Homo heidelbergensis

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Homo heidelbergensis

Homo heidelbergensis
Estado de conservação
Pré-histórica
Classificação científica
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Mammalia
Subclasse: Theria
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Euarchontoglires
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Catarrhini
Superfamília: Hominoidea
Família: Hominidae
Subfamília: Homininae
Género: Homo
Espécie: H. heidelbergensis
Nome binomial
Homo heidelbergensis
(Schoetensack, 1908)
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Homo heidelbergensis é um hominídeo extinto que surgiu há mais de 500 000 anos e perdurou, pelo menos, até cerca de 250 000 anos (Pleistoceno medio). Recebeu este nome pelo fato dos primeiros fósseis descobertos terem sido encontrados próximo à Heidelberg, na Alemanha.

Evolução[editar | editar código-fonte]

É um antepassado direto do Homo neanderthalensis na Europa, além de apresentar bastante semelhança com os Homo sapiens arcaicos encontrados na África: Homo rhodesiensis e Homo sapiens idaltu. Sabe-se hoje que o H. heidelbergensis não foi antepassado direto do homem moderno; encontra-se entre o Homo antecessor, espécie pouco conhecida e baseada em fósseis achados nas colinas de Atapuerca (Espanha), e os H. neanderthalensis, na escala evolutiva. Apresenta caracteres gerais intermediários entre H. erectus/H. ergaster e o H. sapiens.

A dieta do Homo erectus foi provavelmente baseada no cleptoparasitismo (roubo da presa de animais predadores), na carniçaria (que forneciam proteína e gordura de boa qualidade) e na coleta de vegetais, no Homo heidelbergensis percebe-se um predomínio da dieta carnívora, com evidências de caça. A pressão evolutiva para que se desenvolvesse a caça entre os H. heidelbergensis estava nas condições ecológicas do território colonizado por estes hominídeos: a Europa era fria e, durante seis meses, havia muito menos recursos alimentares vegetais do que na África; a carniçaria e o cleptoparasitismo não forneciam nutrientes suficientes. Isto havia induzido (por seleção) a aparição de condutas sociais dedicadas à caça: grupos de H. heidelbergensis se organizavam para perseguir outros animais e abatê-los em armadilhas naturais (precipícios, pântanos etc.) ou desenvolviam grandes machados de pedra e, inclusive, venábulos rústicos de madeira.

Características[editar | editar código-fonte]

Eram indivíduos altos (entre 1,75 e 2,80 m) e muito fortes (chegando a pesar 200 kg)[carece de fontes?], apresentando um grande crânio (1.350 cm³) bastante aplanados em relação ao homem atual, com mandíbulas salientes e grande abertura nasal.

Homo heidelbergensis - Reconstrução facial forense

A parte traseira do crânio é mais arredondado do que nos H. erectus/H. ergaster e as maças do rosto são mais salientes, como nos H. neanderthalensis, ainda que a face seja mais plana. Seu aparelho fonador não difere muito ao do homem moderno, o que leva a pensar que a linguagem, entendida de uma maneira diferente da atual, já estava presente nestes grupos.

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Os utensílios associados com os fósseis consistem basicamente em "pedras de cortar" e algumas ferramentas de lascas, como pontas e raspadores de madeira, ossos e chifres, sendo os iniciadores desta técnica. Dentro desta tecnologia está o machado de mão, talhado em ambas as faces. Sua utilidade é muito diversa: de acordo com a análise de outras pedras, o machado de mão era usado para curtir peles ou trabalhar em madeira. Há 400 000 anos, já utilizavam lanças de madeira rudimentares. Também é provável que, nesta época, o fogo fosse utilizado, já que há evidências de fogueiras.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martin, Fernando Diéz, Breve Historia del Homo Sapiens (título original), nowtilus saber (editora original), 2008, ISBN-13: 978-84-9763-774-9
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