História de Jataí

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A História de Jataí se inicia no começo do século XIX, em 1822 com a independência do Brasil, vem também o fim do burocrático sistema de Sesmarias, criando de imediato um incentivo à exploração e ocupação de novas áreas no interior do país, se tornaria assim dono da terra quem a ocupasse primeiro em regime de posse. [1] .

Esta fotografia (de 1898 ou 99), mostra os componentes da Câmara Municipal de Jataí, tendo à esquerda o Presidente (Intendente) José Carvalho Bastos. Na sequência vemos os vereadores: Herculano José Carneiro de Mendonça, Valeriano Raymundo do Prado, José Inácio de Mello França, João de Oliveira França e Antônio José Mendonça (Prof. Maromba). O último à direita é o escrivão Sebastião da Rocha Cintra. Em pé, Francisco Ferreira Novato, vereador de legislatura anterior.

A exploração além Paranaíba rumo ao sudoeste de Goiás se iniciou em Santa Rita do Paranaíba e seguiu no sentido oeste.

Segundo tradição oral o primeiro a se aventurar por essas bandas foi José Rodrigues de Mendonça que veio na companhia de um filho e um genro observar as terras e a existência de índios na região, não encontraram índios moradores, mas sim grandes campos de cerrado ótimo para a criação extensiva de gado.

Em 1830 com a mulher, seis filhos e dois genros, José Rodrigues de Mendonça a região que hoje localiza Rio Verde, apossou-se de uma área que equivale sete Sesmarias, foi ele quem doou o patrimônio de Rio Verde em homenagem a nossa Senhora das dores. Logo a noticia sobre a qualidade destas terras espalhou pelo Triângulo Mineiro e oeste Paulista.

Os índios[editar | editar código-fonte]

Antigamente os Caiapós dominava todo o sul de Goiás, suas aldeias localizavam-se na região do rio Claro, na serra dos Caiapós, em Caiapônia, no alto curso do rio Araguaia e a sudeste, na região próxima ao caminho de Goiás para São Paulo, muito provavelmente os mesmos que são hoje conhecidos como Panará ainda existentes no parque Indígena do Xingu. Os Caiapós conhecidos pela sua ferocidade e crueldade e por não deixar sobreviventes em suas guerras, eram ainda que erroneamente de chamados de Bororos, Coroados ou vulgarmente de Bugres ou Tapuias. Em suas andanças pelo sul de Goiás o Escritor Oscar Leal conta em seu livro "Viagem às terras Goyanas" de 1892 os relatos de fazendeiros da época sobre os ataque dos índios a viajantes, vaqueiros, escravos, criações, até a famílias inteiras, as cruzes se multiplicavam nas fazendas e estradas do Sudoeste Goiano os ataques eram traiçoeiros, furtivos e quase sempre letais. Tido como um flagelo ou uma praga a ser eliminada os Índios Caiapós foram sendo dizimados gradualmente no decorrer do século XIX até desaparecerem da região. o escritor Basileu Toledo França apesar de não ser contemporâneo destes episódios também relata em seu livro "Pioneiros" situações de ataque dos indios como o ataque a fazenda São Pedro no vau do Urubu e outros. [2] [3] [4]

Os Vilelas[editar | editar código-fonte]

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Os Morais e Carvalho[editar | editar código-fonte]

  • Também em 1836 chegou a região José Joaquim de Morais e seus irmãos a procura de terras para criação de gado, este demarcou terras que formaram a fazenda do “Bom Jardim”; seus irmãos, Antônio Joaquim de Morais, as fazendas: “Varginha ” e “ Boa Vista do Rio Claro”; Luís Antônio de Morais, a fazenda “Santa Barbara”. Todo tinham fazendas no distrito de São José do Tijuco, vieram demarcaram terras em Jataí, voltaram e venderam às terras de Minas, José Joaquim de Morais não chegou a morar nas suas terras demarcadas, pois já havia compro uma fazenda em Sant´Ana do Paranaíba a fazenda “Iara”.
  • No ano de 1837, veio se apossar das terras da futura "fazenda Bom Jardim" o genro de José Joaquim de Morais: o jovem José Carvalho Bastos que trouxe consigo a esposa Ana Cândida Gouveia de Morais e o Primo José Antônio de Carvalho. ao explorar suas posses José de Carvalho Bastos encontrou José Manuel Vilela se instalando as margens do ribeirão Ariranha, do encontro dos dois pioneiros ficou acertado amigavelmente, de modo definitivo, simples e prático, que as terras banhadas por águas da margem esquerda do Ribeirão Ariranha, pertenceriam aos Vilelas, e as percorridas por afluentes do Ribeirão Bom Jardim, seriam dos Carvalhos

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O povoado[editar | editar código-fonte]

Podemos destacar como fundamental para o desbravamento destes sertões quanto para a criação da Vila de Jataí a ação destemida de Vários pioneiros como José Manoel Villela, José Carvalho Bastos, José Antônio de Carvalho(Bomfim), Serafim José de Barros, dos Irmãos José Primo da Costa Lima e Justino da Costa Lima,a Família Morais Gouveia, Francisco Ferreira Coelho entre outros.

Ainda podemos citar como Cruciais para o desenvolvimento emancipação da Vila as ações do Padre Antônio Marques Santarém,Padre Joaquim Cornélio Brom, Prof. Herculano José Carneiro de Mendonça, Prof. José Antônio de Jesus( nosso primeiro deputado estadual em 1895) entre outros lendários homens de coragem.

Os bravos pioneiros enfrentaram com destemor o longínquo sertão, muita das vezes se valendo de recursos pessoais para suprir a falta de estrutura do lugar e a ineficiência do estado, e ainda tiveram que enfrentaram fúria dos Caiapós que viviam na região.

O povoamento surgiu próximo ao encontro dos córregos Jataí com o do Sapo. A Rua da Ponte ou Rua do Sapo (atual Rua Jerônimo Silva) foi à primeira via a ser chama de rua. Por ali, as famílias construíam suas primeiras casas, obedecendo a um alinhamento em direção à cabeceira do Açude, a boa distância do Córrego do Sapo logo surgiu o Largo da Cadeia. Abriu-se a Rua Direita (atual José Manoel Vilela) até o largo que seria chamado de Praça da Matriz que viria a ser o endereço da elite rural. O registro da escritura só foi feito oito anos depois, em 5 de agosto de 1856, em cartório de Dores do Rio Verde, então sede do Município.

  • Em 17 de agosto de 1864, o Presidente da Província de Goiás elevou a categoria de Freguesia, a Capela do Divino Espírito Santo do Paraíso, criando assim o Distrito de Paraíso.
  • Em 9 de julho de 1867, foi lançada a pedra fundamental da Igreja, pelo padre Antônio Marques Santarém.
  • Em 28 de julho de 1882 de acordo com a resolução nº 668 foi lançada a pedra fundamental, para a criação do município de Paraíso.
  • Em 2 de fevereiro de 1885 recebeu o nome de Jataí. No entanto, foi através da Lei Estadual nº 56 de 31 de maio de 1895, que a sede do município se elevou à categoria de cidade de Jataí, por imposição do Tenente Coronel José Manoel Vilela. A comarca de Jataí foi implantada em 21 de julho de 1898 desmembrando-se judicialmente de Rio Verde.[7] .

Referências

  1. Dores do Rio Verde (em português). Página visitada em 27/07/2010.
  2. Indios de Goiás (em português). Página visitada em 27/07/2010.
  3. a b c Basileu Toledo França livro: Pioneiros
  4. Oscar Leal livro: "Viagem às terras Goyanas"
  5. Mulheres de Jataí (em português). Página visitada em 15/07/2010.
  6. Binômino da Costa Lima (Meco) e Almério Barros França livro:Primeiros Fazendeiros do Sudoeste Goiano e Mato-Grosso
  7. História de Jataí (em português). Página visitada em 27/07/2010.