Hipótese do mercado eficiente

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Em Finanças, a hipótese do mercado eficiente afirma que mercados financeiros são "eficientes em relação à informação". Ou seja, um agente não consegue alcançar consistentemente retornos superiores à média do mercado (com um determinado nível de risco), considerando as informações publicamente disponíveis no momento em que o investimento é feito.

Existem três versões principais da hipótese: "fraca", "semi forte" e "forte".

  • A hipótese "fraca" considera que os preços negociados para os bens (por exemplo, ações, obrigações ou propriedade) refletem toda a informação histórica disponível publicamente.
  • A hipótese "semi forte" afirma que os preços refletem todas as informações publicamente disponíveis, e também que os preços mudam instantaneamente para refletir as novas informações públicas.
  • A hipótese "forte" afirma que os preços refletem instantaneamente até mesmo informações ocultas ou "privilegiadas". Há evidências a favor e contra as hipóteses "fraca" e "semi forte", ao passo que há evidências fortes contra a hipótese "forte".

A validade da hipótese tem sido questionada por críticos que culpam a crença nos mercados racionais por muito da crise econômica de 2008-2009.[1] [2] [3] Defensores da hipótese alertam que a hipótese não consegue garantir a estabilidade de um mercado; se a informação publicamente disponível for instável, o mercado pode também ficar instável.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fox, Justin. Myth of the Rational Market. [S.l.: s.n.], 2009.
  2. Nocera, Joe. "Poking Holes in a Theory on Markets", New York Times, 5 June 2009. Página visitada em 8 June 2009.
  3. "On Wall Street, the Price isn't Right", Washington Post, 7 June 2008. Página visitada em 12 June 2009.
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