Hipnos

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Hipnos ou Hipno (em grego: Ὕπνος, lit. "sono") é o deus grego do sono.

De acordo com a mitologia grega, Hipnos é a personificação do sono, da sonolência; seu equivalente romano é Somnus. Segundo a Teogonia de Hesíodo, ele é filho sem pai de Nix (Νύξ, "noite"), a escuridão acima de Gaia;1 outras fontes dizem que o pai é o Érebo (As Trevas Primordiais, que personifica a escuridão profunda e primitiva que se formou no momento da criação). Tem muitos irmãos, entre os quais o mais importante é seu irmão gêmeo Tânato, (Θάνατος, "morte") a personificação da morte. Tanto que em Esparta, é comum sua imagem ser colocada sempre ao lado da morte, representada por seu irmão. Seus outros irmãos nasceram apenas da vontade de Nix ou da ajuda de Érebo.

Índice

Genealogia [editar]

Seus irmãos são:

Hipnos é o responsável pelo descanso restaurador de todas as criaturas terrestres, enquanto ele pairava sobre a superfície. A Ilíada, de Homero, afirma que Hipnos mora em Lemnos, junto de sua esposa Grácia Pasitea, oferta da deusa Hera por seus serviços prestados. Normalmente, ao repousar, ele adotava a forma de uma ave.

Ele e sua esposa tiveram os oneiros, seus filhos, responsáveis por distribuir os sonhos:

  • Ícelo - criador dos pesadelos;
  • Morfeu - criador dos sonhos;
  • Fântaso - criador dos objetos inanimados que aparecem nos sonhos;
  • Fantasia - única filha, criadora dos monstros, quimeras e devaneios.

Costuma ser visto trajando peças douradas, em oposição a seu irmão gêmeo que normalmente usava tons prateados. Também pode ser retratado como um jovem nu dotado de asas, tocando flauta. Às vezes é mostrado como adormecido em um leito de penas com cortinas negras à volta. Seus atributos incluem um chifre contendo ópio, um talo de papoula, um ramo gotejando água do rio Lete ("Esquecimento") e uma tocha invertida.

História [editar]

Hipnos vivia num palácio construído dentro de uma grande caverna no oeste distante, onde o sol nunca alcançava, porque ninguém tinha um galo que acordasse o mundo, nem gansos ou cães, de modo que Hipnos viveu sempre em tranquilidade, em paz e silêncio. Do outro lado de todo este lugar peculiar passava Lete, o rio do esquecimento, e nas margens, cresciam plantas que junto ao murmúrio das águas límpidas do rio ajudavam os homens a dormir. No meio do palácio existia uma bela cama, cercada por cortinas pretas onde Hipnos descansava, sendo que Morfeu tomava cuidado de que ninguém o acordasse.

Pausânias, em sua obra Descrição da Grécia, menciona diversas vezes a presença de estátuas de Hipnos ao lado de seu irmão Tânato.

Influências [editar]

Fontes [editar]

  • Brandão, Junito de Souza. Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000;
  • Hipnos
  • Biografia de Hypnos


Referências

  1. Hesíodo, Teogonia, 211-225, Os espíritos da noite