História de Ventania (Paraná)

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Em 1892, o castrense Francisco Pinheiro das Chagas comprou dos herdeiros de Manoel Inácio do Canto e Silva, a antiga Fazenda Fortaleza, que nesta época já era chamada de Invernada da Ventania.

Com o passar dos tempos, o novo adquirente daquelas terras passou a assinar seu nome como Francisco das Chagas Ventania, permitindo que seus descendentes também ficassem conhecidos por esta alcunha que se transformou em sobrenome oral, pois o sobrenome dos descententes sempre foi Pinheiro.

O povoado de Ventania passou a ganhar consistência com a construção da Estação Ferroviária de Ventania. Pela Lei Estadual n.º 93, de 14 de setembro de 1948, foi criado o Distrito Administrativo. Em 13 de outubro de 1964, pela Lei Estadual n.º 371, o lugar transformou-se em Distrito Judiciário, com Termo na Comarca de Tibagi.

O município se emancipou em 14 de maio de 1990, pela Lei Estadual n.º 9.244, com território desmembrado de Tibagi.[1] A instalação oficial deu-se no dia 1º de janeiro de 1993, com a posse do primeiro prefeito municipal eleito, sr. Antônio Helly Santiago. Na mesma época deu-se início ao povoamento do hoje então, distrito jurídico de Novo Barro Preto (a 14,5 km da sede da prefeitura).

O nome da cidade é de origem geográfica, em referência à Fazenda Ventania, que tem esta denominação em função de um devastador tufão, que varreu a região em meados de 1870.

Segundo o pesquisador José Carlos Veiga Lopes, “Francisco Pinheiro das Chagas Ventania não comprou toda a fazenda Fortaleza, somente a invernada da Ventania, conforme escritura lavrada no 2º tabelião da cidade de Castro no dia 26 de março de 1893. Os vendedores foram Alfredo de Araújo Ribas e sua mulher dona Onistarda Novais Ribas, João Mariano Ribas e sua mulher dona Maria do Carmo Novais Ribas, Jonas Novais e Silva, coronel Jordão do Castro e Silva como tutor nato de seu filho menor Alcebíades, todos descendentes de José Félix da Silva e de Manuel Inácio do Canto e Silva.”

História de Novo Barro Preto[editar | editar código-fonte]

Na mesma época deu-se início ao povoamento do hoje então, distrito jurídico de Novo Barro Preto (14,5 km da sede da prefeitura). O povoado foi batizado de tal pelos tropeiros, que tocavam os porcos para a região de Castro e adotaram como parada obrigatória uma venda, situada na propriedade do Sr. Pedro Marcondes Ribas, na qual, ao lado de uma pequena lagoa, havia um alagado (banhado de barro preto), onde os porcos descansavam. Pouco mais a diante, surgiu um pequeno povoado, numa gleba de propriedade do sr. José Bueno de Camargo (Jeca Bueno), que foi quem doou o terreno para a construção da igreja que logo foi rodeada pelo povoado, batizado de Barro Preto.

Entre os pioneiros do lugar, destacaram-se alguns nomes, como: Pedro Marcondes Ribas, José Bueno de Camargo (Jeca Bueno), João Marcondes Ribas, José Luiz Sabatowich entre outros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências