História da República da China (1912—1949)

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MODERNA
República da China 1912–1949
República Popular
da China

1949–presente
Republica
da China (Taiwan)

1945–presente

A República da China (chinês tradicional: 中華民國, chinês simplificado: 中华民国, pinyin: Zhōnghuá Mínguó) foi o regime político que sucedeu na China à última dinastia imperial, a Qing, no ano 1912. O período republicano foi uma etapa de grandes convulsões políticas e sociais, marcada pela independência virtual de amplas zonas de China, sob o controle dos chamados "senhores da guerra", e pelos numerosos confrontos bélicos, especialmente a Segunda Guerra Sino-Japonesa e, a partir de 1945, a guerra civil entre o Kuomintang, o partido político que dominava as instituições da República, sob o comando de Chiang Kai-shek, e o Partido Comunista Chinês.

A vitória dos comunistas na guerra civil, sob a liderança de Mao Zedong, em 1949, pôs fim ao regime da República no continente chinês, com a proclamação da nova República Popular Chinesa. O exército comunista, no entanto, nunca conseguiu ocupar a ilha de Taiwan, única província chinesa na qual se manteve até a actualidade o regime da República de China.

Este artigo trata do período histórico compreendido entre os anos 1912 e 1949, quando a República de China foi o regime político do continente chinês. Para a história da República de China em Taiwan a partir de 1949, veja-se o artigo História da República da China em Taiwan.

Origens[editar | editar código-fonte]

Nas últimas décadas do século XIX, a sensação de debilidade da China imperial, agravada pelas derrotas militares frente às potências estrangeiras, como nas guerras do ópio, por exemplo, levou muitos setores da "classe média" chinesa a proporem uma necessidade de reformas políticas que permitissem à China conseguir o desenvolvimento econômico e social que havia atingido as potências ocidentais e o Japão, especialmente, pois se tratava de um país asiático e que, como tal, muitos chineses viam como modelo a imitar.

Sun Yat-sen, primeiro presidente da República de China e fundador do Kuomintang

O Japão havia conseguido um desenvolvimento econômico destacado após a restauração Meiji, e muitos intelectuais defendiam a necessidade de que a dinastia Qing, que governava China, empreendesse também reformas necessárias para se atingir um modelo de monarquia constitucional, mantendo-se assim a tradição imperial e, ao mesmo tempo, adotando um sistema político moderno, imprescindível para que a China pudesse acompanhar as revoluções industrial e tecnológica, saindo, dessa forma, de seu estado relativamente atrasado. Frente à estas correntes, outros reformadores mais radicais propunham, inclusive, a necessidade de destronar a dinastia Qing, vista por muitos como uma dinastia "estrangeira", devido à sua origem manchu, e proclamar uma república.

O ideólogo republicano mais importante dos últimos anos da dinastia Qing foi Sun Yat-sen, que já em 1895, depois de ter fundado a Sociedade para a Regeneração Chinesa (興中會, xīngzhōnghuì), tentou organizar uma revolução contra a dinastia Qing na cidade de Guangzhou. A sublevação fracassou e Sun Yat-sen viu-se obrigado a fugir da China, num exílio que o levaria aos Estados Unidos e, posteriormente a Canadá, Europa e Japão.

Apesar das reformas institucionais levadas a cabo pela dinastia Qing, o descontentamento com o sistema continuava a aumentar, tornando-se especialmente grave nos últimos anos do século XIX e na primeira década do século XX, período em que a China sofreu ainda mais reveses militares. Particularmente grave para a consciência chinesa foi a derrota na Primeira Guerra Sino-Japonesa, que terminou em 1895 com a assinatura do Tratado de Shimonoseki, no qual a China perdia a sua influência sobre a Coreia, que passava a ser um protetorado japonês, e perdia também a soberania sobre a ilha de Taiwan, convertida em território japonês.

Este descontentamento crescente provocou o aumento do número de seguidores do movimento republicano de Sun Yat-sen, na época exilado no Japão, que havia fundado uma nova organização republicana, a Sociedade da Aliança (同盟會, tóngménghuì).

A Revolução de Xinhai[editar | editar código-fonte]

Três bandeiras diferentes foram usadas originalmente durante a revolução. A mensagem abaixo escreve "Longa vida à república!" com as cinco raças representadas pela Bandeira de Cinco Cores da República.

Os acontecimentos que levaram à queda da dinastia Qing, a chamada Revolução de Xinhai, desenvolveram-se entre 10 de Outubro de 1911, data em que se produziu a insurreição conhecida como Levantamento de Wuchang, e 12 de Fevereiro de 1912, quando o último imperador, Puyi, abdicou definitivamente.

Xīnhài (辛亥) é o nome do ano 1911 no calendário agrícola chinês tradicional, e a revolução que acabou com vários milénios de história imperial desencadeou-se por uma explosão fortuita na cidade de Hankou a 9 de Outubro daquele ano. Hankou é uma das três cidades que constituem a tripla metrópole de Wuhan, ponto estratégico no centro de China, e que possuia uma intensa actividade revolucionária clandestina, bem como um grande número de tropas do reformado Novo Exército do estado Qing. Naquele 9 de Outubro, um grupo de revolucionários encontrava-se a manipular explosivos que iam ser utilizados em atentados antimonárquicos, quando uma explosão inesperada provocou vários mortos e feridos. As tentativas de resgate dos feridos puseram as autoridades locais a par das actividades e das identidades de muitos implicados, e naquele mesmo dia levaram-se a cabo diversas execuções sumarias.

No entanto, o exército Qing em Wuhan estava já infiltrado por muitos activistas republicanos que, depois do acidente, temiam ser descobertos. Estes decidiram lançar-se à ofensiva ao invés de esperar a reacção das autoridades leais à corte Qing, e a 10 de Outubro sublevaram-se contra o poder imperial em Wuchang, a parte de Wuhan a sul do Yangzi. A rebelião iniciou-se no Oitavo Batalhão de Engenheiros de Wuchang e, pelo final do dia, toda Wuchang estava em mãos dos rebeldes. No dia seguinte, 11 de Outubro, Hanyang, a terceira cidade de Wuhan, caiu em poder dos rebeldes, e a 12 de Outubro ocorria o mesmo em Hankou.

Desta maneira, em menos de três dias, Wuhan, a triple metrópole de Yangzi, estava em poder de um exército rebelde ao serviço da causa republicana, apesar da falta de organização do movimento. Na data do 10 de Outubro, o "dobro 10" (雙十 / 双十 Shuāng Shí), converter-se-ia na festa nacional da República de China e, ainda hoje, se comemora como tal em Taiwan.

A corte Qing reagiu reabilitando o poderoso militar Yuan Shikai, que gozava de um grande prestígio no Exército de Beiyang, o exército do norte, para organizar a ofensiva contra os rebeldes. No entanto, a 22 de Outubro, as tropas do Novo Exército nas províncias de Shaanxi e Hunan amotinaram-se e puseram-se do lado dos rebeldes de Wuhan. No final de Outubro, outras três províncias, Shanxi, Jiangxi e Yunnan, somavam-se também à rebelião.

Enquanto a rebelião avançava, os altos comandos do exército exigiram à corte que aceitasse uma série de reclamações, as "doze reclamações", para reduzir o poder do imperador e estabelecer um sistema parlamentar. Entre essas reclamações estava a nomeação de um novo governo encabeçado por um primeiro-ministro. A debilitada corte manchu, consciente de que o poder se lhe escapava das mãos, aceitou todas estas reclamações, e Yuan Shikai foi nomeado primeiro-ministro do Império Qing.

Estas reformas supunham uma tentativa de estabelecer uma monarquia constitucional na China que pudesse contentar aos conservadores e aos sectores reformistas. Apesar desta tentativa, a revolução continuou a avançar de forma imparável, seguida de um grande apoio popular. A 3 de Novembro, a província de Jiangsu somava-se à rebelião republicana. Sichuan, a 22 de Novembro e Shandong, a 12 de Dezembro, uniam-se à lista das províncias rebeldes. Na capital de Jiangsu, Nanjing, ainda se mantinham tropas leais à governação imperial, que seriam derrotadas definitivamente a começos do mês de Dezembro.

Primeira bandeira da República da China, utilizada a partir de 1912

Em Dezembro, Sun Yat-sen voltava do seu exílio, após ter passado pela Europa para receber apoios para a causa republicana. A 30 de Dezembro, em Nanjing, proclamava-se a República de China, que oficialmente começaria a 1 de Janeiro de 1912. No ano 1912 converter-se-ia para a China em ano 1 da república, adoptando o modelo ocidental de anos solares com semanas de sete dias, em lugar do sistema tradicional chinês de anos lunares com semanas de dez dias. Sun Yat-sen passava a ser o primeiro presidente da República de China.

No entanto, Sun Yat-sen era consciente da debilidade militar da nova república. A maior parte do exército mantinha-se leal ao poder imperial de Pequim, e Yuan Shikai mantinha o seu poder e influência sobre o Exército de Beiyang, assentado no norte de China. Sun viu-se obrigado a negociar com Yuan Shikai, a quem ofereceu o cargo de presidente da república. Yuan, pressionado por numerosos sectores do exército, favoráveis a reconhecer a nova ordem republicana, aceitou, e forçou a abdicacão do imperador menino Puyi, ocorrida finalmente a 12 de Fevereiro de 1912.

A República sob Yuan Shikai[editar | editar código-fonte]

Yuan Shikai

Sun Yat-sen havia acedido a ceder a presidência a Yuan Shikai de maneira temporária. A constituição provisória promulgada em Março de 1912 estipulava a formação de um sistema parlamentar e a celebração de eleições parlamentares e presidenciais no prazo de dez meses.

Com o fim de participar nas eleições parlamentares, a Sociedade da Aliança de Sun Yat-sen converteu-se num partido político com o nome de Partido Nacional Popular, Guómíndǎng (國民黨 / 国民党), mais conhecido no Ocidente pela transcrição Wade-Giles: "Kuomintang" (KMT). Sun Yat-sen delegou os labores da organização do partido no seu jovem colaborador Song Jiaoren, que então contava com trinta anos de idade.

Nas eleições parlamentares de 1913, nas quais tinham direito a voto uns quarenta milhões de chineses, homens com mais de 21 anos e com um verdadeiro nível de educação e de riqueza, o KMT conseguiu uns excelentes resultados, com 269 das 596 cadeiras da câmara baixa, e 123 das 274 cadeiras do Senado para os seus candidatos.

De acordo com a constituição provisória, Yuan Shikai devia demitir-se para convocar as eleições presidenciais, e o KMT desejava afastar do poder a Yuan. No entanto, este não estava disposto a deixar o poder. Song Jiaoren foi assassinado em Shanghai no mês de Março, pouco antes de partir a Pequim para ocupar o seu assento no parlamento. As tropas leais a Yuan Shikai lançaram-se em combates contra facções do exército leais ao KMT. Finalmente, as forças de Yuan Shikai derrotaram as do KMT, e Yuan obrigou o parlamento a nomeá-lo presidente por cinco anos, depois do qual ordenou a dissolução do KMT e a expulsão dos seus membros do parlamento. No final de Novembro, Sun Yat-sen partia para um novo exílio no Japão, desta vez fugindo da nova república dominada por Yuan Shikai.

Em Janeiro de 1914, Yuan Shikai dissolveu o parlamento e nomeou em seu lugar uma assembleia de 66 membros, que foi responsável de elaborar uma constituição que delegava todo o poder nas mãos do próprio Yuan.

Yuan Shikai, convertido já em ditador da China, tentou lançar uma ambiciosa campanha de reformas para modernizar a economia chinesa. Estas reformas abarcavam numerosos âmbitos, tais como o sistema judicial, a educação, a moeda ou o sistema penitenciário. A pressão das potências ocidentais sobre a China diminuiu devido ao início da Primeira Guerra Mundial na Europa, a qual aliviou o regime chinês da sempre espinhosa política internacional.

Cartaz em comemoração do Presidente permanente da República de Chinesa Yuan Shikai e do Presidente provisório da República Sun Yat-sen.

No entanto, as ambições japonesas sobre o território chinês começaram-se a notar nessa época. Os japoneses, como aliados do Reino Unido, estavam tecnicamente em guerra com Alemanha, e aproveitaram essa situação para atacar as concessões alemãs na província de Shandong. Em Janeiro de 1915, Japão fez públicas uma série de reivindicações, conhecidas como as Vinte-e-uma Reclamações, que exigiam à China a concessão de todo tipo de privilégios comerciais ao Japão. A agresividade japonesa provocou numerosas manifestações na China, mas Yuan Shikai, dado o estado precário das contas do estado, necessitadas de injecções de capital estrangeiro, teve de ceder a grande parte das pretensões japonesas.

O estilo de governação de Yuan Shikai evoluiu para modelos cada vez mais autoritários, imitando em muitos aspectos a maneira de governar dos imperadores Qing, e adoptando inclusive os rituais religiosos daqueles. Em 1915, Yuan deu o passo definitivo. Apelando a um suposto desejo popular, fez que uma Assembleia representativa nomeada por ele mesmo votasse a favor da restauração imperial com 1993 votos a favor e nenhum contra. A 1 de Janeiro de 1916, Yuan subia ao trono como novo imperador chinês. Como nome de seu reinado adoptou o de Hongxian ("Abundância constitucional").

A restauração monárquica foi muito mal recebida inclusive por alguns de seus colaboradores mais próximos. Os líderes militares de várias províncias negaram o reconhecimento ao novo imperador, e os protestos sucediam-se por todo o país. Consciente da sua impopularidade, Yuan Shikai abolia a monarquia em Março desse mesmo ano, menos de três meses após a sua subida ao trono, e renunciava ao poder. Humilhado e abandonado por seus seguidores, Yuan Shikai morria pouco depois, a 6 de Junho de 1916, doente de urémia.

Após o fracasso da restauração imperial de Yuan Shikai, restaurava-se a república com Li Yuanhong como presidente. Em Junho de 1917, o general conservador Zhang Xun levava a cabo um golpe militar com o objectivo de restaurar a dinastia Qing. O último imperador manchu, o rapaz de onze anos Puyi, que havia continuado a viver com seu o séquito na Cidade Proibida, convertia-se novamente em imperador da China. No entanto, esta restauração não foi aceite pela imensa maioria do exército, e em menos de um mês depois, Zhang Xun era derrotado em Pequim pelo exército leal à república, que voltava a depor Puyi. Nestes momentos, China carecia de um poder central reconhecido e o país encontrava-se dividido, em mãos de chefes militares, os chamados "senhores da guerra", que controlavam diferentes zonas do país.

Os Senhores da Guerra[editar | editar código-fonte]

Estudantes reunidos em Pequim durante o Movimento Quatro de Maio.

Depois do desastre das tentativas de restauração imperial em Pequim, o país entrou numa fase de fragmentação, na qual a governação nominal da República em Pequim, ainda que reconhecida como legítima pelas potências estrangeiras, mal controlava uma pequena zona do norte de China. Os "senhores da guerra", chefes militares que exerciam o poder em diferentes partes de China, eram quem tinham o poder efectivo e controlavam a administração e a arrecadação de impostos nas zonas sob seu controle.

A debilidade do Governo de Pequim viu-se agravada no final da Primeira Guerra Mundial pelas cedências económicas e territoriais feitas ao Japão, que assegurava o controle das concessões até então alemãs na costa de Shandong. Estes privilégios outorgados ao Japão foram uma surpresa para a maior parte dos chineses, inclusive do governo, que ignoravam os acordos que o governo de Duan Qirui, no poder até Outubro de 1918, havia acordado com os japoneses. Ao contrário do esperado pela opinião pública chinesa, que via na derrota alemã na Grande Guerra a oportunidade de acabar com as cedências injustas de direitos comerciais aos alemães, o Tratado de Versalhes simplesmente confirmou a transferência dos direitos alemães ao Japão. Estes factos provocaram um grande descontentamento no país, que atingiria a sua máxima expressão nos protestos multitudinários em Pequim a 4 de Maio de 1919.

Paradoxalmente, esta etapa de crise política e social foi, no entanto, uma etapa de grande actividade intelectual e literária. Precisamente os protestos de 4 de Maio de 1919 deram nome ao chamado Movimento Quatro de Maio, como são conhecidas as novas tendências de pensamento político e de expressão literária que floresceram nestes anos. Entre os pensadores mais destacados do movimento encontrava-se Chen Duxiu, professor da Universidade de Pequim que fundou a revista Nova Juventude, na qual publicar-se-iam alguns dos artigos mais influentes sobre o pensamento chinês nestes anos de mudança. Chen Duxiu, junto ao seu estreito colaborador Li Dazhao, seria o principal responsável da fundação do Partido Comunista da China (PCCh), formalmente fundado em Shanghai em Julho de 1921 com o apoio financeiro da União Soviética através do Komintern ou "Terça Internacional", a organização patrocinada pela União Soviética para difundir o comunismo no mundo.

Outro dos pensadores mais destacados desta etapa foi o professor de filosofia da Universidade de Pequim Hu Shih, autor de um artigo publicado na Nova Juventude no qual advogava por reformar a língua escrita chinesa para utilizar formas baseadas na língua vernácula e não, como se fazia até então, na língua clássica, totalmente diferente da linguagem comum falada. O movimento de reforma da língua escrita seria apoiado por escritores como Lu Xun, que adoptaram o estilo vernácular e formas narrativas de origem ocidental em suas obras.

No plano político, além da fundação do PCCh, com Chen Duxiu como secretário geral, a etapa de caos que se seguiu à perda de poder de Yuan Shikai permitiu a Sun Yat-sen regressar à China, estabelecendo -se na cidade sulista de Guangzhou graças ao apoio de Chen Yongming, o senhor da guerra que controlava Guangdong e Guangxi.

Em Guangzhou, Sun Yat-sen fundou a Academia Militar de Whampoa, desde onde formou um exército com a ideia de assumir o controlo de toda a China sob a liderança do Kuomintang.

O Kuomintang e a Expedição do Norte[editar | editar código-fonte]

Soldados comemoraram as concessões britânicas em Hubei durante a Expedição do Norte

Depois do seu regresso à China em 1916, Sun Yat-sen fez a festa para Kuomintang como um partido constituído em torno da sua figura por vínculos de lealdade pessoal. Depois de estabelecer-se em Guangzhou e conseguir formar um governo que aspirava a unificar China, Sun recorreu à ajuda militar e económica do Komintern, que via no movimento revolucionário de Sun Yat-sen, apesar de não ser de ideologia comunista, a capacidade de lançar uma revolução de estilo soviético. Por isso, e pese às reticências de Chen Duxiu, a Komintern, representada na China pelo seu agente Borodín (pseudónimo de Mijaíl Gruzenberg), instou o ainda muito débil Partido Comunista de China a colaborar com o Kuomintang.

Como resultado desta colaboração, na Academia Militar de Whampoa conviveram membros do KMT leais a Sun Yat-sen com membros do Partido Comunista de China, como Zhou Enlai, recém-chegado de França, que ocupou o cargo de director do departamento político. O primeiro comandante da Academia, no entanto, era Chiang Kai-shek, um jovem natural da província de Anhui, e muito próximo de Sun Yat-sen, que mais adiante caracterizar-se-ia pelo seu fervente anticomunismo. Precisamente esta rivalidade entre os leais da ala nacionalista do Kuomintang e os comunistas que tentavam atrair adeptos entre os militantes do KMT, alimentaria a tensão que desembocaria anos mais tarde num conflito aberto.

Em Outubro de 1924, um golpe de estado em Pequim havia arrebatado o controle da capital ao poderoso senhor da guerra Wu Peifu, acérrimo inimigo tanto do KMT de Sun Yat-sen como dos comunistas de Chen Duxiu. Depois do golpe de estado, a capital passou a estar controlada pelo rival de Wu Zhang Zuolin, o senhor da guerra que dominava a Manchúria, e com quem Sun Yat-sen confiava em poder chegar a um acordo. Duan Qirui converteu-se em novo Presidente provisório da República em Pequim, e decidiu convocar uma conferência para a reunificação nacional, para a qual convidou Sun Yat-sen, na sua qualidade de Presidente do governo revolucionário instalado em Guangzhou. Na sua viagem ao norte, Sun passou por Shanghai e, antes de ir a Pequim, dirigiu-se ao Japão, onde caiu gravemente doente. Sun Yat-sen voltou à China e instalou-se em Pequim, onde recebeu atenção médica. Ao ser operado em Janeiro de 1925, os médicos descobriram que padecia de um cancro do fígado terminal, contra o que não puderam fazer nada. Sun Yat-sen faleceu em Pequim o 12 de Março de 1925.

A inesperada morte de Sun deixou o KMT sem liderança, desencadeando uma luta pelo poder entre Wang Jingwei e Chiang Kai-shek. Apesar desta crise de liderança, a brutalidade de muitos dos senhores da guerra, unida ao descontentamento chinês com a presença estrangeira, fez crescer o apoio popular do movimento revolucionário liderado pelo KMT. O descontentamento com as concessões às potências estrangeiras atingiu um momento especialmente grave a 30 de Maio de 1925, quando soldados chineses e sikhs do destacamento britânico em Shanghai abriram fogo contra trabalhadores que se manifestavam na rua, provocando a morte de onze manifestantes. Este incidente provocou numerosos protestos na China e aumentou o prestígio do KMT, o qual muitos viam como o único movimento capaz de reunificar o país.

Entretanto a tensão entre os nacionalistas do KMT e os comunistas continuava a crescer, e atingiu um momento crítico a 20 de março de 1926, com o incidente do Zhongshan, um navio de guerra comandado por um militar comunista que apareceu em frente à ilha de Whampoa o que Chiang Kai-shek interpretou como uma tentativa de ataque, pelo qual deteve o capitão do barco e outros comunistas e pôs Guangzhou sob estado de emergência. O homem da Komintern, Borodin, tentou manter a frágil aliança entre os comunistas e Chiang Kai-shek que, cada vez mais fortalecido como novo líder do KMT, decidiu lançar a ofensiva militar para reunificar Chinesa sob a governação revolucionária.

Esta ofensiva militar, conhecida como a Expedição do Norte, lançou-se oficialmente a 1 de Julho de 1926. As tropas comandadas por Chiang Kai-shek avançaram para o norte e a 11 de Julho já tinham tomado a cidade de Changsha. Seguindo o seu avanço pelo corredor ferroviário entre Guangzhou e o norte, o exército revolucionário enfrentou-se a uma dura batalha pelo controle de Wuhan. Os militares que controlavam esta cidade, leais a Wu Peifu, montaram uma forte resistência, mas finalmente a 10 de Outubro de 1926, no décimo quinto aniversário do Levantamento de Wuchang, a triple metrópole caía em mãos das forças de Chiang Kai-shek.

Em Dezembro de 1926, outra linha de tropas do exército revolucionário tomava a totalidade da costa de Guangdong e Fujian, bem como a província de Jiangxi. Graças a acordos com os senhores da guerra de Guangxi e Guizhou, o território sob o poder da aliança do KMT e o Partido Comunista compreendia já todo o sudeste do país.

A governação do Kuomintang tranferiu-se de Guangzhou a Wuhan e contemplava já a possibilidade real de unificar o país. Alguns senhores da guerra, como Feng Yuxiang, que controlava Shaanxi, uniram -se ao KMT, enquanto Wu Peifu tentava manter o seu poder em Henan, e Zhang Zuolin, que controlava Pequim, Tianjin e a Manchúria, lançava ataques contra os seguidores comunistas no norte, chegando a atacar a embaixada soviética em Pequim e fazendo executar vários membros do Partido Comunista, entre eles Li Dazhao.

Até princípios de 1927, Chiang Kai-shek havia aceitado a aliança com os comunistas, necessitado do apoio militar e económico da União Soviética. A situação mudou na Primavera de 1927 quando as tropas de Chiang conseguiram ocupar as cidades de Nanjing e Shanghai. Nesse momento, Chiang Kai-shek rompeu com o Partido Comunista e com os dirigentes do KMT partidários da aliança com aqueles. Entre o dia 12 e 13 de março, grupos paramilitares unidos a soldados do KMT mataram dezenas de líderes sindicais e simpatizantes comunistas que se manifestaram em Shanghai. A 18 de Abril de 1927, Chiang Kai-shek estabelecia uma governação em Nanjing, a cidade que Sun Yat-sen havia designado como capital da nova China. Assim, Chiang convertia-se em líder do KMT enquanto um governo rival permanecia em Wuhan, onde os comunistas, desconcertados pela traição de Chiang, debatiam-se numa crise interna que acabou com a liderança de Chen Duxiu.

A República sob Chiang Kai-shek[editar | editar código-fonte]

Segunda bandeira da República da China, utilizada a partir de 1927

O estabelecimento da nova governação do KMT em Nanjing dividiu este partido entre a facção de esquerda, estabelecida em Wuhan e favorável a colaborar com os comunistas, e a facção leal a Chiang, que, instalado já em Nanjing, se opunha a qualquer tipo de colaboração com os comunistas. A esta divisão no seio do partido uniu-se o fracasso das tropas de Chiang na sua tentativa de continuar a conquista do norte após uma derrota significativa na cidade estratégica de Xuzhou. Estas circunstâncias levaram Chiang Kai-shek a renunciar aos seus cargos em Agosto de 1927. No entanto, a retirada de Chiang seria temporária, já que o seu prestígio pessoal e sua capacidade de arrecadar fundos convertiam-no numa figura indispensável para a governação do KMT em Nanjing, já reconhecido pela facção de Wuhan. Em Janeiro de 1928, Chiang Kai-shek era nomeado Comandante-Chefe e integrava-se uma vez mais no Comité Executivo Central do KMT.

A 4 de Junho de 1928, um atentado em Mukden, actual Shenyang, acabava com a vida de Zhang Zuolin, o último senhor da guerra importante que, com apoio japonês, tentava manter a sua base de poder na Manchúria. O seu sucessor, o seu filho Zhang Xueliang, reconheceria finalmente a soberania da governação de Nanjing.

Chiang Kai-shek, no ano 1937, vistoriando as tropas na Universidade Nacional de Wuhan

Desta maneira, as partes centrais e orientais de China ficavam unificadas sob o poder da República da China com capital em Nanjing. Já só as zonas escassamente povoadas do oeste e o norte permaneciam sob o controle de dirigentes locais. A governação republicana tentaria nos anos seguintes consolidar o seu poder e promover o crescimento económico e a modernização que a China precisava.

Apesar da debilidade do Partido Comunista, perseguido pelo novo regime republicano de Nanjing, alguns membros deste partido conseguiram estabelecer um embrião do sistema comunista em várias partes da Chinesa rural. Uma das mais importantes destas regiões sob controle comunista seria o chamado "Sóviet de Jiangxi", na província desse nome no sul de China, onde Mao Zedong, membro do Partido Comunista que havia sido amplamente criticado pelos dirigentes do partido, estabeleceu um sistema comunista. A partir da cidade de Ruijin, Mao dirigia o Sóviet de Jiangxi com uma ideologia marxista-leninista que antepunha o papel dos camponeses na revolução ao das classes urbanas. Em Ruijin, chegaram-se a emitir selos da República Soviética da China, o estado comunista ambicionado por Mao.

O sóviet de Jiangxi existiria durante vários anos até que a 16 de Outubro de 1934, ante a prevista invasão das tropas da República, os comunistas se viram obrigados a fugir da zona. Perseguidos pelo exército de Chiang Kai-shek, os dirigentes do Partido Comunista empreenderam a chamada Longa Marcha, o périplo pela China interior que levaria os leais ao Partido Comunista a fugir desde Jiangxi e outras zonas sob seu controle até a província de Shaanxi no norte.

Durante a Longa Marcha, Mao, depois de uma histórica reunião na cidade de Zunyi, província de Guizhou, conseguiu alcançar a liderança do partido, marginando Wang Ming, o líder que contava com o apoio da União Soviética. A Longa Marcha terminaria em 20 de Outubro de 1935, quando cerca de uma décima parte dos homens que saíram de Ruijin com Mao atingiram a zona de Shaanxi controlada pela guerrilha comunista no norte.

A perseguição do KMT havia conseguido encurralar aparentemente o Partido Comunista, mas o governo de Nanjing enfrentava-se a uma outra ameaça ainda mais perigosa que os insurgentes comunistas: o avanço dos japoneses.

Desde os tratados de Shimonoseki e Versalhes, o Japão havia aumentado as suas zonas de influência sobre territórios anteriormente chineses, e mantinha uma presença militar na Manchúria e Shandong para defender os seus interesses. A partir do Incidente de Mukden, a 18 de Setembro de 1931, quando se produziram umas explosões na linha-férrea à entrada dessa cidade (actual Shenyang), os japoneses aumentaram a sua pressão sobre a China ao estabelecer um estado fantoche, Manchukuo, na Manchúria. Para isso, numa tentativa de dar uma fachada de legitimidade a este estado fantoche, ofereceram a Puyi, o último imperador chinês, o restabelecimento do seu trono na Manchúria, como imperador de um novo império Qing. Puyi aceitou a oferta japonesa e deslocou-se desde Tianjin para subir ao trono na cidade manchu de Changchun, renomeada como Xinjing ("nova capital").

A Segunda Guerra Sino-Japonesa[editar | editar código-fonte]

A tensão entre o Japão e a China, que não reconhecia a independência de Manchukuo, levaria a uma guerra aberta a 7 de Julho de 1937, quando o exército japonês, depois de algumas escaramuças com o exército chinês no norte, iniciou a invasão de China.

A guerra com o Japão, que se lançou à invasão da China como parte dos seus planos expansionistas na Ásia durante a Segunda Guerra Mundial, pôs fim às tentativas de Chiang Kai-shek de unificar o país. Ante o avanço japonês, o governo do Kuomintang viu-se obrigado a abandonar a capital Nanjing, retirando-se para o interior, primeiro para a cidade de Wuhan e, depois, para a cidade interior de Chongqing, lugar remoto desde o qual parecia difícil levar a cabo uma contra-ofensiva.

Este mapa mostra, em violeta, a extensão do território chinês ocupado pelo Japão no ano 1940

O exército japonês ocupou a maior parte da faixa costeira oriental de China, controlando os principais centros de produção económica. Ao regime fantoche de Manchukuo somaram-se outros três regimes fantoches, um na Mongólia Interior, que os japoneses queriam separar de China como haviam feito com Taiwan e com a Manchúria, e outros dois regimes similares em Pequim e Nanjing. Nesta última cidade, ocupada pelo exército japonês a 13 de Dezembro de 1937, desencadeou-se uma campanha de extraordinária violência contra a população civil - o chamado massacre de Nanjing, no qual morreram milhares de pessoas.[1]

A invasão japonesa supôs também o final da perseguição que o governo do KMT havia submetido ao Partido Comunista Chinês. O estado de crise nacional forçou a colaboração entre o KMT e o Partido Comunista. Ainda que Chiang Kai-shek era a princípio contrário a esta colaboração com o Partido Comunista, teve de a aceitar devido ao incidente de Xi'an, quando o marechal Zhang Xueliang, militar favorável a uma aliança entre o KMT e o Partido Comunista que controlava a região de Shaanxi, deteve a Chiang Kai-shek em Xi'an, mantendo-o prisioneiro até que aceitou o estabelecimento de uma frente comum entre o KMT e o Partido Comunista para se defender frente à agressão japonesa.

A invasão japonesa permitiu assim ao Partido Comunista reagrupar-se na sua base nortenha de Yan'an, cidade desde a qual controlava uma parte de Shaanxi e da Mongólia Interior, bem como a totalidade de Gansu e Ningxia. Muitos intelectuais favoráveis ao Partido Comunista, como a escritora Ding Ling, uniram-se aos comunistas em Yan'an, enquanto o regime debilitado de Chiang Kai-shek mantinha um controle ténue sobre o sul de China desde a capital provisória de Chonqqing.

A entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial travou o avanço japonês na China. Além disso, a rendição da Alemanha em Maio de 1945 permitiu ao vitorioso Exército Vermelho soviético intervir na Manchúria a 8 de Agosto desse ano, dois dias após a bomba atómica lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa de Hiroshima e um dia antes da bomba sobre Nagasaki, que forçaria a rendição japonesa e a sua retirada da Ásia continental.

O final da guerra supôs a saída definitiva do Japão do território chinês. Manchúria, Taiwan e as zonas ocupadas durante a Guerra Sino-Japonesa voltavam a estar sob soberania nominal chinesa, e Chiang Kai-shek restabelecia a governação de Nanjing. No entanto, as forças comunistas de Yan'an, muito fortalecidas pelos anos de guerra e pela intervenção soviética na Manchúria, aumentavam o seu controle sobre numerosas zonas da China rural. A saída dos japoneses abria caminho assim a uma guerra civil aberta entre o KMT de Chiang Kai-shek e os comunistas de Mao Zedong.

A Guerra Civil[editar | editar código-fonte]

Apesar das tentativas de mediação dos Estados Unidos e da União Soviética, a tensão entre o KMT e o Partido Comunista continuou a aumentar após a derrota japonesa. Nenhuma das duas partes queria ceder nos seus princípios fundamentais, especialmente os comunistas, que haviam garantido o controle do norte do país. A trégua entre os dois lados rompeu-se na Primavera de 1946, quando se retomaram os combates.

Apesar de o governo do KMT dominar a maior parte das cidades, o controle que o Partido Comunista tinha sobre o campo e as suas vitórias militares na Manchúria, acabariam sendo decisivas para a vitória final destes últimos.

O governo de Nanjing tentou melhorar a sua imagem mediante reformas políticas e económicas. Ainda que as reformas políticas tiveram certo sucesso, com a aprovação de uma nova constituição em 1947 (que segue em vigor até hoje em Taiwan), e a celebração de eleições, a política económica não foi capaz de controlar a hiperinflação descontrolada, que aumentou o descrédito do governo de Chiang Kai-shek, quem por sua vez havia assumido o cargo de presidente. Entretanto os comunistas aumentavam o território sob o seu controlo.

A partir do norte, os comunistas iniciaram o avanço para o sul. Em 1948, controlavam a cidade de Harbin no extremo norte e quase todas as zonas rurais da Manchúria, onde só Changchun e Mukden se mantinham em mãos do governo de Nanjing. Nesse ano, os comunistas passaram das tácticas de guerrilha à guerra aberta, tomando várias cidades importantes, como Kaifeng e Jinan. Em Janeiro de 1949, o exército comunista entrou em Tianjin e em Pequim. Nesta última cidade, as tropas comunistas entraram sem violência a 31 de Janeiro de 1949. Sob o controle comunista, Pequim recuperou o seu nome tradicional (Beijing, capital do norte, em substituição do nome Beiping, paz do norte, utilizado desde 1928), sinal de que os comunistas pretendiam estabelecer ali a capital do novo regime.

A retirada dos Nacionalistas: após a perda de Nanjing passando por Guangzhou e Chongqing, até chegar a Taipei.

Apesar da ajuda económica e material, mas não militar, dos Estados Unidos, o exército da República, cada vez mais desmoralizado, estava destinado à derrota. Ao longo de 1949, os avanços comunistas obrigaram o governo de Nanjing a deslocar-se para o sul. A 5 de Fevereiro a capital translada-se a Guangzhou, e a 26 de Maio Chiang desloca-se para Taiwan, lugar seguro desde o qual tenta organizar a contra-ofensiva. Em Janeiro de 1949, Chiang, centrado nas actividades militares, havia já cedido a presidência da República a Li Zongren.

A 1 de Outubro de 1949, Mao Zedong proclama na Praça de Tian'anmen de Pequim a República Popular da China. Chiang volta ao continente para tentar organizar a defesa das poucas cidades ainda controladas pelos nacionalistas. A capital provisória passa para Chongqing a 15 de Outubro e, finalmente, a Chengdu a 29 de Novembro. Chiang Kai-shek participa na defesa desta cidade até que em 10 de Dezembro abandona esta cidade, junto a seu filho Chiang Ching-kuo, num avião com rumo a Taiwan. A queda de Chengdu supunha a vitória definitiva dos comunistas no continente.

Enquanto Chiang Kai-shek restabelecia a governação da República da China em Taipei, o seu inimigo acérrimo Mao Zedong convertia-se no líder da nova República Popular Chinesa.

Referências

  1. As estimações variam muito, segundo as fontes. Na China, o número de mortos é geralmente calculado em trezentos mil.
  • Spence, Jonathan D. The Search for Modern China, W. W. Norton and Company, New York, 1999 (ISBN 0-393-30780-8).

Bibliografia adicional[editar | editar código-fonte]

  • Fairbank, John King. China, una nueva historia, Editorial Andrés Bello, Barcelona, 1997.ISBN 84-89691-05-3.
  • Hsü, Immanuel C. Y. The Rise of Modern China, 6th edition, Oxford University Press, Oxford, 1999 (ISBN 0-195-12504-5).
  • Fairbank, John King y Twitchett, Denis The Cambridge History of China Volume 12, Republican China, 1912–1949 (1), Cambridge University Press, Cambridge, 1983 (ISBN 0-521-23541-3).
  • Fairbank, John King y Feuerwerker, Albert The Cambridge History of China Volume 13, Republican China, 1912–1949 (2), Cambridge University Press, Cambridge, 1986 (ISBN 0-521-24338-6).
  • Roberts, John A. G., History of China (título original), Palgrave MacMillan, 1999 (primeira edição), 2006 (segunda edição), (ISBN 978-989-8285-39-3)


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