História da Etiópia

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A história da Etiópia está documentada como uma das mais antigas do mundo. Segundo descobertas recentes, a espécie Homo sapiens seria originária dessa região e daí se teria espalhado pelo mundo.

Junto com os países vizinhos de Eritreia, Sudão, Djibouti, Somália e Somalilândia, esta região hospedou também o reino de Axum. A origem de Axum, por sua vez, remonta ao reino de Sabá (ou Shebah), no Iêmen, referido na Bíblia, que, por volta do ano 1000 a.C., se estendia, aparentemente, por todo o Corno de África e por parte da Península Arábica.[1]

Desde aproximadamente o século IV a.C. os gregos chamavam de "Etiópia" a todos os países com população de raça negra, sem distinguir reinos nem países. Portanto, a Etiópia, segundo os gregos poderia ser a Núbia do sul de Egito e Sudão, ou poderia ser o reino de Axum, que se concentrava nos arredores da Eritreia e ao norte da própria Etiópia, mas não há certeza histórica sobre isso.

Fontes gregas referem que o reino de Axum era extremamente rico no século I e a cidade de Adulis (que fica no país vizinho da Eritreia) é frequentemente mencionada como um dos mais importantes portos de África. Documentos oficiais, contudo, colocam a cidade de Aksum como a capital onde se encontrava a corte da Rainha de Sabá. Esse reino tinha, no século II, direito de receber tributos de estados da Península Arábica e tinha inclusivamente conquistado o reino meroítico de Cuche, no actual Sudão.

Há indicações do carácter cosmopolita desse reino, com populações judaicas, núbias, cristãs e mesmo minorias budistas.[1]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

A Etiópia é considerada uma das áreas mais antigas de ocupação humana do mundo, senão a maior, de acordo com algumas descobertas científicas. Lucy, descoberta no no Vale de Awash da região Afar da Etiópia, é considerado o segundo mais antigo, mais bem preservado e mais completo fóssil adulto Australopithecus. A espécie de Lucy é chamada de Australopithecus afarensis, que significa 'macaco do sul de Afar', região da Etiópia onde a descoberta foi feita. É estimado que Lucy tenha vivido na Etiópia a 3,2 milhões de anos atrás.[2] Houve várias outras desobertas notáveis de fósseis no país, incluindo o fóssil humano mais velho, Ardi.[3]

Por volta do século VIII a.C., um reino conhecido como Dʿmt foi estabelecido ao norte da Etiópia e Eritreia, com sua capital em Yeha, norte etíope. Muitos historiadores modernos consideram esta civilização nativa da África, embora influenciada pelos sabeus, por causa de sua tardia hegemonia do Mar Vermelho,[4] enquanto outros consideram os Dʿmt como o resultado de uma mistura dos sabeus e populações indígenas.[5] No entanto, ge'ez, a língua semítica mais antiga da Etiópia, é agora considerada não sendo derivada dos sabeus (também semitas do sul). Há evidências da presença de povos semíticos na Etiópia e na Eritreia pelo menos no início de 2 000 a.C..[6] A influência sabeia é agora considerada por ter sido menor, limitada a poucas localidades, e desaparecendo após poucas décadas ou um século, talvez representando uma colônia comercial ou militar em algum tipo de simbiose ou aliança militar com a civilização etíope de Dʿmt.[7]

Após a queda dos Dʿmt no século IV a.C., o planalto veio a ser dominado por reinos sucessores menores, até a ascensão de um desses reinos durante o século I a.C., o Império Aksumite, ancestral da Etiópia moderna e medieval, que era capaz de reunir a área.[8] Eles estabeleceram bases nas terras altas do norte do Planalto Etíope e de lá, expandiram-se em direção ao sul. A figura religiosa persa Maniqueu listou Aksum junto a Roma, Pérsia, e China como uma das quatro grandes potências de seu tempo.[9]

Dinastias Etíopes[editar | editar código-fonte]

A dinastia Zagwe governou algumas partes da região em que atualmente se situam a Etiópia e a Eritreia de, aproximadamente, 1137 a 1270. O nome da dinastia vem do povo Agaw, que falam línguas cuchíticas, ao norte da Etiópia. De 1270, durante muitos séculos, a dinastia salomônica governou a região.

Contato restaurado com a Europa[editar | editar código-fonte]

No início do século XV, a Etiópia procurou realizar contatos diplomáticos com reinos europeus pela primeira vez desde os tempos de Aksumite. Uma carta do Rei Henrique IV de Inglaterra ao Imperador da Abssínia ainda existe.[10] Em 1428, o Imperador Yeshaq, da Etiópia, enviou dois emissários para Afonso V de Aragão, que enviou emissários retornando, porém estes falharam em completar a viagem de retorno.[11] As primeiras relações contínuas com um país europeu começaram em 1508, com Portugal, sob o Imperador Lebna Dengel, que havia acabado de herdar o trono de seu pai..[12] Na embaixada enviada em 1515 em resposta ao envio a Portugal do embaixador etiope Mateus, seguia Francisco Álvares, que faria um relato do reino, incluindo o testemunho de Pêro da Covilhã.[13]

Castelo do Rei Fasilides.

Isto provou ser um passo importante, pois quando o Império foi submetido aos ataques do General Adal e Imame, Ahmad ibn Ibrihim al-Ghazi, Portugal ajudou o Imperador etíope, enviando-lhe armas e quatrocentos homens, que ajudaram seu filho Gelawdewos a derrotar Ahmad e restabelecer seu governo.[14] Esta guerra Etíope-Adal foi também uma das primeiras guerras procuração na região, tornando-se quando o Império Otomano e Portugal tomaram conta das partes envolventes no conflito. Em 1624, o Imperador Susenyos converteu-se ao Catolicismo, ano de revolta e agitação civil, resultando em milhares de mortes.[15] Os missionários jesuítas ofenderam a fé ortodoxa dos etíopes locais, e em 25 de junho de 1632, o filho de Susenyos, o Imperador Fasilides, declarou a religião do Estado sendo novamente a Igreja Ortodoxa Etíope, e expulsou os missionários jesuítas e outros europeus.[16] [17]

Zemene Mesafint[editar | editar código-fonte]

Tudo isto contribuiu para o isolamento da Etiópia, de 1755 a 1855, período chamado de Zemene Mesafint ou "Idade dos Príncipes". Os imperadores tornaram-se figurativos, controlados por senhores de guerra, como Ras Mikael Sehul de Tigré, e pela dinastia Oromo Yejju, que mais tarde levou ao domínio dos Gondar no século XVII, mudando o idioma da corte de arámaico para afaan oromo.[18] [19]

O isolacionismo etíope terminou após uma missão britânica que concluiu uma aliança entre as duas nações; no entanto, não foi até 1855 que a Etiópia foi completamente unida e o poder do Imperador foi restaurado, começando com o reinado do Imperador Tewodros II. Após sua subida ao poder, apesar de ainda haver grandes forças centrífugas, ele começou modernizando a Etiópia e recentralizando o poder no Imperador, e o país começou a tomar parte dos assuntos externos mais uma vez.

Yohannes IV, Imperador da Etiópia e Rei de Zion, com seu filho, Ras Araya Selassie Yohannis.

Porém, o governo de Tewodros sofreu várias rebeliões. Milícias Oromos do norte etíope, rebeliões tigrínias e as constantes incursões do Império Otomano e forças egípcias próximas ao Mar Vermelho, trouxe o enfraquecimento e a consequente queda de Tewodros II, que morreu após sua última batalha com uma força expedicionária britânica. Em 1868, a Etiópia e o Egito entraram em guerra em Gura. As forças do norte etíope, lideradas pelo Imperador Yohannes IV, derrotaram os egípcios decisivamente.

Em 1889 e o início da década de 1890, Sahle Selassie, como rei de Shewa, e após o reinado de Menelik II, com a ajuda da milícia Shewan Oromo de Ras Gobena, começou a expandir seu reino ao sul e ao leste, expandindo dentro de áreas que ainda não haviam sido exploradas desde a invasão de Ahmed Gragn, e outras áreas que nunca estiveram sob seu governo, resultando nas fronteiras da Etiópia de hoje em dia.[20] A Grande Fome da Eritreia que afetou o país de 1888 a 1892 reduziu cerca de um terço da população.[21]

Ida da Europa para a África[editar | editar código-fonte]

Os anos 1880 foram marcados pela Conferência de Berlim e a modernização da Etiópia, quando os italianos começaram a rivalizar com os britânicos por influência com regiões vizinhas. Asseb, um porto próximo à entrada do sul do Mar Vermelho, foi comprada em março de 1870 do sultão afar local, vassalo do Imperador Etíope, por uma companhia italiana, a qual em 1890 levou à colônia italiana da Eritreia. Conflitos entre os dois países resultaram na Batalha de Adwa, em 1896, através da qual os etíopes derrotaram os italianos e permaneceram independentes, sob o governo de Menelik II. A Itália e a Etiópia assinaram um tratado provisório de paz em 26 de outubro de 1896.

Haile Selassie[editar | editar código-fonte]

O reinado de Haile Selassie como Imperador da Etiópia é o mais conhecido e talvez o mais influente na história da nação. Ele é visto como a encarnação de Jah, pelo Movimento Rastafari.

Haile Selassie chegou ao poder em 1916, após Iyasu V ser deposto, quando foi nomeado Ras e Regente (Inderase) pela Raínha Zewditu, viúva de Menelik II, de fraca saúde. Após a morte de Zewditu ele foi coroado Imperador em 2 de novembro de 1930. Foi Selassie que empreendeu a modernização da Etiópia.

Tendo nascido de pais das três principais etnicidades etíopes (Oromo, Amhara e Gurage) e após ter desempenhado um papel preponderante na formação da Organização da Unidade Africana, Haile Selassie ficou conhecido como uma figura unitária tanto da Etiópia, como do Continente Africano.

A independência da Etiópia foi interrompida pela Segunda Guerra Ítalo-Etíope e a ocupação italiana (1936–1941).[22] Durante a guerra, Haile Selassie apelou à Liga das Nações em 1935, fazendo um discurso que fez dele uma figura mundialmente conhecida, sendo nomeado pela revista Time como o Homem do Ano em 1935.[23] Após a entrada da Itália na Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico, junto a lutadores etíopes patriotas, forçou a libertação da Etiópia no curso da Campanha da África Oriental de 1941, seguida pela soberania em 31 de janeiro de 1941 e o reconhecimento britânico da soberania completa (isto é, sem privilégios especiais britânicos) com a assinatura do Acordo Anglo-Etíope em dezembro de 1944.[24] [25] Durante 1942 e 1943, houve uma guerra da guerrilha italiana na Etiópia. Em agosto de 1942, Haile Selassie emitiu uma proclamação proibindo a escravidão.[26] [27]

Em 1952, Haile Selassie orquestrou uma federação com a Eritreia, a qual viria a ser dissolvida em 1962. Esta anexação desencadeou a Guerra de Independência da Eritreia. Embora Haile Selassie tenha sido visto como herói nacional, muitas vozes se voltaram contra ele, em vista da crise mundial do petróleo de 1973, escassez de alimentos, a incerteza a respeito da sucessão, guerras fronteiriças e um descontentamento na classe média criada pela modernização do país.[28]

O reinado de Selassie chegou ao fim em 1974, quando uma junta militar marxista-lenista, a chamada Derg, liderada por Mengistu Haile Mariam, o depôs e estabeleceu um estado unipartidário.

Comunismo[editar | editar código-fonte]

O regime que se seguiu sofreu vários golpes, rebeliões, secas em grande escala, e um problema de refugiados imenso. Em 1977, houve a Guerra de Ogaden, quando a Somália capturou a região de Ogaden inteira, porém a Etiópia só foi capaz de recapturar Ogaden após sérios problemas graças a um afluxo maciço de equipamentos militares soviéticos e a presença militar de Cuba, junto à Alemanha Oriental e o Iémen do Sul no ano seguinte.

Centenas de milhares de pessoas foram mortas como resultado do Terror Vermelho, de deportações forçadas, ou da utilização da fome como uma arma sobre o governo de Mengistu.[28] O Terror Vermelho foi realizado em resposta ao que o governo chamou de "Terror Branco", supostamente uma cadeia de eventos violentos, assassinatos e mortes realizadas pela oposição.[29] Em 2006, após um longo julgamento, Mengistu foi considerado culpado por genocídio.[30]

No início dos anos 1980, uma série de períodos de fome atingiu a Etiópia, afetando cerca de 8 milhões de pessoas, levando 1 milhão à morte. Insurreições contra o governo comunista surgiram, em particular, nas regiões do norte de Tigré e a Eritreia. Em 1989, a Frente de Libertação dos Povos Tigrínios (FLPT) fundiu-se com outros movimentos de oposição para formar a Frente Democrática Revolucionária dos Povos Etíopes (FDRPE). Paralelamente, a União Soviética começou a retirar-se do Mundo Comunista sob as políticas de glasnost e perestroika de Mikhail Gorbachev, marcando uma drástica redução na ajuda externa à Etiópia dos países do bloco socialista. Isto resultou em dificuldade econômicas ainda mais intensas e o colapso do militarismo, em face às investidas das forças das guerrilhas do norte. O colapso do comunismo em geral, e do Leste Europeu durante as Revoluções de 1989, conincidiram com a parada da ajuda soviética à Etiópia em 1990. A visão estratégica de Mengistu rapidamente se deteriorou.

Em maio de 1991, as forças da FDRPE avançaram em Addis Ababa e a União Soviética não pôde intervir para salvar o lado do governo. Mengistu fugiu do país e se exilou no Zimbabwe, onde ele ainda mora. O Governo de Transição da Etiópia, composto de um Conselho de Representantes de 87 membros e guiado por uma carta nacional, que funcionou como uma constituição de transição, foi criado. Em junho de 1992, a Frente de Libertação de Oromo se retirou do governo; em março de 1993, membros da Coalização Democrática de Povos do Sul da Etiópia também deixaram o governo. Em 1994, uma nova constituição foi escrita, formando uma legislatura bicameral e um sistema judicial. A primeira eleição livre e democrática tomou lugar em maio de 1995, na qual Meles Zenawi foi eleito primeiro-ministro e Negasso Gidada foi eleito presidente, embora seja altamente suspeito que Zenawi tenha fraudado as eleições. Essa suspeita é apoiada pela avaliação muito baixa de Zenawi na Etiópia.

Anos recentes[editar | editar código-fonte]

Em 1993, um referendo foi feito e supervisionado pela missão das Nações Unidas chamada UNOVER, com sufrágio universal e feito na Eritreia (entre comunidades eritreias na diáspora), se os eritreus queriam a independência ou a união com a Etiópia. Quase 99% da população eritreia votou pela independência, sendo declarada em 24 de maio de 1993.

Em 1994, uma constituição foi adotada, o que levou às primeiras eleições pluripartidárias da Etiópia no ano seguinte. Em maio de 1998, uma disputa fronteiriça com a Eritreia levou-os a uma guerra que durou até junho de 2000. Este conflito prejudicou a economia da nação, porém fortaleceu a coalizão governista. Em 15 de maio de 2005, a Etiópia realizou outras eleições pluripartidárias, que foram altamente disputadas, com um dos grupos de oposição alegando fraude. Embora o Carter Center tenha aprovado as condições de pré-eleição, foi expresso sua insatisfação com as questões pós-eleitorais. Observadores continuaram a acusar o partido do governo de manipulação de votos. Muitos da comunidade internacional foram divididos sobre o assunto, com oficiais irlandeses acusando os observadores da eleição de corrupção de "vazamentos imprecisos da monitoração das eleições de 2005, o que levou a oposição à errôneamente crer que eles teriam forjado a vitória."[31] Em geral, os partidos de oposição ganharam mais de 200 assentos parlamentares, comparado a apenas 12 nas eleições de 2000. Apesar de muitos representantes da oposição entrarem no parlamento, alguns líderes do partido CUD foram indevidamente presos após a violência pós-eleitoral. A Anistia Internacional considerou-os "prisioneiros de consciência" e eles foram posteriormente soltos.

Referências

  1. a b Sankofa Project Guide - Ancient African History – Ancient Abyssinia
  2. Mother of man - 3.2 million years ago Bbc.co.uk. Visitado em 2009-03-16.
  3. Oldest human offers new clues on evolution cnn.com. Visitado em 2009-10-01.
  4. Stuart Munro-Hay, Aksum: An African Civilization of Late Antiquity. Edinburgh: University Press, 1991, pp.57.
  5. Taddesse Tamrat, Church and State in Ethiopia: 1270–1527 (Oxford: Oxford University Press, 1972), pp. 5–13.
  6. Herausgegeben von Uhlig, Siegbert. Encyclopaedia Aethiopica, "Ge'ez". Wiesbaden:Harrassowitz Verlag, 2005, pp. 732.
  7. Munro-Hay, Aksum, pp. 57.
  8. Pankhurst, Richard K.P. Addis Tribune, "Let's Look Across the Red Sea I", 17 January 2003.
  9. Stuart Munro-Hay, Aksum: A Civilization of Late Antiquity (Edinburgh: University Press, 1991), pp. 13.
  10. Ian Mortimer, The Fears of Henry IV (2007), p.111
  11. Girma Beshah and Merid Wolde Aregay, The Question of the Union of the Churches in Luso-Ethiopian Relations (1500–1632) (Lisbon: Junta de Investigações do Ultramar and Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1964), pp. 13–4.
  12. Girma and Merid, Question of the Union of the Churches, pp. 25.
  13. Beckingham and Huntingford, translators, Prester John, p.307.
  14. Girma and Merid, Question of the Union of the Churches, pp. 45–52.
  15. Girma and Merid, Question of the Union of the Churches, pp. 91, 97–104.
  16. Girma and Merid, Question of the Union of the Churches, p. 105.
  17. van Donzel, Emeri, "Fasilädäs" in Siegbert von Uhlig, ed., Encyclopaedia Aethiopica: D-Ha (Wiesbaden:Harrassowitz Verlag, 2005), p. 500.
  18. Pankhurst, Richard, The Ethiopian Royal Chronicles, (London:Oxford University Press, 1967), pp. 139–43.
  19. 17th century Oromo rule of Gondar Gargaaraoromopc.org (1996-04-23). Visitado em 2009-03-16.
  20. Great Britain and Ethiopia 1897-1910: Competition for Empire Edward C. Keefer, International Journal of African Studies Vol. 6 No. 3 (1973) page 470
  21. Famine Hunger stalks Ethiopia once again -- and aid groups fear the worst. Time. December 21, 1987
  22. Clapham, Christopher, "Ḫaylä Śəllase" in Siegbert von Uhlig, ed., Encyclopaedia Aethiopica: D-Ha (Wiesbaden:Harrassowitz Verlag, 2005), pp. 1062–3.
  23. Monday, Jan. 06, 1936. "Man of the Year", TIME, 1936-01-06. Página visitada em 2009-03-16.
  24. Clapham, "Ḫaylä Śəllase", Encyclopaedia Aethiopica, p. 1063.
  25. Arnaldo Mauri, Monetary developments and decolonization in Ethiopia, Acta Universitatis Danubius Œconomica, VI, n. 1, 2010, pp. 5-16. [1]
  26. Ethiopia
  27. Chronology of slavery MertSahinoglu.com (1994-02-23). Visitado em 2009-09-29.
  28. a b O Livro Negro do Comunismo p. 687–695
  29. US admits helping Mengistu escape BBC, 22 December, 1999
  30. "Mengistu found guilty of genocide", BBC, 12 December 2006. Página visitada em 2007-07-21. “Ethiopia's Marxist ex-ruler, Mengistu Haile Mariam, has been found guilty of genocide after a 12-year trial.”
  31. Corruption in EU monitoring group sited Irishtimes.com (2006-02-02). Visitado em 2009-03-16.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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