História da Irlanda

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O Newgrange, uma construção neolítica construída entre 3300 e 2900 AC.

O primeiro assentamento conhecido na Irlanda surgiu por volta de 8000 a.C., quando os caçadores-coletores chegaram da Europa continental, provavelmente através de uma ponte terrestre.[1] Poucos vestígios arqueológicos deste grupo permaneceram, mas os seus descendentes e chegadas posteriores do neolítico, principalmente da Península Ibérica, foram responsáveis ​​por grandes sítios neolíticos, como Newgrange.[2] [3] Após a chegada de São Patrício e de outros missionários cristãos no início e meados do século V, o cristianismo começou a suprimir a religião indígena dos celtas, num processo que foi completo em 600 anos.

Mapa da Irlanda por Václav Hollar (1607-1677).

Em torno de 800 d.C., mais de um século de invasões vikings trouxeram o caos sobre à cultura monástica e às várias dinastias regionais da ilha, no entanto ambas as instituições provaram-se fortes o suficiente para sobreviver e assimilar os invasores. A vinda de mercenários cambro-normandos sob o controle de Richard de Clare, apelidado de Strongbow, em 1169 marcou o início de mais de 700 anos de domínio inglês, e, mais tarde, britânico da Irlanda. Em 1177, o príncipe João Sem Terra foi feito Senhorio da Irlanda por seu pai Henrique II da Inglaterra, no Conselho de Oxford.[4] A Coroa não tentou afirmar o controle total da ilha até o repúdio de Henrique VIII à autoridade papal sobre Igreja da Inglaterra e a subsequente Reforma Inglesa, que não vingou na Irlanda. Dúvidas sobre a lealdade dos vassalos irlandeses deram o impulso inicial para uma série de campanhas militares na Irlanda entre 1534 e 1691. Este período também foi marcado por uma política de plantação da Coroa que levou à chegada de milhares de colonos protestantes ingleses e escoceses e o consequente deslocamento do plantio dos então proprietários católicos. Como a derrota militar e política da Irlanda Gaélica tornou-se mais pronunciada no início do século XVII, o papel da religião como um novo elemento de divisão na Irlanda tornou-se mais evidente. A partir deste período, o conflito sectário se tornou um tema recorrente na história da Irlanda.

A derrubada, em 1613, da maioria católica no parlamento irlandês foi realizada principalmente através da criação de inúmeros novos bairros, que foram dominados pelos novos colonos. Até o final do século XVII, os católicos romanos, que representavam cerca de 85% da população da Irlanda, foram banidos do parlamento irlandês. O poder político repousava inteiramente nas mãos de uma minoria anglicana, enquanto os católicos e membros de denominações protestantes dissidentes sofreram graves privações políticas e econômicas nas mãos das Leis Penais. O parlamento irlandês foi dissolvido em 1801, na esteira da republicana Rebelião Irlandesa de 1798, e a Irlanda tornou-se parte integrante do novo Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda através do Ato de União. Embora prometida a revogação do Ato de Prova, aos católicos não foram garantidos plenos direitos até a Emancipação Católica ser atingida em todo o novo Reino Unido em 1829.

Independência e República[editar | editar código-fonte]

O Partido Parlamentar Irlandês se esforçou em 1880 para atingir auto-governo do Home Rule através do movimento parlamentar constitucional, eventualmente, ganhando o Home Rule Act of 1914, apesar de ter sido suspenso no início da Primeira Guerra Mundial. A Revolta da Páscoa organizada por republicanos irlandeses dois anos depois trouxe o republicanismo de volta à vanguarda da política irlandesa.

Em 1922, após a Guerra de Independência da Irlanda e o Tratado Anglo-Irlandês, a maior parte da Irlanda se separou do Reino Unido para se tornar o independente Estado Livre Irlandês e, após a Constituição 1937, a República da Irlanda. Os seis condados do nordeste, conhecidos como Irlanda do Norte, permaneceram como parte do Reino Unido. A Guerra Civil Irlandesa seguiu-se logo após a Guerra da Independência. A história da Irlanda do Norte desde então tem sido dominado por esporádicos conflitos sectários entre Nacionalistas (principalmente católicos) e Unionistas (principalmente protestantes). Esse conflito eclodiu Conflito na Irlanda do Norte (conhecido em inglês como The Troubles) no final dos anos 1960, até o Acordo de Belfast 30 anos mais tarde, que promoveu relativa paz.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Moody, T.W. & Martin, F.X., eds.. The Course of Irish History. [S.l.]: Roberts Rinehart, 1995. 31–32 pp. ISBN 1-56833-175-4
  2. History news netwok 2004-09-09. Retrieved 2007-04-01.
  3. Myths of British ancestry Stephen Oppenheimer. October 2006, Special report. Retrieved 2007-04-01.
  4. Connolly, S.J., The Oxford Companion to Irish History, 2007, Oxford Univ. Press. p.423. ISBN 978-0199234837
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