Fuso horário UTC-4
Clima Equatorial úmido Am, Aw
Sigla BR-RR
Site governamental www.rr.gov.br

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Roraima é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Norte do país, sendo seu estado mais setentrional, e tem como limites a Venezuela (ao norte e noroeste), Guiana (leste), Pará (sudeste) e Amazonas (sudeste e oeste). Ocupa uma área de 224.298,980 km2, pouco menor que a Romênia.

Inicialmente chamado de "Território Federal do Rio Branco" (mais caudaloso rio da região), foi posteriormente renomeado para Roraima, nome de seu ponto culminante, ao extremo norte. O Monte Roraima, por sua vez, significa serra verde ou monte verde. A palavra é formada pela junção de roro ou rora (verde) com imã (serra ou monte) e foi batizado por indígenas pemons da Venezuela.[1]

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História de Roraima

As primeiras expedições portuguesas na região remontam ao início da década de 1660, em busca de drogas do sertão, metais e pedras preciosas, e de indígenas para o apresamento. Entre estas, destaca-se a do Capitão Francisco Ferreira, que penetrou o vale do rio Branco (1718). A partir de 1725, missionários Carmelitas iniciaram a tarefa de conversão do indígena na região.

A criação da Capitania Real de São José do Rio Negro, pela Carta-régia de 3 de março de 1755, foi fruto da preocupação da Coroa portuguesa com as fronteiras do rio Negro e do rio Branco, a primeira ameaçada pelos espanhóis do Vice-reino do Peru, e a segunda pelas expedições de neerlandeses do Suriname, com fins de comércio e de apresamento de indígenas.

A medida foi ainda grandemente influenciada pelas demarcações previstas pelo Tratado de Madrid (1750): com a criação de uma nova unidade administrativa na região, pretendia-se implementar, na prática, a colonização do alto rio Negro, criando-se a infra-estrutura necessária ao encontro e aos trabalhos das comissões de demarcação portuguesa e espanhola, encontro esse que jamais ocorreu, tendo forças portuguesas ocupado nesse ínterim, provisoriamente, o curso do baixo rio Branco, efetuando plantações de mandioca e de outros víveres, para o aprovisionamento da Comissão.

Com o estabelecimento do Forte de São Joaquim do rio Branco a partir de 1775, diversos aldeamentos de indígenas convertidos foram estabelecidos para o seu serviço, entre os quais a povoação de Nossa Senhora do Carmo, fundada por religiosos Carmelitas. Durante o Brasil Império (1822-1889), esta foi elevada a vila e sede de freguesia com o nome de Boa Vista (1858). Com a proclamação da República (1889), a freguesia foi transformada no município de Boa Vista do Rio Branco (1890), integrante do Estado do Amazonas.

A pretensão britânica a alguns rios formadores do rio Branco (afluente do rio Amazonas), conduziu à chamada Questão do Pirara (1904). Submetida à arbitragem do rei Vítor Emanuel III da Itália, a região em litígio foi repartida entre ambas as partes, garantindo à Guiana inglesa uma saída fluvial para o Amazonas, e perdendo o Brasil a região oriental do Pirara.

A região foi desmembrada do Estado do Amazonas pelo Decreto-lei nr. 5.812, de 13 de setembro de 1943, que criou o Território Federal do Rio Branco, mais tarde denominado como Território Federal de Roraima (1962), e elevada a Estado pela Constituição brasileira de 1988.

Se a colonização da região foi incentivada em fins do século XIX com o estabelecimento de Fazendas Nacionais, um século mais tarde os garimpos de ouro e diamantes atraíram levas migratórias de diversas regiões do país. Esta imigração e exploração desordenadas ocasionaram muitos conflitos e mortes por doenças e assassinatos, sobretudo nas populações indígenas. Apoiados por políticos locais, os garimpeiros foram substituídos pela exploração agrícola em grande escala (agronegócio) em terras indígenas, gerando novos conflitos ao final do século XX.

Atualmente, quase todas as reservas indígenas do estado encontram-se homologadas.

[editar] Economia

A economia do estado se baseia na agricultura (arroz, feijão, milho e mandioca), na pecuária (bovino, suino e ovino) e no extrativismo (madeira, ouro, diamantes, cassiterita).

O estado de Roraima tem o menor PIB do Brasil (27º colocação), o que pode ser parcialmente explicado pelo fato de que 70% de sua área foi demarcada como território indígena ou ficam localizados em áreas de preservação ambiental. Apesar disso teve, entre 1991 e 2000, o maior crescimento de todo o país.

Evolução do PIB e do PIB per capita de Roraima
Anos PIB
(em reais)
PIB per capita
(em reais)
2002 2.312.646 6.513
2003 2.737.003 7.455
2004 2.811 .79 7.361
2005 3.178.611 8.123


[editar] Ensino e Educação

Quando o tema é Educação Básica, dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado de Roraima, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas nos seus respectivos municípios obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005:

IDEB, município, escola e ranking estadual
Nota Município Escola Ranking
5,3 Boa Vista Escola estadual Monteiro Lobato
5,2 Boa Vista Escola estadual Boas Novas
4,9 Boa Vista Escola estadual Princesa Isabel
4,8 Boa Vista Escola estadual Penha Brasil
4,7 Boa Vista Escola estadual Professora Diva Alves de Lima
4,6 Boa Vista Escola estadual Oswaldo Cruz
4,6 Boa Vista Escola estadual Professor Diomedes Souto Maior
4,6 Boa Vista Escola estadual São José
4,5 Boa Vista Escola estadual Euclides da Cunha
4,5 Boa Vista Escola municipal Centenário de Boa Vista 10º
4,5 Boa Vista Escola municipal Martinha Thury Vieira 11º
4,4 Boa Vista Escola estadual 31 de Março 12º
4,4 Boa Vista Escola municipal Francisco de S. Bríglia 13º
4,3 Boa Vista Escola estadual Lobo D’Almada 14º
4,3 Boa Vista Escola estadual Professora Francisca Elzika de Souza Coelho 15º
4,3 Boa Vista Escola municipal Professora Edsonina B. Villa 16º
4,2 Boa Vista Escola estadual Girassol 17º
4,2 Boa Vista Escola estadual Maria Raimunda Mota de Andrade 18º
4,1 Boa Vista Escola estadual Vovô Dandae 19º
4,1 Boa Vista Escola municipal Maria Gonçalves Vieira 20º
4,0 Boa Vista Escola estadual 13 de Setembro 21º
4,0 Boa Vista Escola estadual Dom José Nepote 22º
4,0 Boa Vista Escola estadual Pequeno Polegar 23º
4,0 Boa Vista Escola estadual Professora Maria de Lourdes Neves 24º
4,0 Boa Vista Escola municipal Nova Canaã 25º
3,9 Boa Vista Escola estadual Caranã 26º
3,9 Boa Vista Escola estadual Luiz Ribeiro de Lima 27º
3,9 Boa Vista Escola estadual Mário David Andreazza 28º
3,9 Boa Vista Escola estadual Professora Idarlene da Silva 29º
3,8 Boa Vista Escola estadual Professora Conceição da Costa e Silva 30º
3,8 Boa Vista Escola estadual Professora Maria das Neves Rezende 31º
3,8 Boa Vista Escola estadual Professor Antônio F. de Souza 32º
3,8 Boa Vista Escola estadual Vovô Eurides 33º
3,8 Boa Vista Escola municipal Dalício F. Filho 34º
3,8 Boa Vista Escola municipal Maria Gertrudes Mota de Lima 35º
3,7 Boa Vista Escola estadual Buriti 36º
3,7 Boa Vista Escola estadual Professora Carmem Eugênia Macaggi 37º
3,6 Boa Vista Escola estadual Carlos Drumond de Andrade 38º
3,6 Boa Vista Escola estadual Professora Antônia Coelho de Lucena 39º
3,6 Boa Vista Escola municipal Francisco C. Moraes 40º
3,6 Bonfim Escola municipal Maciel Ribeiro Vicente da Silva 41º
3,5 Boa Vista Escola estadual Fagundes Varela 42º
3,5 Boa Vista Escola estadual integral Dr. Luiz Rittler Brito de Lucena 43º
3,5 Boa Vista Escola estadual Pedro Elias Albuquerque Pereira 44º
3,5 Boa Vista Escola estadual Professor Jaceguai Reis Cunha 45º
3,5 Boa Vista Escola municipal Senador Darcy Ribeiro 46º
3,5 Boa Vista Escola municipal Waldemarina N. Martins 47º
3,5 São João da Baliza Escola municipal Darcy Predroso da Silva 48º
3,4 Alto Alegre Escola estadual Professor Geraldo da Silva Pinto 49º
3,4 Boa Vista Escola estadual Professora Elza Breves de Carvalho 50º
3,4 Boa Vista Escola estadual Professor Carlo Casadio 51º
3,4 Boa Vista Escola estadual São Vicente de Paula 52º
3,4 Cantá Escola estadual José Aureliano da Costa 53º
3,4 Caracaraí Escola municipal Idnea Barbosa Ferreira 54º
3,4 Pacaraima Escola municipal Alcides da C. Lima 55º
3,3 Boa Vista Escola estadual Barão de Parima 56º
3,3 Boa Vista Escola estadual Olavo Brasil Filho 57º
3,3 Boa Vista Escola estadual Professora Raimunda Nonato Freitas da Silva 58º
3,3 Boa Vista Escola estadual Professor Voltaire Pinto Ribeiro 59º
3,3 Boa Vista Escola municipal Luís Canará 60º
3,3 Bonfim Escola estadual Aldébaro José Alcântara 61º
3,3 Mucajaí Escola municipal Irma Leonildes Dal Pos 62º
3,2 Boa Vista Escola estadual integral Professor Severino G.G. Cavalcante 63º
3,2 Boa Vista Escola estadual Fernando Grangeiro de Menezes 64º
3,2 Caracaraí Escola municipal Couto de Magalhães 65º
3,2 Iracema Escola estadual Iracema Aguiar Pereira 66º
3,2 Mucajaí Escola estadual Vereador Francisco Pereira Lima 67º
3,2 São Luiz do Anauá Escola estadual Professor Alan Kardec Dantas Haddad 68º
3,1 Amajari Escola estadual Ovídio Dias de Souza 69º
3,1 Boa Vista Escola estadual Professora Maria Nilce Brandão 70º
3,1 Rorainópolis Escola estadual Padre Eugênio Possamai 71º
3,0 Boa Vista Escola estadual Professora Maria Sônia de Brito Oliva 72º
3,0 Caroebe Escola estadual Don Pedro I 73º
3,0 Pacaraima Escola municipal Casimiro de Abreu 74º
3,0 São Luiz do Anauá Escola municipal Senador Hélio Campos 75º
2,9 Mucajaí Escola estadual Maria Maricelma Oliveira Cruz 76º
2,9 Mucajaí Escola municipal Lígia Bruna Bezerra da Silva 77º
2,9 Normandia Escola municipal Castro Alves 78º
2,9 Rorainópolis Escola estadual Joselma Lima de Souza 79º
2,8 Alto Alegre Escola municipal Professora Edneide Sales Campelo 80º
2,8 Caracaraí Escola estadual José Vieira Sales Guerra 81º
2,7 Rorainópolis Escola municipal Professor Hildemar Pereira de Figueiredo 82º
2,4 Iracema Escola estadual Don Pedro II 83º
2,3 Caracaraí Escola municipal Manoel Pereira da Costa 84º
2,0 Caracaraí Escola estadual João Rogério Schuertz 85º

[editar] Etnias

Cor/Raça Porcentagem
Brancos 24,8%
Negros 4,2%
Pardos 61,5%
Indígenas 8,7%

Fonte: Censo de 2000 do IBGE (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

[editar] Transportes

[editar] Rodovias

BR-174 na reserva indígena Waimiri-Atroari.
BR-174 na reserva indígena Waimiri-Atroari.
Ponte dos Macuxis, sobre o rio Branco, comunicando Boa Vista ao município do Cantá.
Ponte dos Macuxis, sobre o rio Branco, comunicando Boa Vista ao município do Cantá.

Roraima é um dos estados mais isolados do restante do país, fazendo comunicação rodoviária apenas com Manaus. A BR-210 (Perimetral norte) seria uma alternativa, que ligaria o estado também ao Pará, Amapá e à cidade amazonense de São Gabriel da Cachoeira, contudo o projeto fora realizado apenas parcialmente, sendo depois abortado.

Seu sistema de estradas é predominantemente federal. São poucas as estradas estaduais e municipais asfaltadas e com boas condições de uso.

Entre as federais destaca-se a BR-174, que, saindo de Manaus passa por (sentido sul--norte:) Presidente Figueiredo (Amazonas), Vila Jundiá, Vila Equador, Rorainópolis, Vila Novo Paraíso (km 500, ponto de interceção com a BR-210), Caracaraí (já na margem direita do rio Branco), Iracema, Mucajaí, Boa Vista e Pacaraima, dando acesso à estrada venezuelana que leva a Santa Elena de Uairen (a doze quilômetros da fronteira) e às principais cidades daquele país. Em todo o seu percurso esta estrada encontra-se asfaltada e sinalizada, embora veja alguns de seus trechos decadentes ocasionalmente.

Outras importantes rodovias federais são:

  • BR-210: pelo plano original, datado da segunda metade do século XX, sairía de Macapá, passando pelo Pará, por Roraima, até chegar a São Gabriel da Cachoeira, no alto rio Negro. Apenas uma parte do trecho de Roraima e do Amapá foi asfaltado (ou ao menos aberto). No estado a 210 vai no sentido leste—oeste: vila Entre Rios (próximo à Hidrelétrica de Jatapu), Caroebe, São João do Anauá, São Luiz, Vila Novo Paraíso (a partir daqui ela segue sobreposta à 174 até Caracaraí), Caracaraí -- todo este trecho asfaltado — e continua como estrada de chão até Missão Catrimani.
  • BR-401: faz a comunicação do estado com a Guiana. Nascendo em Boa Vista, cruza o rio Branco pela ponte dos Macuxis. Sete quilômetros depois, liga-se a BR-432, que vai ao Cantá e desce até a vila Novo Paraíso, ligando-na às BRs 174 e 210. A mesma, contudo, ainda não encontra-se totalmente asfaltada. Após passar pela 432, segue até Bonfim, cidade fronteiriça. Uma ponte sobre o rio Tacutu (divisor entre Brasil e Guiana) deverá ser concluída até janeiro de 2008, ligando-a a Lethem. De Bonfim ainda percorre 45km a Nordeste até a sede de Normandia, num trecho parcialmente asfaltado.

Por fim há a BR-431 que comunica a BR-174 (a partir da vila do Jundiá) à vila de Santa Maria do Boaiçu, onde funciona um pequeno porto no rio Branco. Trata-se apenas de um projeto, sequer foi aberta a vereda para a estrada.

Entre as estradas estaduais (RRs), destacam-se:

  • RR-205: asfaltada e bem sinalizada nos 65km que ligam Boa Vista à RR-343 através dela. Os quinze primeiros quilômetros desta (até a sede de Alto Alegre) são asfaltados e sinalizados.
  • RR-203: tem dois terços de sua extensão asfaltados, ligando a BR-174 à Vila Brasil (sede de Amajari). Segue adiante mais 52km como estrada de terra até a vila do Tepequém.

Existem dezenas de outras estradas estaduais e municipais de terra com condições razoáveis de tráfego. Todas as sedes de Roraima têm acesso rodoviário asfaltado, excetuando-se Uiramutã.

[editar] Ferrovias

Não há rede ferroviária em Roraima.

[editar] Hidrovias

Roraima fica em desvantagem em relação aos demais estados amazônicos quanto ao sistema hidroviário. Por ser o único destes em que todos os seus rios notórios têm sua nascente no seu próprio território - o sistema hidrográfico estadual é 100% roraimense -, fica fadado a ter poucas saídas fluviais.

Na verdade Roraima dispõe de apenas uma grande saída fluvial: pelo rio Branco, chegando ao rio Negro, rumando daí à Manaus e São Gabriel da Cachoeira. Ainda assim, o mais importante rio roraimense ainda impõe dificuldades adicionais.

O rio Branco origina-se da confluência dos rios Uraricoera - o maior do estado - e Tacutu, trinta quilômetros a norte da capital Boa Vista. Nesta altura o rio chega a cerca de 1,5 quilômetro de largura, oferecendo condições de navegação durante a época das cheias. Centenas de quilômetros abaixo, na altura da vila de Vista Alegre, após receber as águas do rio Mucajaí, inicia-se o médio rio Branco nas Cachoeiras do Bem-Querer: corredeiras que descem dezoito metros ao longo de vinte e quatro quilômetros. Estas quedas d'água impedem o tráfego.

Após este obstáculo encontra-se a cidade de Caracaraí, construída propositadamente depois do mesmo para ser possibilitada a construção de um porto - por onde era escoado o gado das savanas roraimenses para Manaus. Tal porto permanece até hoje como o principal de Roraima.

Com parada na vila de Santa Maria do Boiaçu, onde funciona um porto menor, os barcos seguem pelo rio Negro a cidades amazonenses. Até o alto-baixo curso do rio, contudo, ainda percebe-se dificuldades de deslocamento durante a estiagem.

Enquanto em seu alto curso o Branco alcança pouco mais de um quilômetro de largura, o mesmo chega, em seu baixo curso, quinhentos quilômetros a sul, a até quatro quilômetros dependendo da estação do ano. Isso deve-se aos grandes e vários afluentes que o mesmo recebe neste meio-tempo, com destaque para os rios rio Mucajaí, Catrimani e Anauá. A forte presença de ilhas, contudo, é sempre constante.

Diferentemente de estados vizinhos, em Roraima o transporte fluvial não é comum para interligar cidades do próprio estado, excetuando-se poucos casos de vilas sem acesso rodoviário.

[editar] Municípios

Depois da Lei no. 7009, de 1 de julho de 1982 Roraima passa a possuir 15 municípios Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Caroebe, Iracema, Mucajaí, Normandia, Pacaraima, Rorainópolis, São Luiz do Anauá, São João da Baliza e Uiramutã.

Suas cidades mais populosas são: Boa Vista, Rorainópolis, Alto Alegre, Mucajaí e Caracaraí.

[editar] Turismo

Foto do Monte Kukenan, visto do Monte Roraima.
Foto do Monte Kukenan, visto do Monte Roraima.
Pôr do sol na bela vila do Tepequém.
Pôr do sol na bela vila do Tepequém.

Roraima tem um grande potencial turístico, em especial no ecoturismo.

Arqueólogos de todo o mundo têm forte interesse na Pedra Pintada que é o mais importante sítio de tal ciência do estado, nela há inscrições de civilizações milenares que atraem a curiosidade de turistas e arqueólogos.

A parte melhor escalável do Monte Roraima fica na Venezuela. A parte de Roraima (que possui apenas 10% do monte) só pôde ser escalada em 1991 pelo trio de alpinistas brasileiros composto por Julio César de Mello Santos, Felipe Garcia Amoedo, Andre Torres Amoedo. Para realizar proeza de tal magnitude foram necessários 5 dias de escalada.

O explorador botânico inglês Everd Thurm descreveu sua passagem pelo Monte Roraima (em 1884) com as seguintes frases: "[O monte] Roraima é caracterizado por um extraordinário número de plantas, quase todas com desusada beleza, de estranha forma e talvez com ambas peculiaridades. Como a flora, também a fauna, embora igualmente peculiar, parece ser, no entanto, sem contestação, menos abundante. Roraima ergue-se, numa verdadeira terra maravilhosa cheia de coisas raras, belas e estranhas."

[editar] Geografia

Roraima possui 1922 quilômetros de fronteiras. O relevo é bastante variado; junto às fronteiras da Venezuela e da Guiana ficam as serras de Parima e de Pacaraima, onde se encontra o monte Roraima, com 2 875 metros de altitude.

Como estado mais ao norte do Brasil, seus pontos no extremo norte são o rio Uailã e o Monte Caburaí.

[editar] Relevo

O relevo predominante é plano e com leves ondulações. Seu quadro morfológico é composto pelo:

  • Planalto ondulado
  • Escarpamentos setentrionais

Esses relevos são parte do planalto das Guianas, que segue pelo norte da planície amazônica.

O seu planalto ondulado é num grande pediplano, composto por maciços e picos isolados e dispersos.

Os escarpamentos setentrionais formam a borda de um planalto mais alto, estendendo-se especialmente sobre a Guiana e a Venezuela. Alguns exemplos são as serras Parima e Pacaraima e monte Roraima.

[editar] Altitude

Aproximadamente 60% de sua superfície encontra-se abaixo de 200m; outros 25% da área total entre 200m e 300m; ainda há 14%, que estão entre 300 e 900m; e o restante (1%) está acima de 900m.

[editar] Hidrografia

Ver artigo principal: Lista de rios de Roraima
O Rio Branco é o maior e mais importante rio da região.
O Rio Branco é o maior e mais importante rio da região.

A hidrografia do estado de Roraima faz parte da bacia do rio Amazonas e baseia-se basicamente na sub-bacia do rio Branco (45.530 km²). Este rio é um dos rios afluentes do rio Negro.

Principais afluentes do rio Branco:

Além destes rios, destaque para:

[editar] Clima

Seu clima é equatorial nas regiões Norte, Sul e Oeste, e tropical no Leste.

A parte oriental do estado é marcada por climas quente e úmido com uma estação seca não muito pronunciada (Am, de Köppen). Sua temperatura média anual é de aproximadamente 27°C e 2.000mm de pluviosidade anual.

Já a parte ocidental, é marcada por um clima quente subúmido com uma estação seca bem marcada (Aw), suas temperaturas são elevadas e sua pluviosidade é mais baixa que no oriente, com 1.500mm/ano.

[editar] Vegetação

A vegetação predominante no estado é a de floresta tropical (revestindo aproximadamente 72% da área total), recobrindo especialmente as porções meridional e ocidental.

Campos e cerrados, conhecidos regionalmente como "lavrados", correspondem aos 28% restantes, revestindo as áreas setentrionais e orientais do estado.

[editar] Unidades de conservação

Em Roraima o IBAMA administra 8 unidades de conservação: 3 parques nacionais, 3 estações ecológicas e 2 florestas nacionais, totalizando 15.539,93 km², ou 6,9975% dos 224.298,980 km² (IBGE) da área territorial do Estado.

[editar] Demografia

Quando foi descoberta pelos portugueses (em meados do século XVIII), Roraima era habitada especialmente por indígenas.

Os indígenas apresentávam-se em sua maior parte pertencentes ao troncos dos Caribes, essa é a base da maioria dos povos indígenas do estado (Macuxi, Taurepang, Ingarikó, Patamanona, Wai-wai e Waimiri-atroari). Pertencentes ao tronco linguístico Aruak existem os Wapixama. Os Ianomâmi, ou Yanomami, pertencem à família linguística Yanomami, não classificada em tronco linguístico.

[editar] Esporte

Clubes profissionais de futebol:

Clubes amadores de futebol[2]:

  • Norte Sport
  • Caranã
  • Tancredo Neves
  • Cambará
  • Racing
  • Guarani
  • América
  • Grêmio
  • Barcelona
  • Jockey
  • ABC
  • União
  • Tiradentes
  • Anauá
  • Brasil
  • Boa Vista
  • Atlético Iracema
  • União (Iracema)

[editar] Ver também

[editar] Referências bibliográficas

  • CARVALHO, Avery Milton Veríssimo de. Índio na Rede: Ciberativismo e Amazônia: (Dissertação de Mestrado). São Paulo: Universidade de São Paulo, 2002. 135 p. ISBN 34523432
  • FARAGE, Nádia. As muralhas dos sertões: os povos indígenas no Rio Branco e a colonização. 1.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra/ANPOCS, 1991. 197 p. 1 v. ISBN 912122
  • FREITAS, Aimberê. Estudos Sociais - RORAIMA: Geografia e História. 1.ed. São Paulo: Corprint Gráfica e Editora Ltda., 1998. 83 p. ISBN 34523432
  • SANTILLI, Paulo. Pemongon Patá: território Macuxi, rotas de conflito. 1.ed. São Paulo: UNESP, 2001. ISBN 34523432
  • SOUSA, Antônio Ferreira de. Noções de Geografia e História de Roraima. Manaus: Gráfica Palácio Real, 1959. ISBN 34523432

[editar] Ligações externas


Bandeira de Roraima
Roraima
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