Hipertempo (minissérie)

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Hipertempo é um arco de histórias em quadrinhos no formato de série limitada e que resultou em títulos derivados, publicada em 1999 pela DC Comics. Escrito por Mark Waid e desenhado por Ariel Olivetti/Mike Zeck, é tanto uma sequência quanto um prelúdio para O Reino do Amanhã, também de Mark Waid. Ambas as sagas são Elseworlds, o que as torna alheias à continuidade oficial da editora. O enredo se estendeu para diferentes títulos como: Gog, O Reino: Lady Flash, O Reino: Nightstar, O Reino : Offspring, O Reino: Planeta Krypton, O Reino: O Filho do Morcego, O Reino. A história foi, posteriormente, reunida e posta à venda em volume único.

Hipertempo não usa o mesmo estilo visual criado por Alex Ross e utilizado nos quatro volumes de O Reino do Amanhã. O enredo da nova série é uma continuação do evento original que consubstancia áreas do futuro inexploradas anteriormente. Enquanto O Reino do Amanhã pode facilmente existir como uma história independente, Hipertempo não é uma história completa em si mesma e só existe como uma continuação da história anterior.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Vinte anos após os acontecimentos de O Reino do Amanhã, um sobrevivente da catástrofe do Kansas recebe poderes concedidos pela Quintessência (Shazam, Ganthet, Zeus, Pai Celestial e o Vingador Fantasma), que após o ato o denominam Gog. Imerso em sentimentos de perda, frustração e ira, o novo ser sucumbe à loucura e assassina o Superman (em sua versão “Reino do Amanhã”) gravando a seguir, o símbolo do herói no pavimento. A seguir ele recua no tempo à base do “um dia por vez” e mata o herói sucessivamente. Ao retroceder no tempo Gog elabora um plano que envolve a antecipação da tragédia no Kansas ao invés de evitá-la. Enquanto isso, quatro dos membros da Quintessência preferiam salvaguardar suas reais intenções: o Mago Shazam espera que o Capitão Marvel não tenha mais que morrer, Ganthet anseia que o Lanterna Verde evite a catástrofe e se torne um heroi intergalático capaz de ofuscar o prestígio do Superman, Zeus por sua vez roga para que os deuses do Olimpo sejam de novo adorados pelos mortais e não apenas um “panteão de esquecidos” ao passo que o Pai Celestial almeja que a Terra seja cindida num cataclismo similar ao que separou Nova Gênese e Apokolips.

Em suas incursões temporais Gog alçança o tempo futuro do moderno Universo DC e como resultado de suas ações as linhas do tempo são afetadas causando um paradoxo que nem mesmo os Homens Lineares puderam explicar: o fato de o Superman ter morrido no Século XXI após um ataque do vilão e ao mesmo tempo ter sobrevivido até o Século 853.[1] Quando Gog chega ao dia do nascimento do filho de Superman e Mulher-Maravilha (“um dia em que tudo parecia possível”) é interceptado por um estratagema de Rip Hunter e não consuma o assassinato do herói, contudo sequestra o recém-nascido Jonathan, filho do casal, tencionando criá-lo à sua imagem e semelhança sob o nome de Magog. Tal intenção, contudo, malogrou, pois ao invés de sucumbir ao mal a criança tornaria-se um guardião do Hipertempo envergando um traje baseado no figurino de seus pais e seu padrinho, Batman, dando-lhe uma altivez semelhante a do Vingador Fantasma.

Após o primeiro confronto com Gog, Tempus objetou uma incursão temporal ao presente do Universo DC[2] sob pena de obliterar o futuro, Rip Hunter, porém, recruta as versões futuras do Superman, Batman e Mulher-Maravilha e ruma ao passado. A embasar sua decisão está o apoio que os herois do futuro emprestam à sua cruzada sob o argumento que, seja agindo ou se omitindo, inocentes morrerão e realidades deixarão de existir. Ao chegar, a comitiva encontra as versões presentes do trio de paladinos e assim investem contra Gog enquanto Rip Hunter põe em marcha uma contingência. Com o auxílio de quatro jovens herois (Lady Flash, Rebento, Nightstar e Ibn al Xu'ffasch) Hunter e os “seis grandes” enfrentam Gog no interior do restaurante “Planet Krypton” que por segurança foi deslocado do centro de Metropolis para uma dobra temporal.[3] Durante o confronto a versão futura da Mulher-Maravilha revela ao Superman do presente a razão pela qual Gog tanto o persegue e odeia e ao saber o motivo o filho de Krypton jura que tais fatos não ocorrerão e parte para o ataque contra o vilão encerrando o conflito. A vitória dos mocinhos os fez atravessar um portal de acesso ao Hipertempo e lá Rip Hunter explica que tal singularidade é uma espécie de “portal de acesso a realidades infinitas” cuja compreensão desafia (e altera) a noção da própria realidade, lição reforçada pela aparição de Jonathan, já adulto, trazendo nos braços sua versão bebê que, ao ser ameaçada por Gog, transportou-se instintivamente para o Hipertempo.

A minissérie traz em seu epílogo a imagem do Superman da Terra Dois ávido por romper as barreiras da realidade, desistindo, porém, ao perceber que sua intervenção não será necessária. Tal "gancho" seria retomado na minissérie Crise Infinita.

Reações[editar | editar código-fonte]

Hipertempo recebeu algumas críticas na sua data de publicação: originalmente concebido para ser uma "travessia" para eliminar o fosso entre os principais herois do Universo DC após os evetos de O Reino do Amanhã, o projeto foi revisado por Mark Waid após a saída de Ross. Em uma edição da revista Wizard, Ross criticou o fato de que o nascimento do filho do Superman e Mulher Maravilha ser um assunto de importância mundial (Ross preferia manter tudo em segredo e assegurar ao menino uma vida normal) e o número de personagens que viu "ressuscitados" (como Zatara, Gavião Negro, Flash e Kid). [carece de fontes?]

A minissérie também foi criticada por alguns e elogiada por outros devido ao conceito de Hipertempo, uma metáfora para explicar aos leitores o que era a continuidade, descrita como um rio com vários afluentes cujo curso ora parecia linear, ora parecia deliberadamente mutável.

Publicações[editar | editar código-fonte]

Posteriormente a obra foi vendida em volume único:

Referências

  1. Àquela altura a saga "DC Um Milhão" fora publicada no Brasil no ano anterior.
  2. Conforme a edição brasileira, corria o ano de 2001, embora a publicação original apontasse 1998.
  3. No Brasil os nomes de "Lady Flash" e "Rebento" aludiam, respectivamente, a uma versão feminina do Kid Flash e a Offspring, filho do Homem-Borracha, ao passo que Nightstar foi também chamada de "Soturna".

Fonte de pesquisa[editar | editar código-fonte]

Superman 07: Série Super-heróis Premium. São Paulo: Abril, 2001.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]