Himeneu

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Nicolas Poussin. Himeneu Travestido Durante um Sacrifício a Príapo

Himeneu (do grego antigo Ὑμέναιος), conhecido em latim como Hymenaeus ou Hymenaios, era o deus grego do casamento. Filho de Apolo e Afrodite.

Índice

[editar] História

Himeneu era um rapaz tão belo que os atenienses chegaram a confundi-lo com uma moça. Apesar de pertencer a uma família humilde ele amava uma mulher nobre. Certa vez, quando algumas moças de famílias nobres foram a Elêusis para oferecer um sacrifício a Deméter um grupo de piratas atacou-as, levando todas inclusive Himeneu, que foi confudido com uma mulher. Após uma longa viagem, os piratas cansados adormeceram numa praia. Aproveitando seu sono, Himeneu os matou, deixou as moças em um local seguro e foi a Atenas e prometeu trazer de volta as vítimas do rapto se lhe fosse dada em casamento sua amada, ao que os atenienses concordaram. Para comemorar o acontecimento passou-se a invocar em todos os casamentos o nome de Himeneu.

[editar] Atributos

Supunham os gregos que Himeneu comparecia a todos os casamentos. Se ele não o fizesse, o matrimônio resultaria desastroso, de forma que durante esta celebração os gregos evocavam o seu nome em voz alta.

Ele presidiu a muitos dos enlaces na mitologia grega, não apenas dos deuses, como de seus filhos.

  • Pelo fato de Himeneu presidir aos casamentos, foi sugerido que havia uma conexão entre esta divindade e o hímen. Os lexicógrafos, entretanto, declaram que este é um caso de coincidência e não de afinidade etimológica. [carece de fontes?]

[editar] Representação

Desde a Renascença italiana, pelo ao menos, Himeneu é sempre representado na arte como um homem jovem, usando uma guirlanda de flores e segurando uma tocha ardente numa das mãos, coberto por vestes púrpuras.

[editar] Fontes

Himeneu foi citado na Ilíada, de Homero, na descrição da proteção de Aquiles - embora alguns tradutores (como Robert Fagles) omitam seu nome:

Cquote1.svg Com casamentos e banquetes nupciais, sob as tochas ardentes eles conduziam as noivas dos aposentos femininos, marchando pelas ruas, enquanto em coro entoavam bem alto o epitalâmio, atraindo os rapazes, enquanto dançavam, em voltas, e entre eles as flautas e harpas mantinham o vibrante chamado - as mulheres surgiam às portas, e cada um movia-se maravilhado. Cquote2.svg
Homero, em Ilíada

Também há referências ao deus na Eneida, de Virgílio, e em duas peças de William Shakespeare. E também no livro "A mulher de trinta anos" de Honoré de Balzac.


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