Hoplias malabaricus

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Hoplias malabaricus em gravura do século XVIII

Hoplias malabaricus em gravura do século XVIII
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Characiformes
Família: Erythrinidae
Género: Hoplias
Espécie: H. malabaricus
Nome binomial
Hoplias malabaricus
(Bloch, 1794)
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Hoplias malabaricus (Bloch), popularmente conhecido como traíra, taraíra, tararira, tarira,dientudo, dorme-dorme, maturaqué, robafo e rubafo[1] , é um peixe teleósteo da família Erythrinidae. O dorso é negro, os lados são pardo-escuros e o abdômen é branco. Possui manchas escuras pelo corpo. Não possui nadadeira adiposa. Mede até 40 centímetros de comprimento. É carnívoro, possui dentes cortantes e é uma espécie indesejável na piscicultura[1] , por alimentar-se de alevinos. A traíra é um peixe de enorme agressividade, classificado como muito esportivo, procurado com grande frequencia por pescadores esportivos em vários países da América do Sul, principalmente Brasil, Uruguai e Argentina. A modalidade de pesque e solte vem sendo muito difundida, principalmente no Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, onde o surgimento de Associações de Pescadores Esportivos vem colaborando para a conscientização sobre a preservação da espécie, atuando em parceria com produtores rurais e entidades fiscalizadoras oficiais. A atuação dessas entidades privadas, já está surtindo efeito nas Bacias do Rio Negro e Rio Uruguai. Produtores rurais da fronteira do Brasil e Uruguai proibiram a pesca predatória em suas propriedades e estimulam a prática da pesca esportiva na modalidade de pesque e solte. Um exemplo disso, foi o surgimento da A.P.E.F. (Associação dos Pescadores Esportivos da Fronteira) sediada em Bagé/RS, essa organização sem fins lucrativos e fundada por pescadores esportivos, muitos deles produtores rurais que cederam suas propriedades para as práticas esportivas, dentre eles os sócios-fundadores Luiz Antônio Becerra, Carlos Alberto L. Pereira, e outros, atua disseminando a prática de pesque e solte, realiza cursos, palestras e seminários sobre o tema, além de organizar campeonatos de pesca esportiva, com circuito de pesca embarcada e desembarcada, com participação de mais de sessenta pescadores por etapa, sendo inclusive reconhecida em nível nacional. A A.P.E.F. fundada sobre a presidência do pescador e empresário Guilherme Monteiro, no ano de 2014, conta atualmente com quase cem associados, com o suporte jurídico de Gonzales Xavier Advogados Associados, através do sócio-fundador, o advogado e pescador esportivo Máikol Berthuline Gonzales, reúne amantes da pesca esportiva, em especial da pesca da traíra, espécie que já apresenta substancial melhora em vários aspectos, tais como: tamanho (chegando aos 60 cm de comprimento), peso (ultrapassando os 5 kg), etc. A pesca esportiva vem crescendo a cada dia, geralmente com a recomendação do uso de iscas artificiais, fomentando a economia, com o surgimento de lojas especializadas em comercialização de equipamento de pesca, empresas de turismo especializado com guias de pesca e aumento da demanda na rede hoteleira devido a grande procura pela traíra nas águas do Sul do continente. A cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, está se tornando um polo de pesca esportiva devido ao trabalho de pescadores, entidades privadas sem fins lucrativos, ambientalistas e simpatizantes que atuam em defesa do meio ambiente conjugando esforços com o Governo Municipal na preservação das bacias hidrográficas da região.

Etimologia

"Traíra", "taraíra", "tararira" e "tarira" originaram-se do tupi tare'ira[1] .

Referências

  1. a b c FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 697
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