Ilhas Malvinas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de História das Malvinas)
Ir para: navegação, pesquisa
Falkland Islands
Ilhas Malvinas/Falkland
Bandeira das Ilhas Malvinas
Brasão de Armas
Bandeira Brasão de armas
Lema: Desire the right
"Desejo o direito"
Hino nacional: God Save the Queen
Gentílico: falklanders, malvinense

Localização das {{{nome_pt}}}

Localização das Ilhas Malvinas no mundo.
Capital Stanley
51° 45' S 59° 00' W
Cidade mais populosa Stanley
Língua oficial inglês
Governo Território britânico ultramarino
 - Monarca Isabel II
 - Governador Colin Roberts
 - Chefe do Executivo Keith Padgett
Área  
 - Total 12.200 km² (162.º)
 - Água (%) 0
População  
 - Censo 2012 2 932[1] hab. 
 - Densidade 0,26[1] hab./km² (241.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ 164,5 milhões*[2]  (222.º)
 - Per capita US$ 55 400[2]  (10.º)
IDH (2010) 0,874[3]  (20.º) – muito elevado
Gini (2010) 34,17[4]
Moeda Libra das Malvinas (FKP)
Fuso horário (UTC-4)
Cód. ISO FLK
Cód. Internet .fk
Cód. telef. +500
Website governamental falklands.gov.fk

Mapa das {{{nome_pt}}}

Ilhas Malvinas (em inglês: Falkland Islands; em espanhol: Islas Malvinas), cujo nome oficial é Ilhas Falkland, ou simplesmente Falklands, são um arquipélago localizado no sul do oceano Atlântico, na plataforma continental da Patagônia. As principais ilhas estão cerca de 500 quilômetros a leste da costa do sul da América do Sul, a uma latitude de cerca de 52°S. O arquipélago, com uma área de 12 200 quilômetros quadrados, é composto pela Malvina Ocidental, Malvina Oriental e outras 776 ilhas menores. Como um território britânico ultramarino, as ilhas têm governo próprio e o Reino Unido assume a responsabilidade pela defesa e relações internacionais do território. A capital é a cidade de Stanley, na Malvina Oriental.

Existe uma grande controvérsia sobre a descoberta e posterior colonização das Malvinas pelos europeus. Em vários momentos, as ilhas tiveram assentamentos franceses, britânicos, espanhóis e argentinos. O Reino Unido reafirmou seu controle sobre o arquipélago em 1833, embora a Argentina mantenha sua reivindicação às ilhas. Em abril de 1982, forças argentinas ocuparam temporariamente o território. A administração britânica foi restaurada dois meses mais tarde, no final da Guerra das Malvinas.

A população (2 932 habitantes em 2012)[nota 1] é constituída principalmente por nativos das ilhas, a maioria de ascendência britânica. Outras etnias incluem franceses, gibraltinos e escandinavos. A imigração vinda do Reino Unido, da ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, e do Chile reverteu o declínio populacional. A língua predominante (e oficial) é o inglês. De acordo com uma lei de 1983 aprovada pelo Parlamento do Reino Unido, os malvinenses são considerados cidadãos britânicos.

O arquipélago se encontra no limite das zonas climáticas oceânica subantártica e de tundra e ambas as principais ilhas têm cordilheiras que atingem 700 metros de altura. Elas são o lar de grandes populações de aves, embora muitas já não se reproduzam nas principais ilhas por causa da concorrência com espécies introduzidas. As principais atividades econômicas são a pesca, o turismo e a criação de ovinos, com ênfase em exportações de de alta qualidade. A exploração de petróleo, licenciada pelo Governo das Ilhas Malvinas, permanece controversa, como resultado de disputas marítimas com a Argentina.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome anglófono do arquipélago, Falkland, foi inspirado pelo "Falkland Sound" (em espanhol: Canal de San Carlos), o estreito que separa as duas ilhas principais do arquipélago.[5] O nome "Falkland" foi dado ao canal por John Strong, capitão de uma expedição inglesa que desembarcou nas ilhas em 1690. Strong nomeou o estreito em homenagem a Anthony Cary, 5º visconde de Falkland, o tesoureiro da marinha que patrocinou a viagem.[6] Seu título de visconde tem origem na cidade de Falkland, Escócia, cujo nome vem de folkland (terra submetida ao direito-folk).[7] O nome não foi aplicado às ilhas até 1765, quando o capitão britânico John Byron, da Marinha Real, reivindicou-as para o rei Jorge III como "Ilhas de Falkland". O termo "Falklands" é uma abreviatura padrão usada para se referir ao arquipélago.[8]

O nome espanhol, Islas Malvinas, deriva do francês Îles Malouines - o nome dado para as ilhas pelo explorador francês Louis-Antoine de Bougainville em 1764.[9] Bougainville, que fundou primeiro assentamento humano das ilhas, nomeou a área em homenagem ao porto de Saint-Malo (o ponto de partida de seus navios e colonos).[10] O porto, por sua vez, localizado na região da Bretanha, no oeste da França, recebeu esse nome por conta de São Malo (ou Maclou), o evangelista cristão que fundou a cidade europeia.[11]

Na vigésima sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Quarto Comitê determinou que em todas as línguas, exceto o espanhol, toda a documentação da ONU iria designar o território como Falkland Islands (Malvinas). Em espanhol, o território é designado como Islas Malvinas (Falkland Islands).[12] A nomenclatura utilizada pelas Nações Unidas para fins de processamento estatísticos é Falkland Islands (Malvinas).[13]

História[editar | editar código-fonte]

Início da colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Embora exista a possibilidade de que tribos de fueguinos da Patagônia tenham visitado as ilhas em tempos pré-históricos,[14] o arquipélago permaneceu desabitado até o momento de sua descoberta pelos europeus.[15] As alegações quanto a data da descoberta das ilhas giram em torno do século XVI, mas não há consenso sobre se estes primeiros exploradores descobriram as Malvinas ou outras ilhas do Atlântico Sul.[16] [17] [nota 2] O primeiro desembarque registrado nas ilhas é atribuído ao capitão inglês John Strong, que, a caminho ao litoral do Peru e do Chile em 1690, descobriu o Canal de San Carlos.[19]

O arquipélago permaneceu desabitado até o estabelecimento de Port Louis na Malvina Oriental em 1764 pelo capitão francês Louis Antoine de Bougainville e a fundação do assentamento de Port Egmont na Ilha Saunders (ou Trinidad) pelo capitão britânico John MacBride.[nota 3] Ainda está em debate entre os historiadores se os assentamentos europeus estavam cientes da existência um do outro.[22] Em 1766, a França abandonou a sua reivindicação sobre as Malvinas para a Espanha, que rebatizou a colônia francesa para Puerto Soledad (Porto Solidão) no ano seguinte.[23] Os problemas começaram quando a Espanha descobriu Port Egmont; uma guerra iminente, causada pela captura do porto pela Espanha em 1770, foi evitada pela sua restituição ao Reino Unido em 1771.[24]

Ambos os assentamentos - britânico e espanhol - coexistiram no arquipélago até 1774, quando novas considerações econômicas e estratégicas dos britânicos os levaram a retirarem-se voluntariamente das ilhas, deixando apenas uma placa onde reivindicavam o arquipélago para o rei Jorge III.[25] O espanhol Vice-Reino do Rio da Prata então tornou-se a única presença governamental no território. A Malvina Ocidental foi deixada abandonada e Porto Solidão se tornou um campo de prisioneiros na maior parte de sua existência.[26] Durante as invasões britânicas do Rio da Prata, durante as Guerras Napoleônicas na Europa, o governador das ilhas do arquipélago foi evacuado em 1806; o restante da guarnição colonial espanhola seguiu seu exemplo em 1811, exceto por gaúchos e pescadores que permaneceram de forma voluntária no arquipélago.[26]

Disputa entre Argentina e Reino Unido[editar | editar código-fonte]

Representação de Port Saint Louis ou Puerto Soledad (Porto Solidão) por Dom Pernety, 1769.

Depois disso, o arquipélago foi visitado apenas por navios de pesca; seu estatuto político era indiscutível até 1820, quando o coronel David Jewett, um corsário estadunidense que trabalhava para as Províncias Unidas do Rio da Prata, informou que os navios ancorados em Buenos Aires em 1816 eram uma reivindicação dos territórios espanhóis no Atlântico Sul.[27] [nota 4] Uma vez que as ilhas não tinham habitantes permanentes, em 1823 Buenos Aires concedeu ao comerciante Luis Vernet, nascido na Alemanha, a permissão para realizar atividades de pesca e exploração de gado selvagem no arquipélago.[nota 5] Vernet assentou-se nas ruínas de Porto Solidão (Puerto Soledad) em 1826 e acumulou recursos nas ilhas até o empreendimento ser seguro o suficiente para trazer colonos e formar uma colônia permanente.[31] Buenos Aires passou a considerar Vernet o comandante militar e civil das ilhas em 1829[32] e ele tentou regulamentar a pesca para parar as atividades de baleeiros e caçadores de focas estrangeiros.[26] As atividades de Vernet duraram até uma disputa sobre os direitos de pesca e caça que levou a uma incursão do navio de guerra estadunidense USS Lexington em 1831,[33] [nota 6] quando Silas Duncan, o então comandante da Marinha dos Estados Unidos, tomou o assentamento de Porto Solidão.[34]

Representação da paisagem das Malvinas, em 1849; pintura do almirante Edward Fanshawe, da Marinha Real Britânica.
Prédio histórico da "Falkland Islands Company" em Stanley.

Buenos Aires tentou manter influência sobre o assentamento através da instalação de uma guarnição, mas um motim em 1832 foi seguido no ano seguinte pela chegada de forças britânicas que reafirmaram o domínio do Reino Unido.[35] A Confederação Argentina (então liderada pelo governador de Buenos Aires, Juan Manuel de Rosas) protestou contra as ações britânicas[36] [nota 7] e governos argentinos continuaram desde então a registrar protestos oficiais contra o Reino Unido.[39] [nota 8] As tropas britânicas partiram depois de completar a sua missão, deixando a área como "um tipo de terra de ninguém".[41] O vice de Vernet, o escocês Matthew Brisbane, voltou às ilhas naquele ano para restaurar o assentamento, mas seus esforços terminaram depois que, em meio a tumultos em Port Louis, o gaúcho Antonio Rivero levou um grupo de "descontentes" a assassinar Brisbane e os líderes do assentamento; os sobreviventes se esconderam em uma caverna em uma ilha próxima até que os britânicos voltaram e restauraram a ordem.[41] Em 1840, as Malvinas se tornaram uma colônia da coroa e colonos escoceses posteriormente estabeleceram uma comunidade pastoral oficial.[42] Quatro anos mais tarde, quase todos foram realocados para Port Jackson, considerado um local melhor para a sede do governo, enquanto o comerciante Samuel Lafone começou um empreendimento para incentivar a colonização britânica.[43]

Port Jackson logo foi renomeada para Stanley e tornou-se oficialmente a sede do governo local em 1845.[44] No início de sua história, Stanley tinha uma reputação negativa devido a perdas de carga e de transporte; apenas em emergências navios cruzavam o Cabo Horn para parar no porto da vila.[45] No entanto, a localização geográfica das Malvinas provou ser ideal para reparos de navios e para o "Wrecking Trade", a compra e venda de navios naufragados e de suas cargas.[46] Além deste comércio, o interesse comercial no arquipélago era mínimo devido às peles de baixo valor dos bovinos selvagens que vagueavam pelas pastagens das ilhas. O crescimento econômico começou somente após a "Falkland Islands Company", que comprou a empresa falida de Lafone em 1851,[nota 9] introduzir com sucesso ovelhas cheviot para a produção de lã, estimulando outras fazendas a seguir o exemplo.[48] O alto custo de materiais importados, combinado com o falta de trabalho e os consequentes altos salários, significava que o comércio de reparação naval no arquipélago era pouco competitivo. Depois de 1870, o comércio de reparação naval declinou com a substituição de navios de vela por navios a vapor, que foi acelerada pelo baixo custo do carvão na América do Sul; em 1914, com a abertura do Canal do Panamá, o comércio acabou completamente.[49] Em 1881, as Malvinas tornaram-se financeiramente independentes do Reino Unido.[44] Por mais de um século, a "Falkland Islands Company" dominou o comércio e o emprego no do arquipélago; além disso, ela possuía a maior parte das habitações em Stanley, que se beneficiava com o comércio de lã com o Reino Unido.[48]

Confronto naval durante a Batalha das Malvinas em 1914; obra de William Lionel Wyllie

Na primeira metade do século XX, as ilhas tiveram um papel importante nas reivindicações territoriais do Reino Unido para as ilhas subantárticas e para uma parte da Antártica. As Malvinas governaram estes outros territórios como suas dependências de 1908 até a sua dissolução, em 1985.[50] O arquipélago também desempenhou um papel menor nas duas guerras mundiais como uma base militar, auxiliando o controle do Atlântico Sul pelo britânicos. Na Batalha das Malvinas, na Primeira Guerra Mundial, em dezembro de 1914, uma frota da Marinha Britânica derrotou uma esquadra do Império Alemão. Na Segunda Guerra Mundial, após a Batalha do Rio da Prata em dezembro de 1939, o HMS Exeter foi danificado e rumou para as Malvinas para reparos.[15] Em 1942, um batalhão em rota para a Índia foi transferido para as Malvinas como uma guarnição em meio aos temores de uma tomada do arquipélago pelo Império do Japão.[51] Após o fim da guerra, a economia das ilhas foi afetada pelo declínio dos preços da lã e pela incerteza política decorrente da disputa de soberania revivida entre Reino Unido e Argentina.[45]

Guerra das Malvinas[editar | editar código-fonte]

Forças militares argentinas patrulhando Port Stanley após a tomada da cidade, em abril de 1982.

As tensões latentes entre o Reino Unido e a Argentina aumentaram durante a segunda metade do século XX, quando o presidente argentino Juan Perón afirmou a soberania argentina sobre o arquipélago.[52] A disputa intensificou-se durante a década de 1960, pouco depois das Nações Unidas aprovarem uma resolução sobre a descolonização, o que a Argentina interpretou como favorável à sua posição.[53] Em 1965, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 2065, apelando que ambos os países conduzissem negociações bilaterais para chegar a uma solução pacífica sobre a disputa.[53] De 1966 até 1968, o Reino Unido discutiu de forma confidencial com a Argentina sobre a transferência das Malvinas, desde que a sua decisão fosse aceita pelos ilhéus.[54] Um acordo foi alcançado sobre os laços comerciais entre o arquipélago e o continente em 1971 e, consequentemente, a Argentina construiu um campo de pouso temporário em Stanley em 1972.[44] Não obstante as negociações de soberania, uma dissidência malvinense, como expressa por seu forte lobby no Parlamento do Reino Unido, e tensões entre o Reino Unido e Argentina efetivamente limitaram as negociações até o ano de 1977.[55]

Preocupada com as despesas de manutenção das ilhas em uma época de cortes orçamentais, o Reino Unido novamente considerou a transferência da soberania para a Argentina no início do governo de Margaret Thatcher.[56] Conversas substanciais sobre a soberania do arquipélago novamente terminaram em 1981 e a disputa aumentou com o passar do tempo.[57]

Em abril de 1982, o desacordo tornou-se um conflito armado, quando a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas e outros territórios britânicos no Atlântico Sul, ocupando-os brevemente até a chegada de uma força expedicionária britânica, que retomou os territórios em junho.[58] Após a guerra, o Reino Unido expandiu a sua presença militar, com a construção da base aérea Mount Pleasant, da Força Aérea Britânica, e com o aumento do tamanho da sua guarnição.[59] A guerra também deixou cerca de 117 campos minados, com cerca de 20 mil minas de vários tipos, incluindo anti-veículos.[60] Devido ao grande número de vítimas acidentais, as tentativas iniciais de retirar as minas terminaram em 1983.[60] [nota 10]

Bombardeiro estratégico britânico Avro Vulcan indo para a ilha de Ascensão em 18 de maio de 1982.

Com base nas recomendações de Edward Shackleton, as Malvinas diversificaram sua economia a partir de uma monocultura baseada em ovelhas para uma economia baseada no turismo e, com o estabelecimento da Zona Econômica Exclusiva das Malvinas, na pesca.[62] [nota 11] A rede viária também tornou-se mais extensa e a construção da base de Mount Pleasant permitiu o acesso de voos de longa distância ao arquipélago.[62] A exploração de petróleo também já começou, com indicações de possíveis depósitos comercialmente exploráveis na bacia das Malvinas.[63]

O trabalho de desminagem reiniciou em 2009, de acordo com as obrigações do Reino Unido nos termos do Tratado de Ottawa e o monte Sapper foi limpo de minas em 2012, o que permitiu o acesso a um importante marco histórico pela primeira vez em 30 anos.[64] [65] Argentina e o Reino Unido restabeleceram relações diplomáticas em 1990; no entanto, as relações têm se deteriorado por nenhum acordo sobre os termos de futuras discussões de soberania ter sido alcançado.[66] As disputas entre os governos levaram alguns analistas a prever "um crescente conflito de interesses entre Argentina e Reino Unido ... por causa da recente expansão da indústria da pesca nas águas que rodeiam as Malvinas".[67]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite das Ilhas Malvinas

As Ilhas Malvinas têm uma área de cerca de 12 000 quilômetros quadrados e um litoral com aproximadamente 1 300 quilômetros de extensão.[68] As duas ilhas principais - Malvina Ocidental e Malvina Oriental - e cerca de outras 776 ilhas menores constituem o arquipélago.[69] As ilhas são predominantemente montanhosas e acidentadas,[70] com a grande exceção das planícies da Lafonia (a península que forma a parte sul da Malvina Oriental).[71] As Malvinas são fragmentos da crosta continental resultantes do desmembramento do supercontinente da Gondwana e da abertura do Atlântico, que começou há 130 milhões de anos. As ilhas estão localizadas no Atlântico Sul, na plataforma continental da Patagônia, a cerca de 500 km a leste do litoral sul da Argentina.[72]

As Malvinas estão situadas aproximadamente na latitude 51°40′ – 53°00′ S e longitude 57°40′ – 62°00′ W.[73] As duas ilhas principais do arquipélago são separadas pelo Canal de San Carlos[74] e os seus profundos recuos costeiros formam portos naturais[75] A Malvina Oriental é a sede de Stanley (a capital e maior cidade),[73] da base aérea Mount Pleasant da Força Aérea Real e do ponto mais alto do arquipélago: o Monte Usborne (em espanhol: Cerro Alberdi), com 705 metros de altura.[74] Fora desses assentamentos significativos está a área coloquialmente conhecida como "Camp", que é derivado do termo espanhol para a região rural (campo).[76]

O clima das ilhas é oceânico, frio, com muito vento e úmido.[72] A variabilidade do tempo diária é típica em todo o arquipélago.[77] A chuva é comum por mais de metade do ano, com média de 610 milímetros em Stanley e queda esporádica de neve ocorre quase todo o ano.[70] A temperatura fica, geralmente, entre 21,1 e -11,1 °C em Stanley, mas pode variar de 9 °C no início do ano para -1 °C em julho.[77] Fortes ventos vindos do oeste e céus nublados são comuns.[70] Apesar das numerosas tempestades registradas mensalmente, as condições climáticas são normalmente calmas.[77]

Panorama de Byron Sound (em espanhol: Bahia San Francisco de Paula), a partir de Hill Cove.

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Colônia de pinguins-saltadores-da-rocha na Ilha Saunders (Trinidad)

As Ilhas Malvinas são uma parte biogeográfica da zona antártica,[78] com fortes ligações com a flora e a fauna da Patagônia, no continente da América do Sul.[79] As aves terrestres compõem a maioria da avifauna das Malvinas; 63 espécies se reproduzem nas ilhas, incluindo 16 espécies endêmicas.[80] Também é abundante a diversidade de artrópodes.[81] A flora das Malvinas é composta por 163 espécies vasculares nativas.[82] O único mamífero terrestre nativo do arquipélago, a raposa-das-falkland, foi caçado até a extinção pelos colonizadores europeus.[83]

As ilhas são frequentadas por mamíferos marinhos, como o elefante-marinho-do-sul e o lobo-marinho-sul-americano, além de vários tipos de cetáceos; o arquipélago também abriga o raro Phalcoboenus australis. Peixes endêmicos em torno das ilhas são principalmente do gênero das Galaxias.[81] As Malvinas não têm árvores, apenas uma vegetação resistente ao vento predominantemente composta por uma variedade de subarbustos.[84]

Praticamente toda a área das ilhas é usada como pasto para ovelhas.[2] Entre as espécies introduzidas estão renas, lebres, coelhos, raposas-cinzentas-argentinas, porcos, cavalos, ratos-marrons e gatos.[85] O impacto prejudicial que várias destas espécies têm causado a flora e fauna nativas levou as autoridades a tentar conter, eliminar ou exterminar espécies invasoras, como raposas, coelhos e ratos. Os animais terrestres endêmicos foram os mais afetados pelas espécies introduzidas.[86] A extensão do impacto humano sobre as Malvinas não é clara, uma vez que há poucos dados de longo prazo sobre a mudança do habitat.[79]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Stanley, o maior povoado do território.
Os moradores locais são predominantemente de ascendência galesa e escocesa.[87]

As Ilhas Malvinas são uma sociedade homogênea, visto que a maioria dos habitantes descendem de imigrantes escoceses e galeses que se instalaram no território em 1833.[87] [nota 12] O censo de 2006 listou alguns moradores malvinenses como descendentes de franceses, gibraltinos e escandinavos.[88] Esse censo indicou que um terço dos moradores nasceram no arquipélago, sendo que residentes estrangeiros foram assimilados pela cultura local.[89] Uma lei aprovada pelo Parlamento do Reino Unido em 1983 deu cidadania britânica para os moradores das ilhas.[87]

Um declínio populacional significativo afetou o arquipélago no século XX, quando muitos dos jovens habitantes partiram das ilhas em busca de um estilo de vida moderno e melhores oportunidades de trabalho.[90] Nos últimos anos, o declínio da população da ilha se estabilizou graças a imigrantes provenientes do Reino Unido, de Santa Helena e do Chile.[91] No censo de 2012, a maioria dos moradores classificaram a sua nacionalidade como malvinense (59%), seguido de britânica (29%), santahelena (9,8%) e chilena (5,4%) .[1] Um pequeno número de argentinos também vivem nas ilhas.[92]

As Ilhas Malvinas têm uma baixa densidade populacional.[93] De acordo com o censo de 2012, a população das Malvinas chegava a 2 932 pessoas, excluindo os militares que servem no arquipélago e os seus dependentes.[nota 13] Um relatório de 2012 estimava um total de 1 300 militares e 50 funcionários públicos britânicos do Ministério da Defesa presentes nas Malvinas.[94] Stanley (com 2 121 habitantes) é o local mais populoso do arquipélago, seguido de Mount Pleasant (com 369 residentes) e Camp (351 residentes).[1] A distribuição etária das ilhas é enviesada pela idade de trabalho (20-60 anos). Os homens são mais numerosos que as mulheres (53-47 por cento) e esta discrepância é mais proeminente no grupo de 20-60 anos de idade.[88] No censo de 2006 a maioria dos habitantes da ilha se identificaram como cristãos (67,2%), seguido por aqueles que se recusaram a responder ou que não tinha nenhuma filiação religiosa (31,5%). O 1,3% restante (39 pessoas) eram adeptos de outras religiões.[88]

A educação nas Ilhas Malvinas, que segue o modelo do sistema educacional da Inglaterra, é gratuita e obrigatória para os residentes com idade entre 5 e 16 anos.[95] A educação primária está disponível em Stanley, na base Mount Pleasant (para crianças de funcionários) e em vários assentamentos rurais. O ensino secundário está disponível apenas em Stanley. Os alunos a partir de 16 anos de idade podem estudar em colégios no Reino Unido. O governo das Ilhas Malvinas paga para que alunos mais velhos frequentem instituições de ensino superior, geralmente nas Ilhas Britânicas.[95]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

A Casa de Governo, em Stanley, é a residência oficial do governador.

As Ilhas Malvinas são um território britânico ultramarino com governo próprio.[96] Nos termos da Constituição de 2009, as ilhas têm autonomia interna completa; o Reino Unido é responsável pelas relações internacionais, mantendo o poder "para proteger os interesses do Reino Unido e para assegurar a boa governança global do território".[97] A Monarca do Reino Unido é a chefe de Estado e o poder executivo é exercido em nome do monarca pelo governador, que por sua vez nomeia o chefe executivo das ilhas no conselho de membros da Assembleia Legislativa das Ilhas Malvinas.[98] Tanto o governador quanto o chefe executivo servem como chefe de governo.[99] O governador Colin Roberts foi nomeado em abril de 2014;[100] o chefe executivo Keith Padgett foi nomeado em março de 2012.[101] O ministro britânico responsável pelas Ilhas Malvinas desde 2012, Hugo Swire, administra a política externa britânica sobre o arquipélago.[102]

O governador atua no Conselho Executivo das ilhas, composto pelo chefe do executivo, o diretor financeiro e três membros eleitos da Assembleia Legislativa (com o Governador como presidente).[98] A Assembleia Legislativa, uma legislatura unicameral, consiste do chefe executivo, do diretor de finanças e de oito membros (cinco de Stanley e três de Camp) eleitos para mandatos de quatro anos por sufrágio universal.[98] Todos os políticos nas Ilhas Malvinas são independentes; não há partidos políticos no arquipélago.[103] Desde a eleição geral de 2013, os membros da Assembleia Legislativa recebem um salário e trabalham em tempo integral, além de serem obrigados a desistir de todos os postos de trabalho que exerciam anteriormente.[104]

Devido à sua ligação com o Reino Unido, as Malvinas são parte dos países e territórios ultramarinos da União Europeia.[105] O sistema jurídico das ilhas, supervisionado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Commonwealth, é amplamente baseado no direito inglês[106] e a constituição conecta o território aos princípios da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.[97] Os moradores também têm o direito de recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e ao Conselho Privado do Reino Unido.[107] A aplicação da lei é de responsabilidade do Royal Falkland Islands Police (RFIP)[106] e a defesa militar das ilhas é fornecida pelo Reino Unido.[108] Uma guarnição militar britânica está estacionada nas ilhas e o governo das Malvinas financia uma companhia de infantaria ligeira adicional de responsabilidade das Forças de Defesa das Ilhas Malvinas.[109] As águas territoriais das ilhas estendem-se por 370 quilômetros a partir de suas costas, com base na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar; esta fronteira coincide com a fronteira marítima da Argentina.[110]

Disputa da soberania[editar | editar código-fonte]

Monumento aos mortos na Guerra das Malvinas, em Ushuaia, Terra do Fogo, Argentina. A inscrição diz: "O povo de Ushuaia a quem… com o seu sangue regou as raízes da nossa soberania sobre as Malvinas. Voltaremos!!!"

Tanto a Argentina quanto o Reino Unido reivindicam a soberania sobre o arquipélago. A posição dos britânicos é a de que os malvinenses não indicaram um desejo de mudança e que não há problemas pendentes para resolver sobre as ilhas.[111] [112] O Reino Unido baseia a sua posição na administração contínua que faz das ilhas desde 1833 (excepto em 1982, durante a Guerra das Malvinas) e no "direito à autodeterminação, tal como estabelecido na Carta das Nações Unidas", dos ilhéus.[113]

A Argentina sustenta que os malvinenses não têm direito à autodeterminação, alegando que, em 1833, o Reino Unido expulsou as autoridades e os colonos argentinos das Malvinas com uma ameaça de uso de "força maior" e, depois, os argentinos foram impedidos de voltar para as ilhas.[114] [115] O governo argentino postula que adquiriu as Malvinas da Espanha quando alcançou a independência em 1816 e que o Reino Unido ocupou ilegalmente o território em 1833.[114]

Em 2009, o então primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, teve uma reunião com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e disse que não haveria mais negociações sobre a soberania das Malvinas.[116] Em março de 2013, as Ilhas Malvinas realizaram um referendo sobre seu estatuto político e 99,8 por cento dos eleitores apoiaram a manutenção do domínio britânico.[117] [118] A Argentina não reconhece as Ilhas Malvinas como um parceiro nas negociações;[119] por conseguinte, rejeitou o referendo sobre a soberania do arquipélago.[120]

Economia[editar | editar código-fonte]

Stanley é o centro financeiro da economia das Ilhas Malvinas.[121]
Fazenda na área rural das Malvinas.

A economia das Malvinas é classificada como a 222ª maior do mundo por PIB (PPC), mas o arquipélago ocupa a 10ª posição por PIB (PPC) per capita.[2] A taxa de desemprego foi de 4,1% em 2010 e a inflação foi calculada em 1,2% em 2003.[2] Com base em dados de 2010, as ilhas têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito elevado (0,874),[3] e um coeficiente de Gini moderado para a desigualdade de renda, de 34,17.[4] A moeda local é a libra das Malvinas, que está indexada à libra esterlina britânica.[122]

O desenvolvimento econômico foi impulsionado pelo reabastecimento de navios e pela criação de ovinos para a produção de de alta qualidade.[123] Na década de 1980, apesar de fibras sintéticas atrapalharem o setor de criação de ovinos, o governo estabeleceu uma importante fonte de receita com o estabelecimento de um zona econômica exclusiva e com a venda de licenças de pesca para "qualquer pessoa que pretenda pescar dentro desta zona".[124] Desde o fim da Guerra das Malvinas, em 1982, a atividade econômica das ilhas tem sido cada vez mais focada na exploração de campos de petróleo em seu mar territorial e no turismo.[125]

A cidade portuária de Stanley recuperou o foco econômico das ilhas, com um aumento da população, com trabalhadores migrantes de Camp.[126] O medo da dependência de licenças de pesca e ameaças, como sobrepesca, pesca ilegal e flutuações de preços no mercado de peixes, têm aumentado o interesse na exploração de petróleo como uma fonte alternativa de receita; os esforços de exploração ainda procuram "reservas exploráveis".[121] Os projetos de desenvolvimento em educação e esportes foram financiados pelo governo das Malvinas, sem a ajuda do Reino Unido.[124]

O setor primário da economia responde pela maior parte do produto interno bruto das ilhas, sendo que a indústria de pesca sozinha contribui com 50-60% do PIB anual do arquipélago; a agricultura também contribui significativamente para o PIB e emprega cerca de um décimo da população.[127] Um pouco mais de um quarto da força de trabalho trabalha para o governo local, que é o maior empregador das Malvinas.[94] O turismo, parte do setor de serviços, tem sido estimulado pelo aumento do interesse na exploração da Antártica e pela criação de ligações aéreas diretas com Reino Unido e América do Sul.[128] Os turistas, em sua maioria em navios de cruzeiro, são atraídos pela vida selvagem e pelo meio ambiente das ilhas, bem como por atividades como a pesca e o mergulho em naufrágios; a maioria se hospeda em alojamentos em Stanley.[129] As principais exportações das ilhas incluem lã, peles, carne de veado, peixes e lulas; suas principais importações são combustíveis, materiais de construção e vestuário.[2]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Gaúchos do continente da América do Sul, como estes dois homens em Hope Place, Malvina Oriental, influenciaram o dialeto local

A cultura das Malvinas é "baseada na cultura britânica que foi trazida com os colonos das Ilhas Britânicas", embora também tenha sido influenciada pelas culturas da América do Sul Hispânica.[91] Alguns termos e nomes de lugares utilizados pelos antigos habitantes gaúchos das ilhas ainda são aplicados na fala local.[130] A língua predominante e oficial das Malvinas é o inglês, sendo que o dialeto local é o inglês britânico; no entanto, os habitantes também falam espanhol e outros idiomas.[91] De acordo com o naturalista Will Wagstaff, "as Ilhas Malvinas são um lugar muito social e parar para um bate-papo é um modo de vida".[130]

O arquipélago têm dois jornais semanais: Teaberry Express e The Penguin News,[131] e transmissões de rádio e televisão em geral apresentam a programação do Reino Unido.[91] Wagstaff descreve a culinária local como "muito britânica e com muita utilização da verduras, cordeiro, carne de carneiro, carne e peixes". Comum entre as refeições são "bolos caseiros e biscoitos com chá ou café".[132] As atividades sociais são, de acordo com Wagstaff, "típicas de uma pequena cidade britânica, com uma variedade de clubes e organizações que cobrem muitos dos aspectos da vida comunitária".[133]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. A estimativa não inclui os militares em serviço nas Ilhas Malvinas.[1]
  2. Com base na sua análise sobre a descoberta das Ilhas Malvinas, o historiador neozelandês John Dunmore conclui que "vários países poderiam, portanto, fazer alguma reivindicação sobre o arquipélago sob o título de primeiros descobridores: Espanha, Países Baixos, Reino Unido, Itália e até mesmo e Portugal..."[18]
  3. Em 1764, Bougainville reivindicou as ilhas em nome do rei Luís XV da França. Em 1765, o capitão britânico John Byron reivindicou as ilhas em nome de Jorge III da Grã-Bretanha.[20] [21]
  4. Segundo o analista legal argentino Roberto Laver, o Reino Unido ignorou as ações de Jewett porque o governo que ele representava "não era reconhecido tanto pela Grã-Bretanha quanto por qualquer outro poder estrangeiro na época" e "nenhum ato de ocupação seguiu após a reivindicação de posse".[28]
  5. Antes de sair das Falklands, Vernet carimbou sua subvenção no Consulado Britânico, repetindo isso quando Buenos Aires estendeu sua concessão em 1828.[29] O relacionamento cordial entre o consulado e Vernet levou-o a expressar "o desejo de que, no caso de os britânicos retornarem para as ilhas, o Governo do Reino Unido protegesse a sua propriedade".[30]
  6. Os registros do Lexington apenas relatam a destruição de armas e uma loja, mas Vernet fez um pedido de indenização para o Governo dos Estados Unidos declarando que todo o povoado foi destruído.[33]
  7. Como discutido por Roberto Laver, não só Rosas não rompeu relações com a Grã-Bretanha por causa da natureza "essencial" do "apoio econômico britânico", como também ofereceu as Malvinas "como uma moeda de troca ... em troca do cancelamento da dívida da Argentina de milhões de libras com o banco britânico Baring Brothers".[37] Em 1850, o governo de Rosas ratificou o Tratado Arana–Southern, o que colocou "um fim às diferenças e restabeleceu relações perfeitas de amizade existentes" entre o Reino Unido e Argentina.[38]
  8. A Argentina protestou em 1841, 1849, 1884, 1888, 1908, 1927 e 1933, e faz protestos anuais nas Nações Unidas desde 1946.[40]
  9. Havia tensões contínuas com a administração colonial sobre o fracasso de Lafone de estabelecer quaisquer colonos permanentes e sobre o preço da carne fornecida para o assentamento. Além disso, embora a sua concessão exigisse que Lafone trouxesse colonos provenientes do Reino Unido, a maioria dos colonos que ele trouxe eram gaúchos do Uruguai.[47]
  10. Os campos minados foram cercadas e marcados; subsistem explosivos não detonados e artefatos explosivos improvisados.[60] A detecção e a remoção de minas nas Malvinas tem sido difícil; cerca de 80% delas encontram-se em areia ou turfa, onde a posição de minas pode mudar, o que torna os procedimentos de remoção complicados.[61]
  11. Em 1976, Lord Shackleton produziu um relatório sobre o futuro econômico das ilhas; no entanto, as suas recomendações não foram implementadas porque a Inglaterra procurou evitar o confronto com a Argentina sobre a soberania.[62] Lord Shackleton foi novamente encarregado, em 1982, de produzir um relatório sobre o desenvolvimento econômico da ilhas. Seu novo relatório criticou as grandes empresas agrícolas e recomendou a transferência de propriedade de fazendas de proprietários ausentes aos proprietários de terras locais. Shackleton também sugeriu a diversificação da economia para pesca, exploração de petróleo e turismo; além disso, ele recomendou a criação de uma rede de estradas e medidas de conservação para preservar os recursos naturais do local.[62]
  12. Roberto Laver argumenta que isto é provavelmente o resultado de políticas governamentais que reduziram com sucesso o número de populações não-britânicas que também habitavam o arquipélago. Laver afirma que "ordenanças de naturalização" nas primeiras décadas da colônia britânica "mostram uma grande variedade de colonos de lugares na Europa, América do Norte e Central, e um casal da Argentina".[87]
  13. Na época do censo de 2012, 91 moradores malvinenses estavam no exterior.[1]

Referências

  1. a b c d e f Falkland Islands Census 2012: Headline results Falkland Islands Government (10 de setembro de 2012). Visitado em 19 de dezembro de 2012.
  2. a b c d e f Falkland Islands (Islas Malvinas) Central Intelligence Agency. Visitado em 10 de julho de 2013.
  3. a b Avakov 2013, p. 47.
  4. a b Avakov 2013, p. 54.
  5. Jones 2009, p. 73.
  6. Ver:
  7. Room 2006, p. 129.
  8. Ver:
  9. Hince 2001, p. 121.
  10. Ver:
  11. Balmaceda 2011, Chapter 36.
  12. Foreign Office 1961, p. 80.
  13. Standard Country and Area Codes Classifications United Nations Statistics Division (13 de fevereiro de 2013). Visitado em 3 de julho de 2013.
  14. G. Hattersley-Smith. (Junho de 1983). "Fuegian Indians in the Falkland Islands". Polar Record 21 (135): 605–606. Cambridge University Press. DOI:10.1017/S003224740002204X.
  15. a b Carafano 2005, p. 367.
  16. White, Michael. "Who first owned the Falkland Islands?", 2 de fevereiro de 2012. Página visitada em 3 de julho de 2013.
  17. Goebel 1971, pp. xiv–xv.
  18. Dunmore 2005, p. 93.
  19. See:
  20. Gustafson 1988, pp. 9–10.
  21. Dunmore 2005, pp. 139–140.
  22. Ver:
  23. Segal 1991, p. 240.
  24. Gibran 1998, p. 26.
  25. Gibran 1998, pp. 26–27.
  26. a b c Gibran 1998, p. 27.
  27. Ver:
  28. Laver 2001, p. 73.
  29. Cawkell 2001, pp. 48–50.
  30. Cawkell 2001, p. 50.
  31. Ver:
  32. Pascoe & Pepper 2008, pp. 540–546.
  33. a b Pascoe & Pepper 2008, pp. 541–544.
  34. Peterson 1964, p. 106.
  35. Graham-Yooll 2002, p. 50.
  36. Reginald & Elliot 1983, pp. 25–26.
  37. Laver 2001, pp. 122–123.
  38. Hertslet 1851, p. 105.
  39. Gustafson 1988, pp. 34–35.
  40. Gustafson 1988, p. 34.
  41. a b Graham-Yooll 2002, pp. 51–52.
  42. Aldrich & Connell 1998, p. 201.
  43. Ver:
  44. a b c Reginald & Elliot 1983, p. 9.
  45. a b Bernhardson 2011, Stanley and Vicinity: History.
  46. Strange 1987, pp. 72–74.
  47. Strange 1987, p. 84.
  48. a b Ver:
  49. Strange 1987, pp. 72–73.
  50. Day 2013, p. 129–130.
  51. Haddelsey & Carroll 2014, Prologue.
  52. Zepeda 2005, p. 102.
  53. a b Laver 2001, p. 125.
  54. Thomas 1991, p. 24.
  55. Thomas 1991, pp. 24–27.
  56. "UK held secret talks to cede sovereignty: Minister met junta envoy in Switzerland, official war history reveals", 28 de junho de 2005. Página visitada em 12 de junho de 2014.
  57. Thomas 1991, pp. 28–31.
  58. Ver:
  59. Gibran 1998, pp. 130–135.
  60. a b c "The Long Road to Clearing Falklands Landmines", BBC News, 14 de março de 2010. Página visitada em 29 de junho de 2014.
  61. Ruan, Juan Carlos. (Agosto de 2001). "Landmines in the Sand: The Falkland Islands". The Journal of ERW and Mine Action 5 (2). James Madison University. ISSN 1533-6905.
  62. a b c d Cawkell 2001, p. 147.
  63. "Falklands Drilling Will Resume in Second Quarter of 2015, Announced Premier Oil", 15 de maio de 2014. Página visitada em 29 de junho de 2014.
  64. "The Falkland Islands, 30 Years After the War with Argentina". Página visitada em 29 de junho de 2014.
  65. Grant Munro. "Falklands' Land Mine Clearance Set to Enter a New Expanded Phase in Early 2012", 8 de dezembro de 2011. Página visitada em 29 de junho de 2014.
  66. Ver:
  67. Zepeda 2005, p. 103.
  68. Ver:
  69. Sainato 2010, p. 157.
  70. a b c Central Intelligence Agency 2011, "Falkland Islands (Malvinas) – Geography".
  71. Trewby 2002, p. 79.
  72. a b Klügel 2009, p. 66.
  73. a b Guo 2007, p. 112.
  74. a b Hemmerle 2005, p. 318.
  75. Ver:
  76. Hince 2001, "Camp".
  77. a b c Gibran 1998, p. 16.
  78. Jónsdóttir 2007, pp. 84–86.
  79. a b Falkland Islands State of the Environment Report 2008 Environmental Planning Department Falkland Islands Government (Maio de 2008). Visitado em 25 de março de 2011.
  80. Clark & Dingwall 1985, p. 131.
  81. a b Clark & Dingwall 1985, p. 132.
  82. Clark & Dingwall 1985, p. 129.
  83. Hince 2001, p. 370.
  84. Jónsdóttir 2007, p. 85.
  85. Bell 2007, p. 544.
  86. Bell 2007, pp. 542–545.
  87. a b c d Laver 2001, p. 9.
  88. a b c Falkland Islands Census Statistics, 2006 Falkland Islands Government. Visitado em 4 de junho de 2010. Cópia arquivada em 16 December 2010.
  89. "Falklands questions answered", 4 de junho de 2007. Página visitada em 22 de julho de 2013.
  90. Ver:
  91. a b c d Minahan 2013, p. 139.
  92. "Falklands Referendum: Voters from many countries around the world voted Yes", 28 de junho de 2013. Página visitada em 22 de julho de 2013.
  93. Royle 2006, p. 181.
  94. a b "The Falkland Islands: Everything You Ever Wanted to Know in Data and Charts", 3 de janeiro de 2013. Página visitada em 12 de junho de 2014.
  95. a b Education Falkland Islands Government. Visitado em 29 de maio de 2014.
  96. Cahill 2010, "Falkland Islands".
  97. a b "New Year begins with a new Constitution for the Falklands", 1 de janeiro de 2009. Página visitada em 9 de julho de 2013.
  98. a b c The Falkland Islands Constitution Order 2008 The Queen in Council (5 de novembro de 2008). Visitado em 9 de julho de 2013.
  99. Buckman 2012, p. 394.
  100. "Falklands Governor Colin Roberts takes office next Tuesday 29 April", 28 de abril de 2014. Página visitada em 29 de abril de 2014.
  101. "Keith Padgett, first Falklands' government CE recruited in the Islands", 7 de março de 2012. Página visitada em 9 de julho de 2013.
  102. Minister of State at the Foreign & Commonwealth Office United Kingdom Government (27 de junho de 2014). Visitado em 2 de julho de 2014.
  103. Central Intelligence Agency 2011, "Falkland Islands (Malvinas) – Government".
  104. "Falklands lawmakers: "The full time problem"", 28 de outubro de 2013. Página visitada em 1 de julho de 2014.
  105. EuropeAid (4 de junho de 2014). EU relations with Overseas Countries and Territories European Commission. Visitado em 15 de julho de 2014.
  106. a b Sainato 2010, pp. 157–158.
  107. A New Approach to the British Overseas Territories Ministry of Justice (2012). Visitado em 25 de agosto de 2013.
  108. Central Intelligence Agency 2011, "Falkland Islands (Malvinas) – Transportation".
  109. Martin Fletcher. "Falklands Defence Force better equipped than ever, says commanding officer", 6 de março de 2010. Página visitada em 18 de março de 2011.
  110. International Boundaries Research Unit. Argentina and UK claims to maritime jurisdiction in the South Atlantic and Southern Oceans Durham University. Visitado em 26 de junho de 2014.
  111. Lansford 2012, p. 1528.
  112. Watt, Nicholas. "Falkland Islands sovereignty talks out of the question, says Gordon Brown", 27 de março de 2009. Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  113. Supporting the Falkland Islanders' right to self-determination Policy United Kingdom Foreign & Commonwealth Office and Ministry of Defence (12 de março de 2013). Visitado em 29 de maio de 2014.
  114. a b Secretaría de Relaciones Exteriores. La Cuestión de las Islas Malvinas (em espanhol) Ministerio de Relaciones Exteriores y Culto (República Argentina). Visitado em 10 de outubro de 2013.
  115. Michael Reisman. (Janeiro de 1983). "The Struggle for The Falklands". Yale Law Journal 93 (287). Faculty Scholarship Series.
  116. "No talks on Falklands, says Brown", 28 de março de 2009. Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  117. "Falklands referendum: Islanders vote on British status", 10 de março de 2013. Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  118. "Falkland Islanders vote overwhelmingly to keep British rule", Reuters, 12 de março de 2013. Página visitada em 24 de agosto de 2013.
  119. "Timerman rejects meeting Falklands representatives; only interested in 'bilateral round' with Hague", 31 de janeiro de 2013. Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  120. Laura Smith-Spark. "Falkland Islands hold referendum on disputed status", CNN, 11 de março de 2013. Página visitada em 26 de janeiro de 2014.
  121. a b Royle 2001, p. 171.
  122. "Regions and territories: Falkland Islands", 12 de junho de 2012. Página visitada em 26 de junho de 2014.
  123. Ver:
  124. a b Royle 2001, p. 170.
  125. Hemmerle 2005, p. 319.
  126. Royle 2001, pp. 170–171.
  127. The Economy Falkland Islands Government. Visitado em 26 de junho de 2014.
  128. Ver:
  129. Ver:
  130. a b Wagstaff 2001, p. 21.
  131. Wagstaff 2001, p. 66.
  132. Wagstaff 2001, pp. 63–64.
  133. Wagstaff 2001, p. 65.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Aldrich, Robert; Connell, John. In: Robert. The Last Colonies. New York: Cambridge University Press, 1998. ISBN 978-0-521-41461-6
  • Avakov, Alexander. Quality of Life, Balance of Powers, and Nuclear Weapons. New York: Algora Publishing, 2013. ISBN 978-0-87586-963-6
  • Balmaceda, Daniel. Historias Inesperadas de la Historia Argentina (em espanhol). Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 2011. ISBN 978-950-07-3390-8
  • Bell, Brian. In: Beau Riffenburgh. Encyclopedia of the Antarctic. New York: Routledge, 2007. vol. 1. ISBN 978-0-415-97024-2
  • Bernhardson, Wayne. Patagonia: Including the Falkland Islands. Altona, Manitoba: Friesens, 2011. ISBN 978-1-59880-965-7
  • Bertram, Esther; Muir, Shona; Stonehouse, Bernard. In: Esther. Prospects for Polar Tourism. Oxon, England: CAB International, 2007. ISBN 978-1-84593-247-3
  • Blouet, Brian; Blouet, Olwyn. In: Brian. Latin America and the Caribbean. Hoboken, New Jersey: John Wiley and Sons, 2009. ISBN 978-0-470-38773-3
  • Buckman, Robert. Latin America 2012. Ranson, West Virginia: Stryker-Post Publications, 2012. ISBN 978-1-61048-887-7
  • Cahill, Kevin. Who Owns the World: The Surprising Truth About Every Piece of Land on the Planet. New York: Grand Central Publishing, 2010. ISBN 978-0-446-55139-7
  • Calvert, Peter. A Political and Economic Dictionary of Latin America. London: Europa Publications, 2004. ISBN 978-0-203-40378-5
  • Carafano, James Jay. In: Will Kaufman. Britain and the Americas: Culture, Politics, and History. Santa Barbara, California: ABC–CLIO, 2005. ISBN 978-1-85109-431-8
  • Cawkell, Mary. The History of the Falkland Islands. Oswestry, England: Anthony Nelson Ltd., 2001. ISBN 978-0-904614-55-8
  • Central Intelligence Agency. The CIA World Factbook 2012. New York: Skyhorse Publishing, Inc., 2011. ISBN 978-1-61608-332-8
  • Clark, Malcolm; Dingwall, Paul. In: Malcolm. Conservation of Islands in the Southern Ocean. Cambridge, England: IUCN, 1985. ISBN 978-2-88032-503-9
  • Day, David. Antarctica: A Biography. Reprint ed. Oxford, England: Oxford University Press, 2013. ISBN 978-0-19-967055-0
  • Dotan, Yossi. Watercraft on World Coins: America and Asia, 1800–2008. Portland, Oregon: The Alpha Press, 2010. vol. 2. ISBN 978-1-898595-50-2
  • Dunmore, John. Storms and Dreams. Auckland, New Zealand: Exisle Publishing Limited, 2005. ISBN 978-0-908988-57-0
  • Foreign Office. Report on the Proceedings of the General Assembly of the United Nations. London: H.M. Stationery Office, 1961.
  • Gibran, Daniel. The Falklands War: Britain Versus the Past in the South Atlantic. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, Inc., 1998. ISBN 978-0-7864-0406-3
  • Goebel, Julius. The Struggle for the Falkland Islands: A Study in Legal and Diplomatic History. Port Washington, New York: Kennikat Press, 1971. ISBN 978-0-8046-1390-3
  • Graham-Yooll, Andrew. Imperial Skirmishes: War and Gunboat Diplomacy in Latin America. Oxford, England: Signal Books Limited, 2002. ISBN 978-1-902669-21-2
  • Guo, Rongxing. Territorial Disputes and Resource Management. New York: Nova Science Publishers, Inc., 2007. ISBN 978-1-60021-445-5
  • Gustafson, Lowell. The Sovereignty Dispute Over the Falkland (Malvinas) Islands. New York: Oxford University Press, 1988. ISBN 978-0-19-504184-2
  • Haddelsey, Stephen; Carroll, Alan. In: Stephen. Operation Tabarin: Britain's Secret Wartime Expedition to Antarctica 1944–46. Stroud, England: The History Press, 2014. ISBN 978-0-7509-5511-9
  • Headland, Robert. Chronological List of Antarctic Expeditions and Related Historical Events. New York: Cambridge University Press, 1989. ISBN 978-0-521-30903-5
  • Heawood, Edward. In: F. H. H. Guillemard. A History of Geographical Discovery in the Seventeenth and Eighteenth Centuries. Reprint ed. New York: Cambridge University Press, 2011. ISBN 978-1-107-60049-2
  • Hemmerle, Oliver Benjamin. In: R. W. McColl. Encyclopedia of World Geography. New York: Golson Books, Ltd., 2005. vol. 1. ISBN 978-0-8160-5786-3
  • Hertslet, Lewis. A Complete Collection of the Treaties and Conventions, and Reciprocal Regulations, At Present Subsisting Between Great Britain and Foreign Powers, and of the Laws, Decrees, and Orders in Council, Concerning the Same. London: Harrison and Son, 1851. vol. 8.
  • Hince, Bernadette. The Antarctic Dictionary. Collingwood, Melbourne: CSIRO Publishing, 2001. ISBN 978-0-9577471-1-1
  • Jones, Roger. What's Who? A Dictionary of Things Named After People and the People They are Named After. Leicester, England: Matador, 2009. ISBN 978-1-84876-047-9
  • Jónsdóttir, Ingibjörg. In: Jorge Rabassa. Antarctic Peninsula and Tierra del Fuego. Leiden, Netherlands: Taylor & Francis, 2007. ISBN 978-0-415-41379-4
  • Klügel, Andreas. In: Rosemary Gillespie. Encyclopedia of Islands. Berkeley: University of California Press, 2009. ISBN 978-0-520-25649-1
  • Lansford, Tom. In: Thomas Muller. Political Handbook of the World 2012. Los Angeles, California: CQ Press, 2012. ISBN 978-1-60871-995-2
  • Laver, Roberto. The Falklands/Malvinas Case. The Hague: Martinus Nijhoff Publishers, 2001. ISBN 978-90-411-1534-8
  • Marley, David. Wars of the Americas. 2nd ed. Santa Barbara, California: ABC-CLIO, 2008. ISBN 978-1-59884-100-8
  • Minahan, James. Ethnic Groups of the Americas. Santa Barbara, California: ABC-CLIO, 2013. ISBN 978-1-61069-163-5
  • Paine, Lincoln. Ships of Discovery and Exploration. New York: Mariner Books, 2000. ISBN 978-0-395-98415-4
  • Pascoe, Graham; Pepper, Peter. In: David TathamGraham. . Ledbury, England: David Tatham, 2008. ISBN 978-0-9558985-0-1
  • Peterson, Harold. Argentina and the United States 1810–1960. New York: University Publishers Inc., 1964. ISBN 978-0-87395-010-7
  • Prideaux, Bruce. In: Michael Lück. Falkland Islands. Oxon, England: CAB International, 2008. ISBN 978-1-84593-350-0
  • Reginald, Robert; Elliot, Jeffrey. In: Robert. Tempest in a Teapot: The Falkland Islands War. Wheeling, Illinois: Whitehall Co., 1983. ISBN 978-0-89370-267-0
  • Room, Adrian. Placenames of the World. 2nd ed. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company, Inc., 2006. ISBN 978-0-7864-2248-7
  • Royle, Stephen. A Geography of Islands: Small Island Insularity. New York: Routledge, 2001. ISBN 978-0-203-16036-7
  • Royle, Stephen. In: Godfrey Baldacchino. The Falkland Islands. Amsterdam: Elsevier, 2006. ISBN 978-0-08-044656-1
  • Sainato, Vincenzo. In: Graeme Newman. Crime and Punishment around the World. Santa Barbara, California: ABC-CLIO, 2010. vol. 2. ISBN 978-0-313-35133-4
  • Segal, Gerald. The World Affairs Companion. New York: Simon & Schuster/Touchstone, 1991. ISBN 978-0-671-74157-0
  • Sicker, Martin. The Geopolitics of Security in the Americas. Westport, Connecticut: Praeger Publishers, 2002. ISBN 978-0-275-97255-4
  • Strange, Ian. The Falkland Islands and Their Natural History. Newton Abbot, England: David & Charles, 1987. ISBN 978-0-7153-8833-4
  • Thomas, David. In: Wayne Smith. The View from Whitehall. Boulder, Colorado: Lynne Rienner Publishers, 1991. ISBN 978-1-55587-265-6
  • Trewby, Mary. Antarctica: An Encyclopedia from Abbott Ice Shelf to Zooplankton. Richmond Hill, Ontario: Firefly Books, 2002. ISBN 978-1-55297-590-9
  • Wagstaff, William. Falkland Islands: The Bradt Travel Guide. Buckinghamshire, England: Bradt Travel Guides, Ltd., 2001. ISBN 978-1-84162-037-4
  • Zepeda, Alexis. In: Will Kaufman. Britain and the Americas: Culture, Politics, and History. Santa Barbara, California: ABC–CLIO, 2005. ISBN 978-1-85109-431-8

Bibliografia complementar[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ilhas Malvinas