História da Dinastia Han

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Dinastia Han no século II EC (castanho escuro), com as guarnições militares (pontos amarelos), estados dependentes (pontos verdes), e estados vassalos e tributários (ponto laranja); estendendo-se até à Bacia do Tarim no lado oeste da Ásia Central.
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A Dinastia Han (206 AEC - 220 EC), fundada pelo camponês e líder rebelde Liu Bang (conhecido pelo nome de templo como Imperador Gaozu), foi a segunda dinastia imperial da China. Esta seguiu-se à Dinastia Qin (221 - 206 aC), que unificou os Reinos Combatentes. Interrompida por um curto período pela Dinastia Xin (9 - 23 EC) de Wang Mang, a Dinastia Han é dividida em dois períodos: o Han do Oeste (206 AEC - 9 EC) e o Han do Leste (25 - 220 EC). Estas denominações derivam das posições das capitais Chang'an e Luoyang, respectivamente. A terceira e última capital da dinastia foi Xuchang, quando a corte imperial se transferiu em 196 EC, durante um período de instabilidade política e de guerra civil.

A Dinastia Han governou numa época de consolidação cultural chinesa, experimentação política, relativa maturidade e prosperidade económica e grandes avanços tecnológicos. Houve uma expansão e exploração territorial sem precedentes marcada por conflitos entre povos de etnia não chinesa, especialmente pelos nómadas Xiongnu da Estepe da Eurásia. Inicialmente, os imperadores da dinastia Han viram-se forçados a reconhecer a igual supremacia dos rivais Chanyu do povo Xiongnu, mas que na realidade, os Han eram um parceiro inferior na real e tributária aliança matrimonial, conhecida por Heqin. Este acordo foi quebrado quando o imperador Wu de Han (r. 141-87 AEC), protagonizou uma série de campanhas militares que, por fim, causaram a queda da unificação Xiongnu e redefiniram as fronteiras da China. O reino de Han foi alargado, ocupando o Corredor de Hexi da atual província de Kansu, a Bacia do Tarim da atual Xinjiang, as atuais províncias de Yunnan e Hainan, o atual norte do Vietname, atual Coreia do Norte e o sul da Mongólia Exterior. A corte Han estabeleceu relações comerciais e tributárias com governantes tão distantes quanto os do Império Arsácida, para cuja corte em Ctesifonte, na Mesopotâmia, os monarcas Han enviaram altos funcionários. O budismo foi pela primeira vez introduzido na China durante da Dinastia Han, o qual foi difundido por missionários de Pártia e do Império Kushan da Índia do Norte e Ásia Central.

Desde o início, a corte imperial Han encontrava-se atemorizada por traições e revoltas dos reinos subordinados, tendo, por fim, acabado por ser governada apenas pelos membros da família real Liu. No início, a parte oriental do império era administrada indiretamente através dos grandes reinos semi-autónomos, que asseguraram lealdade e uma parcela das suas receitas fiscais aos imperadores Han, estes que por sua vez governavam directamente a parte ocidental do império a partir de Chang'an.

A corte foi progressivamente introduzindo medidas para reduzir a extensão e poder desses reinos, até que uma reforma a meio do século II AEC, revogou o seu governo semi-autónomo e robusteceu as cortes do rei com funcionários do governo central. No entanto, muito mais volátil e preocupante para a dinastia foi o crescente poder tanto dos clãs consortes (da imperatriz) como dos eunucos do palácio. Em 92 EC, os eunucos entrincheiraram-se pela primeira vez na história de sucessão de imperadores, causando uma série de crises políticas que culminaram na sua queda e destruição em 189 EC, nos palácios de Luoyang. Este evento desencadeou uma era de guerra civil, à medida que o país se dividia pelos senhores da guerra e dirigentes regionais que disputavam o poder. Finalmente, em 220 EC, o filho de um chanceler imperial e rei admitiu a addicação do último imperador Han, que foi considerado ter perdido o mandato do céu de acordo com sistema cosmológico de Dong Zhongshu (179—104 AEC) que interrelaciona o destino do governo imperial com o Céu e o mundo natural. Após a Dinastia Han, a China encontrava-se dividida em três reinosCao Wei, Shu Han e Wu Oriental, os quais foram consolidados num único império da Dinastia Jin (265–420 EC).

Queda de Qin e Contenção de Chun-Han[editar | editar código-fonte]

O colapso de Qin[editar | editar código-fonte]

A Dinastia Zhou (c. 1050–256 AEC) tinha estabelecido o Estado de Qin na China ocidental como posto avançado para a criação de cavalos e como zona defensiva contra os exércitos nómadas dos povos Xirong, Qiang e Di.[1] Após conquistar os Seis Reinos Combatentes, (sejam pois Zhao, Wei, Chu, Yan e Qi) em 221 AEC,[1] o Rei de Qin, Ying Zheng, unificou a China sob um império dividido em 36 comendas controladas centralmente.[2] Com o controle sobre grande parte do interior da China, o rei firmou o seu poder reforçado ao adquirir título de huangdi (皇帝; "imperador"), tendo mais tarde ficado conhecido por Qin Shi Huang (primeiro imperador de Qin).[2] Historiadores do período Han acusariam o seu regime de utilizar métodos impiedosos para preservar o seu governo.[3]

Soldados da Dinastia Qin do exército de terracota do mausoléu de Qin Shi Huang, localizado perto de Xi'an.

A 210 AEC, Qin Shi Huang morre de causas naturais.[4] Em 209 AEC, os oficiais da conscrição, Cheng Sheng e Wu Guang, liderando 900 recrutas sob a chuva, não foram capazes de cumprir com o prazo de chegada determinado pelo imperador; entretanto, segundo os livros oficiais das Vinte e Quatro Histórias, a punição de Qin para esse atraso teria sido a execução dos lideres.[5] Para evitar tal sentença, Chen e Wu deram início a uma rebelião contra Qin, conhecida como a Revolta de Chen Sheng e Wu Guang (陈胜吴广起义), que, contudo, acabou por resultar na sua derrota pelas mãos do general Zhang Han, em 208 AEC, e cujo os oficiais foram assassinados pelos seus próprios soldados.[6] Por volta desta altura, outros haviam-se revoltado, entre os quais Xiang Yu (m. 202 AEC) e o seu tio Xiang Liang, homens da família líder aristocrática do reino Chu.[7] Aliados a Liu Bang, um homem de origem caponesa e supervisor dos condenados no xian de Pei.[7] Mi Xin, neto do Rei Huai I de Chu, com o apoio dos Xiangs, foi declarado Rei Huai II de Chu na sua base de poder em Pengcheng (atual Xuzhou). Entretanto, outros reinos depressa se oporiam ao estado de Qin.[8] Não obstante isto, em 208 AEC, Xiang Liang é morto numa batalha disputada contra Zhang Han,[9] que posteriormente viria a atacar Zhao Xie o Rei de Zhao na sua própria capital de Handan, forçando-o a fugir para Julu, condado este que Zhang acabou por sitiar. Com isto, os novos reinos de Chu, Yan e Qi vieram em auxílio de Zhao; Xiang Yu Zhang foi derrotado em Julu e em 207 forçado a render-se.[8]

Enquanto Xiang se encontrava ocupado em Julu, o Rei Huai II enviou Liu Bang na captura do núcleo do condado de Qin da região Guanzhong, estabelecendo o acordo de que o primeiro oficial que capturasse esta área tornar-se-ia seu rei.[10] Em finais de 207 AEC, o governador de Qin, Ziying, que teria reivindicado o título de Rei de Qin, teve o seu chefe eunuco Zhao Gao morto após este ter orquestrado a morte do chanceler Li Si em 208 AEC e do segundo imperador de Qin, Er Shi, em 207 AEC.[11] Liu Bang conseguiu a submissão de Ziying, garantindo a capital de Qin, Xianyang;[11] que apesar do seu principal assessor Zhang Liang (m. 189 AEC) persuadir o rei a não permitir que os soldados saqueassem a cidade, este, pelo contrário, preocupou-se em selar o seu tesouro.[12]

Contenção com Chu[editar | editar código-fonte]

Reservatório de vinho em bronze da Dinastia Han Ocidental ornamentado com molduras e entalhes; proveniente da província de Shanxi ou Henan, século I AEC.

Segundo as Vinte e Quatro Histórias, quando Xiang Yu chegou a Xianyang dois meses depois, no início de 206 AEC, o líder militar saqueou e incendiou a cidade, e Ziying foi executado.[13] Nesse mesmo ano, Xiang Yu condecorou o Rei Huai II com o título de Imperador Yi de Chu e enviou-o para uma remota fronteira onde foi assassinado. Xiang Yu assumiu então o título de Rei-hegemónico do Chu Ocidental (西楚霸王), tornando-se então líder de uma confederação de dezoito reinos.[14] No Banquete Hongmen, Xiang Yu considerara assassinar Liu Bang, porém, apercebendo-se da situação, Liu retirou-se do local a meio da festa.[15] Infiel a Liu Bang, Xiang Yu talhou Guanzhong em três reinos com o ex-general de Qin, Zhang Han, e dois dos seus subordinados; Liu Bang ficou restringido à fronteira do Reino de Han em Hanzhong, passando a representar não mais do que um desafio político para Xiang Yu.[16]

Referências

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  2. a b (Ebrey 1999, p. 61).
  3. (Cullen 2006, p. 1–2).
  4. (Ebrey 1999, p. 63).
  5. (Loewe 1986, p. 112–113).
  6. (Loewe 1986, p. 112–113); Zizhi Tongjian, vol. 8.
  7. a b (Loewe 1986, p. 113).
  8. a b (Loewe 1986, p. 114).
  9. Zizhi Tongjian, vol. 8.
  10. (Loewe 1986, p. 114–115); (Loewe 2000, p. 254).
  11. a b (Loewe 1986, p. 115).
  12. (Loewe 2000, p. 255).
  13. (Loewe 1986, p. 115); (Davis 2001, p. 44).
  14. (Loewe 1986, p. 116).
  15. (Loewe 2000, p. 255); (Loewe 1986, p. 117); Zizhi Tongjian, vol. 9.
  16. (Davis 2001, p. 44);(Loewe 1986, p. 116).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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