Hipercolesterolemia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Hipercolesterolemia
Estrutura do colesterol, com oxigênio em vermelho, carbono em preto e hidrogênio em branco.
Classificação e recursos externos
CID-10 E78.0
CID-9 272.0
DiseasesDB 6226
MedlinePlus 000403
eMedicine med/1073
MeSH D006937
Star of life caution.svg Aviso médico

Hipercolesterolemia, vulgarmente conhecido como ¨colesterol ruim alto¨, se refere a um nível elevado de LDL (lipoproteína de baixa densidade) no sangue (nível sérico). É um tipo de hiper Está associado com um risco elevado de aterosclerose (entupimento de vaso sanguíneo), infarto e AVC.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

Os fatores ambientais incluem: consumo regular de comidas gordurosas e falta de exercícios. Os fatores genéticas são normalmente devido a efeitos aditivos de múltiplos genes, embora, ocasionalmente, pode ser devido a um defeito genético único, como no caso de hipercolesterolemia familiar.

Doenças que aumentam o risco incluem[2] :

Dentre os medicamentos que aumentam colesterol incluem alguns diuréticos, ciclosporina, glicocorticoides, betabloqueadores, ácido retinoico e alguns anticoncepcionais. O Tabagismo também influencia, indiretamente, por diminuir o HDL, popularmente conhecido como ¨colesterol bom¨. [3]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Comparação de plasma sanguíneo de pacientes com hipercolesterolemia (mais amarelo e gorduroso) com o de um paciente saudável.

A hipercolesterolemia sozinha não tem sintomas. Os sintomas costumam ser das doenças consequentes a ela, como um infarto agudo do miocárdio. Alguns tipos de hipercolesterolemia levam à alterações físicas específicas: xantoma (lesões encontradas na pele sob a forma de nódulos ou placa, devido ao acúmulo de colesterol em macrófagos), xantelasma palpebral (manchas amarelas ao redor dos olhos) e arco senil (descoloração branca ao redor da córnea). A hipercolesterolemia é um dos fatores envolvidos no desenvolvimento da aterosclerose. Esta pode se expressar através de várias complicações.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Normalmente só é descoberto após as doenças cardiovasculares já estarem consolidadas.

A partir da medida da quantidade total do colesterol e de suas frações. O colesterol é transportado em lipoproteínas. Conforme a densidade e tamanho destas lipoproteínas, elas são classificadas em Lipoproteínas de alta densidade (HDL), Lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e Lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). Os níveis de VLDL e LDL raramente são medidos devido aos custos. Os níveis de VLDL são deduzidos a partir dos níveis de triglicerídeos. A proporção de colestrol transportado nas VLDL é de 20% do total de triglicerídeos do sangue. Os níveis LDL costumam ser estimados através dos outros valores obtidos, através da Fórmula de Friedewald:

LDL = Colesterol Total - HDL - 0,20 . Triglicerideos\,

As várias lipoproteínas podem também ser analisadas através de eletroforese.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

No Brasil, em 2012, cerca de 40% dos brasileiros tinham colesterol alto (acima de 200mg/dl) e cerca de 300 mil mortes por ano, são em decorrência de infartos e derrames. É um problema mais comum depois dos 30 anos e em sedentários, mas também pode afetar pessoas magras, pessoas ativas e jovens. No mundo, aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem devido às doenças cardíacas.[4]

A aterosclerose é a principal causa do infarto agudo do miocárdio e do derrame cerebral. Ela não depende apenas do colesterol, mas também de outros fatores, como:

Todos estes fatores devem ser visto de maneira equilibrada, já que a doença final é resultante da interação de todos eles.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

O tratamento visa atingir metas. As metas são variáveis de pessoa a pessoa, conforme o estado geral de saúde. Por exemplo, no caso de uma mulher de 20 anos, com pressão normal, não fumante, sem história de familiar de doença cardio-vascular, um nível de 230 mg/dL de colesterol total não necessita de tratamento, já que este tratamento muito pouco adicionaria de proteção aquela pessoa, apenas mudanças na dieta pode ser suficiente. Já no caso de um senhor de 56 anos, diabético, com hipertensão arterial e que teve um infarto agudo do miocárdio há 1 ano, mesmos em níveis como 190 mg/dl já se recomenda uso contínuo de medicações para diminuir a chance de um novo infarto.

Possíveis tratamentos incluem[5] :

E medicações como:

  • Inibidores da hidroxi-metil-glutamil-coenzima-A redutase , as chamadas estatinas.
  • Derivados do ácido fíbrico, os chamados fibratos.
  • Suplementação de ácidos graxos ômega III.
  • Inibidores da captação de colesterol no intestino, seja por inibir a absorção no epitélio do intestino, seja por ligação a resinas que serão eliminadas nas fezes.

O mosaico genético que predispõe a hipercolesterolemia não é modificável. Sempre aquele indivíduo tenderá a elevar o colesterol. Desta maneira o acompanhamento e o tratamento tendem a ser perenes, com os ajustes feitos de tempos em tempos, conforme o envelhecimento da pessoa, o surgimento de outras doenças e modificações nas influências ambientais.

Referências

  1. Carmena R, Duriez P, Fruchart JC (June 2004). "Atherogenic lipoprotein particles in atherosclerosis". Circulation 109 (23 Suppl 1): III2–7. doi:10.1161/01.CIR.0000131511.50734.44. PMID 15198959.
  2. Bhatnagar D, Soran H, Durrington PN (2008). "Hypercholesterolaemia and its management". BMJ 337: a993. doi:10.1136/bmj.a993. PMID 18719012.
  3. http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/000403.htm
  4. http://www.brasil.gov.br/saude/2012/08/dia-nacional-do-controle-do-colesterol-e-comemorado-nesta-quarta-8
  5. "How Can I Lower High Cholesterol". American Heart Association. http://www.heart.org/idc/groups/heart-public/@wcm/@hcm/documents/downloadable/ucm_300460.pdf Retrieved 2011-04-03.