História da região Norte do Brasil

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História do Brasil
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A história da região Norte do Brasil foi decisiva para a formação do atual estado nacional e seu contexto geográfico estratégico no contexto continental.

Os primeiros habitantes da região Norte, como no resto do país, foram os indígenas, que compartilhavam uma diversificada quantidade de tribos e aldeias, do período pré-colombiano até a chegada dos europeus.

Os espanhóis, entre eles, Francisco de Orellana, organizaram expedições exploradoras pelo rio Amazonas para conhecer a região. Após longas viagens ao lado de Francisco Orellana, Gonzalo Fernández de Oviedo y Valdés, escreveu em Veneza, uma carta ao cardeal Pedro Bembo, exaltando a fauna e a flora existentes na região até certa época.

Em 1616, chegaram os portugueses. Eles construíram fortes militares para defender a região contra a invasão de outros povos. Os portugueses também se interessaram pelas riquezas da Floresta Amazônica. Com isso, a região também foi parte de caminhos do Movimento das Bandeiras.

Os missionários vieram para a região à procura de índios para catequizar. Eles reuniam os índios em aldeias chamadas missões. As missões deram origem a várias cidades.

Os brasileiros de outros estados, principalmente nordestinos, vieram para a região Norte a fim de trabalhar na extração da borracha. Muitas famílias japonesas vieram trabalhar nas colônias agrícolas. Os japoneses iniciaram a plantação da pimenta-do-reino e da juta.

Durante as décadas de 60, 70 e 80, os governos militares implantaram um grande plano de integração dessa região com as demais regiões do Brasil, incluindo a construção de várias rodovias (como a rodovia Transamazônica), instalação de indústrias e a criação da zona franca de Manaus.

Acre[editar | editar código-fonte]

Do estabelecimento do Tratado de Tordesilhas até o século XIX, o atual estado do Acre fazia parte da América espanhola de acordo com os Tratados Hispano-Portugueses:

Após a independência das colônias espanholas o Brasil reconheceu aquela área como boliviana através do tratado de limites de 1867.

Apesar disso, não havia nenhuma ocupação do território por parte da Bolívia, em parte por ser uma região de difícil acesso por outro caminho que não a bacia do Rio Amazonas. Em virtude da abundância da seringueira e do ciclo da borracha que estava se iniciando, colonos brasileiros iniciaram a ocupação do Acre em 1852, tendo essa imigração atingido proporções muito grandes a partir de 3 de abril de 1877.

Nessa época o presidente Aniceto Arce, da Bolívia, foi alvo de um golpe de estado comandado pelo então Coronel José Manuel Pando. Este, derrotado, se refugiou no Acre, ocasião em que percebeu que a ocupação brasileira já tomava proporções alarmantes.

Pando que, como general, veio governar a Bolívia de 1899 a 1904, alertou as autoridades bolivianas e iniciaram-se as manobras diplomáticas. Em 1898, a Bolívia enviou uma missão de ocupação para o Acre causando, em 1º de maio de 1899, uma revolta armada dos colonos brasileiros que receberam o apoio do governo do Estado do Amazonas.

Revolução Acreana[editar | editar código-fonte]

Pressionados pelo advogado José Carvalho, os bolivianos foram forçados a abandonar a região. Para evitar a sua volta, o governador do Amazonas Ramalho Júnior organizou o ingresso no Acre de uma unidade de aventureiros comandadas pelo espanhol Luis Gálvez Rodríguez de Arias. Gálvez partiu de Manaus em 4 de junho de 1899 e chegou à localidade boliviana de Puerto Alonso, a qual teve seu nome mudado para Porto Acre, onde proclamou a República do Acre em 14 de julho de 1899. Apesar disso o governo brasileiro, com base no tratado internacional de Ayacucho assinado em 1867, considerava o Acre como território boliviano e enviou tropas que dissolveram a República do Acre em 15 de março de 1900.

Revisão de litígio[editar | editar código-fonte]

Em 4 de abril de 2008, o governo do Acre vence uma disputa judicial com o estado do Amazonas, a respeito de uma disputa territorial que se arrastava havia 26 anos no complexo florestal Liberdade, Gregório e Mogno.

Amapá[editar | editar código-fonte]

Em sua obra "A Descoberta da Guiana", o navegador e explorador britânico Sir Walter Raleigh descreveu uma "Província da Amapaia" como uma terra "maravilhosa e rica em ouro", povoada por indígenas chamados "anebas" que teriam presenteado o espanhol Antonio de Berreo com várias jóias daquele metal.

Durante a Dinastia Filipina (1580-1640), estabelecida a presença portuguesa em Belém do Pará a partir de 1616, iniciou-se a luta pela ocupação e posse da bacia amazônica, que perdurou cerca de meio século pelas armas, e mais de dois séculos pela diplomacia.

Da ocupação de Caiena à Proclamação da República[editar | editar código-fonte]

No contexto da Guerra Peninsular, após a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil (1808), D. João VI determinou a ocupação da Guiana Francesa como forma de retaliação pela ocupação de Portugal continental.

A Guiana Francesa esteve sob domínio português de 14 de janeiro de 1809 a 21 de novembro de 1817, tendo sido seu governador João Severiano Maciel da Costa.

Dessa ocupação resultou a introdução, no Brasil, de certas plantas e árvores ali aclimatadas e depois difundidas no país. Entre elas contam-se a cana-de-açúcar (variedade caiena ou caiana), e a fruta-pão.

Após a Independência do Brasil (1822), a região mergulha em relativo esquecimento, entrecortada por episódios da história regional, como a Cabanagem (1835-1840).

A descoberta do ouro e a valorização da borracha no mercado internacional, no último quartel do século XIX, promoveram o povoamento do Amapá e acirraram as disputas territoriais. Uma comunidade de colonos russos foi fundada em Calçoene em fins do século XIX.

Da proclamação da República aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

Graças à brilhante defesa da diplomacia do Barão do Rio Branco, a Comissão de Arbitragem em Genebra, na Suíça, concedeu a posse do território disputado ao Brasil (1 de maio de 1900), incorporado ao Estado do Pará com o nome de Araguari.

Em plena Segunda Guerra Mundial, visando fatores estratégicos e de desenvolvimento econômico, a região foi desmembrada do estado do Pará pelo Decreto-lei n° 5.812, de 13 de setembro de 1943, constituindo o Território Federal do Amapá.

A descoberta de ricas jazidas de manganês na Serra do Navio, em 1945, revolucionou a economia local.

Com a promulgação da Constituição brasileira de 1988, a 5 de Outubro, o Amapá foi elevado à categoria de Estado.

Guerra da Lagosta[editar | editar código-fonte]

Em 1961, o então presidente da República, Jânio da Silva Quadros, preparou um plano secreto para a invasão e conseqüente anexação brasileira da Guiana Francesa. A operação chegou a entrar em fase de treinamento militar, mas foi abortada pela inesperada renúncia de Quadros.

Amazonas[editar | editar código-fonte]

A História do Amazonas é o domínio da História concentrado na evolução do estado do Amazonas, na região norte do Brasil. A rigor, a História amazonense começa antes do descobrimento do Brasil, quando o atual território do estado era povoado por índios das nações e aruaque, entre outros.

Originalmente, a área do atual Estado do Amazonas não integrava as terras portuguesas, conforme os termos do Tratado de Tordesilhas, ficando sob domínio espanhol. O primeiro europeu a percorrer todo o curso do rio Amazonas teria sido o espanhol Francisco de Orellana, entre 1539 e 1541, desde a cordilheira dos Andes até ao Oceano Atlântico. Iniciava-se, à época, a lenda de que a mítica cidade de El Dorado ficaria em algum ponto entre o Amazonas e as Guianas.

Assim, desde cedo a economia da região amazônica se baseou no extrativismo e não na agromanufatura açucareira, como em outras regiões coloniais.

Em 1669, foi fundado o Forte de São José da Barra do Rio Negro, na área onde hoje fica Manaus, pelo capitão português Francisco da Mota Falcão. A fortificação serviu como base para o (esparso) povoamento da bacia amazônica, permitindo a subida dos rios Negro e Branco, no atual Roraima, de onde se chegava ao Orinoco. Também começou a ocupação dos rios Solimões (Alto Amazonas) e Madeira. Os primeiros colonos enfrentaram hostilidade dos nativos, como as tribos dos torás e manaós (que deram origem ao nome da capital) do cacique Ajuricaba, que investiam contra os povoamentos e destruíam casas e instalações.

O Estado do Maranhão virou "Grão-Pará e Maranhão" em 1737 e sua sede foi transferida de São Luís para Belém do Pará. O tratado de Madri de 1750 confirmou a posse portuguesa sobre a área. Para estudar e demarcar os limites, o governador do Estado, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, instituiu uma comissão com base em Mariuá em 1754. Em 1755 foi criada a Capitania de São José do Rio Negro, no atual Amazonas, subordinada ao Grão-Pará.

O ciclo da borracha durou até 1913, quando o preço do produto no mercado internacional sofreu forte baixa por causa da concorrência da Malásia (para onde foram contrabandeadas sementes de seringueiras anos antes). A empresa Hevea, grande exploradora do setor, transferiu-se para o Sudeste Asiático. Em 1920, praticamente já não havia mais extração de látex e o Brasil contribuía com apenas 2% da produção mundial. No mesmo ano, o Acre foi desmembrado do Amazonas, tornando-se território e depois estado (em 1962).

O principal impulso ao crescimento veio em 1967, quando foi criada a Zona Franca de Manaus, um pólo para indústrias de alta tecnologia com isenção fiscal. O pólo começa a crescer cinco anos depois, em 1972, já no final do Milagre Econômico.

Pará[editar | editar código-fonte]

A Província do Pará foi a última a ser incorporada ao Império, quando da Independência do Brasil uma vez que, com fortes laços com Portugal, não aceitou fazer parte da nova nação. Apesar do dia 15 de Agosto ser feriado estadual, questiona-se hoje o mérito da comemoração, já que houve uma "anexação" à Coroa Brasileira e não uma "adesão" por parte dos paraenses.

Ciclo da Borracha[editar | editar código-fonte]

O Pará apresenta uma economia sem relevância até cerca de 1880, quando começa o Ciclo da Borracha: muitos migrantes são recebidos, principalmente do nordeste, para realizarem a extração do látex em latifúndios pertencentes à elite da capital, Belém. Durante quase quarenta anos, Belém do Pará foi a residência de barões da borracha, onde foi construída até uma réplica de Paris pelo então prefeito Antônio Lemos: uma reforma urbana invejável até por Rio de Janeiro e São Paulo. Na década de 1910 termina o ciclo da borracha, voltando o Pará à pobreza: passando a ser apenas um mero fornecedor de matérias-primas para o sudeste brasileiro.

Na Segunda Guerra Mundial, pelas mãos de Getúlio Vargas, foi criado o Banco de Crédito da Borracha para incentivar a retomada da extração de látex para a exportação, com a demanda dos Estados Unidos, o que ficou conhecido como o Segundo Ciclo da Borracha. Na mesma época, o governo estadunidense, interessado na localização estratégica de Belém, implanta importantes obras na capital, como o aeroporto, a vila militar e o Grande Hotel. Porém o segundo ciclo não tarda a findar: com a rendição do Japão, cessam os interesses militares dos Estados Unidos, são liberadas as colónias produtoras de borracha na Ásia, perdendo novamente a preferência pela borracha amazônica, sendo o Pará renegado outra vez à pobreza: intensifica-se o papel de fornecedor de matéria-primas para a crescente indústria do sudeste.

Redescoberta[editar | editar código-fonte]

Porém, sem dúvida foi na época de 1960 que o Pará foi redescoberto: o presidente JK constrói Brasília e paralelamente constrói rodovias radiais ligando diversas regiões do país a nova capital, sendo a rodovia Belém-Brasília uma delas: mudou a temática de transportes no Pará e na Amazônia, que era quase completamente fluvial, passa a ser rodoviarista. Essa estrada facilitou o escoamento de produtos e pessoas em direção ao Distrito Federal e ao resto da nação.

Rondônia[editar | editar código-fonte]

O estado foi criado em 1943 por Getúlio Vargas, com o status de território fronteiriço subordinado diretamente ao governo central e o nome de Guaporé. O território só virou estado em 1988, com a nova Constituição Federal. O nome Rondônia foi uma homenagem ao sertanista "marechal" Cândido Rondon.

Roraima[editar | editar código-fonte]

A História de Roraima é recente, mas nem por isso pouco conturbada. Várias vezes invadida por diversos países interessados na região, a pouco assistida Roraima — região localizada no extremo norte do atual Brasil — despertou pouco interesse por parte dos portugueses, especialmente após a chegada da família real ao cidade. Foi bastante cobiçada pelo ingleses, neerlandeses e, especialmente, espanhóis.

Palco de revoltas, massacres, crescimento, exploração e progresso, foram várias as invasões estrangeiras — todas elas neutralizadas pelas forças lusitanas no Forte São Joaquim. Joaquim Nabuco, aclamado advogado pernambucano, defendeu a região diante do rei da Itália no século XIX. Terra que foi município, território federal e estado.

A narração de tal história inicia-se no século XVIII, dois centenários após o descobrimento do Brasil por Cabral nas caravelas portuguesas em 1500.

Tocantins[editar | editar código-fonte]

O estado foi desmembrado de Goiás em 1988.

Período colonial

Século XVI, dentro do contexto da política mercantilista que concentrava no comércio, o acúmulo de riquezas, e nas posses de colônias e metais preciosos, surge inerente à descoberta (usaremos o termo chegada, visto que os índios já viviam aqui quando os Portugueses chegaram), do Brasil, o processo de ocupação do hoje conhecido estado do Tocantins. A fase pré-colonial cuja maior referência é a chegada dos colonizadores em 22 de abril de 1500, traz a luz fatos interessantes que permeiam o início do processo de colonização das regiões que deram origem ao estado. O Tratado de Tordesilhas, que dividia terras recentemente descobertas em meados de 1494, trairia o rei de Portugal, de forma que mais tarde por medo de perder seu mais novo território para outros países organizara sua primeira expedição comandada por Martin Afonso de Sousa, isso em 1530, já que suas chamadas expedições Guarda-costas, não apresentaram resultados contra os corsários e piratas que contrabandeavam o Pau-brasil.

O açúcar - Pré Colonial O Brasil, na época uma colônia, era administrado pela metrópole tanto politicamente quanto economicamente. Tudo era fornecido e/ou consumido pela corte e concidadãos metropolitanos, quer fossem metais preciosos ou produtos tropicais eram os tais quem os adquiriam. Portugal, no entanto, tinha planos de colonizar suas novas terras, e o processo deu-se pela costa, dando-se prioridade ao plantio da cana-de-açúcar, na época principal produto de exportação da coroa portuguesa. Mas esse ponto de vista deu aos também interessados na nova terra, oportunidade de ingressarem pelo interior do Brasil; franceses, ingleses e holandeses pela região nordeste, onde eles estabeleceriam colônias como base de suas futuras explorações. Não é preciso dizer que o clima tropical da nova terra, principalmente do nordeste, favoreceu o cultivo da cana que após transformada em açúcar tinha enorme aceitação no mercado europeu. Portugal lucraria muito com a produção no Brasil.

Capitanias Hereditárias Divisões de faixas de terra feitas pela coroa a fim de organizar melhor o território, eram as Capitanias hereditárias que acabaram se tornando um grande fracasso, graças a distância da metrópole, e aos constantes ataques de índios e piratas. A salvo as de São Vicente e Pernambuco, com resultados que agradaram ao rei e comerciantes. Holandeses fixaram-se na região nordeste entre 1630 a 1654, sendo expulsos por Maurício de Nassau. Contudo o açúcar já estava decadente iniciando o processo de interiorização do Brasil.

Bandeiras Com a conquista por parte de ingleses, franceses e holandeses mais ao norte do Brasil, aliás foram os franceses quem descobriram o rio Tocantins ao encontrarem sua foz entre 1610 e 1613,.Para catequizar os nativos deixaram o padre capuchinho frances Yves d'Evreus.Na área hoje compreendida Maranhão,Pará,Tocantins e Amazonas e com a ajuda dos índios Tupinambás tiveram a pretensão de colonizar a amazônia,através do empreendimento França Equinocial. Nessa época não havia nem a vila de Belém , nem as capitanias do Maranhão e Pará. Eles subiram o Rio Tocantins, pela foz ,foram aprendendo a língua e os hábitos dos indígenas da região,fundaram feitorias no Baixo e Médio Tocantins e Alto Araguaia. a corte não podendo ultrapassar o tratado de Tordesilhas, contratou secretamente expedições. As conhecidas Bandeiras, que deram aos seus membros o nome de bandeirantes, eram na verdade expedições particulares, mercenários que em busca de riquezas, eram capazes das maiores aventuras no interior do Brasil. Em 1590 a primeira bandeira sob o comando de Antônio Macedo e Domingos Luís Grau partia de São Paulo e após três anos possivelmente chegou aos sertões de Goiás, no leste do Tocantins. Em 1690 surgem em Minas Gerais as primeiras lâminas de ouro, mais tarde em 1718 em Cuiabá, de forma que Goiás situado entre estes dois estados alimentou a crença de que também guardava o precioso metal em seu subsolo. Com essa argumentação o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera conseguiu licença do rei de Portugal para explorar a região. Essa movimentação em torno de Goiás é que povoou a região, sendo assim Anhanguera não foi o primeiro a pisar na região, mas sim o povoador, já que os que antes estiveram lá (Bandeirantes e Jesuítas) não se fixavam na região, apenas exerciam suas atividades, os primeiros explorando, e os segundos catequizando depois indo embora. Anhanguera, que era filho do primeiro Anhanguera que esteve nessa região, acompanhara seu pai anos antes, sendo ele mencionado na história como o homem que ateou fogo em álcool na presença de índios para convencê-los de que era algum tipo de mago, ou pajé. É sabido, no entanto que tal artifício era comum entre os bandeirantes, e que o primeiro deles a utilizar esse ardil foi Francisco Pires Ribeiro. Saindo de São Paulo em 3 de julho de 1722, a rota era conhecida até o Rio Grande, mas elementos da natureza como regiões semi-desérticas do cerrado fizeram muitos dos bandeirantes morrerem de fome, tal era a situação que os sobreviventes precisaram comer macacos, cachorros e até alguns dos próprios cavalos. Obstinado Anhanguera não cedia ao fracasso a possibilidade de vitória, e jamais aceitava a idéia de que deveria voltar de mãos vazias. Após várias mortes, seja por causa da fome, doenças ou ataques de índios hostis, Anhanguera finalmente descobriu ouro nas cabeceiras do rio Vermelho na região da atual cidade de Goiás, e dali não demorou muito até que as minas da região tornassem-se conhecidas por Minas dos Goyazes.

Povoamento Com a descoberta de ouro, a região logo tornou-se foco de grandes deslocamentos populacionais, num contingente enorme de pessoas em busca do grande Eldorado. Bueno foi declarado Superintendente das minas de Goiás que era jurisdicionada a São Paulo como intendência, a ele cabia manter a ordem legal e instaurar a os tributos. O povoamento da região Tocantinensese deu no seculo XVII com o processo de ocupação que ultrapassou a linha do tratado de Tordesilhas. Nessa época toda região que é o estado do Tocantins era hábitada por índios, e poucos se conheciam. Apenas algumas expedições conseguram cruzar as nossas terras, mas descobriram muito pouco. Com o passar dos tempos, o ouro, a pecuaria e, por último , as entradas e a exploraçao do solo com a identificação da agricultura, modificaram a paisagem do Tocantins.Entendemos os passos e os fatos marcantes dessa transformações.

Estrutura social política e econômica Sant’Ana, que depois seria chamada de Vila Boa e mais tarde, Cidade de Goiás era resultado da crescente migração em busca de ouro naquela região. Uma estrutura social, política e econômica estava surgindo ali. Dez anos se passariam e em 1736, e 10.263 escravos seriam encontrados nas minas. A cidade que se tornaria, 200 anos mais tarde capital do território tinha uma densidade irregular e instável. Apenas três zonas povoaram-se com certa regularidade, sendo elas: Centro-sul, que era composta por Sta. Cruz, Sta. Luzia (Luziânia), Meia Ponte (Pirenópolis), Jaraguá, Vila Boa e Arraias, Pirenópolis chegou a disputar a categoria de Sede do Governo, dada sua importância como centro de comunicações; A segunda zona era na região de Tocantins, composta por Alto do Tocantins ou Maranhão, Traíras, Água Quente, São José (Niquelândia), Santa Rita, Muquém, etc. Enfim mais ao norte a capitania atingia uma extensa zona entre o Tocantins e os chapadões limitando-se com a Bahia. Arraias, São Félix, Cavalcante, Natividade, São José do Duro (Dianópolis), e Porto Real (Porto Nacional) o arraial mais setentrional. 1730 e 1740 foram décadas importantes ocorrendo as descobertas de ouro no lado norte de Goiás, formando os primeiros arraiais no território do hoje estado do Tocantins (Natividade e Almas 1734, Arraias e Chapada 1736, Porto Real e Pontal 1738). Em 1740, Conceição, Carmo, Taboca e mais tarde Príncipe este último em 1770. Alguns como: Príncipe, Taboca e Pontal foram extintos. Outros resistiram ao fim da mineração e no século XIX tornaram-se vilas e mais tarde cidades.


Emancipação

O Estado do Tocantins foi criado pela Constituição de 1988 sendo emancipado do Estado de Goiás neste mesmo ano. No entanto este sonho já vinha desde o século XVII, seduzidos pelo canal de transporte que o rio Tocantins representava para o desenvolvimento do interior do Brasil

Ver também[editar | editar código-fonte]

Eu que fiz duvidas liguem para mim falar com vinicius telefone 2541-1212