Hitler: ein Film aus Deutschland

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Hitler, ein Film aus Deutschland
Hitler, um Filme da Alemanha (PT)
Alemanha Alemanha Ocidental
1977 • pb • 442 min 
Realização Hans-Jürgen Syberberg
Argumento Hans-Jügen Syberberg
Elenco Heinz Schubert
Peter Kern
Helmut Lange
Rainer von Artenfels
Peter Moland
Amelie Syberberg
Idioma alemão
Página no IMDb (em inglês)

Hitler, ein Film aus Deutschland (pt: Hitler, um Filme da Alemanha) é um filme alemão realizado em 1977 por Hans-Jürgen Syberberg.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Syberberg utiliza no filme referências documentais integradas num jogo literário e teatral. O cineasta desmonta a "encenação" Hitler, a "arte" e o espetáculo do nazismo, das grandes concentrações de massa, dos desfiles, dos discursos, da propaganda e do cinema. Syberberg tenta explicar Hitler e o nacional-socialismo nas suas raízes e contextos mitológicos.[1]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Título original: Hitler - ein Film aus Deutschland
  • Realização: Hans-Jürgen Syberberg
  • Sociedade de Produção: TMS Film GmbH - München ( Alemanha Ocidental); BBC - London ( Reino Unido); INA - Paris ( França)
  • Ano de produção: 1977
  • Argumento: Hans-Jügen Syberberg
  • Fotografia: Dietrich Lohmann
  • Direcção artística: Hans Gailling (cenários), Barbara Gailling e Brigitte Kuehlenthal (guarda-roupa)
  • Montagem: Jutta Brandstädter
  • Manipulação de fantoches: Barbara Buchwald e Hans M. Stummer
  • Duração: 442 min
  • Estreia mundial: 5 de novembro de 1977 (Londres,  Reino Unido)
  • Ante-estreia em Portugal: abril de 1980 - versão legendada em francês

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sobre o filme[editar | editar código-fonte]

Este é, sem dúvida, um dos filmes mais longos da história do cinema, com mais de sete horas de projecção. Se para muitos uma tal duração possa ser considerado como um exagero, não o foi para o realizador. A esse propósito, dizia Syberberg sobre a a sua obra: "Não acho que seja demasiado longa. Hitchcock precisava de 90 minutos para explicar um único assassinato. Eu tinha de explicar o que provocou cinquenta milhões de mortos. Fico um pouco envergonhado por não dispor, para tal, senão de sete horas[2] ".

Não só devido a este facto, mas também pelo modo original da sua realização, muito próximo da encenação de uma ópera, o filme acabou por não estrear comercialmente na maior parte dos países, sendo apenas exibido em festivais ou em sessões especiais (promovidas pelo Goethe-Institut em 1979/1980) para plateias muito reduzidas. Porém, nos Estados Unidos o filme obteve sucesso entre cineastas e intelectuais, acabando por ser adquirido pela distribuidora de Francis Ford Coppola na feira cinematográfica de Los Angeles. Hitler - ein Film aus Deutschland acabou por estrear em alguns cinemas de Nova York depois de Coppola agudizar ainda mais a provocação do tema ao acrescentar a palavra "nosso" ao título, passando a chamar-se Our Hitler.[3] A boa recepção que a película teve nos Estados Unidos não encontrou eco na então Alemanha Ocidental onde, para muitos alemães, o filme foi entendido como uma dura crítica à sociedade e ao país onde nasceu o nazismo. Ele mostra como a história de Hitler se encontra associada à história da Europa de há cem anos, sendo um trabalho essencial sobre a civilização europeia do século XX.[4]

Prémios[editar | editar código-fonte]

  • Vencedor do Troféu Sutherland (1977) do British Film Institute para o melhor filme estrangeiro

Referências

  1. [1]
  2. Hans-Jürgen Syberberg, em entrevista conduzida por Jacques Siclier, concedida ao jornal Le Monde em 9/6/1978
  3. Sabine Lietzmann. Jedermanns Hitler, in Frankfurter Allgemeine Zeitung, de 3/3/1980
  4. Derek Malcolm, in The Guardian de 6/12/1977