Hiperalgesia

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Hiperalgesia pode ser sensibilidade exagerada à dor ou sensação elevada a estímulos dolorosos, podendo ser seguida de danos dos tecidos maciços contendo nociceptores ou lesão a um nervo periférico.

Sabemos que a dor é, e sempre será, sintoma e alarme, mas a prática clínica e até as pesquisas básicas têm-nos mostrado que em certas situações a dor crônica é a própria doença, que maltrata e intensamente incapacita o ser humano.

A dor tem características individuais, idiossincrásicas e aspectos ligados à cultura na qual o indivíduo está imerso. Estes aspectos sempre estiveram presentes desde os períodos mais longínquos da Medicina. Um dos princípios hipocráticos se refere precisamente ao alívio da dor sempre que possível.

O fenômeno da dor envolve dois componentes:

  • o perceptivo-discriminativo (nocicepção);
  • o afetivo-emocional (percepção e vivência dolorosa).

Fisiopatogenia[editar | editar código-fonte]

A experiência dolorosa está intimamente relacionada às conexões do sistema límbico com o córtex cerebral, principalmente no lobo pré-frontal. Estes circuitos cerebrais efetuam-se através de neurotransmissores, principalmente serotonina, noradrenalina e dopamina, que desempenham um papel importante como neuromoduladores a dor e sensações de calor e frio.

Etiologia (teoria biológica)[editar | editar código-fonte]

Hereditariedade[editar | editar código-fonte]

Hellwell 1992 propõe que a teoria da tensão muscular esclarece, em parte, a predisposição de alguns indivíduos para vivenciarem de maneira mais intensa a experiência dolorosa.

Síndrome de dependência a álcool e/ou drogas[editar | editar código-fonte]

Em muitos casos, uma cuidadosa avaliação do uso abusivo de álcool e/ou drogas pode esclarecer quadros de hiperalgesia, principalmente naqueles casos onde se instalou a dependência química.

Neurotransmissores[editar | editar código-fonte]

Também chamados neumoduladores da dor, desempenham um papel importante nas transmissões do impulso elétrico de um neurônio para outro.

Teoria psicológica[editar | editar código-fonte]

Um quadro de dor crônica sem um diagnóstico satisfatório de itiologia orgânica deverá levar a atribuir-se tal sintomatologia a depressão. A hiperalgesia poderia também ser uma forma de depressão mascarada, ou seja, uma dor psicológica.

Vias alternativas para administração de drogas na terapia da hiperalgesia[editar | editar código-fonte]

Via oral[editar | editar código-fonte]

  1. Vantagens:
  • eficaz;
  • conveniente;
  • proporciona conforto.
  1. Limitações:
  • vômitos incoercíveis;
  • disfagia severa;
  • coma;
  • irritação gástrica.

Via Sublingual[editar | editar código-fonte]

  1. Vantagens:
  • absorção rápida;
  • não sofre ação do suco gástrico;
  • não sofre metabolismo hepático;
  • comodidade.
  1. Limitações:
  • substâncias irritantes não devem ser administradas por esta via.

Via Retal[editar | editar código-fonte]

  1. Vantagens:
  • utilizada em caso de torpor, coma e disfagia.
  1. Limitações:
  • diarréia;
  • fissura anal;
  • hemorróidas;
  • irritações da mucosa.

Via Intramuscular[editar | editar código-fonte]

  1. Limitações:
  • miólise;
  • dor local da puntura.
  1. Contra-indicação:
  • dor crônica

Via Subcutânea[editar | editar código-fonte]

  1. Vantagens:
  • tecido subcutâneo distensível;
  • absorção intensa e constante da droga.
  1. Limitações:
  • medicações irritantes aos tecidos, por exemplo, antibióticos em geral e clorpromazina.

Via Intravenosa[editar | editar código-fonte]

  1. Vantagens:
  • efeito imediato da droga;
  • possibilita injeção de grande volume de solução;
  • via de escolha para soluções irritantes.
  1. Limitações:
  • restringe a modalidade do paciente quando utilizada por método convencional, ou seja, em conexão com soros ou soluções.

Via Transcutânea[editar | editar código-fonte]

  1. Vantagens:
  • conforto;
  • grande liberdade de movimentos;
  • não necessita de equipamentos especiais;
  • longa duração do efeito.
  1. Limitações:
  • tecnologia ainda muito cara para o uso corrente em nosso meio.

Os objetivos finais são a elevação do padrão de atendimento médico; a melhora do ensino médico, através de treinamento intenso, consequentemente aquisição de habilidades pelos residentes de anestesiologia nos procedimentos usados na hiperalgesia, especialmente os bloqueios nervosos de condução. O desenvolvimento de novos métodos de avaliação e qualificação da dor e a aplicação de novas técnicas de analgesia.