Iémen

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الجمهورية اليمنية
(Al-Jumhuriyyah al-Yamaniyah)

República do Iémen
Bandeira do Iémen
Brasão de armas do Iémen
Bandeira Brasão de armas
Lema: nenhum
Hino nacional: "الجمهورية" ("República Unida")
Gentílico: iemenita, sul-iemenita[1]

Localização  República do Iémen

Capital Sana
15° 24' N 44° 12' E
Cidade mais populosa Sana
Língua oficial Árabe
Governo República Unitária
 - Presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi
 - Primeiro-ministro Mohammed Basindawa
Independência  
 - Iémen do Norte 1º de novembro de 1918, do Império Otomano 
 - Iémen do Sul 30 de novembro de 1967, do Reino Unido 
 - Unificação 22 de maio de 1990 
Área  
 - Total 527.968 km² (48.º)
 - Água (%) <0,1
 Fronteira Arábia Saudita (N) e Omã (E)
População  
 - Estimativa de 2008 23.013.376 hab. (48.º)
 - Densidade 39 hab./km² (136.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 52.050 bilhões (145.º)
 - Per capita US$ : 2.335 (132.º)
IDH (2013) 0,500 (154.º) – baixo[2]
Gini (1998) 33,4 [3]
Moeda Rial iemenita (YER)
Fuso horário (UTC+3)
 - Verão (DST) não observado (UTC+3)
Clima Árido e semiárido
Org. internacionais ONU, OCI, Liga Árabe
Cód. ISO YEM
Cód. Internet .ye
Cód. telef. +967
Website governamental http://www.yemen
parliament.com/

Mapa  República do Iémen

O Iémen, Iémene[4] [5] (português europeu) ou Iêmen (português brasileiro) (em árabe اليَمَن, transl. al-Yaman) é um país árabe que ocupa a extremidade sudoeste da Península da Arábia. É limitado a norte pela Arábia Saudita, a leste por Omã, a sul pelo mar da Arábia e pelo golfo de Áden, do outro lado do qual se estende a costa da Somália e a oeste pelo estreito de Bab el Mandeb, que o separa de Djibouti, e pelo mar Vermelho, que providencia uma ligação à Eritreia. Além do território continental, o Iémen inclui também algumas ilhas situadas ao largo do Corno de África, das quais a maior é Socotorá. A capital é Sana.

O país abrigou os Sabeus e o Reino de Sabá,[6] [7] [8] um estado de negociação que floresceu por mais de mil anos e, provavelmente, também estendeu-se à Etiópia e a Eritreia.[9] Em 275 d.C, a região caiu sob o domínio judeu, originando o Reino Himiarita.[10] O cristianismo chegou no século IV, enquanto o judaísmo e o paganismo já estavam estabelecidos. O islamismo se espalhou rapidamente no século VII e tropas iemenitas foram cruciais para a expansão das conquistas islâmicas iniciais.[11] A administração do Iêmen tem sido notoriamente difícil.[12] Várias dinastias surgiram a partir do século XVI, sendo a Rasulid a mais forte e próspera. O país se dividiu entre os impérios Otomano e Britânico, no início do século XX. O Reino Mutawakkilite do Iêmen foi estabelecido após a Primeira Guerra Mundial, sendo que o Iémen do Norte tornou-se a República Árabe do Iêmen em 1962, enquanto o Iémen do Sul continuou a ser um protetorado britânico até 1967. Os dois Estados se uniram para formar a república moderna do Iêmen em 1990.

O Iêmen é um país em desenvolvimento.[13] Sob o governo do presidente Ali Abdullah Saleh, o Iêmen foi descrito como uma cleptocracia.[14] De acordo com o Índice de Percepção da Corrupção, divulgado pela Transparência Internacional, o Iémen está classificado na 164ª posição entre 182 países pesquisados​​.[15] Em 15 de janeiro de 2011, uma série de protestos contra a pobreza, o desemprego e a corrupção foram iniciados no país, bem como contra o projeto de alterar a Constituição do Iêmen e eliminar o limite de mandatos presidenciais.[16]

História[editar | editar código-fonte]

Em 22 de Maio de 1990 foi criada a República do Iémen, resultando da unificação entre a República Árabe do Iémen (ou Iémen do Norte) e a República Democrática do Iémen (ou Iémen do Sul).

A República Árabe do Iémen tinha-se tornado independente do Império Otomano em Novembro de 1918 e a República Democrática do Iémen alcançou a independência do Reino Unido em 30 de Novembro de 1967. A ilha de Socotorá, localizada estrategicamente na entrada do golfo de Áden, foi incorporada ao território iemenita em 1967.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pertencente ao continente asiático, o Iémen unificado é formado pelas antigas República Árabe do Iémen (ou Iémen do Norte) e a República Democrática do Iémen (ou Iémen do Sul). Ao norte encontra-se o território mais fértil de toda a península Arábica, área que junto com o vale de Hadramaute, era chamada pelos antigos romanos de Arábia Feliz (em latim: Arabia Felix).

O território constitui-se de uma faixa costeira semidesértica, ao longo do mar Vermelho e de uma zona montanhosa mais úmida no interior, onde se desenvolve a agricultura (sorgo para consumo interno e algodão para exportação). O tradicional cultivo de café moca foi gradativamente substituído pelo do khat, planta com propriedades estimulantes, semelhantes às da coca.

O clima é tropical, com temperaturas altas, sobretudo em Tihmah (onde as precipitações são abundantes) e na parte oriental. O sul é montanhoso e seco, com falta de rios perenes, sendo que, em dois terços do território, o clima é desértico ou semidesértico.

Nos vales e oásis (1,2% do território) desenvolve-se o cultivo de milho, algodão e café. O país carece de recursos naturais, sendo a pesca um recurso importante.

Política[editar | editar código-fonte]

O chefe de Estado do Iémen é o presidente, que é eleito para um mandato de sete anos. O presidente é responsável pela nomeação do vice-presidente, do primeiro-ministro e dos membros do governo. O poder legislativo reside no parlamento de duas câmeras. A câmara alta do parlamento recebe o nome de Shura, sendo composta por 111 membros nomeados pelo Presidente. A câmara baixa é constituída 301 membros eleitos para mandatos de seis anos.

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A bandeira nacional do Iêmen foi adotada em 22 de maio de 1990, no mesmo dia que o Iêmen do Norte e o Iêmen do Sul se unificaram. O padrão de faixas vermelha, branca e preta também estava presente nas bandeiras destes países, simbolizando pan-arabismo, assim como as bandeiras do Egipto, Síria, Bandeira do Iraque, entre outras.

Segundo a descrição oficial, as cores significam:

  • Vermelho: representa o derramamento de sangue de mártires e unidade;
  • Branco: representa futuro brilhante;
  • Preto: representa o passado escuro.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

O brasão de armas do Iémen retrata uma águia dourada com um pergaminho entre as suas garras. Sobre a rolagem está escrito o nome do país em árabe: الجمهورية اليمنية ou Al-Jumhuriyyah Al-Yamaniyah. O peito da águia contém um escudo que retrata plantas de café e os Marib Dam, sendo que abaixo se encontram quatro listras azuis e três listras brancas, em forma de ondulação. Os suportes, à direita e à esquerda da águia, seguram a Bandeira do Iémen.

Hino nacional[editar | editar código-fonte]

"República Unida" é o hino nacional do Iémen. Escrito por Abdallah "al-Fadhool" Abdulwahab Noman e composto por Ayob Tarish, foi o hino da República Popular Democrática do Iémen (Iémen do Sul) e tornou-se o hino de todo o Iémen, com a unificação dos dois em 1990.

Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

Criadas em 1990, as Forças Armadas do Iémen são compostas do Exército, da Marinha, e da Força Aérea. Elas tem um papel importante na história do país, principalmente nos últimos conflitos em que o país esteve envolvido.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Eis alguns dados sobre a demografia do Iémen:

  • Composição étnica: os iemenitas são árabes; há uma reduzida minoria persa no litoral norte.
  • Religião: islamismo (oficial). Muçulmanos, 99,9%; outros, 0,1.
  • Idiomas: árabe (oficial).


Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa de subdivisões do Iêmen

O Iémen está dividido em 19 muhafazat ("províncias", singular - muhafazah) e uma cidade (capital):

  1. Abyan
  2. 'Adan
  3. Ad Dali'
  4. Al Bayda'
  5. Al Hudaydah
  6. Al Jawf
  7. Al Mahrah
  8. Al Mahwit
  9. 'Amran
  10. Dhamar
  11. Hadramaute
  12. Hajjah
  13. Ibb
  14. Lahij
  15. Ma'rib
  16. Sa'dah
  17. Sanaá
  18. Shabwah
  19. Ta'izz

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do Iémen é predominantemente rural e agrícola. É favorecida, nesse aspecto, por ser a única região da península árabe com chuvas regulares.

Das rendas originadas pelas exportações, 95% são devidas ao petróleo. É, no entanto, o país mais pobre do Médio Oriente.

A expulsão de mais de um milhão de trabalhadores iemenitas da Arábia Saudita durante a Guerra do Golfo, em 1990, teve como consequência um acentuado declínio económico.

Eis alguns indicadores da economia do Iémen:

Cultura[editar | editar código-fonte]

O Iêmen é um país culturalmente rico com influência de muitas civilizações, como a antiga civilização de Sheba.

Mídia[editar | editar código-fonte]

A transmissão de rádio no Iêmen começou nos anos 40, quando o país ainda era dividido entre o Sul, do Império Britânico, e o Norte dos Imami. Após a unificação do Iêmen em 1990, o governo reformou as corporações e fundou mais alguns canais de rádio que fazem transmissões locais. Contudo, isso recuou após 1994, devido à destruição da infraestrutura provocada pela guerra civil.

A televisão é a plataforma mais significativa do Iêmen. Dado o alto índice de analfabetismo no país, a televisão é e principal fonte de notícias dos iemenitas. Existem seis canais de TV aberta no país, dos quais quatro deles são estatais.[17]

A indústria de cinema iemenita está em seu estágio inicial; apenas dois filmes iemenitas haviam sido lançados até 2008.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O futebol é o esporte mais popular do Iêmen. A seleção nacional do Iêmen compete na FIFA e na Confederação Asiática de Futebol. O país também possui diversos times de futebol que disputam em ligas nacionais e internacionais.

As montanhas do Iêmen provêm muitas oportunidades para esportes ao ar livre, como ciclismo, escalada, hill climbing, salto em montanha, e alpinismo mais desafiador. Alpinismo e viagens de carona para as Montanhas Sarawat e a Jabal an Nabi Shu'ab, incluindo os picos de 5000 m na região, são organizadas sazonalmente por agências de alpinismo locais e internacionais.

A costa do Iêmen e da ilha de Socotra também oferece oportunidades de esportes aquáticos, como surfe, bodyboarding, vela, natação e mergulho. A ilha de Socotra é um dos melhores destinos do mundo para a prática do surfe.

O salto sobre camelo é popular na tribo Zaraniq, da costa oeste do Iêmen, na planície desértica do Mar Vermelho. Os camelos são reunidos e dispostos lado a lado. Os atletas saltam ao largarem em movimento para ganharem altura e distância no ar. Os saltadores treinam durante o ano todo para as competições. Os membros da tribo amarram suas vestes ao redor da cintura para não serem atrapalhados ao correr e saltar.[18]

O maior evento esportivo do Iêmen foi a Copa das Nações de 2010, em Áden e Abyan, no sul do país, em 22 de novembro de 2010. Esperava-se que o Iêmen fosse o competidor mais forte, mas ele foi derrotado nos três primeiros jogos do torneio. [19]

A seleção do Iêmen jamais ganhou um título, apesar de ter nele muitos jogadores árabes de renome.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Feriado Observação
1 de Maio Dia do Trabalho
22 de Maio União Nacional Celebra a unificação da República Iêmem
26 de Setembro Dia da Revolução 1962 Celebra a revolução contra os Iêmens do norte
14 de Outubro Dia da Revolução 1964 Celebra a revolução contra Britânicos no sul
30 de Novembro Dia da Evacuação Saída do último soldado Britânico do Iêmem do Sul

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos do Iémen
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Página visitada em 3 de agosto de 2014.
  3. CIA World Factbook, Lista de Países por Coeficiente de Gini (em inglês)
  4. Iémene
  5. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
  6. Robert D. Burrowes. Dicionário Histórico do Iémen. [S.l.: s.n.], 2010. ISBN 0810855283
  7. St. John Simpson. Queen of Sheba: treasures from ancient Yemen. [S.l.: s.n.], 2002. ISBN 0714111511
  8. Kenneth Anderson Kitchen. On the Reliability of the Old Testament. [S.l.: s.n.], 2003. ISBN 0802849601
  9. Kishlansky, Mark. e-Study Guide for: Civilization in the West, Volume A. [S.l.]: Cram101 Textbook Reviews, 2012. p. 351. ISBN 1467295108
  10. Yaakov Kleiman. DNA & Tradition: The Genetic Link to the Ancient Hebrews. [S.l.]: Devora Publishing, 2004. p. 70. ISBN 1930143893
  11. Marta Colburn. The Republic of Yemen: Development Challenges in the 21st Century. [S.l.]: CIIR, 2002. p. 13. ISBN 1852872497
  12. Karl R. DeRouen, Uk Heo. Civil Wars of the World: Major Conflicts Since World War II, Volume 1. [S.l.]: ABC-CLIO, 2007. p. 810. ISBN 1851099190
  13. Yemen: World Bank Projects To Promote Water Conservation, Enhance Access To Infrastructure And Services For Poor. Banco Mundial. Página visitada em 7 de agosto de 2014.
  14. Laura Etheredge. Saudi Arabia and Yemen. [S.l.]: The Rosen Publishing Group, 2011. p. 137. ISBN 1615303359
  15. Transparency International's 2009 corruption index: the full ranking of 180 countries. Transparency international (17 de novembro de 2009). Página visitada em 7 de agosto de 2014.
  16. James L. Gelvin. The Arab Uprisings: What Everyone Needs to Know. [S.l.]: Oxford University Press, 2012. p. 68. ISBN 019989177X
  17. Arab Media Outlook 2011-2015 (2012).
  18. The Sport of Camel Jumping. Smithsonianmag.com. Página visitada em 2013-02-22.
  19. Yemenis open up about the Gulf Cup. Yemen Today. Página visitada em 8 February 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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