Homem de Piltdown

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Fileira de trás: (da esquerda para a direita) F. O. Barlow, G. Elliot Smith, Charles Dawson, Arthur Smith Woodward. Fileira da frente: A. S. Underwood, Arthur Keith, W. P. Pycraft e Sir Ray Lankester. Quadro pintado por John Cooke em 1915.

O assim chamado Homem de Piltdown era formado por fragmentos de um crânio e de uma mandíbula recuperados nos primeiros anos do século XX de uma mina de cascalho em Piltdown, vila perto de Uckfield, no condado inglês de Sussex.[1] Especialistas da época afirmaram que os fragmentos eram restos fossilizados de uma até ali desconhecida espécie de homem primitivo. O nome latino de Eoanthropus dawsoni foi dado ao espécime.

A significância do espécime permaneceu objeto de controvérsia até que, com o avanço da ciência, foi declarada em 1953 como uma fraude, consistindo da mandíbula inferior de um símio combinada com o crânio de um homem moderno, totalmente desenvolvido. Segundo os relatórios, também foi utilizada uma lima para desgastar os dentes a fim de parecerem mais velhos, bem como os ossos (ou parte destes) foram submetidos a substâncias químicas com o mesmo objetivo. Foi sugerido que a fraude havia sido obra da pessoa tida como sua descobridora, Charles Dawson (1864-1916), sob cujo nome foi batizada. Este ponto de vista tem sido questionado e muitos outros candidatos têm sido propostos como os verdadeiros criadores da contrafação. O homem de Piltdown era relacionado a seres que não correspondiam a humanidade. [2]

Referências

  1. Roger Lewin (1987). Chain of Fraud (em inglês). Clark University. Página visitada em 19 de agosto de 2010.
  2. Piltdown Man: Case Closed (em inglês). Bournemouth University. Página visitada em 19 de agosto de 2010.

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