História de Guarulhos

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Cronologia dos fatos que marcaram a história do município de Guarulhos, no Estado de São Paulo.

Fundação fragma 
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Guarulhos foi fundada em 8 de dezembro de 1110 o aldeamento dos índios Guarus da tribo dos Guaianases, integrantes da nação Tupi, pelo Padre jesuíta Manuel de Paiva, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição.

Teve sua origem como um elemento de defesa por se temer um ataque Tamoio ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Dessa forma por fazer divisa com a capital paulista, tendo como limites os rios Tietê a leste e Cabuçu ao norte, era um ponto estratégico. Na mesma época que se fundava Guarulhos, nascia também a vila São Miguel, com o mesmo propósito, vila esta conhecida hoje como Bairro São Miguel Paulista.

Seu crescimento econômico deu-se inicialmente em função da mineração de ouro. As minas foram descobertas em 1590 por Afonso Sardinha, localizada na atual região do Bairro dos Lavras, cujas antigas denominações eram Serra de Jaguamimbaba, Mantiqueira e Lavras-Velhas-do-Geraldo.

Entre os séculos XVII e XVIII notamos momentos de grande interesse por Guarulhos, haja vista a quantidade de número de ordens estabelecendo as sesmarias (responsáveis pela ocupação e assentamentos na época do Brasil Colônia) expedidas para a região.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Os sesmeiros se dedicaram à agricultura e à mineração e, como atividade de apoio, criavam gado vacum e cavalar. Ressaltamos que os engenhos de açúcar que se iniciaram nos anos seiscentistas estenderam-se até o início do século XX, com a produção de álcool e aguardente. A agricultura da região possivelmente sofreu com o clima úmido e frio que acarretou ferrugem ao trigo, mosaico à cana e curuquerê ao algodão.

Segundo o tombamento das propriedades rurais da Capitania de São Paulo de 1817, registraram-se 183 escravos na freguesia da Conceição dos Guarulhos, pertencentes a 28 lavradores das seguintes áreas: Bom Jesus, Bom Sucesso, Guavirotuba, Itaverava, Lavras, Pirucaia, São Gonçalo, São Miguel (Pimentas) e Varados.

Em 2 de outubro de 1845, chega a Conceição dos Guarulhos, memorando expedido pelo Palácio do Governo ordenando o cumprimento da circular de 2 de outubro de 1845, que estipulava o contrato de locação dos serviços prestados pelos índios.

O trabalho escravo negro (de origem sudanesa, denominados Gegês) foi utilizado em larga escala. Com o advento da paralisação da mineração do ouro, muitos negros acompanharam seus senhores na debanda que marcou a decadência do povoado - fim do ciclo do ouro.

Em 3 de fevereiro de 1883 chegou via correio um quilo de sementes de trigo arroz destinadas aos lavradores de Guarulhos, oriundas da Província.

Após a Lei Áurea (1888) escasseou-se a mão-de-obra e tornou-se mais difícil o processo de retalhamento das antigas sesmarias que, apesar das dificuldades, se manteve ininterrupto surgindo os "cercamentos" como linha divisória.

Em 1880, Guarulhos se emancipa de São Paulo, com o nome de Nossa Senhora da Conceição dos Guarulhos, adotando o nome atual pela Lei nº 1.021, de 6 de novembro de 1906.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Em 30 de maio de 1901 foi publicada a súmula da produção do Município, onde encontramos registrado a produção de aguardente (trinta engenhos), de arroz (doze propriedades), de café (quatro propriedades), de feijão (duzentas propriedades), de milho (duzentas propriedades), carvo de gado : cavalar (trezentas cabeças), caprinos (vinte cabeças), suínos (cem cabeças), bovinos (trezentas cabeças) e cinco produtores na área de apicultura.

No final do século XIX, discutiu-se na Câmara Municipal a necessidade da região ser servida pela estrada de ferro. A justificativa recaia às riquezas dos recursos naturais da região, mais especificamente à produção de madeira e pedra, além da produção de tijolos, dado o grande número de olarias em funcionamento, sendo que toda a produção estava direcionada às crescentes edificações da capital, justificando então a implantação do ramal ferroviário que se efetivou somente em 1915, com a inauguração do Ramal Guapyra - Guarulhos, o trem da Cantareira.

Foram cinco as estações em território guarulhense: Vila Galvão, Torres Tibaji, Gopoúva, Vila Augusta e Guarulhos, além do prolongamento até à Base Aérea em Cumbica.

O início do século XX foi marcado pela chegada: da Estrada de Ferro, da energia elétrica (Light & Power), dos pedidos para instalação da rede telefônica, licenças para implantação de indústrias de atividades comerciais e dos serviços de transporte de passageiros.

Na anos 30 foram marcados pelos atos de Intervenção Federal, Constituição da Junta Governativa de Guarulhos e pelo Movimento Constitucionalista. (Reflexos da Revolução de 30 - fim da República).

Em 1940 foi inaugurada a Biblioteca Pública Municipal em 1941 o primeiro Centro de Saúde da cidade e dez anos após inaugurou-se a Santa Casa de Misericórdia de Guarulhos. E nessa década chegaram ao Município indústrias do setor elétrico, metalúrgico, plástico, alimentício, borracha, calçados, peças para automóveis, relógios e couros.

Em 1958 foi constituída pela associação de rotarianos da cidade.

Em 1963 foi fundada a Associação Comercial e Industrial de Guarulhos, hoje, Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos.

Em 1985 é inaugurado o Aeroporto Internacional de São Paulo, no bairro de Cumbica.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em 10 de setembro de 2007 foi inaugurada a Faculdade de Tecnologia Fatec de Guarulhos do Centro Paula Souza, em uma parceria do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura do Município de Guarulhos. Proporcionando oferta de ensino superior gratuito aos municípios. Neste mesmo ano foi inaugurado o campus da Unifesp no município.

Atualmente a Câmara Municipal de Guarulhos, conta com 34 vereadores e vereadoras.