História de Madagáscar

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Vista do Palácio de Ranavalona em Antananarivo

A história de Madagáscar é conhecida desde o início da sua ocupação humana.

As Primeiras Migrações[editar | editar código-fonte]

Os primeiros grupos humanos a chegarem a ilha são os malaio-polinésios há dois mil anos, que intoduzem o cultivo da banana, fruta-pão, coco, cana-de-açucar, araruta, arroz, inhame e taro. Aos poucos a introdução desses novos alimentos vai se espalhando pelo continente africano e vai ajudar na melhoria da alimentação das populações e principalmente no fortalecimento das migrações e fixação dos povos bantos. A partir do século X começam a migrar povos africanos e comerciantes árabes. Os árabes batizam a ilha de "Jaziral al Gamar", que em português significa "Ilha da Lua". Nesse período algumas cidades malgaxes como Ilharana e Nosy-Manja já realizavam comércio com mercadores árabes e indianos.

Chegada dos Europeus[editar | editar código-fonte]

Os portugueses são os primeiros europeus a chegarem à ilha, no século XV. Em 1500 o navegador Diogo Dias batiza a ilha de São Lourenço. Os franceses fundam em 1643 Fort Dauphin, atual Toliara no extremo sul da ilha, que serve como base de proteção às possessões francesas nas Ilhas Reunião.

Libertália[editar | editar código-fonte]

Madagáscar permaneceu fora do assédio das potências européias dos séculos XVI ao XVIII. A ilha serviu então de refúgio de piratas que chegaram a fundar uma república independente conhecida como Libertália, na baía de Diego Suaréz. A república de Libertália liderada pelo corsário François de Missou, no entanto, tem longa duração, sendo destruída pelos nativos Africanos.

Reino Merina[editar | editar código-fonte]

Paralelamente são formados vários reinos como o dos merinos, betsileus, sakalaves, etc. O Reino de Merino unifica a parte central da ilha, e no ano de 1625 funda sua capital em Antananarivo. O rei Andrianampoinimerina segue a política de unificação dos reinos vizinhos e após sua morte assume seu filho Radama I. Radama I (1810-1828) obtém o controle da ilha e em 1815 os europeus são expulsos ou mortos. Após a morte do rei Radama I, sua esposa Ranavalona I assume o governo e inicia um período de perseguição aos missionários e cristãos, com a escravização e execução de muitos deles. Ranavalona governa a ilha até 1861, assumindo seu filho Radama II. Ao assumir o reino Radama II decreta liberdade de culto na ilha e é assassinado dois anos depois. As rainhas Rasoaherina, Ranavalona II e Ranavalona III seguem a política de abertura ao assédio das potências européias. O ministro Rainilaiarivony (que esteve no cargo durante o governo das três rainhas) é em 1895 deportado para a Argélia. Durante seu governo é assinado um tratado com a França, onde os merinos aceitam o privilégio do comércio e garantem a posse de Fort Dauphin, Ilhas Reunião e Ilha Saint Maire por parte dos franceses.

Colonização Francesa[editar | editar código-fonte]

A França estabelece o protetorado na ilha em 1885, com a derrota da rainha Ranavalona III que, dois anos mais tarde, também é exilada na Argélia, e Madagáscar passa a ser uma colônia. Em 1905 é estabelecida a União Malgaxe, em que os merinos com ajuda francesa conquistam definitivamente a ilha.

Independência e a República Malgaxe[editar | editar código-fonte]

Em 1947 inicia-se a rebelião malgaxe contra a dominação colonial francesa. A independência é obtida em 1960, após rebeliões sufocadas com violência pelos franceses. Philibert Tsiranana foi o primeiro presidente do país, governando até 1972, quando uma vaga de protestos estudantis e operários força-o a demitir-se, entregando o poder a um regime militar, que gradualmente adquire um carácter coletivista e antiocidental. Três anos depois toma o poder o capitão de corveta Didier Ratsiraka, que governa ditatorialmente por dezessete anos.

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