História de Mato Grosso

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Xavantes, uma das etnias indígenas que habitam o território mato-grossense desde antes do período colonial português

o estado de Mato Grosso já passou por diversas levas de ocupação humana: desde as dos índios até a chegada dos luso-descendentes, durante o período de colonização portuguesa do Brasil, por meio das expedições dos bandeirantes em busca de pedras preciosas e índios para servirem de escravos. A mais recente leva é a chegada de migrantes da Região Sul do Brasil, a partir da década de 1980.[1]

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==Ocupação indígena==


No século 16, quando os primeiros europeus chegaram à região do atual estado de Mato Grosso, ela era habitada por uma grande diversidade de povos indígenas, pertencentes principalmente a quatro grupos linguísticos: tupi, macro-jê, aruaque e caribe.[2]

Expedições de origem europeia[editar | editar código-fonte]

O que hoje conhecemos como Mato Grosso já foi território espanhol, levando-se em conta os limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas - pelo qual o Brasil teria menos que 30% de seu atual território. As primeiras incursões europeias no território do Mato Grosso datam de 1525, quando Pedro Aleixo Garcia foi em direção à Bolívia, seguindo as águas dos rios Paraná e Paraguai. Posteriormente, portugueses e espanhóis foram atraídos à região devido aos rumores de que haveria muita riqueza naquelas terras ainda não devidamente exploradas. Também vieram jesuítas espanhóis, que criaram missões entre os rios Paraná e Paraguai com o objetivo de assegurar a posse espanhola da região contra as possíveis tendências expansionistas dos portugueses.

Mapa português para colonização de Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital da Capitania de Mato Grosso

Foram feitas diversas expedições, entre elas as entradas e as bandeiras. As entradas eram financiadas por Portugal e partiam de qualquer lugar do Brasil, não ultrapassando o Tratado de Tordesilhas. As bandeiras foram financiadas pelos paulistas. Somente eles foram ao oeste, ultrapassando a linha de Tordesilhas.

Durante as bandeiras, em 1718 uma expedição de bandeirantes organizada por Pascoal Moreira Cabral Leme chegou ao Rio Coxipó em busca dos índios coxiponés e logo descobriu ouro nas margens do rio, alterando assim o objetivo da expedição. Em 8 de abril de 1719, foi fundado o Arraial da Forquilha às margens dos rios dos Peixes, Coxipó e Mutuca. O nome "forquilha" vem do fato de que, neste ponto de encontro dos rios, era formado o desenho de uma forquilha. Esse núcleo deu origem à atual cidade de Cuiabá. A região de Mato Grosso era subordinada à Capitania de São Paulo governada por Rodrigo César de Meneses para fiscalizar a exploração do ouro e da renda. O governador da capitania mudou-se para o Arraial de Cuiabá, que em 1726 foi elevado a categoria de vila, recebendo um novo nome: Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Em 1748, foi criada a capitania de Mato Grosso, concedendo, a coroa portuguesa, isenções e privilégios a quem ali quisesse se instalar.

Igreja Matriz, vestígio da colonização portuguesa no município de Vila Bela da Santíssima Trindade

Os motivos pelos quais ocorreram as expedições para o oeste do Brasil são diversos. A coroa portuguesa precisava ocupar as terras a oeste para se defender da ocupação espanhola de oeste para leste e preservar o Tratado de Tordesilhas. As expedições feitas pelos paulistas foram de caráter principalmente econômico: procura por mão de obra escrava indígena e exploração de ouro e pedras preciosas. As monções em 1722 foram realizadas com o fim de realizar trocas de mercadorias de consumo por ouro nas áreas de mineração. O atual território mato-grossense somente veio a ser reconhecido como português pelo Tratado de Madri, em 1751.

Governadores coloniais[editar | editar código-fonte]

A partir de 1748, Mato Grosso e Goiás foram desmembradas da capitania de São Paulo, criando-se, então a capitania de Mato Grosso, com os seguintes governantes:

A mudança da capital foi por motivos de distância e dificuldade de comunicação com os grandes centros do Brasil. O processo de transferência foi iniciada no governo de João Carlos Augusto d'Oeynhausen e Gravembourg e grande parte da administração foi transferida no governo de Francisco de Paula Magessi de Carvalho. Por dificuldades na administração, a capital retornou a Vila Bela. Somente em 1825, por um decreto de dom Pedro I, a capital ficou definitivamente em Cuiabá.

Quilombo do Piolho[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século 18, existiu o quilombo do Piolho, entre a atual fronteira do Mato Grosso com a Bolívia e a atual cidade de Cuiabá. O quilombo abrigou negros e índios fugidos da escravidão e foi destruído por duas bandeiras enviadas pelo governo colonial português em 1770 e 1791.

Província de Mato Grosso[editar | editar código-fonte]

Cinco anos antes da proclamação de Independência do Brasil, todas as capitanias se tornaram províncias. O primeiro acontecimento político da época foi a Rusga, em que os grupos políticos liberais e conservadores queriam reformas políticas, sociais e administrativas. Em 1864 iniciou-se a Guerra do Paraguai. Paraguai fazia fronteira com Mato Grosso (na região do atual Mato Grosso . Mato Grosso participou da guerra com índios e protegendo as fronteiras do estado na época.

Divisão do estado[editar | editar código-fonte]

Depois de uma pequena divisão do estado durante a Revolta Constitucionalista de 1920, quando o sul formou um pequeno governo durante 90 dias, em 1977 o governo federal decretou a divisão do Estado de Mato Grosso, formando, então, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devido à "dificuldade em desenvolver a região diante da grande extensão e diversidade".

Em 1943, a área localizada a noroeste, com pequena área do estado do Amazonas às margens do Rio Madeira, passou a constituir o Território Federal do Guaporé, que, atualmente, constitui o estado de Rondônia.

Além disso, do mesmo ano de 1943 a 1946, uma pequena porção do território mato-grossense localizada a sudoeste constituiu o Território de Ponta Porã.

Evolução territorial do Mato Grosso em mapas (1709-atual)[editar | editar código-fonte]

Mapa do atual estado de Mato Grosso

Parque do Xingu[editar | editar código-fonte]

Em 1961, por iniciativa dos Irmãos Villas-Bôas, foi criado, no norte do estado, o atual Parque Indígena do Xingu, visando a abrigar diversas tribos indígenas brasileiras.[3]

O cultivo da soja[editar | editar código-fonte]

Colheita mecanizada de soja em Rondonópolis em 2009

A partir da década de 1980, o cultivo da soja introduzido por migrantes da Região Sul do Brasil com apoio do governo federal[4] cresceu enormemente no estado,[5] levando este, na década seguinte, a atingir o primeiro lugar na produção dessa leguminosa no país.[6] Essa expansão agrícola, incluindo a expansão da criação de gado bovino, vem gerando, no entanto, preocupações relativas ao desmatamento[7] e aos conflitos entre posseiros e indígenas pela posse da terra.[8]

Vista atual de Cuiabá, a capital do estado

Referências

  1. Socioambiental. Disponível em http://www.socioambiental.org/esp/soja/6.shtm. Acesso em 28 de setembro de 2013.
  2. Portal Mato Grosso. Disponível em http://www.mteseusmunicipios.com.br/NG/conteudo.php?sid=262&cid=647. Acesso em 27 de setembro de 2013.
  3. Parque indígena do Xingu. Disponível em http://www.brasiloeste.com.br/especiais/parque-indigena-do-xingu/. Acesso em 27 de setembro de 2013.
  4. Socioambiental. Disponível em http://www.socioambiental.org/esp/soja/6.shtm. Acesso em 28 de setembro de 2013.
  5. Embrapa. Disponível em http://www.cnpso.embrapa.br/producaosoja/SojanoBrasil.htm. Acesso em 28 de setembro de 2013.
  6. Disponível em http://www.cnpso.embrapa.br/producaosoja/tab/fig_0_2.htm. Acesso em 28 de setembro de 2013.
  7. Instituição de Pesquisa Ambiental da Amazônia. Disponível em http://www.ipam.org.br/revista/Producao-de-soja-no-Mato-Grosso-aumenta-enquanto-desmatamento-diminui-na-segunda-metade-da-decada-de-2000/337. Acesso em 28 de setembro de 2013.
  8. Agrodebate: aqui as ideias se encontram. Disponível em http://www.agrodebate.com.br/_conteudo/2013/09/noticias/10623-justica-culpa-incra-por-impulsionar-conflito-em-terra-indigena-em-mt.html. Acesso em 28 de setembro de 2013.
  • COELHO, Felipe Nogueira. Memórias cronológicas da capitania de Mato Grosso. UFMT, 1976.
  • MADUREIRA, Elizabeth. Revivendo Mato Grosso. Secretaria de Educação de Mato Grosso, 1997.


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