Hora do Brasil

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A Hora do Brasil, atualmente chamado A Voz do Brasil, é um programa radiofônico criado por Armando Campos em 1934, durante o Estado Novo, e retransmitido obrigatoriamente por todas as emissoras do país, entre 19:00 e 20:00 desde 1938. [1] O então Presidente da República, Getúlio Vargas, usava a Hora do Brasil para falar diretamente ao povo. O programa transmitia discursos do presidente e anunciava as realizações do seu governo.

História[editar | editar código-fonte]

Criado em 1934, a Hora do Brasil, o mais antigo programa radiofônico brasileiro, foi ao ar pela primeira vez na noite de 22 de julho de 1935 com o nome de Programa Nacional.[2] Em 1938, passou a se chamar Hora do Brasil, e sua transmissão tornou-se obrigatória.[3]

Desde 1931, com o Departamento Oficial de Publicidade, substituído em 1934 pelo Departamento de Propaganda e Difusão Cutural (DPDC), o governo já vinha implantando uma política de controle da informação transmitida pelo rádio e pela imprensa. Quando o DPDC se transformou no Departamento Nacional de Propaganda (DNP), em 1938, inaugurou-se o programa "Hora do Brasil", transmitido diariamente por todas as estações de rádio, com duração de uma hora, visando à divulgação dos principais acontecimentos da vida nacional.

A partir de 1939 a "Hora do Brasil" passou a ser feita pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que tomou o lugar do DNP. O programa destinava-se a cumprir três finalidades: informativa, cultural e cívica. Além de informar detalhadamente sobre os atos do presidente da República e as realizações do Estado, "Hora do Brasil" incluía uma programação cultural que pretendia incentivar o gosto pela "boa música" através da audição de autores considerados célebres. A música brasileira era privilegiada, já que 70% do acervo era constituído de obras de compositores nacionais. Comentários sobre a arte popular, em suas várias expressões regionais, e sobre pontos turísticos do país também eram incluídos na programação. Quanto à parte cívica, era composta de "recordações do passado", em que se exaltavam os feitos da nacionalidade. As peças de radioteatro, para as quais eram convidados os mais destacados dramaturgos da época, como Joracy Camargo, tratavam de dramas históricos, como a retirada da Laguna, a abolição da escravatura e a proclamação da República.[carece de fontes?]

Durante todo o período em que esteve à frente do Ministério do Trabalho(de janeiro de 1942 a julho de 1945), Alexandre Marcondes Filho fez palestras semanais na "Hora do Brasil" dirigidas aos trabalhadores. Foram ao ar mais de 200 palestras, com duração aproximada de dez minutos, todas as quinta-feiras. No dia seguinte as palestras eram publicadas pelo jornal porta-voz do regime, A Manhã. Popularmente, o programa "Hora do Brasil" ficou conhecido como "o fala sozinho". Para desfazer essa imagem, o governo, através do jornal A Manhã, realizava enquetes de opinião nas ruas da cidade. Os resultados da pesquisa procuravam reforçar a impressão favorável do público.[carece de fontes?]

Em 1962, a partir da entrada em vigor do Código Brasileiro de Telecomunicações , o programa foi renomeado como A Voz do Brasil, denominação que permanece até os dias atuais, e passou a incluir notícias do Poder Legislativo, na segunda meia hora do noticiário.[4]

Referências

  1. Áudio: Em 1935 surgiu A Hora do Brasil, mais conhecida como A Voz do Brasil. Por Luiz Cláudio Canuto.
  2. Nava, Carmen; Lauerhass Jr, Ludwig (orgs.). Brazil in the Making: Facets of National Identity. Oxford: Rowman &Littlefield, 2006.
  3. Em Brasília, 19 horas. Criado por Getúlio Vargas, A Voz do Brasil completa 75 anos. Por Álvaro Oppermann. Aventuras na História, 17 de setembro de 2010.
  4. Seminário conta história da Voz do Brasil, programa de rádio mais antigo do país. Por Irene Lôbo. Agência Brasil, 28 de março de 2006.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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