House music

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House Music
Origens estilísticas Disco, boogie, Hi-NRG, soul, funk, electro, synthpop, dub
Contexto cultural Início da década de 1980, Chicago, Estados Unidos
Instrumentos típicos Sampler, caixa de ritmos, sintetizador, sequenciador
Popularidade Mundialmente popular desde a década de 1990
Subgêneros
Acid house • Ambient house • Balearic beat • Deep house • Detroit techno • Diva house • Microhouse • Pop house • Funky house • Electroswing • Dream house • Liquid funk • Tribal house • Vocal house • Hardbag  •
Gêneros de fusão
Alternative dance • Ambient house • Disco house • Electro house • French house • Electronic rock • Ghetto house • Hip house • Latin house • Neo Soul • Tech house • Eurodance • house progressiva •

House music é um estilo musical surgido em Chicago, nos Estados Unidos, na primeira metade da década de 1980. Há muitos mitos sobre como ocorreu o nascimento da house music, mas de fato nenhum deles detém fontes e nem ao menos se sabe quais foram os produtores que trabalharam com maior afinco no desenvolvimento da cultura house music. Muitos dizem que a house music é uma vertente da disco music e da electropop dos anos 70, pois foram estilos de música quase que contemporâneos[1] . Frankie Knuckles é aclamado por muitos como o "pai" da House Music[2] , ele que é um dos pioneiros deste gênero juntamente com outros nomes como Tony Humphries[3] . Atualmente existem muitas sub-vertentes do house, tais como: funky-house, tech-house, disco-house, progressive house, electro-house, acid house, soulful house, neo-jazz-house, entre outros.[4]

O elemento comum de quase toda a house music é uma batida 4/4 gerada numa bateria eletrônica, completada com uma sólida (muitas vezes também gerada eletronicamente) linha de baixo e, em muitos casos, acréscimos de "samplers", ou pequenas porções de voz ou de instrumentos de outras músicas. Representa, de certa forma, também uma evolução da disco music dos anos 70. A maioria dos projetos (desenvolvidos por DJs e produtores) e grupos de house music têm como origem a Itália, a Alemanha, a Bélgica, além dos Estados Unidos e Reino Unido.

Elementos musicais[editar | editar código-fonte]

Típica música house.

A música house é uptempo, ou seja, possui batidas bem rápidas variando entre 118 e 135bpm. Apesar que nos primeiros anos era bem lenta.

A batida 4/4 é um dos elementos mais comuns no house, que geralmente é gerado por uma caixa de ritmos ou um sampler.

Diversas fontes de som são utilizadas no house, normalmente contínuos que se repetem eletrônicamente com linhas de sequência geradas por um sintetizador.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A origem do termo "house" (casa em inglês) é contraditório. A teoria mais aceita é que o termo tenha vindo de um clube noturno de Chicago chamado The Warehouse que existiu entre 1977 e 1982. Essa casa noturna era conhecida por ter a maioria do público, negros, gays e latinos [5] que vinham dançar o disco desempenhado pelo DJ Frankie Knuckles. Embora Knuckles tenha deixado o clube em 1982 que trocou até de nome anos depois, o termo "house" que era uma abreviação de Warehouse tornou-se popular entre os habitantes de Chicago como sendo sinônimo das seleções musicais de Knuckles.

Variações[editar | editar código-fonte]

House music[editar | editar código-fonte]

Batida seca, 4/4,com "viradas" de muitas batidas, vocais femininos, melodia alegre e com velocidade próximas a 120 a 135 BPM (Batidas por Minuto).

Apesar da House ter seu inicio no verão de 1987, no Brasil ela somente destronou outros ritmos em 1989, quando o Mega Hit Pump Up the Jam (Technotronic) invadiu as pistas do Mundo Inteiro, tornando a Dance Music uma mania mundial. Com o surgimento desse hit no Brasil, a House ficou popularmente conhecida pelo termo pejorativo de "poperô". Em 1993 essa mesma música retornou as paradas de sucesso no filme Space Jam, provando que a House Music tinha muito mais fôlego que os críticos poderiam imaginar.

É dificil destacar algum hit como principal, pois a House Music produziu inúmeros hits de grande sucesso.

Muitos, na época, falaram que a House era um estilo passageiro e que seria apenas mais um modismo, mas passados 20 anos, o ritmo dançante da house music continua intacto e parece até com mais vigor, agora com o apoio de ritmos que originaram dela, como o Techno, Psy, Trance e vários outros.

Hoje no Brasil a House Music tem se difundido cada vez mais. Inúmeras casas noturnas do país fazem sucesso tocando música House e convidando inclusive vários DJ's de renome internacional que passaram a tocar em terras brasileiras. Além disso é um dos estilos mais tocados em festas caseiras, entre amigos (chill-out).

Acid house[editar | editar código-fonte]

Estilo mais radical de house, gênero musical fabricado em estúdio. O acid surgiu de uma brincadeira de Dj Pierre, com o sintetizador analógico Roland TB-303, máquina essa que veio a caracterizar toda uma sonoridade que saiu em bastantes discos e gêneros posteriores. O resultado dessa experimentação resultou a faixa 'Acid Trax', considerada o marco zero da Acid House. Na verdade, sons da TB 303 já haviam aparecido em composições anteriores, mas forma de comportadas linhas de baixo. Na Acid House, a 303 cria ruídos corrosivos, distorcidos, cibernéticos e futuristas. A sustentação rítmica do acid é feita por contrabaixos eletrônicos e baterias programadas. Esses instrumentos são misturados com o auxílio de computadores a amostras diversas, como sons distorcidos de guitarras dos anos 60, orgasmos femininos repetidos e seqüenciados, metralhadoras, explosões e diálogos de filmes, sempre organizados de maneira rítmica e cíclica.

Alguns atribuem o nome "acid" ao consumo de LSD conhecido vulgarmente por "ácido" e, sobretudo, Ecstasy, entre os frequentadores das casas londrinas que tocavam este gênero de música. Ainda de acordo com esta explicação, a alusão ao Ecstasy, ou apenas 'E', aparece também em muitos nomes de canções acid. Os conhecedores do estilo atribuem o termo "acid" ao som característico emitido pelo sintetizador de baixo TB-303 ao ter seus botões de controle de efeitos girados pelo artista na hora da execução de alguma linha melódica.

No verão de 1987, esse peculiar estilo de House Music deixa sua Chicago natal e aporta no balneário espanhol de Ibiza, muito popular entre os veranistas vindos de toda a Europa, sobretudo ingleses. É ali que a Acid House deixa de ser um estilo da House de Chicago para se transformar em um fenômeno cultural. Os DJs locais dão uma forma mais radical ao estilo, enfatizando o lado eufórico e, sobretudo, psicodélico da música. No verão seguinte é levada para Londres por DJs ingleses, e logo vira hit. É o chamado 'Verão do Amor' Summer of Love, estopim de uma revolução cultural jovem no Reino Unido. Roupas fluorescentes e coloridas, além de uma atitude ao mesmo tempo amistosa, libertária e energética, dão o tom do movimento. O smiley, um sorriso dentro de uma bola amarela, vira emblema dos adeptos da acid house e é estampado em camisetas. Do Reino Unido, o fenômeno se espalha rapidamente pelos países vizinhos, sobretudo Alemanha, Itália e Países Baixos..

Um dos álbuns que marcam a efervescência acid foi Wanted, de Yazz puxado pelo hit "The Only Way is Up" e "Stand up", chega às primeiras posições da parada de sucessos inglesa e rende a Yazz o título de rainha da house. Também fazem sucesso Into the Dragon, do Bomb the Bass e Jack the Tab cujas músicas supostamente interpretadas por vários grupos – na verdade fictícios, criados pelos computadores do produtor musical Genesis P. Orridge.

A Acid House como vertente da E-Music praticamente foi deixada de lado a partir de 1989, quando se desdobra em outros sub-gêneros, sendo que alguns deles começaram a dominar o mainstream. Entretanto, os ecos do boom acid inicial ainda estão presentes na raiz de diversas produções atuais.

Alguns sucessos da fase Acid House:

  • Acid Trax - Phuture
  • Acid Thunder - Fast Eddie
  • Land of Confusion - Armando
  • Theme From S'Express - S'Express
  • Pump up the Volume - M.a.r.r.s
  • Meet Every Situation Head on M.e.s.h- Jack The Tab
  • The Only Way is Up- Yazz
  • DJ Antoine - With You
  • Inna - Hot

Acid break[editar | editar código-fonte]

É a fusão do Acid House com suas sustentação rítmica feita por contrabaixos eletrônicos, sons distorcidos de guitarras dos anos 60 e baterias programadas, normalmente criado com o TB303 (baixo) e o TR808 (bateria) da Roland, com as batidas quebradas do Breakbeat.

Soulful House[editar | editar código-fonte]

O estilo de House com forte influencia da Soul Music americana. Herdeiro do Garage House, tem nos DJs de New York seus maiores representantes.

Deep House[editar | editar código-fonte]

Estilo mais introspectivo de House até ao momento. Como o nome indica, baseia-se em sons profundos e calmos, sobre a batida 4/4 característica do House. É representado por diversas escolas com referencias diferentes, do mais orgânico ( West Coast) ao sintético ( Berlin, Londres).

Electro House[editar | editar código-fonte]

Estilo de House com timbres sujos, sintéticos e sombrios e com linhas de baixo ácidas,característica emprestada do electro da década de 80.

Tribal House[editar | editar código-fonte]

O uso de sons tribais (sons da selva) normalmente na área da percussão, que é exaustivamente trabalhada. Pensa-se que o tribal surgiu de uma ligação entre a música africana e a electrónica. Pode-se dizer que o Tribal é o casamento da House Music com ritmos africanos, gerando uma mistura de sons e efeitos. Observa-se também mistura de instrumentos de sopro como o saxofone na famosa track de Laurent Wolf - Saxo. Entre os africanos é comum chamar de Afro-House ou Afro Tech, que tem como maiores produtores do continente africano Black Coffee, Boddhi Satva, DJeff Afrozila, Rancido, Dj furreta, Culoe the Song, Ndinga Gaba, entre outros...

Progressive House[editar | editar código-fonte]

Estilo de House que surgiu no inicio dos anos 90. Consiste numa batida 4 por 4 com um bass mais profundo, com uma atmosfera mais elaborada e emocional onde as mudanças na música ocorrem pouco a pouco.

Tech House[editar | editar código-fonte]

Estilo de house que vem da mistura do techno com a house, sendo no caso um meio termo entre ambos. Podendo também certas vezes misturado com o deep house, resultando no Deep & Tech House.

Dirty House[editar | editar código-fonte]

Estilo de house desenvolvido na Europa, principalmente na França e nos Países Baixos (então, é também conhecido como Dutch House), ao longo dos anos 2000. Consiste numa grande mistura de várias características dos outros estilos de house, principalmente batidas de Progressive House; misturadas com sons e sínteses sonoras que usam, por exemplo, os efeitos do Portamento e de Eco, que dão origem a uma espécie de música psicodélica. Seus principais nomes são, Afrojack e Sidney Samson, entre outros.

Flash House[editar | editar código-fonte]

Nome dado aos estilos de house que foram muito sucesso nos anos 80 e 90 nos quais o Acid House, Progressive House e um pouco de Dirty House. Tambem tem muito de synthpop dancante. Na realidade, praticamente quase toda House Music que ficou na historia passa a se chamar Flash House, mas predomina os sucessos entre os anos 80 e 90.

House Dance[editar | editar código-fonte]

House dance é uma social dance dançada inicialmente seguindo as batidas da chamada house music a qual tem suas raízes nos clubes de Chicago e Nova Iorque.[6] [7] Os elementos principais da dança são "Footwork" e "Jacking".[8] [9] [10] House dance é uma dança mais improvisada do que coreografada com ênfase em movimentos de pernas rápidos e complexos combinados com movimentos fluídos do tronco. Nesse estilo, os braços não têm muita importância. Alguns dançarinos de house também se utilizam de um estilo de dança chamado Lofting, uma mistura de Capoeira de Angola com movimentos de solo do Jazz. Todavia, apesar de oferecer mais elementos à dança, o lofting não é obrigatório para se dançar a house dance. O Lofting era dançando antes do house dance nas festas do DJ Mancuso The Lofting no Paradise Garage.

Características

House Dance é um amálgama das danças disco com um movimento de tronco chamado Jacking. Esse movimento surgiu nos clubes de Chicago e era realizado quando muitos dos frequentadores já estavam sob influência de drogas.[6]

A dança House retira seus movimentos de outros estilos, principalmente da Salsa, Tap, Hip hop, Afro e Jazz. Todavia, por ter sido uma dança surgida nos clubes, há também os elementos pessoais de cada dançarino envolvidos. Por existirem dançarinos de diversas origens compartilhando a mesma pista, houve (e há, ao menos em Nova Iorque) muitas trocas de informações na origem desse estilo de dança. A House Dance é uma dança social antes de ser uma dança de competições. Se presta antes à união e à diversão do que ao virtuosismo e demonstração de habilidades. Se um dançarino esquece-se da música para fazer movimentos de dificuldade elevada, não está dançando house. Nesse estilo, há uma ênfase nos ritmos sutis e refrões da música com os movimentos de perna seguindo-os de perto

Entre os pioneiros da House Dance temos Ejoe Wilson, Brian "Footwork" Green, Tony McGregor, Marjory Smarth, Caleaf Sellers, "Brooklyn" Terry Wright, Shannon Mabra, Tony "Sekou" Williams, Shannon Selby (aka Shan S), Voodoo Ray, Chris Sawyer e muitos outros. Alguns antes deles como Bravo, Karate Kris, Archie Burnett, Manny bem como muitos lofters e pessoas comuns que frequentaram festas como Paradise Garage, Studio 54 e The Loft.

italo-house

O estilo da House-Music fundado na Itália (provavelmente vertente da Italo-disco ) .-Foi para nós aqui no Brasil , um ícone popularizando a House-Music em geral.- O Italo-House teve suas criações através de Samplers , mesmo assim , os italianos foram os "mestres" do estilo . -Checco Bontempi , Gianfranco Bortolloti ,Pierre Feroldi foram os mais destacados nas produções do Italo-House.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Reynolds, Simon. Generation Ecstasy: Into the World of Techno and Rave Culture. Routledge, 1999. pp. 1025–1039.
  • Sommer, Sally R. "C'mon to My House: Underground-House Dancing." Dance Research Journal, Vol. 33, No. 2, pp. 72–86.
  • Cheeseman, Phil. "The History Of House" , Dj magazine, December 2003.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Tomás Chiaverini. Festa infinita: o entorpecente mundo das raves. [S.l.]: Ediouro Publicações, 2009. 47 pp. ISBN 8500024437 / ISBN 9788500024436
  2. Chris Anderson. A cauda longa: do mercado de massa para o mercado de nicho. [S.l.]: Elsevier Brazil, 2006. 176 pp. ISBN 8535221832 / ISBN 9788535221831
  3. Erika Palomino. Babado forte: moda, música e noite na virada do século 21. [S.l.]: Editora Mandarim, 1999. 282 pp. ISBN 8535401652 / ISBN 9788535401653
  4. Fikentscher, Kai (julho-agosto de 2000), "Youth's sonic forces: The club DJ: a brief history of a cultural icon", UNESCO Courier (UNESCO): 45
  5. http://www.britannica.com/EBchecked/topic/273088/house
  6. a b "The History Of House".
  7. "What is house?".
  8. "Spin Slide and Jack: A History of House Dancing", 5 Magazine, 1 August 2005.
  9. "Major Contributors in House Dance".
  10. [1]