Homossexualidade e luteranismo

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Pontos de vista luteranos quanto à homossexualidade são variáveis porque os luteranos não têm uma organização central. No entanto, é certo dizer que a Igreja Luterana como um todo é uma das vertentes do cristianismo que se enquadra entre as alas mais progressistas.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB)[editar | editar código-fonte]

Em 2011 a presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) emitiu carta pastoral sobre o casamento gay no civil, assinada pelo pastor presidente Nestor Paulo Friedrich, na qual está afirmada a aceitação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que passou a reconhecer a união afetiva contínua, pública, e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como "entidade familiar", entendida como sinônimo de família.[1]

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB)[editar | editar código-fonte]

Talvez o assunto mais controverso entre os membros luteranos seja em respeito à homossexualidade, visto que os mesmosnão têm uma organização central. Apesar da Federação Luterana Mundial adotar um princípio de não haver punições para pastores que tenham parceiros do mesmo sexo,[2] a IELB bem como todas as igrejas do Concílio Luterano Internacional (ILC) são fortemente contra a aceitação de qualquer relação entre pessoas do mesmo sexo, não os aceitando em seu meio, por ferir os princípios da Bíblia.[3] No entanto, a IELB condena qualquer tipo de discriminação perante à homossexuais, conforme nota publicada pelo então presidente Egon Kopereck, que diz que deve-se colocar ao lado destas pessoas para elas buscarem o caminho certo.[4]

Na Alemanha e nos outros países germânicos e de tradição protestante na Europa[editar | editar código-fonte]

Na Europa, também há muitas igrejas cristãs que não consideram relacionamentos do mesmo sexo monogâmicos como pecaminosos ou imorais. Estas incluem todos os alemães luteranos, igrejas unidas e reformadas na Igreja Evangélica na Alemanha,[5] todas as igrejas reformadas suíças na Igreja Reformada Suíça, a Igreja Protestante da Holanda, a Igreja Nacional Dinamarquesa, a Igreja da Suécia, a Igreja da Islândia, a Igreja Evangélica Espanhola[6] e a Igreja da Noruega. A Igreja da Finlândia também permite oração para casais do mesmo sexo.[7]

Nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

A Igreja Luterana Evangélica nos Estados Unidos (Evangelical Lutheran Church in America), o maior conjunto de igrejas luteranas dos Estados Unidos, com pouco menos de dois terços dos americanos luteranos, "aprovou uma resolução em sua assembléia anual conclamando bispos a não punir pastores que se encontram em 'relações fiéis e compromissadas com pessoas do mesmo sexo'".[8] .

Em contraste, a Igreja Luterana - Sínodo de Missouri (Lutheran Church - Missouri Synod) é fortemente contra a aceitação de comportamento homossexual. [9] . O histórico trabalho missionário da ILSM está diretamente ligado à fundação da Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

Canadá[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2011 a Assembléia Geral da Igreja Evangélica Luterana no Canadá (Evangelical Lutheran Church in Canada) aprovou um novo documento oficial sobre sexualidade, no qual ficou especificado que se permite clero que estiver em relacionamentos homoafetivos, e permitindo que sejam abençoadas as uniões entre pessoas do mesmo sexo.[10]

Referências

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