História de Mogi das Cruzes

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Mogi das Cruzes começou como um povoado, servindo como um ponto de repouso aos bandeirantes e exploradores indo e vindo de São Paulo.

Cronologia dos fatos relevantes para a história do município de Mogi das Cruzes:

1500 - 1600[editar | editar código-fonte]

Imagem de Debret mostrando soldados oriundos da cidade em combate.
  • 1531: Martim Afonso de Sousa desembarca na Ilha do Abrigo, junto ao Porto de Cananéia, trazendo consigo a primeira leva oficial de colonizadores, entre os quais os quatro irmãos Anas hoje pela cidade.
  • 1560: Segundo Aureliano Leite, Brás Cubas se embrenha pelo sertão e descobre ouro em vasta semaria que chega quase à margem esquerda do rio Anhembi (Tietê) - que comunica ao Rei em carta datada de 25 de abril de 1562.
  • 1592: Segundo apurou Frei Timóteo, morre Brás Cubas.
  • o: Povoação elevado à categoria de vila (o requerimento é aprovado pelo governador Dom Francisco de Sousa).
  • 1611: 1º de setembro: Oficialmente instalada com o nome "Vila de Sant'Anna de Mogy Mirim". Mogi torna-se a 17ª vila do Brasil Colonial.
  • 1671: A 17 de agosto é assinado o alvará que cria o município de Mogi das Cruzes.
  • 1677: Convocados pelo procurador do conselho paulistano Brás Rodrigues de Arzão, reúnem-se os representantes das câmaras de Parnaíba e de Mogi das Cruzes com os seus colegas de São Paulo. De Mogi estão presentes o capitão João Dias Mendes e Antônio Pimenta de Abreu. Motivo: a câmara de Ilha Grande mandara uma carta denunciando que o governador do Rio de Janeiro estava dando carta de alforria a todos os índios que lá fossem ter. Urgia uma providência contra a prática, caso contrário todos os índios iriam ao Rio a fim de libertar-se. Resolveu-se escrever para a sua Alteza pedindo providências. (22 de junho).

1700 - 1800[editar | editar código-fonte]

  • 1789: A 7 de maio, avisado de que fora descoberta a conspiração mineira e de que estava sendo perseguido pela polícia, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, homizia-se na casa de Domingos Fernandes, paulista de Mogi das Cruzes, que reside no Rio de Janeiro, à rua dos Latoeiros, hoje rua Gonçalves Dias. Segundo Viriato Correia a casa do mogiano Domingos Fernandes foi cercada por policiais e a prisão de Tiradentes se deu às 9 horas, por uma escolta comandata pelo alferes Francisco Pereira Vidigal.
  • 1855: 13 de março: Mogi das Cruzes elevada a Cidade, pela Lei Provincial n.º 5, derivado do projeto n.º 7 dos deputados Salvador José Corrêa Coelho e Pereira Chaves apresentado à Assembléia Provincial em 1º de março.
  • 1874: 10 de abril: Mogi das Cruzes elevada à condição de Comarca, pela lei n.º 29.
  • 1895: A 2 de abril inicia sua atividade a "Corporação Musical Coelho, Antônio Mármora e Maestro Júlio Ernesto de Oliveira. Sua primeira apresentação faz-se em romaria à Aparecida. São os seguintes os primeiros participantes da corporação: Antônio Martins coelho, Júlio Ernesto de Oliveira, Antônio Mármora, José de Almeida Rosa, Joaquim de Almeida Rosa, Alfredo César, Elieser Arouche de Toledo, Joaquim Batalha, Antônio Ferreira de Sousa, João Muniz, Manuel Pinto de Almeida, Manuel Arouche, Pedrinho Floriano, Savério Larotonda, José Fernandes, Benedito Fernandes de Siqueira, João de Campos, Benedito Corrêa Netto, Benedito Neves, Salvador Cabral, José de Siqueira Guimarães e Prof. José Narciso de Camargo Couto.

1900 - 1950[editar | editar código-fonte]

  • 1905: 13 de maio: funda-se a Corporação Musical União Mogyana.
  • 1905: 10 de setembro: sai o primeiro número do semanário "O Malandro", de propriedade do sr. João Junker Filho e gerência do Sr. A. de Oliveira Santos.
  • 1906: 15 de abril: circula o primeiro número do semanário "A Vida", de propriedade de Silva & Sodré. Formato 18x28, com grande margens, 3 colunas de 4 centímetros cada, a partir do n.º 7 esse formato seria aumentado para 26x35, com três colunas de seis centímetros cada. Número avulso, 100 réis.
  • 1906: 19 de julho: publica-se o primeiro número do semanário "O Furo", dirigido por Mello, Mellinho & Mellão.
  • 1908: 12 de janeiro: tornada pública a relação dos integrantes da brigada 149ª da Guarda Nacional, com sede em Mogi das Cruzes. É constituída de três batalhões de dezesseis corta.
  • 1910: 20 de seteno Cinema Parque.
  • 1913: 7 de setembro: funda-se em Mogi o União Futebol Clube.
  • 1914: 10 de junho: falece em Mogi um dos homens mais ricos que a cidade já teve: o Dr. Benedito Estelita Álvares. Herdeiro de milionário português que o legitimara, o Dr. Estelita estudou na França, em cuja Universidade de Sorbonne se formou. Era grande conhecedor de arqueologia, Mineralogia, Zoologia, Botânica, Física e Química, tendo viajado quase todo o mundo. Em sua casa possuía preciosa biblioteca, inclusive com inúmeras obras raras. Casara-se a 10 de janeiro de 1891, num de seus palacetes em São Paulo, com a srta. Maria Cândida Junker, numa festa que embasbacara os meio sociais paulistanos.
  • 1914: 23 de agosto: funda-se em Mogi a Loja Maçônica "União e caridade IV", subordinada ao Grande Oriente de São Paulo.
  • 1926: 26 de maio: Benedito Olegário Berti, Benedito Augusto de Sant'Anna Andrade, Galdino Alves e Francisco Navajas, funda-se em Mogi a "Corporação Musical Santa Cecília" - que se inauguraria seis meses depois a 22 de novembro, Dia de Santa Cecilia.
  • 1928: 28 de janeiro: a Rádio Club inicia suas transmissões em caráter experimental.
  • 1930: 12 de junho: o capitão Antenor Bolina, devidamente autorizado pela prefeitura e pela Frente Única, inicia o alistamento de voluntários que constituiriam o 1º Batalhão de Caçadores de Mogi.
  • 1930: 15 de junho: segue para a Capital o primeiro contingente de voluntários mogianos, integrado de 79 homens, que se apresenta à Concentração Dr. Morais Andrade.
  • 1930: 11 de agosto: chega a noticia do falecimento em combate do Cabo Diogo Oliver, voluntário mojiano à Revolução Constitucionalista.
  • 1930: 14 de agosto: chega a noticia do falecimento em combate, na zona norte, do mogiano Fernando Pinheiro Franco, do Batalhão Piratininga. O enterro acontece no dia 16 tendo seu caixão envolto nas bandeiras nacional e paulista.
  • 1932: 19 de agosto: organiza-se em Mogi a comissão local da campanha do Ouro para o bem de São Paulo - que entra desde logo em atividade. É constituída dos srs. Padre Cícero Revoredo, Presidente; Prof. Aprígio de Oliveira, secretário; Alvarino Bessa, Dr. Jaime T. da Silva Teles, Dr. Gastão Pereira de Sousa, Manuel Pacheco, Dr. Deodato Wertheimer, José Cury Andery, Prof. Benedito Borges Vieira e Joaquim de Sá.
  • 1932: 11 de setembro: a "Corporação Musical Guarani", em sua retreta na Praça Osvaldo Cruz, executa, pela primeira vez, as canções constitucionalistas "Voluntários da Lei" e "Legionários Paulistas", de autoria do maestro Antônio Mármora Filho.
  • 1934: 11 de julho: inaugura-se o Conservatório Musical Carlos Gomes, sob a direção do Mestro Antônio Mármora Filho.
  • 1935: 15 de agosto: falece em São Paulo o Dr. Deodato Wertheimer. Vereador, presidente da câmara Municipal, prefeito e deputado à câmara Estadual, pertencente ao Partido Republicano Paulista.
  • 1935: 1º de setembro: comemora-se, pela primeira vez, com várias festividades, a data aniversária da cidade de Mogi das Cruzes. Sai o folheto "Mogi da Cruzes - dados históricos e notas diversas", de 52 páginas e muitas fotografias do historiador mogiano prof. Emilio Augusto Ferreira.
  • 1937: sai o livro "Notas de História Eclesiástica", de D. Duarte Leopoldo e silva, que dedica um capítulo inteiro à História de Mogi. Ele transcreve documentos do Arquivo da Prefeitura mojiana, revelados por Emili Ferreira.oão Desambiagio e esposa o falecimento em combate, na Itália, do primeiro expedicionário mogiano: o soldado Américo Rodrigues.
  • 1945: 4 de março: com a participação de grande número de expedicionários mojianos, entre a neve e o fogo inimigo, o 6º. RI da Força Expedicionária Brasileira conquista o Monte Soprasasso, na Itália.
  • 1945: 7 de maio: comemorações do "Dia da Vitória", que malim]] e o fim da guerra na pa. Às 16h30, sob a direção do Padre Lino, vigário da paróquia, tem luga

1951 -[editar | editar código-fonte]

  • 1932 para exame de saúde, a fim de se inscreverem na primeira turma do Tiro de Guerra 173 que acabrtas. Sachie Nishie, Shizuka Nishimura, Amelia Massuda e Kazuko Kunitomo.
  • 1961: sai o livro História de Mogi das Cruzes, por Isaac Grínberg, fatos relevantes descritos aqui.
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