História da Louisiana

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A história recente da Louisiana está documentada desde a chegada dos europeus.

Diversas tribos indígenas viviam na região onde atualmente está localizado o Estado da Luisiana milhares de anos antes da chegada dos primeiros exploradores europeus. Viviam nesta região cerca de 30 tribos indígenas. A maioria destas tribos pertenciam a sete distintas nações indígenas (agrupamento de tribos indígenas que possuíam cultura, linguagem e estilo de vida semelhantes entre si, e que eram aliados entre si). Estima-se o número de indígenas em cerca de 12 mil. As nações indígenas que viviam na atual Luisiana eram os atakapa, os chitimacha, os choctaw, os natchez e os caddo. As tribos houma e tunica eram tribos indígenas isoladas.

O espanhol Panfilo de Narváez liderou uma expedição naval em 1528, onde descobriram a foz do Rio Mississípi. Porém, Narváez e sua tripulação não desembarcaram na atual Luisiana, tendo somente avistado suas terras. Em 1541, o espanhol Hernando de Soto liderou uma expedição terrestre, partindo da atual Flórida, em direção a norte, em busca de metais preciosos. Soto e sua expedição exploraram partes da atual Luisiana em 1542. Porém, os espanhóis cancelaram a expedição após a morte de Soto.

O francês René-Robert Cavelier liderou uma expedição, composta por missionários e colonos, partindo de Quebeque, rumo ao Rio Mississipi, segundo a ordem de Samuel de Champlain, então governador da colônia francesa de Nova França, em 1682. Cavelier acompanhou o curso do Rio Mississipi, até chegar à sua foz, no Golfo do México. Cavelier então reivindicou toda a região da bacia hidrográfica do Mississípi à coroa francesa, e nomeou este enorme território de Luisiana, em homenagem ao Rei francês Luís XIV de França.

Em 1718, Nova Orleães foi fundada, e em 1722, tornou-se a capital da Luisiana. Nova Orleães foi a primeira capital da colônia francesa de Luisiana. Capitais anteriores da colônia de Luisiana localizam-se atualmente em estados vizinhos.

Em 1763, após ter sido derrotada pelos britânicos na Guerra Franco-Indígena, a França cedeu o resto da colônia francesa de Luisiana, as terras a leste do Rio Mississípi, para os britânicos, sob os termos do Tratado de Paris.

Os franceses não anunciaram o acordo feito com os espanhóis aos colonos franceses que viviam na atual Luisiana. Os colonos franceses que viviam na atual Luisiana somente souberam que a região passara a controle espanhol em 1764. Os colonos franceses revoltaram-se em 1768, forçando o governador espanhol da Luisiana a fugir. No ano seguinte, porém, este voltaria com reforços militares, e os espanhóis continuaram a controlar a Luisiana.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

A área em verde é a Luisiana quando ela foi comprada da França pelos Estados Unidos.

Em 1801, os franceses retomaram o controle da porção espanhola do território da Luisiana, em um acordo secreto, o Tratado de San Ildefonso. Porém, os espanhóis continuariam a administrar a Luisiana até 30 de novembro de 1803 e, até este dia, a bandeira espanhola continuou içada nas principais cidades da colônia de Luisiana, mesmo sendo esta já sob juridisção francesa. Foi somente em 1801 que a população do território, bem como o Estados Unidos, souberam desta compra. Em 31 de outubro de 1803, os Estados Unidos compraram oficialmente o território de Luisiana. Em 30 de novembro, a bandeira espanhola foi substituída por uma bandeira francesa, e em 20 de dezembro, todo o território de Luisiana passou a controle dos EUA. A bandeira americana foi içada no mesmo dia.

Em 1804, o governo americano decidiu dividir o recém-adquirido território em territórios menores, e assim, facilitar sua administração. Assim, a Luisiana adquiriu muito de seu formato atual, quando a região da atual Luisiana foi separada do restante dos territórios obtidos na compra da Luisiana. O território separado tornou-se o Território de Orleães (que desenvolveria-se posteriormente na atual Luisiana) e Distrito de Luisiana, que englobava o resto da antiga colônia de Luisiana, e que seria transformado em 1805 no Território da Louisiana. Em 10 de setembro de 1810, a atual Lusiana adquiriu suas fronteiras políticas atuais, após a anexação forçada por parte de forças militares americanas de um pequeno pedaço de terra da Flórida, que então estava sob controle espanhol.

Em 30 de abril de 1812, o Território de Orleães tornou-se o décimo oitavo estado americano, tendo sido renomeado de Louisiana (com o Território de Luisiana sendo renomeado Território do Missouri, para evitar confusões com o novo Estado). Nova Orleães foi a capital da Luisiana até 1830, entre 1831 e 1849, e de 1865 a 1880. Donaldsonville serviu como capital em 1830 e 1832, e Baton Rouge serviu como capital entre 1849 até ao presnte.

Em 1861, a Luisiana separou-se do Estados Unidos e juntou-se aos Estados Confederados da América. Ainda no mesmo ano, a Guerra Civil Americana teve início. Nova Orleães, como um porto primário de grande importância para a Confederação, foi um alvo primário de ataques navais da marinha americana. Em abril de 1862, Nova Orleães foi capturada por tropas americanas. Nenhuma batalha em defesa da cidade ocorreu, e a cidade foi tomada sem resistência. Assim, Nova Orleães foi poupada da destruição que afetou outras cidades-chave da Confederação. A cidade foi escolhida como capital das regiões da Luisiana que estavam sob controle americano. A capital da Luisiana, enquanto isto, mudou-se para Opelousas em 1862 e Shreveport em 1863. As forças americanas gradualmente conquistaram muito do Estado confederado. Com seus principais pólos econômicos sob controle das forças da União, e com o bloqueio naval das forças americanas impedindo o comércio internacional entre a Luisiana e outros países, a economia da Luisiana implodiu, com somente a Geórgia, Carolina do Sul e Virgínia tendo sofrido mais economicamente e socialmente. Embora poucas batalhas ocorreram no Estado, grande destruição foi causada, especialmente incêndios deliberados de plantações confederadas por parte de tropas da União.

Tropas americanas ocuparam Nova Orleães até 1877. Por algum tempo, o governo americano cedeu a militares e a civis de descendência afro-americana o governo da cidade, revoltando a maioria dos habitantes brancos da cidade. Uma grande rebelião entre brancos e afro-americanos ocorreu em 1866, onde cerca de 50 pessoas morreram. Porque a maioria da população do Estado possuía sentimentos pró-União, o governo Federal tomou o incomum passe de designar certas áreas da Luisiana sob controle federal, controlando estas áreas como um Estado dentro da União, com seus próprios representantes eleitos para o Congresso dos Estados Unidos. Em 25 de junho de 1868, a Luisiana foi readmitida como um Estado do Estados Unidos.

Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 14 de setembro de 1874, um grupo de habitantes de Nova Orleães revoltou-se contra o governo da Luisiana. Esta aumentara ou criara após o fim da Guerra Civil Americana vários impostos, para o financiamento de vários serviços públicos estaduais. Este grupos de comerciantes tentou derrubar o governo da Luisiana, mas não tiveram sucesso. Após o fim da guerra, diversas ferrovias foram inauguradas no estado, conectando-o com o resto do país. Ao mesmo tempo, uma modernização e expansão das facilidades portuárias de Nova Orleães aumentou a importância da cidade como um pólo portuário. Esta importância aumentou ainda mais após a inauguração do Canal do Panamá, em 1914.

Durante as primeiras décadas do século XX, diversas reservas de gás natural e de petróleo foram encontrados no estado, descoberta que passou a industrializar a economia do estado. Além disso, diversas ferrovias e represas foram construídas. O estado sofreu com a Grande Depressão, mas recuperou-se logo com o início da Segunda Guerra Mundial. Nova Orleães tornou-se um grande pólo fabricador de navios, bem como um grande pólo de distribuição e de refino de petróleo. Após o fim da guerra, mais da metade da população da Luisiana vivia em cidades.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Estado reintegrou suas universidades ao longo da década de 1950, e áreas comerciais e escolas foram reintegradas durante a década de 1960. Anteriormente, estas áreas eram segregadas entre brancos e afro-americanos. A economia da Luisiana continuou a desenvolver-se gradualmente até a década de 1980, quando o estado foi atingido por uma recessão, graças a uma grande queda nos preços de petróleo, o que elevou muito as taxas de desemprego (que foram as mais altas do país ao longo da década).

Em 1992, a Luisiana foi atingida pelo Furacão Andrew. Este furacão causou um bilhão de dólares em prejuízos e 11 mortes no Estado. Um outro furacão, o Katrina, atingiu o estado em agosto de 2005, causando grande destruição, especialmente na região metropolitana de Nova Orleães. A cidade e o governo instituiram evacuação mandatória na cidade. Os habitantes de Nova Orleães foram evacuados para outras cidades na Luisiana e em outros estados. Empresas seguradoras estimam os prejuízos e o preço da reconstrução da cidade entre 10 e 25 bilhões de dólares americanos, e autoridades dizem que o número de mortos está na casa dos milhares.