Hinos de Louvores e Súplicas a Deus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O livro "Hinos de Louvores e Súplicas a Deus" é um hinário com melodias sacras utilizado nos cultos e serviços da Congregação Cristã no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros membros da igreja no Brasil empregavam o hinário Salmos e Hinos em português e o Nuovo Innario Evangelico em italiano até a confecção de um hinário próprio chamadoInni e Salmi Spirituali. Esse hinário foi publicado em Chicago em 1914 e em idioma italiano.

Posteriormente a versão mais difundida foi publicada 1928, passou a ser chamado Nuovo Libro di Inni e Salmi Spirituali. Em sua segunda versão, já bilíngue, denominava-se Hymnos e Psalmos Espirituaes, até possuir o nome atual, a partir da terceira versão[1] .

Hinário nº 1[editar | editar código-fonte]

O primeiro hinário utilizado pela irmandade da CCB foi o hinário “Inni e Salmi Spiritualli”, datado de 1914, que em 1932 houve uma atualização.

Ainda assim, um pouco depois surgiu um novo hinário denominado “Nuovo Libro D'Inni e Salmi Spiritualli” datado de 1928, este hinário em seu prefácio relata que é derivado de dois hinários antecedentes "Inni e Salmi Spiritualli" e do hinário "Nuovi Inni e Salmi Spiritualli"

Com o crescimento da denominação no Brasil, Francescon instruiu aos anciães brasileiros para traduzir alguns hinos para o Português, surgindo então o primeiro hinário de fato da CCB, este que foi misto, (Português e Italiano). Uma comissão composta por J.Oliva, J.B.Vano e M.Oliva trabalharam nesse hinário e no nº 2. Essa versão teve poucos volumes, aproximadamente uns 2.000. É uma versão traduzida “ao pé da letra” e muito rara, pois devido as questões políticas da época (Política Nacionalista da Era Vargas), foram recolhidos.

No balanço apresentado na Assembléia Geral de 1.936 mostra a contabilização da venda dos hinários em 1934/1935. Foram vendidos 2.042 mistos contra 1.677 hinários em português, revelando a preferência pelo hinário misto.

Hinário nº 2[editar | editar código-fonte]

O hinário misto, intitulado N.º 1 N foi uma tradução apressada e literal do hinário italiano. Assim, várias poesias ficaram comprometidas, requerendo uma revisão. Essa revisão seria o Hinário N.º 2, intitulado “Hymnos e Psalmos Espirituaes”, datado de Março de 1944, somente em português. Segundo o próprio prefácio, esse hinário foi o melhor que se adaptava ao desenvolvimento da Congregação Cristã. Ou seja, conforme o processo de transição e acomodação da igreja ao povo brasileiro.

Igualmente, revela que a maioria dos hinos foi composta por autores de diversas nacionalidades. “O estudo analítico da evolução do hinário da Congregação iria certamente revelar diversas etapas do crescimento e desenvolvimento dessa nova igreja, explicando sua rápida transição, da cultura predominantemente italiana para a brasileira num período rápido de tempo. O elemento italiano, tanto racial como lingüístico foi a ponte atravessada pela nova igreja para atingir um rápido padrão de crescimento. (READ, 198-?, p. 24).”

O hinário ainda possuía uma qualidade muito inferior, prevalecia uma tradução que não respeitava os padrões gramaticais vigentes da época. As elisões com vogais provocavam muita confusão, e a acentuação tônica não se enquadrava com a acentuação métrica musical. Sempre nos finais dos hinos, era cantado o “Amém”. Foram disponibilizados apenas 250 hinos para os cultos oficias e 25 para as Reuniões de Jovens e Menores.

Hinário nº 3[editar | editar código-fonte]

Em menos de oito anos, foi preciso editar uma nova versão do hinário. Foi então que surgiu o hinário Nº 3, com um novo título “HINOS DE LOUVORES E SÚPLICAS A DEUS” que continha 330 hinos, datado de março de 1951. Sua principal autora foi a senhora Anna Spina Finotti que também participaria da compilação dos hinários 4 e 5.

Sua característica fundamental foi a atualização radical das letras dos hinos, até porque houve grandes reformas ortográficas na Língua Portuguesa, já na parte musical, praticamente não houve alteração; apenas a extinção do “Amém” nos finais de cada hino entoado.

Hinário nº 4[editar | editar código-fonte]

Por fim, em março de 1965 em menos de nove anos da última atualização, e ainda com os mesmos argumentos, houve a última reforma no hinário, mantendo o mesmo título “HINOS DE LOUVORES E SÚPLICAS A DEUS”, apenas com a referência de Livro nº 4.

A principal alteração foi a reformulação total da "clave de fá", foram excluídos praticamente todos os arpejos e contratempos, restaram somente dois hinos com essa características, o hino 125 (Minha Oração) e hino 420 (Alegria sinto em servir Jesus). São 400 hinos para cultos oficiais, e 50 hinos para as Reuniões de Jovens e Menores, dentre os 400 hinos foram separados hinos para Santa Ceia, Batismo, Funeral e Encerramento. Dentre os demais, ainda existe uma classificação que melhor se encaixa no desenvolver dos cultos, mas não receberam o sinal “*” (exclusividade). Ainda assim, possui 6 coros.

Apesar de ser datado de 1965, este hinário sofreu diversas atualizações com o decorrer do tempo, aperfeiçoando-se como segue:

Em 1976, o hino 376 “Vinde ó benditos de meu Pai” teve sua partitura completamente alterada, sua melodia Gott erhalte Franz den Kaiser de Joseph Haydn mesma do Hino Nacional da Alemanha.

Por volta de 1976, foi inserido nos hinários musicais os 12 pontos de doutrina da CCB. Em 1980, recebeu a sinalização para arcadas. Em 1985, recebeu a sinalização para respiração, sendo vírgulas maiores para respirações mais longas, e as vírgulas menores para respiração curta. Em 1990, surgiu os primeiros hinários no formato encadernado, com espiral, até então, todos os hinários antigos, e versões anteriores eram em brochuras, o que foi extinto com o tempo Em 1992, surgiu o hinário exclusivo para organistas (capa cinza), com dedilhados, inversões e alterações próprias. Em 2002, surgiu o hinários em outras tonalidades: Mi bemol (capa vinha) e Si bemol (capa azul), até então, só existia a versão “Capa Preta” em Dó maior. Além dessas atualizações, a língua portuguesa ainda sofreu outras reformas ortográficas, obrigando outras atualizações; alguns acidentes ocorrentes, principalmente os “Bequadros” foram extintos, a fim de evitar uma redundância musical. Também surgiram diversos tamanhos de hinários: Musicais: Gigante, Médio, Intermédio, Pequeno. Canto: Gigante, médio, pequeno. O hinário foi registrado no Ministério da Educação e Cultura, foi inserida uma página para identificação do usuário, e ainda em 2002, surgiu hinário com capa branca, apenas para o hinário de canto, e também hinário, exclusivo, em Braille.

Com esse hinário popularizou a lenda que as melodias seriam de autores estrangeiros e as letras exclusivas da CCB e que os hinos sem autores seriam de domínio público. Entretanto, cerca de 420 hinos desse hinário são traduções de autores não pertencentes à CCB, dos quais todos não foram devidamente creditados nem posto as notícias de copyright.

Estado atual[editar | editar código-fonte]

Logo hinário CCB

Em 2006 uma comissão composta por Anna Spina Finotti, Jorge Couri, Venusta Oliva Couri, Gerbes Oliva, Eleazar Oliva, Amador Rubio, Marie Louise Lucienne Gonzales, Renato Carlos Nogueira Figueiredo, Silas de Oliveira, Midian Joezer Lavander Puozzo, Divanir Depret Vieira, Iricléia Bittar Fernandes, Fernando Samaan Granzote, Devanir Martinez e Neide Esperidião [2] iniciou a revisão do hinário 4. Após o trabalho, foi publicado em junho de 2012 o 5º livro de hinos da referida denominação evangélica, substituindo o Livro 4, que perdurou por 47 anos.

A terceira edição de “Hinos de Louvores e Súplicas a Deus” (chamado de livro 5 por ser o quinto hinário publicado pela CCB) trouxe diversas alterações, como mudanças no acompanhamentos (contralto, tenor e baixo), revisão nas arcadas das cordas, além de um hinário completamente projetado para uso no órgão (o livro 4 possuía uma versão adaptada para este instrumento). Os dois únicos arpejos remanescentes foram eliminados, e os acompanhamentos, principalmente o baixo, receberam alterações para que sua execução fosse mais melódica do que marcante.

Os 450 hinos e 6 dos 7 coros foram mantidos na nova edição, com o acréscimo de 29 hinos novos, e a adaptação de um coro para um hino de quatro versos, perfazendo assim 480 hinos e 6 coros.

Algumas melodias foram trocadas. Por exemplo, a melodia polinésia Lil­i­uo­ka­la­ni utilizada no hinário 4 foi retirada, embora mantendo a letra de Thoro Harris, entretanto, outra melodia polinésia, a Po Atarau foi usada para o hino 49. Melodias que se repetiam em mais de um hino também foram trocadas. Outras melodias tiveram algumas modificações ou supressões.

Como na edição anterior, foram criadas versões para órgão, instrumentos em dó, si bemol e mi bemol. Surgiu uma versão para cordas, com arcadas tanto na clave de sol quanto na de fá, bem como a adição de uma linha na clave de dó para a viola, também com arcadas.


Hinários de Música[editar | editar código-fonte]

Capa hinário nº 3.

Os hinários com notação musical seguem o modelo europeu, contendo a Clave de Sol (soprano e contralto) e a Clave de Fá (tenor e baixo). Os hinários foram escritos para instrumentos com afinação em dó, mi bemol e si bemol. Também há o hinário para as organistas, contendo recursos necessários para o dedilhado e para a execução da pedaleira, além de um hinário para instrumentos da categoria de cordas, contendo arcadas e Clave de Dó.

Traduções[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o hinário recebeu várias traduções, em 12 idiomas diferentes (incluindo Braille, feito pela Fundação Dorina Nowill que fez apenas 1 exemplar), pelo fato da igreja ter se expandido no exterior do Brasil.

Idioma Título do Hinário Países que utilizam
Português Hinos de Louvores e Súplicas a Deus Angola
Áustria
Brasil
Cabo Verde
Canadá
Estados Unidos
Guiné-Bissau
Inglaterra
Japão
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Suíça
Suriname
Inglês Hymns of Praise and Supplication to God África do Sul
Austrália
Canadá
Estados Unidos
Ghana
Guiana Inglesa
Índia
Inglaterra
Irlanda
Irlanda do Norte
Israel
Malawi
Nigéria
Nova Zelândia
Sri Lanka
Suriname
Tanzânia
Uganda
Zimbabwe
Espanhol Himnos de Loores y Suplicas a Dios Argentina
Bolívia
Chile
Colômbia
Costa Rica
El Salvador
Equador
Espanha
Estados Unidos
Guatemala
Honduras
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
República Dominicana
Uruguai
Venezuela
Francês Hymnes de Louanges et Supplications à Dieu Bélgica
Canadá
Costa do Marfim
França
Guiana Francesa
Haiti
Luxemburgo
República Democrática do Congo
República do Congo
Síria
Suíça
Suriname
Italiano Inni di Lode e Suppliche a Dio Canadá
Estados Unidos
Itália
Suíça
Japonês 神への称賛と祈願の賛美歌 Japão
Alemão Lob-und Fleh Hymnen Zu Gott Alemanha
Áustria
Dinamarca
Noruega
Suécia
Suíça
Esperanto Himnoj de Laŭdoj kaj Pretegoj al Dio Estados Unidos
Holandês Lof-En Smeekgezangen tot God Holanda
Suriname
LIBRAS HINO+ LOUVOR PEDIR DEUS Brasil
Braille HinarioBraille.png Brasil
Árabe إلى اللهْ الدعاءِ و التسبيحِ تراني Israel
Líbano
Síria

Fontes e Referências

  1. Monteiro, Yara Nogueira. (jul./dez. 2010). "Congregação Cristã no Brasil: da fundação ao centenário – a trajetória de uma Igreja brasileira". Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 24 (39): 122-163. Belo Horizonte: PUC Minas. ISSN 1679-9615.
  2. MEC. Registro de Obras: Hinos de Louvores e Súplicas a Deus
Ícone de esboço Este artigo sobre religião é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.