História da Igreja Adventista do Sétimo Dia

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A história da Igreja Adventista do Sétimo Dia tem seu início apontado no século XIX na sequência do Segundo Grande Despertar, impulsionado pelo Movimento Millerita. Alguns indicam sua origem muito tempo atrás com a Igreja de Deus através dos séculos, baseando-se no conceito de que as mesmas crenças dos fiéis através da história, serem seus fundamentos. Também referem-se a si mesmos como uma continuidade da igreja do Antigo Testamento, do Novo Testamento, da Cristã e por fim da igreja Protestante. São a "igreja remanescente da profecia bíblica" por terem surgido, segundo eles, no cumprimento de eventos proféticos previstos pelo profeta Daniel e pelo apóstolo João.[1]

Origens[editar | editar código-fonte]

A primeira metade do século XIX foi especialmente movimentada para os estudiosos da Bíblia, principalmente no hemisfério norte, em virtude da ocorrência de eventos extraordinários (o grande terremoto de Lisboa, o escurecimento do sol e da lua, e a queda de estrelas, apontados como o cumprimento de Mateus 24. Tanto na Europa como na América, suas conclusões foram muito semelhantes quanto a estes eventos. Um dos movimentos surgidos nesse período foi o Millerita, que foi parte do Segundo Grande Despertar ocorrido na década de 1840.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Guilherme Miller (1782-1849)
Joseph Bates (1792-1872)
James White (1821-1881)
Ellen G. White (1827-1915)

Guilherme Miller (1782-1849), um agricultor, converteu-se à Igreja Batista e começou a estudar intensamente a Bíblia. Utilizando uma Bíblia e um material de estudo de textos bíblicos conhecido como Concordância de Cruden, conclui que o Santuário descrito na profecia de Daniel 8:14 referia-se à Terra e a purificação do mesmo ao retorno de Jesus. Fazendo uso de um método de interpretação de profecias bíblicas conhecido como princípio dia-ano (Números 14:34; Ezequiel 4:6), concluiu que as "2300 tardes e manhãs" referidas, iniciavam-se em 457 a.C e se cumpriam entre março de 1843 e março de 1844. Como o fato não ocorreu (a volta de Jesus), o retorno aos estudos sobre o assunto gerou uma compreensão mais acurada. Samuel S. Snow, ministro protestante milerita, concluiu que a purificação do santuário descrita na profecia ocorreria de acordo com o calendário judaico dos caraítas em 22 de outubro de 1844.

Miller começou a pregar a volta iminente de Cristo e ajuntou um bom número de adeptos, mas na data nada ocorreu, gerando O Grande Desapontamento. Enquanto a maioria dos Milleritas acabaram por desanimar, vários grupos continuaram estudando a bíblia e constataram que a profecia não tratava da volta de Cristo e sim de eventos celestiais relatados no livro de Hebreus. Um desses grupos foi liderado pelo capitão aposentado Joseph Bates e pelo casal James White e Ellen G. Harmon (depois White). Vale lembrar que Miller não originou a Igreja Adventista do Sétimo Dia, pois ele continuou a guardar o domingo.

Joseph Bates foi convencido sobre a guarda do Sábado como o sétimo dia Sagrado, através de contato com os Batistas do Sétimo Dia, através de Rachel Oakes. Bates organizou confêrencias sabatistas em New Hampshire a partir de 1846.

Em 1844, Ellen G. White teve sua primeira visão. Durante seu ministério (1844-1915) ela escreveu cerca de 100.000 páginas e teve 2.000 sonhos e visões.

Embora o nome "Adventista do Sétimo Dia" tenha sido escolhido em 1860, a denominação oficialmente foi organizada em 21 de maio de 1863, quando o movimento já se compunha de cerca de 125 igrejas e 3.500 membros.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Maxwell, C. Mervyn. História do Adventismo. Casa Publicadora Brasileira.
  • Oliveira, Enoch de. A Mão de Deus ao Leme. Casa Publicadora Brasileira.
  • Knight, George. Uma Igreja Mundial. Casa Publicadora Brasileira.
  • Borges, Michelson. A Chegada do Adventismo ao Brasil. Casa Publicadora Brasileira.
  • Oliveira, Lygia de. Na Trilha dos Pioneiros. Casa Publicadora Brasileira.
  • Dick, Everett. Fundadores da Mensagem. Casa Publicadora Brasileira.
  • Damsteegt, Gerard. Foundations of the Seventh-day Adventist Message & Mission Andrews University Press (publisher's page)
  • Edwards, Calvin W. and Gary Land. Seeker After Light: A F Ballenger, Adventism, and American Christianity. (2000). 240pp online review
  • Gary Land, ed. Historical Dictionary of Seventh-day Adventists
  • Gary Land, ed. Adventism in America: A History, 2nd edition. Andrews University Press (publisher's page)
  • (2001) "At the Edges of Holiness: Seventh-Day Adventism Receives the Holy Ghost, 1892–1900". Fides et Historia 33 (2): 13–30 pp..
  • London, Samuel G., Jr. Seventh-day Adventists and the Civil Rights Movement (Jackson: University Press of Mississippi, 2009. x, 194 pp.) ISBN 978-1-60473-272-6
  • Morgan, Douglas. Adventism and the American Republic: The Public Involvement of a Major Apocalyptic Movement. (2001). 269 pp. publisher's page, about Adventists and religious freedom
  • Morgan, Douglas. "Adventism, Apocalyptic, and the Cause of Liberty," Church History, Vol. 63, No. 2 (Jun. 1994), pp. 235–249 in JSTOR
  • Neufield, Don F. ed. Seventh-Day Adventist Encyclopedia (10 vol 1976), official publication
  • Pearson, Michael. Millennial Dreams and Moral Dilemmas: Seventh-day Adventism and Contemporary Ethics. (1990, 1998), looks at issues of marriage, abortion, homosexuality
  • Greenleaf, Floyd. Light Bearers: A History of the Seventh-day Adventist Church. 3d ed. [S.l.: s.n.], 2000. Originally Schwarz, Richard W.. Light Bearers to the Remnant. [S.l.: s.n.], 1979. Official history, and first written by a trained historian.
  • Vance, Laura L. Seventh-day Adventism Crisis: Gender and Sectarian Change in an Emerging Religion. (1999). 261 pp.

Referências

  1. Ministério Jovem. Nossa Herança. [S.l.]: Casa Publicadora Brasileira, 2004. 160 pp.