Hipersensibilidade

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Hipersensibilidade
Classificação e recursos externos
CID-10 T78.4
CID-9 995.3
DiseasesDB 28827
MeSH D006967
Star of life caution.svg Aviso médico

Hipersensibilidade imunológica é o termo médico para uma reação exagerada do sistema imune a uma substância percebida como estranha ao organismo.[1] Nesse tipo de resposta há a participação de um componente genético que torna um indivíduo mais sensível ou predisposto a desenvolver determinada alergia , ou então a indivíduos sensíveis podem se tornar hipersensibilizados por circunstâncias ligadas ao antígeno ou a condições imunológicas no momento do contato.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Rinite alérgica é a manifestação de hipersensibilidade mais comum atingindo de 17 a 22% da população, seguido de asma que atinge entre 3 a 38% das crianças e 2 a 12% dos adultos por ano e de dermatite atópica que atinge 1 a 20%. É mais comum entre multiétnicos (14%), e começa afetando mais meninos, porém depois da puberdade, passa a afetar mais mulheres que homens. A sensibilidade a alergias varia durante o ciclo menstrual e tender a diminuir com a idade. [2]

Classificação de Coombs e Gell[editar | editar código-fonte]

As reações foram classificadas, em 1963, por P. H. G. Gell and Robin Coombs, em quatro tipos, numerados de um 1 a 4.

Tipo Nomes alternativos[3] Doenças frequentemente mencionadas[3] Mediadores[3] Descrição
tipo I Reação alérgica, imediata Resposta rápida de imunoglobulinas E (IgE) para libertação de histamina por mastócitos e basófilos causando inflamação.
tipo II Citotóxica, dependente de anticorpo Imunoglobulina M ou G se ligam a antígenos na superfície de células e ativam o sistema complemento para romper a membrana celular.
tipo III Doença do complexo imune Anticorpos e antígenos se unem formando grandes complexos imunes (Ac-Ag) nas vênulas que ativam o sistema complemento.
tipo IV Hipersensibilidade tardia/retardada, mediada por células imunes de memória[4] Ao entrar em contato pela primeira vez, uma célula apresentadora de antígeno ativa um linfócito T auxiliar tipo I (Th1) para que gere memória. No segundo contato, o linfócito T auxiliar ativa macrófagos para gerar resposta a
tipo V Doença autoimune Nova classificação, similar ao tipo II, porém ao vez de se ligar a um componentes da superfície celular, os anticorpos reconhecem e ligam-se aos receptores da superfície celular, ativando-os ou inativando-os, e prejudicando ou exacerbando uma resposta celular.[6]

Referências

  1. http://medical-dictionary.thefreedictionary.com/Hypersensitivity
  2. http://emedicine.medscape.com/article/136217-overview#a0199
  3. a b c Unless else specified in boxes, then ref is: Lippincott's Illustrated Reviews: Immunology. Paperback: 384 pages. Publisher: Lippincott Williams & Wilkins; (July 1, 2007). Language: English. ISBN 0-7817-9543-5. ISBN 978-0-7817-9543-2. Page 195
  4. Black, CA. Delayed Type Hypersensitivity: Current Theories with an Historic Perspective Dermatol. Online J. (May 1999) 5(1):7 at http://dermatology.cdlib.org/DOJvol5num1/reviews/black.html
  5. Table 5-1 in:Mitchell, Richard Sheppard; Kumar, Vinay; Abbas, Abul K.; Fausto, Nelson. Robbins Basic Pathology. Philadelphia: Saunders, 2007. ISBN 1-4160-2973-7 8th edition.
  6. Rajan TV (July 2003). "The Gell-Coombs classification of hypersensitivity reactions: a re-interpretation". Trends Immunol. 24 (7): 376–9. doi:10.1016/S1471-4906(03)00142-X. PMID 12860528.