Homem de Java

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Homem de Java é o nome dado aos fósseis descobertos em 1891, nos bancos do rio Solo, próximo a Trinil, em Java, Indonésia, um dos primeiros espécimes do Homo erectus. Seu descobridor, Eugène Dubois, deu a ele o nome científico de Pithecanthropus erectus, um nome de origem gregas e latinas, significando homem-macaco ereto.

História[editar | editar código-fonte]

O achado de Dubois não era um espécime completo, mas o topo de um crânio, um fêmur, e alguns dentes. Alguns cientistas afirmam que o fêmur, que havia sido encontrado 12 metros distante dos outros ossos, são de um homem moderno.1 Um segundo espécie mais completo foi descoberto mais tarde na vila de Sangiran, a 18 km de Solo. Esta segunda descoberta foi feita pelo paleontologista berlinês von Koenigswald em 1936. Outras descobertas foram feitas mais tarde no sítio em Sangiran,2 apesar de serem oficialmente consideradas pobres e não significativas.3

Até as descobertas de restos humanos no Vale Great Rift, no Quênia, as descobertas de Dubois e Koenigswald eram os restos mais antigos de hominídeos encontrados, com idade estimada em 700.000 anos. O consenso atual dos antropólogos que é o ancestral direto dos humanos modernos foram as populações africanas de Homo erectus (possivelmente Homo ergaster), em vez das populações asiáticas exemplificadas pelo Homem de Java e Homem de Pequim.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Como em outras descobertas notáveis de fósseis hominídios, alguns criacionistas tentaram minimizar o significado revolucionário do Homem de Java, alegando que o espécime deve ser considerado ou humano moderno, ou macaco. Um exemplo deste argumento é a alegação que o Homem de Java é "um verdadeiro membro da família humana";4 um outro exemplo, na direção oposta, é a alegação falsa de que o próprio Dubois teria decidido mais tarde que o Homem de Java seria na verdade um Gibão.5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Talk Origins
  2. [1]
  3. [2]
  4. Marvin L. Lubenow, Bones of Contention, página 87
  5. [3]
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