História de Londres

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Londres é uma cidade com mais de 2.000 anos. Durante este período a cidade conheceu várias epidemias e foi devastada pelo fogo, guerra civil e pelos bombardeios alemães e sofre recentemente com ataques terroristas. Mas apesar de tudo, ela é uma das maiores cidades do mundo e ponto de referência cultural e financeiro.[1] [2] [3]

Londres romana[editar | editar código-fonte]

Estátua da rainha Boadicéia

Em 43 da era comum, os romanos, liderados pelo Imperador Cláudio, fundaram Londínio na margem norte do rio Tâmisa. Não há consenso sobre a origem da palavra Londínio, provavelmente significa "seguindo o rio". Logo após a sua fundação, a cidade se desenvolveu ocupando uma pequena área, equivalente ao tamanho do Hyde Park.

Por volta do ano 60 da era comum, a cidade foi saqueada pela tribo Absylorência Iceni, liderada pela rainha Boadicéia. Entretanto logo a cidade foi reconstruída possibilitado um rápido desenvolvimento nos anos seguintes.

No século II, Londínio substituiu a antiga cidade da Britânia, Colchester. Com a visita do imperador Adriano, foram construídos vários prédios públicos mas parte da cidade também acabou sendo destruída por um grande incêndio. Em 140 dC, Londínio atingiu a população de 60.000 habitantes. As construções da época foram intensificadas, foram construídos templos, casas de banho, uma basílica e um forte.

Entre 190 e 225 d.C., os romanos construíram uma muralha ao redor da cidade. A muralha sobreviveu por 1.600 anos e definiu o perímetro da cidade por todo este tempo, tinha aproximadamente 3 km de extensão, 6 metros de altura e 2,5 de espessura. Em 190, Londínio emergiu em uma crise política com dois homens lutando pelo direito a sucessão ao Império (Septímio Severo e Clódio Albino). Com a vitória de Severo, a Britânia foi dividida em duas partes: Britânia Superior (cuja capital era Londínio) e Britânia Inferior (cuja capital era Eboraco, atualmente a cidade de York).

Em 286, Caráusio (militar romano) declarou-se imperador da Britânia romana. Caráusio foi assassinado 7 anos depois por Alecto. Em 296, Constâncio Cloro conseguiu retomar o poder da cidade para o Império Romano.

Por volta de 340, a Britânia foi invadida pelos Pictos, Escotos. Em 360, os ataques em larga escala fizeram o imperador Juliano, o Apóstata mandar tropas para resguardar a Britânia Romana. Para se proteger dos ataques, foram construídas baluartes nas muralhas. Em 367, uma grande conspiração marcada por invasões dos Pictos, Escotos e Saxões que só terminou com o envio do general romano Teodósio à Britânia.

No final do século IV, várias cidades britânicas-romanas entraram em declínio. Durante o início do século V, o declínio continuou junto ao do Império Romano. Após a queda do Império Romano, a Britânia ficou vulnerável à ataques de povos germanos.

Anglo-saxões[editar | editar código-fonte]

Após a queda do Império Romano, a cidade romana foi praticamente abandonada e uma cidade saxônica com o nome de Lundenwic foi estabelecida a cerca de 1 km da velha Londres romana, na área que hoje se chama Covent Garden, local diferente da antiga cidade chamada Londínio. Lundenwic prosperou até 851 d.C. até as invasões Vikings destruírem a cidade. Em 878, o rei Alfredo, o Grande estabeleceu a paz. Logo ele mudou a vila para dentro das muralhas da antiga Londinum romana sendo chamada de Ealdwic ("old city" ou "velha cidade"), lugar onde hoje se localiza Aldwych.

Em seguida, sob o controle de vários reis, Londres voltou a prosperar. Em 1016, o rei dinamarquês, Canuto, o Grande conquista a Inglaterra. Só com a morte de Canuto é que a Inglaterra volta às mãos dos anglo-saxões. A dinastia saxã foi restaurada em 1043 por Eduardo o Confessor que ordenou a construção da Abadia de Westminster e do Palácio de Westminster (conhecido também como Casas do Parlamento).

Período medieval[editar | editar código-fonte]

Após a Batalha de Hastings em 1066, os normandos conquistam a Inglaterra colocando um fim na dinastia anglo-saxã. Guilherme I é coroado rei inglês na recém acabada Abadia de Westminster. Nesta abadia (não confundir com a Catedral de Westminster) viriam a ser coroados todos os reis da Inglaterra. A residência dos reis da Inglaterra foi, até o fim do período normando, o castelo fortaleza da Torre de Londres, que posteriormente se tornou uma prisão e hoje guarda as jóias da Coroa.

Época dos Tudors (1485-1603)[editar | editar código-fonte]

Este período viu três grandes acontecimentos: a guerra das rosas, a reforma religiosa inglesa e o período Elisabetano. Até a reforma, boa parte de Londres era ocupada por monastérios e outros estabelecimentos religiosos. Com a reforma de Henrique VIII, os monastérios passaram a outras mãos e outras funções.

Sob a reinado de Elizabeth I, a população de Londres aumentou de 100.000 à 200.000 habitantes. Teatros se instalaram na cidade e Shakespeare fundou o Globe Theatre. Com o declínio do porto da Antuérpia, Londres passa a ter um papel financeiro importante.

Época dos Stuarts (1603-1714)[editar | editar código-fonte]

O grande incêndio de 1666

Após a derrota da incrível armada espanhola em 1588, uma certa estabilidade política na Inglaterra permitiu Londres de se desenvolver. Em 1603, o rei Jaime I tentou unificar a Inglaterra e a Escócia. Porém suas leis anticatólicas o deixaram muito impopular e no dia 6 de novembro de 1605 ele acabou sofrendo uma tentativa de assassinato na famosa conspiração da pólvora. Jaime I fez o primeiro projeto de urbanização da cidade e sob o reinado de Charles I surgiu o Hyde Park, o primeiro parque aberto ao público de Londres.

Entre 1665 e 1666 , Londres sofreu a grande epidemia da peste bubônica que acabou matando por volta de 70.000 pessoas (20% da população). Do dia 2 de setembro à 5 de setembro ainda em 1666, o Grande Incêndio de Londres destruiu boa parte da cidade. A reconstrução durou dez anos e é obra do grande arquiteto Christopher Wren, quem reedificou muitas igrejas destruídas, entre elas a Catedral de São Paulo (ou Saint Paul's Cathedral), onde hoje descansam os heróis da nação britânica. A cidade viu uma grande aceleração no século XIII, e ao início do século XX, Londres era a maior cidade do mundo.

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

No século XVIII, a cidade construiu várias pontes que ligariam as duas margens do rio Tâmisa (Ponte Westminster em 1750 e Ponte Blackfriars em 1769). Londres foi ao pouco se tornando uma grande cidade ajudada pelo aumento da imigração rural e irlandesa e consequentemente se tornando uma cidade com infraestrutura e com saneamento básico decente. A cidade por volta de 1800 atinge 1.000.000 de habitantes!

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Em 1849, a cidade sofreu com a epidemia de cólera que acabou matando 14.000 pessoas. Em 1855, criou-se a Metropolitan Board of Works para fornecer a cidade infraestrutura necessária a seu crescimento e um sistema de esgoto condigente. Em 1863, Londres começa a construir o primeiro metro do mundo.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Durante a Primeira Guerra Mundial, Londres teve a experiência de ser atacada por zeppelin alemães. Estes ataques mataram 700 pessoas. Entre as duas guerras, facilitado pelo London Underground, Londres cresceu muito para o subúrbio. Com o desenvolvimento dos meios de transporte, Londres cresce e já em 1929 conta com 8,7 milhões de habitantes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Londres foi bombardeada pela Alemanha. O maior bombardeio que a cidade sofreu foi entre o dia 7 de setembro de 1940 e o dia 10 de maio de 1941. Quando a guerra chegou ao final, Londres havia sido destruída principalmente na áreas de Docklands e East End, além disto 30.000 habitantes perderam a vida, outros 50.000 ficaram feridos gravemente e muitos outros, desabrigados. A reconstrução nos anos gerou vários estilos arquitetônicos na cidade

Em 1948, Londres sediou os jogos olímpicos. No ano de 1951, Londres organizou o Festival Britânico que gerou uma onda de otimismo entre o povo britânico do pós-guerra. Nos anos 1950, a cidade começa a receber vários imigrantes vindos de países da Commonwealth como Jamaica, Índia e Paquistão. Entretanto a convivência com novos imigrantes não foi fácil durante as décadas que se seguiram.

Nos anos 1960, Londres se tornou o centro da moda e cultura em parte devido ao grande sucesso atingido pelos grupos de rock, Beatles e Rolling Stones. Londres se torna jovem centro cultural exemplificado pelo Swinging London.

Na década de 1970, Londres começou a sofrer vários ataques terroristas feitos pelo Exército Republicano Irlandês até o cessar fogo de 1997.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

No dia 6 de julho de 2005, Londres é escolhida para sediar os jogos olímpicos de 2012. No dia seguinte ao anúncio, a cidade foi atingida por ataques terroristas.

Referências

  1. Londres, Nova Iorque e Hong Kong são os três principais centros financeiros, de acordo com um estudo publicado hoje. (em PT-PT) Económico (2010). Visitado em 5 de maio de 2014.
  2. Top 10 cities for finance of the world (em inglês) Telegraph. Visitado em 5 de maio de 2014.
  3. New York Takes Top Global Fashion Capital Title from London, edging past Paris. The Global Language Monitor’s 10th Annual Survey. (em inglês) The Global Language Monitor (2014). Visitado em 5 de maio de 2014.