Hotel Ryugyong

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Hotel Ryugyong
Ryugyong Hotel - August 27, 2011 (Cropped).jpg
Pyongyang, Coreia do Norte
39° 02′ N 125° 43′ E
Status Em Construção (desde 2008)
Pedra fundamental 1987
Altura
Antena 330 m (1,083 ft)
Telhado 330 m (1,083 ft)
Características
Área 360,000 m²
Andares 105
Construção
Arquiteto Baekdu Mountain Architects & Engineers
Contratante Baekdu Mountain Architects & Engineers, Balfour Beatty Construction
Desenvolvedor Coreia do Norte Coreia do Norte

O Hotel Ryugyong (ou Hotel Ryu-Gyong, Hotel Yu-Kyung, Construção 105[1] ; em coreano: 류경호텔) é um hotel em construção, o vigésimo-oitavo arranha-céu mais alto do mundo. Situa-se em Sojang-dong, distrito de Potong-gang, Pyongyang, Coreia do Norte. A construção do arranha-céu iniciou-se em 1987 e foi paralisada em 1992, sendo retomada em 2008[2] .

História[editar | editar código-fonte]

O edifício foi declaradamente construído como uma resposta a diversos arranha-céus construídos na Ásia nos anos 80, especialmente ao Swissôtel The Stamford (à época, Westin Stamford Hotel) em Singapura[3] , que foi terminado em 1986 pela empresa sul-coreana SsangYong Group. A construção do edifício ficou a cargo da firma norte-coreana Baekdu Mountain Architects & Engineers[1] . O governo norte-coreano esperava financiamento estrangeiro para a obra, que seria uma entrada de capital internacional no mercado imobiliário norte-coreano. Uma firma, the Ryugyong Hotel Investment and Management Co., foi criada para atrair o financiamento estrangeiro. Esperava-se valores na faixa de US$ 230 milhões. Um representante do governo prometeu relaxamento de restrições, como a permissão para criação, no hotel, de cassinos, boates etc.[4]

O plano inicial era entregar o hotel em junho de 1989, para o décimo-terceiro Festival Mundial de Juventude e Estudantes. Entretanto, problemas com os métodos de construção e materiais adiaram o término da obra. A obra foi abandonada em 1992, devido a escassez de energia, problemas de financiamento, a grande fome de 1990 e incapacidade dos elevadores de construção de chegar aos andares superiores. Jornais japoneses estimam que o custo da obra foi de US$ 750 milhões, cerca de 2% do PIB norte-coreano[5] [3] .

O nome Hotel Ryugyong vêm de um nome histórico de Pyongyang. Ryugyong significa "capital dos salgueiros".

Construção[editar | editar código-fonte]

Hotel Ryugyong é o vigésimo-oitavo arranha-céu mais alto do mundo, com 330m de altura, 360000m2 de área no térreo e 105 andares; teria 3000 quartos e sete restaurantes, sendo cinco no topo[6] [3] . A estrutura de concreto armado consiste em três asas, cada uma medindo 100m de comprimento e 18m de largura. As asas convergem para um ponto comum, onde formam um pináculo. No topo, há uma estrutura circular de 40 m de diâmetro, contendo oito andares. Planejava-se que tal estrutura circular seria rotatória. Sobre a estrutura circular, há seis andares fixos. Há um guindaste sobre o topo. O hotel seria rodeado por pavilhões, jardins e terraços[carece de fontes?]. A inclinação de suas paredes é de 75°[7] .

Os planos originais de construção previam um esqueleto estrutural de aço, um requerimento padrão para qualquer edifício de tal magnitude. A Coreia do Norte, entretanto, não possuía ou não tinha como conseguir tanto aço, e insistiu em uma estrutura feita inteiramente de concreto reforçado. O concreto utilizado foi de uma variação doméstica de baixa qualidade, e mostrou-se defeituoso antes mesmo do prédio ser totalmente erguido[8] . Foi dito que a fragilidade do interior da estrutura de concreto é tão severa que muitos elevadores estão inoperantes devido ao empenamento das guias. As estruturas de concreto exteriores também expõem grandes corrosões ocasionadas pelo clima[carece de fontes?].

Situação atual[editar | editar código-fonte]

Hotel Ryugyong, antes da retomada das obras em 2008

As obras foram interrompidas em 1992. A estrutura básica estava completa à época, porém nenhuma janela fora instalada, nem instalações, ou fittings, e o prédio não foi certificado para ocupação[8] .

Em abril de 2008, porém, as obras foram retomadas. A empresa egípcia Orascom Telecom é responsável pela obra, gerenciada pelo engenheiro egípcio Mahmoud Fawzi[6] . Telas de proteção foram vistas ao redor da construção, vidraças foram adicionadas[9] e torres de telecomunicação postas no topo (60% dos habitantes de Pyongyang possuem telefones celulares)[10] .

Segundo o governo norte-coreano, espera-se inaugurar o edifício em 15 de abril de 2012, o centésimo aniversário de Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte[6] . Entretanto, há dúvidas se a Coreia do Norte teria dinheiro, matéria-prima e energia suficiente para um projeto de tamanha magnitute[8] . Estimativas na media sul-coreana indicam que, para que o hotel fosse terminado e se tornasse seguro, seriam necessários US$ 2 bilhões, cerca de 10% do PIB da Coreia do Norte[7]

Reações[editar | editar código-fonte]

O hotel foi adicionado a mapas de Pyongyang antes mesmo da construção iniciada, e cartões postais já mostravam o edifício antes de ser sequer vagamente terminado[3] .[carece de fontes?]. Hoje, porém, é comum peças publicitárias que enaltecem as belezas da região apagarem o hotel das fotografias[2] . O edifício se tornou um tabu entre os habitantes de Pyongyang, que resistem em falar dele ou mesmo em explicar do que se trata[8] , apesar do edifício de destacar grandemente no horizonte da cidade[7] .

O hotel foi considerado por várias revistas e sites (Esquire, Worldhum.com, Weirdasianews.com) como a construção mais feia do planeta[2] . "Hotel of Doom", "hotel fantasma" e "a pior construção da história da Humanidade" são alguns epítetos atribuídos ao prédio[7] [11] .

Referências

  1. a b Hotel Ryugyong no Emporis
  2. a b c Hotel norte-coreano é considerado o prédio mais feio da terra. Portal G1 (20 de fevereiro de 2009). Página visitada em 5 de julho de 2009.
  3. a b c d Bjerg, Greg (6 de abril de 2006). North Korea's "Secret" Hotel (em inglês). Página visitada em 5 de julho de 2009.
  4. Ngor, Oh Kwee. (6 de setembro de 1990). "Western decadence hits N. Korea" (em inglês). The Japan Economic Journal: 12 pp.. Referência retirada do artigo da Wikipedia anglofona, não verificada.
  5. (15 de novembro de 1990) "North Korea builds record-height hotel" (em inglês). Engineering News-Record: 41 pp.. Referência retirada do artigo da Wikipedia anglofona, não verificada.
  6. a b c Kirk, Donald. (27 de outubro 2008). "Grand Illusion" (em inglês). Forbes. Página visitada em 5 de julho 2009.
  7. a b c d Herskovitz, Jon. (18 de julho de 2008). "North Koreans revamp 'world's worst building'" (em inglês). The Independent. Página visitada em 5 de 07 de 2009.
  8. a b c d Beckmann, Dan. . "Pyongyang: Home to the Tallest Hotel in the World That Could, but Will Never Be" (em inglês). ABC News. Página visitada em 5 de julho de 2009.
  9. Kernbeisser. Ryugyong Hotel 류경호텔 (em inglês). Página visitada em 5 de julho de 2009.
  10. http://dailynk.com/english/read.php?cataId=nk01500&num=7705
  11. Hagberg, Eva. (28 de janeiro de 2008). "The Worst Building in the History of Mankind" (em inglês). Esquire. Página visitada em 11 de abril de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]