Homem

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Homem de Vitrúvio por Leonardo da Vinci (1485/90, Veneza, Gallerie dell' Accademia)

Um homem é um ser humano do sexo masculino, um adulto, animal bípede da ordem dos primatas pertencente à subespécie Homo sapiens sapiens. Menino é termo usual para uma criança humana do sexo masculino e os termos rapaz ou moço para um macho humano adolescente ou jovem adulto. O termo Homem, com inicial maiúscula, pode ser utilizado ainda para se referir ao ser humano de maneira geral, seja ele homem ou mulher, embora tal aplicação esteja sendo questionada por feministas.[1] [2] [3]

Quanto às origens[editar | editar código-fonte]

Representação de um homem.

Ao longo da História, desenvolveram-se diferentes concepções míticas, religiosas, filosóficas e científicas em relação ao Homem, cada uma com sua própria explicação sobre nossa origem, transcendência e sentido da vida:

  • Os acadianos afirmavam que o primeiro homem, Adapa, era filho do deus Ea, mas perdeu a imortalidade;
  • Um mito mesopotâmico afirma que o homem cresceu da terra como uma planta;
  • Para Hesíodo, Zeus modelou em argila Pandora, a primeira mulher, de cujo enlace com o deus Epimeteu nasceram o resto dos homens. Pandora torna-se depois responsável por todos os males da Humanidade ao abrir a Caixa de Pandora, onde apenas ficaram retidos os males que podem acabar com a Esperança;
  • O mito nórdico da criação atribui a Odin e seus irmãos o ato de infundir vida a dois troncos de árvore de uma praia, convertendo-os em Ask, o primeiro homem, e Embla, a primeira mulher;
  • Para alguns povos ameríndios, o homem surgiu de um tronco de árvore animado por Tupã.
  • Seguindo a tradição judaico-cristã, o homem (Adão) foi criado por Deus à sua imagem e semelhança a partir do pó da terra, e foi expulso do Paraíso como consequência do pecado original, depois de desobedecer a Deus e escolher por si mesmo o que devia ser o bem e o mal.
  • Em vista da ciência moderna, o homem, que juntamente com a mulher integra a espécie homo sapiens, assim como os membros de todas as outras espécies, é resultado de um processo evolutivo. No caso específico, de um símio predecessor atualmente extinto.

Símbolo[editar | editar código-fonte]

Mars symbol.svg

O símbolo de Marte (Unicode: ), o símbolo do planeta Marte e do deus Marte, deus da guerra, que simboliza a masculinidade, faz parte da mitologia romana, e é o equivalente a Ares na mitologia grega, também é o símbolo usado na biologia para o género masculino. É o símbolo usado na Alquimia para o ferro e é símbolo do sexo masculino é representando pelo símbolo que retrata. Este símbolo é interpretado como a lança e o escudo do deus da guerra Marte/Ares .

Passagens[editar | editar código-fonte]

As passagens da infância para a adolescência e da adolescência para a idade adulta são feitas pela sociedade, baseada em critérios tanto biológicos quanto sócio-culturais, e desta forma pode variar grandemente entre as culturas.

Idade e terminologia[editar | editar código-fonte]

A condição de homem é normalmente vinculada ao período da vida após a juventude, pelo menos fisicamente, durante o puberdade. Um menino é uma criança humana masculina. Para muitos, a palavra homem implicam um determinado grau de maturidade e a responsabilidade que homens jovens em especial não se sentem pronto para tal; contudo, também podem se sentir demasiado velhos para serem chamados de menino, por esta razão, muitos evitam usar o homem ou o menino para descrever um homem jovem e preferem termos mais coloquiais tais como rapaz, cara e gajo.[4]

Os filósofos gregos buscaram durante séculos a definição exata do que é um homem, sendo a mais conhecida a que o descreve como "um bípede implume" (duas pernas e sem penas). E Aristóteles a concebeu quando afirmou que o Homem é o animal racional. Essa definição vale para ambos os sexos, pois ambos são racionais, obviamente.

O feminismo critica a utilização do termo Homem como sinônimo de ser humano designando toda a espécie. Reivindica o uso do mesmo, exclusivamente, como oposição a mulher (significando então apenas ser humano do sexo e/ou do gênero masculino).

Biologia e gênero[editar | editar código-fonte]

Cariótipo típico de um homem com 22 pares de cromossomo autossômicos e um cromossomo X e um Y.

Os seres humanos exibem dimorfismo sexual em muitas características, das quais diversas não apresentam nenhuma ligação direta com a habilidade reprodutiva, porém a maioria destas característica têm um papel na atração sexual. A maioria das expressões do dimorfismo sexual, nos seres humanos, são encontradas na altura, no peso, e na estrutura do corpo, onde o homem geralmente apresenta portes maiores comparado a sua fêmea, a mulher.

Alguns exemplos dos caracteres sexuais secundários masculinas, nos seres humanos, adquiridos com a passagem da puderdade, como: aumento da quantidade de pêlo no corpo, desenvolvimento de pêlos na zona abdominal, barba, em média mãos e pés maiores que das mulheres, ombros e tórax mais largos, estrutura mais pesada do Crânio e dos ossos, maior massa múscular, Pomo-de-adão proeminente e voz grave e depósitos da gordura principalmente em torno do abdômen e da cintura.[4]

Nos termos da biologia, os órgãos sexuais masculinos estão envolvidos no sistema reprodutivo, consistindo de pénis, Ducto ejaculatório, testículos, ducto deferente e glândulas anexas como a Próstata. A função do sistema reproductivo masculino é de produzir o sémen que carrega o gameta masculino, o espermatozóide, e assim a informação genética, para que possa se unir a um gameta feminino, o óvulo, no útero uma mulher. O espermatozoide entra no útero e então nada até às trompas de falópio da mulher onde se encontra o óvulo e o fertiliza, que posteriormente se tornará um embrião, mas o sistema reprodutivo masculino não apresenta nenhum papel essencial durante a gestação.

O estudo da reprodução masculina e de órgãos associados é chamado Andrologia. A maioria, mas não todos, homens têm o cariótipo 46/XY. A presença de um número atípica dos cromossomos é chamada Aneuploidia, e os cromossomas sexuais extra podem causar a síndrome XXY ou a Síndrome XYY nos homens.

No general, os homens sofrem de muitas das mesmas doenças que mulheres. No entanto, há algumas doenças sexo-relacionadas que ocorrem unicamente ou mais frequentemente nos homens. Também, algumas doenças idade-relacionadas como Mal de Alzheimer que parecem ser menos comuns entre os homens.[5]

Nem sempre os fatores biológicos são suficientemente claros para determinar o género de uma pessoa. No caso das pessoas que apresentam intersexualidade (que misturaram características físicas e/ou genéticas dos dois géneros) podem ser usados outros critérios para justificar a decisão. Em termos legais esta decisão é tomada por terceiros pois, obviamente, um bebé não tem capacidade de a tomar e há a obrigação legal de classificar os cidadãos em termos de sexo. Há também homens que têm uma psicologia tipicamente feminina e/ou se sentem socialmente como mulheres na totalidade ou em diversos graus, ver transgénero e transexualidade.

Características sexuais[editar | editar código-fonte]

Nos seres humanos, o sexo de um indivíduo é determinado na hora da fecundação pelo material genético carregado dentro do espermatozóide. Se o espermatozóide que carrega um cromossoma X quando fertiliza o óvulo, a prole será tipicamente fêmea (XX); se o espermatozóide que carrega um cromossoma Y fertiliza o óvulo, a prole será tipicamente masculina (XY). Isto se refere ao sistema de sexo-determinação XY que é típico na maioria dos mamíferos, mas existem outros sistema de sexo-determinação, incluindo alguns que não tem correlação com a genética, mas com outros fatores como temperatura ambiente ou que trocam de sexo durante a vida devido a competição. As termo-características sexuais primárias denotam o tipo de gameta que as gonadas produzirão. O ovário produzirá óvulos na fêmea, e os testículos produzirão espermatozóides no macho. As termo-características sexuais secundárias denotam todas outras diferenças sexuais que têm os papéis diretos ou indiretos de promover a união com sucesso do espermatozóide com o óvulo, incluem todas as características especializadas dos machos e das fêmeas, as características da região genital, a plumagem brilhante dos pássaros machos ou da barba dos seres humanos, às características comportamentais tais como no período da corte.

Hormônios do sexo[editar | editar código-fonte]

Nos mamíferos, os hormônios que influenciam a diferenciação sexual e o desenvolvimento, são os Andrógenos (principalmente a Testosterona), que posteriormente estimulam o desenvolvimento do ovário. No embrião que ainda não sofreu diferenciação sexual a Testosterona estimula o desenvolvimento dos ductos de Wolff, para formar o pénis, e o fechamento das dobras labioescrotais para formar o escroto. Um outro hormônio significativo na diferenciação sexual é o hormônio Anti-Mülleriano, que inibe o desenvolvimento dos ductos de Müller.

Nos machos durante o puberdade, a testosterona, junto com a Gonadotrofina, liberado pela glândula pituitária, estímula a espermatogénese junto com uma distinção sexual completa de um macho humano de uma fêmea humana, quando as mulheres são influencidas pelo estrogênio e a progesterona para produzir sua distinção sexual do macho humano.

Concepções de Homem[editar | editar código-fonte]

Em sentido mais aprofundado, desde os primeiros aglomerados humanos em 'pólis' discute-se a concepção do homem enquanto ser racional. Em outros termos, os grandes pensadores subdividem essas concepções em duas vertentes. A diferenciação abarca as noções de destino de autonomia sobre si em relação aos outros,sendo ambas as formas de pensamento tipos ideais, como propôs Weber. Uma segue o preceito da liberdade como cuidado de si, levando-se em conta a consideração dos outros homens dotados de mesma potencialidade criadora e criativa. A coragem, a ação, e a responsabilidade levam ao conhecimento de humanidade, de uma razão dotada em nome do auto-controle. Já a outra postulação situa-se frente a prerrogativa do homem "ser da natureza", dotado de instinto e seguidor do interesse individual. Essa noção aceita o homem como um ser de direito dentro de um complexo social desigual, onde convivem homens desiguais, e a imposição da vontade impera sobre auto-controle; a razão é ferramenta que serve ao individualismo. Vários pensadores se dividem entre essas duas postulações, com imbricações e matizes. Ainda que a segunda noção pareça excessivamente cruel, os defensores creditam a ela o poder sobre o real, ou seja, ela se adequa de forma melhor aos contextos atuais da humanidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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Referências

  1. [1] (em inglês). Página visitada em 3 de março de 2012.
  2. Moema Viezzer; Tereza Moreira, Carmen Lúcia Rodrigues (Maio de 1996). [www.ecoar.org.br/avaliando2/downloads/EA3-Relacoes.doc Relações de gênero na educação ambiental] (DOC) Instituto ECOAR para a Cidadania. Página visitada em 2010-05-02.
  3. Ceismael. Que é o homem?. Página visitada em 3 de março de 2012.
  4. a b Brasil Escola. Puberdade. Página visitada em 3 de março de 2012.
  5. (em português) Azheimermed.com.br - Doença de Alzheimer

Ligações externas[editar | editar código-fonte]